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Para que serve

Kefalomax é indicado para o tratamento de infecção nos pulmões; infecção da pele e tecidos moles; infecção urinária; infecção no sangue; infecção gastrintestinal; meningite; infecção nas juntas, infecção nos ossos; e para a prevenção de infecção durante cirurgia.

Como o Kefalomax funciona?


Kefalomax é um antibacteriano da classe das cefalosporinas. Em doses adequadas promove a destruição das bactérias. O tempo para cura da infecção pode variar de dias a meses, dependendo do local e do tipo de bactéria causadora da infecção e das condições do paciente. 

Kefalomax não deve ser usado por pacientes com histórico de reação alérgica a penicilinas, derivados da penicilina, penicilamina ou a outras cefalosporinas.

Atenção: o produto preparado em capela de fluxo unidirecional (laminar) validado pode ser armazenado pelos tempos descritos a seguir. Para produtos preparados fora desta condição, recomenda-se o uso imediato.

Kefalomax 1 g - Via intramuscular

Reconstituição
DiluenteÁgua para injetáveis
Volume5 mL
Se o conteúdo do frasco não se dissolver completamenteUma quantidade adicional do diluente (0,5 mL) poderá ser acrescentada e o frasco aquecido entre as mãos
Após reconstituiçãoO produto tem volume final de aproximadamente 5,7 mL e concentração de aproximadamente 175 mg/mL
Aparência da solução reconstituídaIncolor*
Estabilidade após reconstituição
Temperatura ambiente (15 a 30°C)12 horas
Refrigeração (2 a 8°C)96 horas. Soluções refrigeradas podem precipitar, porém, são facilmente redissolvidas quando colocadas em temperatura ambiente
AdministraçãoInjetar em grande massa muscular. Em adultos, nas nádegas (quadrante superior externo); em crianças, na face lateral da coxa

*A solução reconstituída pode sofrer uma ligeira alteração de cor (escurecer de incolor a amarelo claro), especialmente quando armazenada em temperatura ambiente (15 a 30°C). Esta ligeira mudança de cor da solução não altera a potência do medicamento.

Kefalomax 1 g - Via intravenosa direta

Reconstituição
DiluenteÁgua para injetáveis
Volume10 mL
Após reconstituiçãoO produto tem volume final de aproximadamente 10,7 mL e concentração de aproximadamente 93 mg/mL
Aparência da solução reconstituídaIncolor*
Estabilidade após reconstituição
Temperatura ambiente (15 a 30°C)12 horas
Refrigeração (2 a 8°C)96 horas. Soluções refrigeradas podem precipitar, porém, são facilmente redissolvidas quando colocadas em temperatura ambiente
AdministraçãoInjetar direto na veia durante 3 a 5 minutos. A administração pode também ser feita diretamente através do tubo do equipo quando o paciente estiver recebendo soluções por via intravenosa

*A solução reconstituída pode sofrer uma ligeira alteração de cor (escurecer de incolor a amarelo claro), especialmente quando armazenada em temperatura ambiente (15 a 30°C). Esta ligeira mudança de cor da solução não altera a potência do medicamento.

Kefalomax 1 g - Infusão intravenosa

Reconstituição
DiluenteÁgua para injetáveis
Volume10 mL
Após reconstituiçãoO produto tem volume final de aproximadamente 10,7 mL e concentração de aproximadamente 93 mg/mL
Aparência da solução reconstituídaIncolor*
Estabilidade após reconstituição
Temperatura ambiente (15 a 30°C)12 horas
Refrigeração (2 a 8°C)96 horas. Soluções refrigeradas podem precipitar, porém, são facilmente redissolvidas quando colocadas em temperatura ambiente
Diluição
DiluenteCloreto de Sódio 0,9% ou Glicose 5%
Volume100 mL
Após diluiçãoO produto tem concentração de aproximadamente 9 mg/mL
Aparência da solução diluídaIncolor**
Estabilidade após diluição
Temperatura ambiente (15 a 30°C)12 horas
Refrigeração (2 a 8°C)96 horas. Soluções refrigeradas podem precipitar, porém, são facilmente redissolvidas quando colocadas em temperatura ambiente
AdministraçãoInfundir durante 30 minutos

*A solução reconstituída pode sofrer uma ligeira alteração de cor (escurecer de incolor a amarelo claro), especialmente quando armazenada em temperatura ambiente (15 a 30°C). Esta ligeira mudança de cor da solução não altera a potência do medicamento.
**A solução diluída pode sofrer uma ligeira alteração de cor (escurecer de incolor a amarelo claro), especialmente quando conservada em temperatura ambiente (15 a 30°C). Esta ligeira mudança de cor da solução não altera a potência do medicamento.

