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Para que serve

PARA QUE ESTE MEDICAMENTO É INDICADO Koplan (teicoplanina) está indicado no tratamento de infecções causadas por bactérias gram-positivas sensíveis, incluindo aquelas resistentes a outros antibióticos tais como meticilina e as cefalosporinas: endocardite (inflamação da camada mais interna do coração - endocardio), septicemia (infecção geral grave), infecções osteoarticulares (infecção nos ossos e articulações), infecções do trato respiratório inferior (traqueia, pulmões, brônquios, bronquíolos e alvéolos pulmonares), infecções de pele e tecidos moles, infecções urinárias (de urina) e peritonite (inflamação do peritônio) associada à diálise peritoneal (processo de filtração do sangue através do peritônio) crônica ambulatorial Também está indicado no tratamento de infecções em pacientes alérgicos às penicilinas ou cefalosporinas Koplan (teicoplanina) pode ser usado por via oral no tratamento de diarreia associada ao uso de antibiótico, incluindo colite pseudomembranosa (infecção intestinal causada por uma bactéria (Clostridium difficile)) Koplan (teicoplanina) pode ser utilizado para profilaxia (prevenção) em pacientes nos quais a infecção por micro-organismos gram-positivos pode ser perigosa (por exemplo, em pacientes que necessitam de cirurgia dental ou ortopédica) 2

vancomicina, não se constitui em uma contra indicação para o uso de teicoplanina Efeitos na capacidade de dirigir veículos e operar máquinas Koplan (teicoplanina) pode causar efeitos adversos, tais como dor de cabeça e tonturas A habilidade de dirigir veículos ou operar máquinas pode ser afetada Pacientes experimentando estes eventos adversos não devem dirigir veículos ou operar máquinas

A eficácia da monoterapia com teicoplanina para esta indicação ainda está sendo investigada Quando as concentrações séricas de teicoplanina são monitoradas em infecções graves, os níveis (imediatamente antes da dose subsequente) devem ser equivalentes a 10 vezes a CIM (Concentração Inibitória Mínima) ou pelo menos, 10mg/L, podendo ser de 15 a 20mg/L dependendo da gravidade da infecção - Terapia combinada: Quando a infecção requer atividade bactericida máxima, recomenda-se a combinação com um agente bactericida apropriado (ex: em endocardite estafilocócica) ou quando infecções mistas com patógenos gram-negativos não podem ser excluídas (ex: terapia empírica de febre em pacientes neutropênicos) - Profilaxia de endocardite por gram-positivos em cirurgia dental e em pacientes com doença valvular: Uma administração intravenosa de 400mg (6mg/kg) no momento da indução anestésica - Profilaxia de infecções por gram-positivos em cirurgia ortopédica e vascular: Uma dose IV de 400mg (ou 6mg/kg se > 85kg) no momento da indução anestésica - Diarreia causada por Clostridium difficile associada a antibióticos: Após reconstituição do pó do frasco- ampola com a solução diluente, a solução deve ser administrada como solução oral (a solução não tem gosto) A dose usual é de 200mg por via oral, duas vezes ao dia durante 7 a 14 dias A eficácia e segurança da administração de teicoplanina pelas vias intratecal/intralombar e intraventricular não foram estudadas em estudos clínicos controlados Entretanto, foi relatado caso de toxicidade, incluindo convulsões, com o uso intraventricular de teicoplanina Portanto, por segurança e para garantir a eficácia deste medicamento, a administração deve ser somente por via intravenosa ou intramuscular Populações Especiais Uso em idosos: Igual à dose dos adultos (se a função renal (dos rins) estiver gravemente comprometida, devem-se seguir as instruções para pacientes com função renal comprometida) Crianças acima de 2 meses de idade até 16 anos: Para as infecções por gram-positivos em geral, a dose recomendada é de 10mg/kg por via intravenosa a cada 12 horas para as 3 primeiras doses (doses de ataque); as doses diárias subsequentes devem ser de 6mg/kg em injeção única intravenosa ou intramuscular (doses de manutenção) Em infecções graves por micro-organismos gram-positivos ou em crianças neutropênicas (mais susceptíveis a infecções): A dose de ataque recomendada é de 10mg/kg por via intravenosa a cada 12 horas para as 3 primeiras doses; as doses diárias subsequentes de manutenção devem ser de 10mg/kg em única injeção intravenosa ou intramuscular Recém-nascidos menores de dois meses: Recomenda-se administrar dose única de ataque de 16mg/kg por via intravenosa no primeiro dia; as doses diárias de manutenção subsequentes devem ser de 8mg/kg por via intravenosa Recomenda-se administrar as doses por infusão intravenosa por 30 minutos Pacientes com insuficiência renal: Em pacientes com insuficiência renal, a diminuição da dose não é necessária até o quarto dia de tratamento, após este período a dose deve ser ajustada para manter uma concentração sérica de pelo menos 10mg/L A partir do quinto dia, deve-se seguir o seguinte esquema: - Insuficiência renal moderada, com depuração de creatinina de 40 a 60mL/min, a dose de manutenção deverá ser diminuída para a metade (utilizando a dose usual de manutenção a cada dois dias ou a metade desta dose uma vez ao dia) - Em insuficiência renal grave, com depuração de creatinina menor que 40mL/min e em pacientes sob hemodiálise, a dose de manutenção deve ser reduzida para um terço da usual (utilizando esta dose a cada três dias ou um terço da dose uma vez ao dia) A teicoplanina não é dializavel - Diálise peritoneal ambulatorial contínua para peritonite: Após dose única de ataque de 400mg IV, são administrados 20mg/L por bolsa na 1ª semana, 20mg/L em bolsas alternadas na 2ª semana, e 20mg/L na bolsa que permanece durante a noite na 3ª semana Página 6 de 8 “Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento Não interrompa o tratamento sem o conhecimento de seu médico ” 7

