Lanvis Icone para ediçãoIcone de Enomear Icone de Excluir

Para que serve

Lanvis é indicado para o tratamento de certas formas de leucemia (doença maligna do sangue) e de algumas outras doenças hematológicas não-neoplásicas (não malignas), bem como em associação ao transplante de medula óssea.

Como o Lanvis funciona?


Lanvis atua sobre o DNA celular, combatendo e impedindo a multiplicação de células cancerígenas.

O uso de Lanvis é contraindicado para pacientes com alergia conhecida a qualquer componente da fórmula.

Os comprimidos de Lanvis devem ser engolidos com o auxílio de um copo de água.

Evite a ingestão de alimentos em horários próximos à administração de Lanvis.

Posologia do Lanvis


Tanto a dose exata quanto a duração do tratamento dependerão da natureza e da dosagem dos demais medicamentos da mesma classe administrados simultaneamente com Lanvis.

O uso de Lanvis não é recomendado em terapia de manutenção ou tratamentos similares de longa duração contínuos, devido ao alto risco de toxicidade no fígado.

Adultos:

A dose usual é de 60 a 200 mg/m2 de superfície corporal por dia.

Crianças:

São recomendadas doses similares àquelas usadas em adultos, com correção apropriada à área da superfície corporal.

Idosos:

Não há recomendações específicas de dosagem para pacientes idosos.

Lanvis tem sido utilizado nos idosos, em vários regimes de quimioterapia combinada com outros medicamentos para o tratamento da leucemia aguda, em dosagens equivalentes àquelas utilizadas em pacientes jovens.

Insuficiência renal e/ou hepática:

Deve-se considerar a redução da dose em pacientes com função do fígado ou dos rins comprometida.

A dose deve ser cuidadosamente ajustada às necessidades individuais dos pacientes.

Lanvis só deve ser utilizado sob supervisão médica.

O que devo fazer quando eu me esquecer de usar este o Lanvis?


Caso você se esqueça de uma dose, espere e tome a próxima dose no horário normal. Não tome uma dose dobrada para compensar a que você esqueceu.

Em caso de dúvidas, procure orientação do farmacêutico ou de seu médico, ou cirurgião-dentista.

Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento.

Não interrompa o tratamento sem o conhecimento de seu médico.

Lanvis é um agente citotóxico ativo para uso apenas sob supervisão de médicos experientes na administração desses agentes.

A imunização com vacinas contendo microrganismos vivos tem o potencial de causar infecções em pacientes imunodeficientes. Assim, não é recomendada a imunização desses pacientes com vacinas produzidas com microrganismos vivos.

Efeitos hepáticos:

Lanvis não é recomendado para terapia de manutenção ou tratamentos contínuos similares de longa duração, devido ao alto risco de toxicidade hepática (capacidade de uma substância química causar efeito nocivo ao fígado) associada a danos nos vasos sanguíneos. 

Efeitos hematológicos:

O tratamento com Lanvis causa supressão da medula óssea que conduz à leucopenia (diminuição no número de leucócitos – células de defesa – no sangue) e trombocitopenia (diminuição no número de plaquetas - células responsáveis pela coagulação – no sangue).

Anemia (redução do número de glóbulos vermelhos – hemácias - no sangue) tem sido relatada menos frequentemente.

Controle:

Seu médico solicitará frequentemente contagem de substâncias do seu sangue durante o tratamento com Lanvis.

O número de leucócitos e de plaquetas continua a cair após a suspensão do tratamento.

Assim, ao primeiro sinal de uma queda acentuada nessas contagens, seu médico poderá interromper o tratamento temporariamente.

Síndrome de Lesch-Nyhan:

Pacientes com deficiência em uma enzima chamada hipoxantina-guanina-fosforribosil-transferase ou com Síndrome de Lesch-Nyhan podem apresentar resistência (o remédio não faz efeito desejável nesses pacientes) ao tratamento com Lanvis.

Efeitos na habilidade de dirigir veículos e operar máquinas:

Não existem dados quanto ao efeito de Lanvis sobre a capacidade de dirigir veículos ou operar máquinas.

O efeito prejudicial sobre essas atividades não pode ser previsto a partir do modo de ação deste medicamento.

Gravidez e lactação:

O uso de Lanvis deve ser, sempre que possível, evitado na gestação, especialmente durante o primeiro trimestre.

Você e seu parceiro devem tomar precauções adequadas para evitar a gravidez durante o tratamento com Lanvis.

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica. Informe imediatamente seu médico em caso de suspeita de gravidez.

Medicamentos imunossupressores podem ativar focos primários de tuberculose. Os médicos que acompanham pacientes sob imunossupressão devem estar alertas quanto à possibilidade de surgimento de doença ativa, tomando todos os cuidados para o diagnóstico precoce e tratamento. 