Incompatibilidades

Não se recomenda a mistura de cefalotina com outras medicações. A mistura de antibacterianos betalactâmicos (penicilinas e cefalosporinas) e aminoglicosídeos pode resultar em inativação de ambas as substâncias. Se clinicamente necessário, elas devem ser administradas separadamente (não misturá-las no mesmo frasco ou numa mesma bolsa intravenosa).

Se estiver utilizando a técnica em Y, suspender temporariamente a administração de uma substância enquanto se administra a outra.

Kefalomax é de uso injetável, portanto deve ser administrado somente em serviços profissionais autorizados.

Posologia do Kefalomax


Atenção: as doses são dadas em termos de cefalotina.

Adultos e Adolescentes

Pneumonia não complicada; infecção do trato urinário; furunculose com celulite 500 mg a cada 6 horas, via intramuscular ou intravenosa.

Prevenção de infecção em cirurgia (via intravenosa)

Antes da cirurgia2 g, 30 a 60 minutos antes do início da cirurgia
Durante a cirurgia (procedimentos com duração de 2 horas ou mais)2 g
Depois da cirurgia2 g a cada 6 horas, após a cirurgia, durante até 48 horas
Outras infecções500 mg a 2 g, a cada 4 a 6 horas, via intramuscular ou intravenosa
Limite de dose para adultos12 g por dia

Adultos com diminuição da função renal: após uma dose inicial de 1 a 2 g por via intravenosa, pode ser necessário o ajuste de dose de acordo com o esquema abaixo que considera o clearance de creatinina (ver Tabela 1).

Tabela 1: Ajuste de doses para adultos com diminuição da função renal

Clearance de creatinina (mL/min)

Dose

50 - 80

Até 2 g a cada 6 horas

25 - 50

Até 1,5 g a cada 6 horas

10 - 25

Até 1 g a cada 6 horas

2 - 10

Até 500 mg a cada 6 horas

< 2

Até 500 mg a cada 8 horas

Crianças

Infecções bacterianas em geral 20 a 40 mg por kg de peso, a cada 6 horas, por via intramuscular ou intravenosa; ou 12 a 25 mg por kg de peso, a cada 4 horas, por via intramuscular ou intravenosa.

Idosos

Ver doses para Adultos e Adolescentes. Pacientes idosos têm maior probabilidade de ter a função renal diminuída, por isso pode ser necessário o ajuste de dose de acordo com o clearance de creatinina.

Duração do tratamento

A duração do tratamento será determinada pelo médico. Como na terapia com antibióticos em geral, o tratamento com Kefalomax deve ser prolongado por um mínimo de 48 a 72 horas após abaixar a temperatura do paciente, ou após a constatação da eliminação das bactérias causadoras da infecção.

Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento. Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico.

O que devo fazer quando eu me esquecer de usar o Kefalomax?


Se você se esquecer de usar este medicamento, entre em contato com seu médico. Deixar de tomar uma ou mais doses ou não completar o tratamento pode comprometer o resultado.

Em caso de dúvidas, procure orientação do farmacêutico ou de seu médico, ou cirurgião-dentista.

Antes que o tratamento com Kefalomax seja iniciado, informe ao seu médico se você já apresentou reações alérgicas anteriores a algum medicamento, especialmente à cefalotina, a outras cefalosporinas, às penicilinas ou à penicilamina. Pacientes alérgicos a penicilinas podem ser alérgicos também à cefalotina.

Se uma reação alérgica ocorrer, interrompa o tratamento com o medicamento.

O tratamento com cefalotina pode levar ao crescimento da bactéria Clostridium difficile, a principal causa de colite associada ao uso de antibiótico (caracterizada por dor na barriga e no estômago; cólica; diarreia aquosa, podendo conter sangue; febre). É importante considerar este diagnóstico caso você apresente diarreia durante ou até dois meses após o uso de antibiótico. Informe ao seu médico se você já apresentou doença gastrintestinal, particularmente colite. Pacientes com diminuição da função renal podem precisar de doses menores que pacientes com a função renal normal.