QUANDO NÃO DEVO USAR ESTE MEDICAMENTO Koplan (teicoplanina) é contraindicado em pacientes com histórico de hipersensibilidade a teicoplanina 4

COMO DEVO USAR ESTE MEDICAMENTO Instruções para preparo da injeção Adicione lentamente toda a solução diluente da ampola no frasco-ampola e role-o lentamente entre as mãos, até que o pó esteja completamente dissolvido, tomando-se o cuidado de evitar a formação de espuma É IMPORTANTE ASSEGURAR QUE TODO O PÓ ESTEJA DISSOLVIDO, MESMO AQUELE QUE ESTIVER PERTO DA TAMPA A agitação da solução pode causar a formação de espuma, a qual torna difícil recuperar o volume desejado Entretanto, se todo o pó estiver completamente dissolvido, a espuma não altera a concentração da solução Se a solução ficar espumosa, o frasco deve ficar em repouso por aproximadamente 15 minutos Retire a solução lentamente do frasco-ampola, tentando recuperar a maior parte da solução colocando a agulha na parte central da tampa de borracha As soluções reconstituídas contêm 200mg de teicoplanina em 3mL (frasco-ampola de 200mg) e 400mg em 3mL (frasco-ampola de 400mg) É importante que a solução seja corretamente preparada e cuidadosamente colocada na seringa, pois, caso contrário, pode levar a administração de uma dose menor que a dose total A solução final é isotônica e tem pH de 6,3 a 7,7 As soluções reconstituídas podem ser injetadas diretamente ou diluídas com os seguintes diluentes: solução de Cloreto de sódio 0,9 %, solução de Ringer, solução de Ringer Lactato (Solução de Hartmann), solução de Glicose 5%, solução de Glicose 10% e solução de Glicose a 1,36% ou 3,86% para diálise peritoneal Como boa prática farmacêutica, recomenda-se que as soluções sejam administradas imediatamente após o preparo Modo de administração: Koplan (teicoplanina) pode ser administrado por via intravenosa (IV) ou intramuscular (IM) A administração IV pode ser feita diretamente por injeção (3 - 5 minutos) ou através de infusão (30 minutos) A dose diária é geralmente única, entretanto, em infecções graves, recomenda-se uma dose de ataque a intervalos de 12 horas para as 3 primeiras doses podendo se estender por até 4 dias (8 doses iniciais), dependendo da gravidade da infecção A maioria dos pacientes com infecções causadas por micro- organismos sensíveis ao antibiótico apresenta resposta terapêutica dentro das primeiras 48 - 72 horas A duração total do tratamento é determinada pelo tipo e gravidade da infecção e resposta clínica do paciente Em endocardite (inflamação do endocárdio, camada mais interna do coração) e osteomielite (inflamação óssea), recomenda-se tratamento por 3 semanas ou mais Somente o método de administração infusão IV pode ser usado em recém-nascidos A gravidade da doença e o local da infecção devem ser considerados na determinação das doses de teicoplanina Incompatibilidades As soluções de teicoplanina e aminoglicosideos são incompatíveis quando misturadas diretamente e não devem ser misturadas antes da injeção POSOLOGIA Uso em adultos - Para infecções por gram-positivos em geral: O regime inicial é de 3 doses de 400mg IV a cada 12 horas (dose de ataque), seguida de uma dose de manutenção de 400mg IV ou IM uma vez ao dia Página 5 de 8 - Em casos de septicemia (infecção grave e generalizada do corpo), infecções ósteoarticulares (ossos e articulações), endocardites (infecção no coração), pneumonias graves e outras infecções graves causadas por organismos gram-positivos em geral: O regime inicial é de 400mg a cada 12 horas via IV para as 3 primeiras doses podendo se estender por até 4 dias (8 doses iniciais), dependendo da gravidade da infecção, seguida de uma dose de manutenção de 400 mg IV ou IM uma vez ao dia A dose padrão de 400mg corresponde a aproximadamente 6mg/kg Em pacientes com mais de 85kg, deve-se utilizar a dose de 6mg/kg Podem ser necessárias doses maiores em algumas situações clínicas Em algumas situações, tais como em pacientes com queimaduras graves infectadas ou endocardite causada por Staphylococcus aureus, pode ser necessária dose de manutenção de até 12mg/kg por via IV No caso de endocardite causada por S aureus, foram obtidos resultados satisfatórios quando teicoplanina foi administrada junto com outros antibióticos