Informe ao seu médico sobre o aparecimento de reações desagradáveis, como feridas na cavidade oral (interior da boca) e toxicidade no fígado.

Reações muito comuns (ocorrem em 10% dos pacientes que utilizam este medicamento):

  • Supressão da atividade da medula óssea, que deixa de fabricar as células sanguíneas - glóbulos vermelhos glóbulos brancos e plaquetas;
  • Toxicidade hepática (do fígado) associada com dano à parede interna dos vasos sanguíneos quando Lanvis é usado em terapia de manutenção ou de longa duração continuada, o que não é recomendado.

A toxicidade hepática normalmente aparece como uma síndrome clínica da doença veno-oclusiva hepática (que causa o fechamento de pequenas veias do fígado) (cujos sintomas são aumento da produção de bilirrubina [pigmento vermelho produzido no fígado], aumento do tamanho do fígado, ganho de peso devido à retenção de fluidos e ao acúmulo de líquidos na cavidade abdominal) ou com sinais de pressão elevada da veia porta (que conduz a um aumento do tamanho do baço, diminuição do número de plaquetas no sangue e veias dilatadas no esôfago).

Aumento no número de algumas enzimas do fígado e icterícia (pele e olhos amarelados por aumento de bilirrubina no sangue) podem também ocorrer.

Características que podem ser observadas nos tecidos corporais associadas com essa toxicidade incluem esclerose hepatoportal (endurecimento da veia portal no fígado), hiperplasia nodular regenerativa (tumores benignos no fígado), peliose hepática (doença vascular do fígado) e fibrose periportal (formação de tecido fibroso próximo à veia portal).

Reações comuns (ocorrem entre 1% e 10% dos pacientes que utilizam este medicamento):

  • Estomatite (inflamação da mucosa interna da boca) e intolerância gastrintestinal;
  • Toxicidade hepática (do fígado) durante tratamento de curta duração, aparecendo como uma doença veno-oclusiva (que causa o fechamento de pequenas veias do fígado). A reversão dos sintomas e sinais dessa toxicidade tem sido relatada com a interrupção do tratamento, seja ele de curta ou longa duração.

Reações raras (ocorre entre 0,01% e 0,1% dos pacientes que utilizam este medicamento):

  • Necrose intestinal (morte das células de uma parte do intestino) e perfurações intestinais;
  • Necrose hepática centrolobular (morte das células de uma parte específica do fígado) tem sido relatada em alguns casos, incluindo pacientes recebendo quimioterapia combinada, contraceptivos orais (medicamentos para evitar gravidez), altas doses de Lanvis e álcool.

Informe seu médico ou farmacêutico o aparecimento de reações indesejáveis pelo uso do medicamento. Informe também à empresa através do seu serviço de atendimento.

Apresentação:

Comprimidos contendo:

40 mg de tioguanina, apresentados em frascos com 25 comprimidos.

Uso oral.

Uso adulto e pediátrico.

Composição:

Cada comprimido de Lanvis contém:

Tioguanina

40 mg

Excipientes*

1 comprimido

*Lactose monoidratada, amido, acácia, ácido esteárico e estearato de Magnésio.

O principal efeito tóxico é sobre a medula óssea, sendo provável que a toxicidade hematológica (no sangue) seja mais profunda com uma superdose crônica (uso prolongado de doses excessivas) do que com uma única ingestão excessiva de Lanvis.

Caso ingira uma quantidade maior do que a indicada deste medicamento, procure socorro médico.

Em caso de uso de grande quantidade deste medicamento, procure rapidamente socorro médico e leve a embalagem ou bula do medicamento, se possível. Ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações.

Avise seu médico caso você tenha se vacinado ou pretenda se vacinar. Caso esteja fazendo uso de medicamentos como olsalazina, mesalazina ou sulfassalazina, usados para o tratamento de inflamações, converse com seu médico. Evite a ingestão de alimentos em horários próximos à administração de Lanvis.

Informe seu médico ou cirurgião-dentista se você está fazendo uso de algum outro medicamento. Não use medicamento sem o conhecimento de seu médico. Pode ser perigoso para a sua saúde.

Resultados de Eficácia


Crianças com leucemia linfoblástica, consecutivamente diagnosticada no Reino Unido e na Irlanda entre abril de 1997 e junho de 2002, foram distribuídas aleatoriamente para 6-Tioguanina (substância ativa) (750 pacientes) ou 6-mercaptopurina (748 pacientes) durante a manutenção provisória e a terapia contínua. Após um acompanhamento mediano de 6 anos, não houve diferença na sobrevida sem evento ou geral (6-mercaptopurina 666/748 [90%], 6-Tioguanina (substância ativa) 656/744 [88%]; p = 0,3) entre os dois grupos de tratamento.1