A administração de altas doses, especialmente nestes pacientes, pode provocar convulsões. A administração de doses intravenosas de cefalotina maiores que 6 gramas por dia, por mais de 3 dias, poderá levar ao aparecimento de trombofebite (infamação da veia associada com a formação de trombos), devendo-se, por este motivo, usar as veias alternadamente.O uso prolongado de cefalotina poderá resultar em crescimento excessivo de microrganismos resistentes. Se durante a terapia ocorrer uma superinfecção, devem-se tomar as medidas apropriadas.

Uso em pacientes com diminuição da função renal

Para pacientes com diminuição na função renal pode ser necessário o ajuste de dose de acordo com o clearance de creatinina.

Interações Medicamentosas

Aminoglicosídeos (ex.: amicacina, gentamicina, tobramicina) há maior chance de ocorrerem reações tóxicas para os rins com a administração conjunta de cefalotina e aminoglicosídeos. Não se recomenda a mistura de cefalotina com aminoglicosídeos, pois pode ocorrer inativação de ambas as substâncias.

A probenecida aumenta as concentrações de cefalotina e pode aumentar os riscos de reações tóxicas.

Interações com testes laboratoriais

A cefalotina pode alterar o resultado de exames que detectam glicose na urina através da solução de Benedict ou Fehling ou de comprimidos de Clinitest®. A cefalotina também pode alterar o resultado da concentração de creatinina no soro e na urina, quando determinada pela reação de Jaffé. Pode ocorrer alteração dos resultados dos testes de Coombs diretos, realizados durante o tratamento com cefalotina.

Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista se você está fazendo uso de algum outro medicamento.

Não use medicamento sem o conhecimento do seu médico. Pode ser perigoso para a sua saúde.

Reações adversas raras

Alérgicas

Erupções na pele, urticária, reações semelhantes às da doença do soro (febre, dor nas juntas e urticária) e anafilaxia (urticária, coceira, diminuição grave da respiração e da pressão). Eosinofilia (aumento dos eosinófilos no sangue) e febre medicamentosa foram observadas associadas a outras reações alérgicas.

Há maior probabilidade dessas reações ocorrerem em pacientes com história de alergia, particularmente à penicilina.

Reações Locais

Dor, endurecimento do tecido, sensibilidade e elevação da temperatura têm sido relatadas após injeções intramusculares repetidas.

Há relatos de trombofebite (infamação da veia com formação de coágulo de sangue), geralmente associada a doses diárias acima de 6 gramas, administradas por infusão contínua por mais de 3 dias.

Gastrintestinais

Diarreia, náuseas e vômitos têm sido relatados raramente. Podem aparecer sintomas de colite pseudomembranosa (dor na barriga e no estômago; diarreia aquosa, podendo conter sangue; febre), durante ou após o tratamento.

Reações adversas muito raras

Sangue

Neutropenia (diminuição de neutrófilos no sangue), trombocitopenia (diminuição de plaquetas no sangue) e anemia hemolítica (diminuição das células vermelhas no sangue).

Fígado

Aumento passageiro de enzimas do fígado (aspartato aminotransferase – AST e fosfatase alcalina).

Rim 

Aumento de nitrogênio ureico no sangue (BUN) e diminuição do clearance de creatinina, principalmente em pacientes que apresentaram insuficiência renal anterior.

Informe ao seu médico, cirurgião-dentista ou farmacêutico o aparecimento de reações indesejáveis pelo uso do medicamento. Informe também à empresa através do seu serviço de atendimento.

Uso na gravidez

Categoria de risco B.

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.

Uso na amamentação

A cefalotina está presente em níveis muito baixos no leite materno. Entretanto não foram documentados problemas.

Uso em idosos

Pacientes idosos têm maior probabilidade de ter a função renal diminuída, por isso recomenda-se a avaliação da função renal destes pacientes antes que se inicie a terapia com cefalotina.

Uso em crianças

A segurança e eficácia em prematuros ainda não foram estabelecidas.

Apresentações

Pó para solução injetável.

Caixas com 50 frascos-ampola contendo cefalotina sódica equivalente a 1g de cefalotina.