O QUE DEVO FAZER QUANDO EU ME ESQUECER DE USAR ESTE MEDICAMENTO Caso esqueça de administrar uma dose, administre-a assim que possível No entanto, se estiver próximo do horário da dose seguinte, espere por este horário, respeitando sempre o intervalo determinado pela posologia Nunca devem ser administradas duas doses ao mesmo tempo “Em caso de dúvidas, procure orientação do farmacêutico ou de seu médico, ou cirurgião-dentista ” 8

O QUE DEVO SABER ANTES DE USAR ESTE MEDICAMENTO Foram relatados casos de toxicidade hematológica (no sangue), auditiva (no ouvido), hepática (no fígado) e renal (nos rins) com teicoplanina Portanto, recomenda-se monitorar as funções auditiva, hematológica, hepática e renal, particularmente em pacientes com insuficiência renal, pacientes sob tratamento prolongado e aqueles pacientes que necessitam de uso concomitante de fármacos que possam ter efeitos tóxicos para o sistema auditivo e tóxicos para o sistema renal (ver subitem “Interações medicamentosas”) Trombocitopenia foi relatada com o uso de teicoplanina Exames sanguíneos periódicos são recomendados durante o tratamento, incluindo hemograma completo Da mesma forma que com outros antibióticos, o uso de teicoplanina, especialmente se prolongado, pode resultar em supercrescimento de micro-organismos resistentes É essencial a avaliação repetida da condição do paciente Caso ocorra superinfecção durante a terapia, devem ser tomadas medidas apropriadas A eficácia e segurança da administração de Koplan (teicoplanina) pelas vias intratecal/intralombar e intraventricular não foram estudadas em estudos clínicos controlados Entretanto, foi relatado caso de toxicidade, incluindo convulsões, com o uso intraventricular de teicoplanina Portanto, por segurança e para garantir a eficácia deste medicamento, a administração deve ser somente por via intravenosa ou intramuscular Uso durante a gravidez e lactação Embora os estudos de reprodução animal não tenham revelado evidência de alteração da fertilidade ou efeitos teratogênicos, Koplan (teicoplanina) não deve ser utilizado durante a gravidez confirmada ou suposta ou durante a lactação, a menos que, a critério médico, os benefícios potenciais superem os possíveis riscos Não se tem informação sobre a excreção de teicoplanina no leite materno ou sobre a transferência placentária do fármaco Categoria de risco na gravidez: B “Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião- dentista ” Sensibilidade cruzada Deve ser administrado com cuidado a pacientes com histórico de hipersensibilidade a vancomicina, pois pode haver hipersensibilidade cruzada Entretanto, um antecedente de “síndrome do homem vermelho” atribuído a

QUAIS OS MALES QUE ESTE MEDICAMENTO PODE ME CAUSAR Reação muito comum (ocorre em mais de 10% dos pacientes que utilizam este medicamento) Reação comum (ocorre entre 1% e 10% dos pacientes que utilizam este medicamento) Reação incomum (ocorre entre 0,1% e 1% dos pacientes que utilizam este medicamento) Reação rara (ocorre entre 0,01% e 0,1% dos pacientes que utilizam este medicamento) Reação muito rara (ocorre em menos do que 0,01% dos pacientes que utilizam este medicamento) Koplan (teicoplanina) geralmente é bem tolerado

As reações adversas conhecidas raramente requerem interrupção do tratamento e geralmente são de caráter leve e transitório