Os esquemas DAT (daunorrubicina, citarabina, Tioguanina (substância ativa)) e ADE (daunorrubicina, citarabina, etoposida) proporcionaram altas taxas de remissão e boa sobrevida em longo prazo, sendo, ambos, regimes quimioterápicos igualmente eficazes para o tratamento de pacientes com leucemia mieloblástica aguda (LMA) de até 55 anos de idade.2

Taxas de resposta de 53% a 80% foram obtidas quando citarabina foi associada a outras substâncias supressoras medulares, incluindo Tioguanina (substância ativa) (por exemplo, o esquema DAT (citarabina, daunorrubicina, Tioguanina (substância ativa))).3

Referências:

VORA, A. et al. Toxicity and efficacy of 6-thioguanine versus 6-ercaptopurine in childhood lymphoblastic leukaemia: a randomised trial. Lancet, 368: 1339–48, 2006.
2 HANN, IM. et al. Randomized Comparison of DAT Versus ADE as Induction Chemotherapy in Children and Younger Adults With Acute Myeloid Leukemia. Results of the Medical Research Council’s 10th AML Trial (MRC AML10). Blood, 89(7):
2311-2318, 1997.
Lennon TP & Yee GC: Adult acute leukemia In: DiPiro JT, Talbert RL, Hayes PE, et al (Eds): Pharmacotherapy: a Pathophysiologic Approach, Elsevier, New York, NY, 1989.

Características Farmacológicas


Propriedades farmacodinâmicas

A Tioguanina (substância ativa) é um análogo sulfidrílico da guanina e comporta-se como um antimetabólito da purina. É ativada em seu nucleotídeo, o ácido tioguanílico. Os metabólitos da Tioguanina (substância ativa) inibem a síntese de novo de purina e das interconversões do nucleotídeo da purina. A Tioguanina (substância ativa) é também incorporada em ácidos nucleicos. A incorporação ao DNA (ácido desoxirribonucleico) contribui para a citotoxicidade do agente.

A resistência cruzada normalmente existe entre a Tioguanina (substância ativa) e a mercaptopurina, e não se espera que os pacientes resistentes a uma respondam à outra.

Propriedades farmacocinéticas

A Tioguanina (substância ativa) é extensamente metabolizada in vivo. Há duas vias catabólicas principais: a metilação para 2-amino-6-metiltiopurina (MTG) e a desaminação para 2-hidroxi-6- mercaptopurina, seguidas de oxidação para o ácido 6-tioúrico.

Estudos com a Tioguanina (substância ativa) radioativa mostram que os níveis sanguíneos de pico de radioatividade total são alcançados, aproximadamente, entre 8 e 10 horas após administração oral, e declinam vagarosamente em seguida. Estudos posteriores, utilizando HPLC, demonstraram que a 6-Tioguanina (substância ativa) é a maior tiopurina presente, pelo menos nas primeiras oito horas após administração intravenosa. Concentrações plasmáticas de 61-118 μmol/mL são obtidas após administração intravenosa de 1 a 1,2 g de 6-Tioguanina (substância ativa)/m2 de superfície corporal. Os níveis plasmáticos decaem biexponencialmente, com meia-vida inicial e terminal de três e de cinco a nove horas, respectivamente.

Após administração oral de 100 mg/m2, os níveis de pico, conforme se mediu por HPLC, ocorreram entre duas e quatro horas, e caíram na faixa de 0,03-0,94 micromolar (0,03-0,94 μmol/mL). Os níveis são reduzidos pela ingestão concomitante de alimentos, assim como por vômitos.

Tendo em vista sua ação sobre o DNA celular, a Tioguanina (substância ativa) é potencialmente mutagênica e carcinogênica.

Mantenha o medicamento na embalagem original, em temperatura ambiente (entre 15 e 30°C) e protegido da luz e da umidade.

Número do lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.

Não use medicamento com o prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original.

Aspectos físicos:

Comprimido branco a quase branco, redondo, biconvexo, com um sulco. Traz a inscrição “T40” gravada em um dos lados, e tem o outro lado liso.

Antes de usar, observe o aspecto do medicamento. Caso ele esteja no prazo de validade e você observe alguma mudança no aspecto, consulte o farmacêutico para saber se poderá utilizá-lo.

Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.

MS: 1.3764.0134.

Farm. Resp.:
Dra. Juliana Aguirre M. Pinto.
CRF-ES n°. 3198.

Fabricado e embalado por:
Excella GmbH.
Nürnberger Str, 12 – Feucht – Alemanha.

Importado por:
Aspen Pharma Indústria Farmacêutica Ltda.
Av. Acesso Rodoviário, Módulo 01, Quadra 09, TIMS – Serra – ES.
CNPJ 02.433.631/0001-20.
Indústria Brasileira.

Venda sob prescrição médica. 

*Não use medicamentos sem o conhecimento do seu médico, pode ser perigoso para a sua saúde.
*As informações aqui divulgadas não deverão ser utilizadas como substituto de prescrição médica para o tratamento de qualquer doença.