Via intramuscular.

Via intravenosa.

Uso adulto e pediátrico.

Medicamento similar equivalente ao medicamento de referência.

Composição

Cada frasco-ampola contém:

1,06 g de cefalotina sódica equivalente a 1 g de cefalotina.

Excipiente: bicarbonato de sódio.

Sinais e sintomas

Após uma superdose de cefalotina, o paciente pode apresentar dor, infamação e flebite (infamação da veia) no local da injeção.

A administração de grandes doses inadequadas de cefalosporinas por via injetável pode causar tontura, parestesia (formigamento) e cefaleia (dor de cabeça). Algumas cefalosporinas podem causar convulsões quando uma superdose é administrada, particularmente em pacientes com insuficiência renal.

Tratamento

Procurar um Hospital ou Centro de Controle de Intoxicações para tratamento dos sintomas.

Se ocorrerem convulsões, a droga deve ser suspensa imediatamente e quando indicado, um tratamento com medicamento anticonvulsivante deve ser administrado. Os sinais vitais, a função respiratória e os eletrólitos no sangue devem ser monitorados.

Em caso de uso de grande quantidade deste medicamento, procure rapidamente socorro médico e leve a embalagem ou bula do medicamento, se possível. Ligue para 0800-722-6001, se você precisar de mais orientações.

Aminoglicosídeos (ex.: amicacina, gentamicina e tobramicina):

Pode ocorrer aumento na incidência de nefrotoxicidade após a administração concomitante de antibacterianos cefalosporínicos e aminoglicosídeos. Não se recomenda a mistura de Cefalotina Sódica (substância ativa) com aminoglicosídeos, pois pode ocorrer inativação de ambas as substâncias.

Probenecida:

A probenecida aumenta as concentrações de Cefalotina Sódica (substância ativa) e pode aumentar os riscos de toxicidade.

Interações com testes laboratoriais:

Poderá ocorrer uma reação falso-positiva para glicose na urina com as soluções de Benedict ou Fehling ou com os comprimidos de Clinitest, mas não com a Glico-fita.

A Cefalotina Sódica (substância ativa) pode elevar falsamente a concentração da creatinina no soro e na urina, quando determinada pela reação de Jaffé. Foram relatados resultados positivos nos testes de Coombs diretos, realizados durante a terapia com Cefalotina Sódica (substância ativa).

Resultados de eficácia

A Cefalotina Sódica (substância ativa) é altamente ativa contra estafilococos, incluindo os produtores de penicilinase; enterococos e E. coli. Em um estudo clínico com 11 pacientes com infecções por microrganismos Gram-positivos, 10 foram tratados com sucesso: 5 com infecções causadas por estafilococos produtores de penicilinase e 5 com infecções causadas por enterococos.

A Cefalotina Sódica (substância ativa) foi utilizada em um estudo com adultos para profilaxia de substituição de válvula cardíaca. Foi utilizada dose intraoperatória de 2g, que produziu atividade antimicrobiana adequada na corrente sanguínea durante o período de circulação extracorpórea.

Em um estudo duplo-cego com 148 pacientes para avaliar a efetividade da Cefalotina Sódica (substância ativa) na profilaxia de morbidade de pacientes submetidas a cesariana, a administração profilática de Cefalotina Sódica (substância ativa) produziu uma diminuição significativa na taxa de infecção pós-operatória. O grupo que recebeu o antibiótico apresentou uma taxa de morbidade significativamente menor, 8,8%, quando comparada à taxa do grupo placebo, 29,2%.

Os resultados clínicos reportados por 8 pesquisadores que analisaram um total de 484 pacientes mostraram-se uniformemente favoráveis em infecções causadas por microrganismos Gram-positivos e também foram favoráveis em algumas infecções causadas por bacilos Gram-negativos.

Em 136 pacientes com infecções causadas por estafilococos produtores de penicilinase, dos quais 31 apresentaram cultura sanguínea positiva, o tratamento com Cefalotina Sódica (substância ativa) mostrou-se positivo, 103 pacientes evoluíram para cura da infecção, 19 apresentaram melhora e em 14 o tratamento falhou. Seis destes casos foram diagnosticados como endocardite estafilocócica e todos foram curados após o tratamento com Cefalotina Sódica (substância ativa).