As reações adversas graves são raras As seguintes reações foram relatadas: Reações locais: Eritema (vermelhidão), dor local, tromboflebite (inflamação de uma veia associada a formação de coágulo) e abscesso no local da injeção intramuscular Reações alérgicas: Erupção cutânea, prurido (coceira), febre, rigidez, broncoespasmo, reações anafiláticas (reação alérgica), choque anafilático (reação alérgica grave), urticária, angioedema (inchaço em região subcutânea ou em mucosas, geralmente de origem alérgica) e raros casos de dermatite (inflamação na pele) exfoliativa, necrólise epidérmica tóxica (grandes extensões da pele ficam vermelhas e morrem), eritema multiforme incluindo a síndrome de Stevens-Johnson (forma grave de reação alérgica caracterizada por bolhas em mucosas e grandes áreas do corpo) Além disso, foram relatadas reações relacionadas às infusões, tais como: eritema (vemelhidão) ou rubor do tronco Estes eventos ocorreram sem histórico prévio de exposição à teicoplanina e não voltaram a ocorrer na reexposição com a velocidade da infusão mais lenta e/ou a diminuição da concentração Estes eventos não foram específicos para qualquer concentração ou velocidade de infusão Reações sanguíneas: Eosinofilia (aumento do número de um tipo de leucócito do sangue chamado eosinófilo), leucopenia (redução de leucócitos no sangue), neutropenia (diminuição do número de neutrófilos no sangue), trombocitopenia (diminuição no número de plaquetas sanguíneas), e raros casos de agranulocitose (diminuição acentuada de leucócitos do sangue) reversível Função hepática (do fígado): Aumento das transaminases séricas e/ou fosfatase alcalina sérica (enzimas) Função renal (dos rins): Elevação da creatinina sérica, insuficiência renal (redução grave da função do rim) Sistema Nervoso Central: Tontura e cefaleia (dor de cabeça) Convulsões podem ocorrer com a administração intraventricular Auditiva/vestibulares: Nestes casos, o efeito causal não foi estabelecido entre a utilização da teicoplanina e a perda auditiva, tinido (zumbido) e distúrbios vestibulares A ototoxicidade da teicoplanina é inferior a da vancomicina Outros: Superinfecção (supercrescimento de organismos não suscetíveis) “Informe ao seu médico, cirurgião-dentista ou farmacêutico o aparecimento de reações indesejáveis pelo uso do medicamento Informe também à empresa através do seu serviço de atendimento ” 9

COMPOSIÇÃO Koplan 200mg Cada frasco-ampola contém 200mg de teicoplanina Koplan 400mg Cada frasco-ampola contém 400mg de teicoplanina Excipiente: cloreto de sódio Cada ampola de diluente contém 3mL de água para injetáveis INFORMAÇÕES AO PACIENTE 1

COMPOSIÇÃO

O QUE FAZER SE ALGUÉM USAR UMA QUANTIDADE MAIOR DO QUE A INDICADA DESTE MEDICAMENTO Foram relatados casos de administração de doses excessivas erroneamente, à pacientes pediátricos Em um relato de superdose, um recém-nascido de 29 dias apresentou agitação após a administração de 400mg IV (95mg/kg) Nos outros casos, não foram verificados sintomas ou anormalidades laboratoriais associados a teicoplanina Nestes casos, as crianças tinham de 1 mês a 8 anos de idade e as doses de teicoplanina administradas erroneamente estavam entre 35,7mg/kg a 104mg/kg

Nos casos de superdosagem o tratamento deverá ser sintomático A teicoplanina não é eliminada através de hemodiálise “Em caso de uso de uma grande quantidade deste medicamento, procure rapidamente socorro médico e leve a embalagem ou bula do medicamento, se possível Ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações ” Página 7 de 8 Registro MS 1 1402 0068 Farmacêutico Responsável: Walter F da Silva Junior CRF-GO: 5497 Diluente ampola plástica – Reg MS 1 5170 0003 Fabricado por: Isofarma Industrial Farmacêutica Ltda Eusébio – Ceará CNPJ: 02 281 006/0001-00 – Indústria Brasileira Pó + ampola plástica Registrado e embalado por: Novafarma Indústria Farmacêutica Ltda VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA ME – 103491 Página 8 de 8 Anexo B Histórico de Alteração para Bula Dados da submissão eletrônica Dados da petição/notificação que altera bula Dados das alterações de bulas Data do expediente Nº expediente Assunto Data do expediente Nº expediente Assunto Data de aprovação Itens de bula Versões (VP/VPS)

Os estudos em animais não evidenciaram interação com diazepam, tiopental, morfina, bloqueadores neuromusculares ou halotano.

Devido ao potencial de aumento de efeitos adversos, a teicoplanina deve ser administrada com cuidado em pacientes sob tratamento concomitante com fármacos tóxicos para o sistema renal ou tóxicos para o sistema auditivo, tais como aminoglicosídios (classe de antibiótico), anfotericina B (antifúngico), ciclosporina (medicamento depressor do sistema imunológico), furosemida (diurético) e ácido etacrínico.

As soluções de teicoplanina (substância ativa) e aminoglicosídios são incompatíveis quando misturadas, portanto não devem ser misturadas antes da injeção.

Resultados de eficácia

Foi demonstrado que a teicoplanina (substância ativa) é eficaz no tratamento da endocardite causada por organismos gram-positivos.

A teicoplanina (substância ativa) foi tão eficaz quanto outros agentes no tratamento de diarreia associada ao Clostridium difficile (CDAD). A taxa de recidiva no grupo que recebeu teicoplanina (substância ativa) foi baixa. Cento e dezenove pacientes foram randomizados para receber ácido fusídico, metronidazol, teicoplanina (substância ativa) ou vancomicina para o tratamento de CDAD. A dose de teicoplanina (substância ativa) foi de 400 mg, duas vezes ao dia, por 10 dias. A taxa de cura foi de 96% para teicoplanina (substância ativa), 93% para o ácido fusídico, 94% para o metronidazol e 94% para a vancomicina. A porcentagem de pacientes em recidiva foi de 7% com teicoplanina (substância ativa), 28% com ácido fusídico, 16% com metronidazol e 16% com vancomicina.

Houve uma redução no número de infecções no local de inserção e de septicemia gram-positiva relacionada a cateteres com a terapia com teicoplanina (substância ativa) em comparação a terapia sem teicoplanina (substância ativa) em um estudo randomizado com 88 pacientes com cateteres Hickman. A teicoplanina (substância ativa) como profilaxia pode ser utilizada rotineiramente em pacientes que requeiram inserção de cateteres Hickman para reduzir a incidência de sepse relacionada a cateteres, especialmente durante o período de neutropenia após quimioterapia.

A teicoplanina (substância ativa) fornece uma alternativa à vancomicina em infecções de cateter em pacientes com malignidades hematológicas. A vancomicina foi comparada com a teicoplanina (substância ativa), e a taxa de resposta foi de 80% e 69%, respectivamente.

Em um estudo clínico aberto, a teicoplanina (substância ativa) foi eficaz no tratamento de 18 pacientes com infecções gram-positivas (Walsh et al, 1988). Os pacientes receberam uma dose de ataque via intravenosa (IV) de 400 mg, e doses via intravenosa (IV) ou intramuscular (IM) de 200 mg (n = 13) e 400 mg (n = 5) uma vez por dia como terapia de manutenção, por uma média de 17 dias. Os pacientes apresentavam as seguintes condições: osteomielite, infecções relacionadas à prótese, endocardite, infecções da pele e do tecido conjuntivo e infecção do trato urinário. Onze dos 18 (61%) pacientes foram curados clinicamente. Foi relatada uma taxa de cura de 83% para os pacientes que apresentavam Staphylococcus aureus resistente a meticilina. Os 4 pacientes que apresentavam infecções relacionadas à prótese nos ossos e articulações necessitaram de remoção das próteses antes que ocorresse qualquer melhora clínica. Os efeitos adversos foram limitados a 2 pacientes, que desenvolveram exames anormais da função hepática (elevação da aspartato aminotransferase, bilirrubina e ureia), que foram associados à icterícia em 1 paciente. A faixa das concentrações séricas de vale da teicoplanina (substância ativa) estava entre 2,3 e 17,7 mcg/mL, com uma elevação média de 2,9 mcg/mL na dose de 400 mg. Foi demonstrado que a teicoplanina (substância ativa) é segura e eficaz no tratamento de infecções gram-positivas.

Foi relatado que doses iniciais de 400 mg de teicoplanina (substância ativa), via IV, seguidas por 200 mg via IV, uma vez ao dia, durante 5 a 7 dias, foram eficazes no tratamento de infecções gram-positivas graves (primariamente septicemia) em 15 dos 17 pacientes. O organismo principal isolado foi o Staphylococcus epidermidis (15 pacientes), que havia sido resistente a terapia de combinação com antibióticos aminoglicosídeos e beta-lactâmicos. Em um estudo multicêntrico, a teicoplanina (substância ativa) foi segura e eficaz em 29 pacientes com várias infecções bacterianas gram-positivas.

A teicoplanina (substância ativa) aparenta ser mais segura que a vancomicina, e não apresenta eventos adversos relacionados à dose quando dosada entre 3 a 10 mg/Kg.

Em crianças entre 2 e 12 anos de idade, foi descoberto que a teicoplanina (substância ativa) é muito eficaz e bem tolerada no tratamento de infecções gram-positivas em pacientes pediátricos. As doses variaram entre 3 e 6 mg/Kg. 

Em neonatos, tem sido relatada uma baixa incidência de efeitos adversos relacionados ao tratamento com teicoplanina (substância ativa). A droga é bem tolerada em recém-nascidos com insuficiência renal aguda. A dose recomendada em neonatos é de 16 mg/kg no primeiro dia (dose de ataque), seguido de 8mg/kg, 1 vez ao dia.