De um total de 43 pacientes com infecção causada por E. coli, houve apenas 1 falha. Entre os casos tratados com sucesso, 6 apresentaram cultura de sangue positiva.

Em um estudo randomizado, duplo-cego, com 307 pacientes com fratura da parte proximal do fêmur, a administração profilática de Cefalotina Sódica (substância ativa) reduziu significativamente a taxa de infecção de ferida no grupo tratado com Cefalotina Sódica (substância ativa) (de 4,7% para 0,7%). Também houve redução da incidência de infecção urinária e da média da temperatura corporal máxima durante o pós-operatório.

Características farmacológicas

Descrição:

A Cefalotina Sódica (substância ativa) é uma cefalosporina semissintética de primeira geração de amplo espectro. Cada 1g de Cefalotina Sódica (substância ativa) é tamponada com 30mg de bicarbonato de sódio, para se obter soluções que, quando reconstituídas, tem pH variando entre 6 e 8,5. Nesta faixa de pH não há formação de Cefalotina Sódica (substância ativa) ácida livre, a solubilidade do produto é melhorada e o congelamento exige temperaturas mais baixas.

A Cefalotina Sódica (substância ativa) contém 2,8mEq de sódio por grama.

Farmacocinética:

Em voluntários sadios, após administração intramuscular de uma dose de 500mg de Cefalotina Sódica (substância ativa), o nível máximo do antibiótico no soro, após 30 minutos, foi em média 10mcg/mL e após uma dose de 1g, a média foi de 20mcg/mL.

Após uma dose intravenosa única de 1g de Cefalotina Sódica (substância ativa), os níveis sanguíneos atingiram aproximadamente 30mcg/mL após 15 minutos, tendo variado de 3 a 12mcg em 1 hora, declinando para cerca de 1mcg após 4 horas.

Com infusão contínua, na proporção de 500mg por hora, os níveis no soro foram de 14 a 20mcg/mL. Doses de 2g administradas por infusão intravenosa, durante um período de 30 minutos, produziram concentrações no soro de 80 a 100mcg/mL após 30 minutos, 10 a 40mcg/mL após uma hora e 3 a 6mcg/mL após duas horas, não sendo mensuráveis após 5 horas.

Cerca de 60% a 70% de uma dose intramuscular são excretados pelos rins nas primeiras 6 horas, resultando em altos níveis urinários. A probenecida retarda a excreção tubular e quase dobra os níveis sanguíneos máximos.

Os níveis no líquido cefalorraquidiano variaram de 0,4 a 1,4mcg/mL em crianças e de 0,15 a 5mcg/mL em adultos com processos inflamatórios das meninges. O antibiótico passa rapidamente para outros líquidos orgânicos, como o pleural, sinovial e ascítico. Estudos do líquido amniótico e do sangue do cordão umbilical demonstraram a rápida passagem da Cefalotina Sódica (substância ativa) através da placenta. Após doses únicas intramusculares de 1g de Cefalotina Sódica (substância ativa), foram encontrados níveis máximos nas mães entre 31 e 45 minutos após a injeção. Os níveis máximos nas crianças ocorreram cerca de 15 minutos mais tarde. O antibiótico também foi encontrado na bile.

Microbiologia:

Os testes in vitro demonstram que a ação bactericida das cefalosporinas resulta da inibição da síntese da parede celular.

Os estudos in vitro têm demonstrado a suscetibilidade da maioria das seguintes cepas à Cefalotina Sódica (substância ativa) (a eficácia clínica para outras infecções não descritas no item Indicações é desconhecida):

Aeróbicos Gram-positivos:

  • Staphylococcus aureus, incluindo cepas produtoras de betalactamase;
  • Staphylococcus epidermidis, incluindo cepas produtoras de betalactamase;
  • Streptococcus pneumoniae;
  • Streptococcus pyogenes.

Aeróbicos Gram-negativos:

  • Escherichia coli;
  • Haemophilus influenzae;
  • Klebsiella sp;
  • Proteus mirabilis;
  • Salmonella sp;
  • Shigella sp.

Os estafilococos meticilina-resistentes e a maioria das cepas de enterococos (Enterococcus faecalis, anteriormente Streptococcus faecalis, e Enterococcus faecium, anteriormente Streptococcus faecium) são resistentes à Cefalotina Sódica (substância ativa) e a outras cefalosporinas.