A adição da teicoplanina (substância ativa) a ceftazidima como terapia empírica de infecções gram-positivas em pacientes com neutropenia febril foi eficaz. Dezesseis pacientes com neutropenia febril foram tratados com teicoplanina (substância ativa) mais ceftazidima. Este estudo clínico aberto utilizou pacientes que haviam falhado na terapia com ceftazidima nas 48 ou 72 horas anteriores. A teicoplanina (substância ativa) foi administrada via intravenosa como uma dose de ataque de 400 mg, seguida por 200 mg, uma vez ao dia. Os pacientes continuaram com ceftazidima 2 g via IV, a cada 8 horas, e ou cetoconazol oral 200 mg, uma vez ao dia, ou anfotericina 400 mg a cada 6 horas para prevenção de colonização fúngica. A cura clínica com a terapia de combinação foi alcançada em 69% (n = 11) dos pacientes. A cura bacteriológica foi confirmada em 91% (10 de 11) das infecções. Entre as bactérias tratadas com sucesso, encontravam-se infecções por Staphylococcus aureus, Staphylococcus epidermidis (duas cepas resistentes a meticilina) e Streptococcus faecalis. Quatro pacientes desenvolveram elevação das enzimas hepáticas; entretanto, a teicoplanina (substância ativa) foi considerada responsável em somente 1 caso.

Pode haver vantagem na inclusão de teicoplanina (substância ativa) no tratamento empírico inicial do regime de antibióticos para pacientes de câncer com neutropenia febril. A teicoplanina (substância ativa) foi avaliada como terapia empírica em pacientes com neutropenia febril com malignidades hematológicas. Uma taxa de resposta de 88% foi obtida em um contexto de alta prevalência de infecções gram-positivas causadas por cepas com alta resistência a aminoglicosídeos e antibióticos betalactâmicos.

Foi demonstrado que a teicoplanina (substância ativa) é eficaz em combinação com aminoglicosídeos e beta-lactâmicos no tratamento de sepse grave em pacientes submetidos a transplante de medula óssea. Teicoplanina (substância ativa) 400 mg, via IV, uma vez ao dia, com netilimicina 400 mg via IV, uma vez ao dia, e ceftazidima 2 g IV, 3 vezes ao dia, foram instituídos em 11 pacientes. Todos os 11 pacientes apresentaram resposta, e 10 apresentaram cura clínica. A teicoplanina (substância ativa) é um agente potencialmente eficaz e bem tolerado em pacientes com transplante de medula óssea com infecções que não respondem a aminoglicosídeos e beta-lactâmicos. 

Foi demonstrado que a teicoplanina (substância ativa) é eficaz em 3 estudos com pacientes com granulocitopenia febril. No primeiro estudo, 67% dos 65 episódios de granulocitopenia febril apresentaram resposta quando teicoplanina (substância ativa) foi adicionada à terapia empírica. No segundo estudo, com 120 pacientes, 63% responderam a ceftazidima e a teicoplanina (substância ativa), em comparação a 49% com ceftazidima isolada. No terceiro estudo, de 125 casos de bacteremias gram-positivas no cateter de Hickman, 72% a 90% responderam, dependendo do organismo.

A teicoplanina (substância ativa) e ciprofloxacino foram eficazes em pacientes com neutropenia febril. Teicoplanina (substância ativa) mais ciprofloxacino foram comparados com gentamicina mais piperacilina. Dos pacientes que receberam teicoplanina (substância ativa) mais ciprofloxacino, 78% apresentaram uma resposta favorável, comparados com 49% que receberam gentamicina e piperacilina. A teicoplanina (substância ativa) com ciprofloxacino é pelo menos tão eficaz quanto à gentamicina mais piperacilina no tratamento empírico de pacientes com neutropenia febril, e pode ser mais eficaz em situações onde há prevalência de organismos gram-positivos.

A teicoplanina (substância ativa) com aminoglicosídeo ou quinolona aparenta ser uma abordagem adequada na terapia empírica para febre neutropênica, e pode prevenir infecção no cateter em pacientes com câncer.

Em um estudo não controlado, a teicoplanina (substância ativa) foi eficaz no tratamento de infecções por MRSA envolvendo a pele ou osteomielite. Os pacientes eram excluídos caso tivessem neutropenia. Vinte e seis pacientes receberam 200 ou 400 mg de teicoplanina (substância ativa) IM ou IV a cada 24 horas. A taxa de cura clínica foi de 84,6%. A cura bacteriológica foi obtida em 73% dos pacientes.

Em um estudo aberto, a combinação de teicoplanina (substância ativa) e rifampicina mostrou ser um tratamento eficaz e bem-tolerado para infecções graves causadas por Staphylococcus aureus. Ambos os antibióticos foram administrados via IV, a teicoplanina (substância ativa) em duas doses em bolus de 400 mg nas primeiras 24 horas e a partir daí, 400 mg uma vez ao dia, e rifampicina em duas doses únicas de 600 mg uma vez ao dia, com duração dependente da gravidade da infecção. Dos 15 pacientes avaliáveis, 13 (86.7%) foram curados clinicamente e 2 (um dos quais foi a óbitos devido a causas naturais não relacionadas ao tratamento e um que desenvolveu resistência a rifampicina) não apresentaram melhora. S aureus foi eliminado, e não recorreu em pacientes com cura clínica.

Foram apresentados os resultados dos estudos que trataram infecções causadas por estafilococos e outras bactérias gram-positivas com teicoplanina (substância ativa); 39 de 64 (61%) dos pacientes se curaram, 16 de 64 (25%) apresentaram melhora e 9 de 64 (14%) não tiveram sucesso com a terapia. A teicoplanina (substância ativa) é um antibiótico eficaz e bem tolerado para infecções causadas por bactérias gram-positivas, e é eficaz contra estafilococos resistentes a meticilina.

A teicoplanina (substância ativa) é segura e eficaz no tratamento de infecções ósseas e das articulações causadas por patógenos suscetíveis, em combinação com outras medidas terapêuticas discutiram teicoplanina (substância ativa) na terapia de infecções ósseas e articulação. A taxa geral de sucesso clínico foi de 88% em 60 pacientes.

A terapia com teicoplanina (substância ativa) em 35 pacientes com infecções ósseas ou nas articulações resultou em resolução total em 78% dos pacientes. Os pacientes que não responderam a teicoplanina (substância ativa) 4 mg/Kg/dia tiveram suas doses elevadas para 15 mg/Kg/dia ou mais. Os pacientes toleraram altos níveis de vale e de pico de teicoplanina (substância ativa). Febre devido ao medicamento e erupção cutânea se desenvolveram em 5 de 18 pacientes que receberam teicoplanina (substância ativa) 12 mg/Kg/dia ou mais. 

Descobriu-se que a teicoplanina (substância ativa) é eficaz no tratamento de infecções por organismos gram-positivos nos ossos e articulações. A eficácia e a segurança da teicoplanina (substância ativa) foram avaliadas no tratamento de 66 pacientes com osteomielite aguda ou crônica e artrite séptica. Os pacientes receberam uma dose de ataque de 12 mg/Kg/dia a cada 12 horas por 3 doses, seguido por 12 mg/Kg/dia. Trinta e nove de 45, ou 87%, tiveram uma resposta clínica favorável, e 6 de 45, ou 13%, apresentaram falha ou sofreram recidiva.

A teicoplanina (substância ativa) foi eficaz no tratamento de 62 pacientes avaliáveis com infecções na pele e no tecido conjuntivo. A dose inicial normal utilizada para a teicoplanina (substância ativa) foi de 400 ou 800 mg seguidos por 200 a 400 mg diariamente, por via IV ou IM. Alguns pacientes receberam outras doses não especificadas. Nos 30 dias anteriores ao estudo, 25 pacientes haviam recebido antibióticos, primariamente penicilinas ou cefalosporinas, seguido por quinolonas e antibióticos macrólidos. A falha terapêutica foi o motivo mais comum para descontinuação do tratamento, ocorrendo em dois terços dos casos. A teicoplanina (substância ativa) foi o único agente terapêutico isolado em 54 de 64 pacientes. Cinco pacientes também receberam aminoglicosídeos, e 3 e 2 pacientes também receberam penicilinas e cefalosporinas, respectivamente. A eliminação da infecção bacteriana ocorreu em 27 de 35 (77%) casos de infecção por S. aureus, em 5 de 5 (100%) casos de Staphylococcus coagulase-negativo, e em 5 de 7 (71%) casos de Streptococcus (Lang et al, 1991).

A terapia com teicoplanina (substância ativa) curou ou causou melhora em 93% dos pacientes com infecções ósseas ou no tecido conjuntivo. A eficácia foi avaliada em 30 pacientes. A cura bacteriológica ocorreu em 25 pacientes (83,3%).

A teicoplanina (substância ativa), administrada uma vez ao dia, aparenta ser segura e conveniente para infecções da pele e do tecido conjuntivo. Em especial, a teicoplanina (substância ativa) aparentemente é adequada para terapia parenteral ambulatorial.

A teicoplanina (substância ativa), administrada uma vez ao dia, aparenta ser uma terapia segura e eficaz para infecções da pele e do tecido conjuntivo causadas por bactérias gram-positivas.

Um estudo clínico preliminar indicou que a teicoplanina (substância ativa) pode ser eficaz no tratamento de peritonite gram-positiva quando adicionada no fluído de diálise (Neville et al, 1987). Onze pacientes com insuficiência renal crônica que receberam diálise peritoneal ambulatorial contínua (CAPD) apresentaram peritonite gram-positiva.

Foi administrada aos pacientes teicoplanina (substância ativa) 400 mg via IV como dose única, de forma aberta, seguida por 20 mg/L de fluídos de diálise durante cada procedimento de diálise. Dez (91%) dos pacientes alcançaram a cura clínica. A única falha ocorreu em um paciente com peritonite recorrente por Staphylococcus aureus.

O paciente recebeu 2 tratamentos com terapia com teicoplanina (substância ativa), e subsequentemente, falhou com terapia com vancomicina. A teicoplanina (substância ativa) foi bem tolerada, sem nenhuma evidência de ototoxicidade ou redução da função renal residual. Os 10 pacientes que apresentaram cura clínica foram acompanhados por entre 4 semanas e 11 meses, e permaneceram bem. A teicoplanina (substância ativa) foi bem-sucedida ao erradicar os organismos gram-positivos.

Características farmacológicas

Propriedades farmacodinâmicas e espectro antimicrobiano.

A teicoplanina (substância ativa) é um antibiótico do grupo dos glicopeptídios que mostrou ação bactericida in vitro contra bactérias gram-positivas aeróbias e anaeróbias. A teicoplanina (substância ativa) inibe o crescimento de organismos suscetíveis, agindo na biossíntese da parede celular em local diferente do afetado pelos beta-lactâmicos.

A teicoplanina (substância ativa) é ativo contra estafilococos (incluindo os resistentes a meticilina e outros antibióticos beta- lactâmicos), estreptococos, enterococos, Listeria monocitogenes, micrococos, corinebactéria do grupo J/K e anaeróbios Gram-positivos incluindo Clostridium difficile e peptococos.

Foi demonstrada sinergia bactericida in vitro com teicoplanina (substância ativa) quando combinada com aminoglicosídeos contra Staphylococcus aureus; a sinergia contra estes organismos também foi demonstrada com imipenem. A combinação in vitro de teicoplanina (substância ativa) e rifampicina demonstrou efeitos aditivos e sinérgicos contra Staphylococcus aureus. Também foi observada sinergia in vitro com ciprofloxacino contra Staphylococcus epidermidis.

A resistência in vitro à teicoplanina (substância ativa) não pode ser obtida em um único passo e só se produz após passagens múltiplas. Há relatos de elevadas CIMs (concentração inibitória mínima) para teicoplanina (substância ativa) em diversas cepas de Staphylococcus haemolyticus.

A teicoplanina (substância ativa) não apresenta resistência cruzada com outras classes de antibióticos.

Foi observada resistência cruzada entre teicoplanina (substância ativa) e o glicopeptídeo vancomicina em enterococos.

A teicoplanina (substância ativa) é captada pelos leucócitos e macrófagos, mantendo sua atividade anti-estafilocócica dentro destas células. 

Propriedades Farmacocinéticas

Absorção

A biodisponibilidade de uma única injeção intramuscular de 3 a 6 mg/kg é de mais de 90%. A teicoplanina (substância ativa) é pouco absorvida pelo trato gastrintestinal normal após administração oral; 40% da dose oral é encontrada nas fezes como fármaco ativo.

Distribuição

A teicoplanina (substância ativa) difunde-se rapidamente na pele, tecido subcutâneo, miocárdio, pulmão, líquido pleural, osso, líquido sinovial, líquido de vesícula cutânea e lentamente, no líquido cefalorraquidiano.A teicoplanina (substância ativa) apresenta ligação às proteínas plasmáticas de 90 a 95%, sendo a ligação de fraca afinidade.

Metabolismo

A biotransformação é pequena (aproximadamente 3%), sendo aproximadamente 80% do fármaco administrado eliminado na urina, quando administrado por via parenteral. A depuração renal após a administração IV de 3 a 6mg/kg é de 10,4 a 12,1 mL/h/kg.

Eliminação

Após a administração intravenosa de 3 a 6 mg/kg, a concentração plasmática declina com meia-vida terminal de eliminação de 150 horas com depuração plasmática de 11,9 a 14,7mL/h/kg, o que permite uma única administração diária. 

Após administração IV de 6mg/kg nas horas 0, 12, 24 e a cada 24h como infusão por 30 minutos, uma concentração sérica mínima de 10mg/L seria alcançada pelo quarto dia. Concentrações séricas máxima e mínima no estado de equilíbrio de aproximadamente 64mg/L e 19mg/L, respectivamente, seriam atingidas pelo 28°dia. 

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