A Cefalotina Sódica (substância ativa) não é ativa contra a maioria das cepas de Enterobacter sp., Morganella morganii, Proteus vulgaris e Providencia rettgeri. Também não é ativa contra Serratia sp., Pseudomonas sp. e Acinetobacter sp.

Testes de suscetibilidade:

Técnicas de difusão:

Métodos quantitativos baseados em medidas de diâmetros de halos de inibição dão a estimativa mais precisa da suscetibilidade aos antibióticos. O método recomendado pelo Clinical and Laboratory Standards Institute (CLSI) para testar a suscetibilidade dos microrganismos emprega discos com 30mcg de Cefalotina Sódica (substância ativa).

Os resultados dos testes de suscetibilidade-padrão com disco único contendo 30mcg de Cefalotina Sódica (substância ativa) devem ser interpretados de acordo com os seguintes critérios:

Diâmetro do halo (mm)Interpretação
≥ 18Suscetível
15 – 17Intermediário
≤14Resistente

Um resultado “suscetível” indica que o patógeno provavelmente será inibido pelos níveis sanguíneos normalmente alcançados. Um resultado “intermediário” sugere que o microrganismo deve ser suscetível se for usada alta dose ou se a infecção estiver confinada nos tecidos e líquidos onde altos níveis do antibiótico são atingidos. Um resultado “resistente” indica que as concentrações alcançadas não serão suficientes para inibir o microrganismo e outra terapia deve ser selecionada. 

Os métodos de difusão requerem o uso de microrganismos de controle laboratorial para aferição técnica do procedimento.

O disco de Cefalotina Sódica (substância ativa) com 30mcg deve dar os seguintes halos de inibição:

MicrorganismoDiâmetro do halo (mm)
Escherichia coli ATCC 2592217 – 22
Staphylococcus aureus ATCC 2592329 – 37

Técnicas de diluição:

Usar o método de diluição padronizado pelo Clinical and Laboratory Standards Institute (CLSI) (caldo ou ágar) ou equivalente.

Os valores de Concentração Inibitória Mínima (CIM) obtidos devem ser interpretados de acordo com os seguintes critérios:

CIM (mcg/mL)Interpretação
≤ 8Suscetível
16Intermediário
≥ 32Resistente

Um resultado “suscetível” indica que o patógeno provavelmente será inibido pelos níveis sanguíneos normalmente alcançados. Um resultado “intermediário” sugere que o microrganismo deve ser suscetível se for usada alta dose ou se a infecção estiver confinada nos tecidos e líquidos onde altos níveis do antibiótico são atingidos. Um resultado “resistente” indica que as concentrações alcançadas não serão suficientes para inibir o microrganismo e outra terapia deve ser selecionada.

O método de diluição requer o uso de microrganismos de controle laboratorial para aferição técnica do procedimento.

A Cefalotina Sódica (substância ativa)-padrão deve fornecer os seguintes valores de CIM:

MicrorganismoDiâmetro do halo (mm)
Staphylococcus aureus ATCC 292130,12 – 0,5
Escherichia coli ATCC 259224 – 16
Enterococcus faecalis ATCC 292128 – 32

Kefalomax deve ser armazenado em sua embalagem original, em temperatura ambiente (15 a 30°C).

A estabilidade do medicamento após a reconstituição está descrita no item Como usar.

Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.

Não use medicamento com prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original.

Antes de usar, observe o aspecto do medicamento.

Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.

MS 1.0063.0084

Farmacêutico Responsável:
Rafael Nunes Princesval
CRF-RJ nº 17295

Fabricado e Registrado por:
Instituto BioChimico Ind. Farm. LTDA.
Rua Antônio João n° 168, 194 e 218
Cordovil, Rio de Janeiro - RJ
CNPJ 33.258.401/0001-03
Indústria Brasileira

Embalado por:
Instituto BioChimico Ind. Farm. LTDA.
Rodovia Presidente Dutra Km 310
Penedo, Itatiaia – RJ

Ou

Instituto BioChimico Ind. Farm. LTDA.
Rua Isaltino Silveira n° 768
Galpão 7 Cantagalo, Três Rios – RJ

Venda sob prescrição médica.

Uso restrito a hospitais.

*Não use medicamentos sem o conhecimento do seu médico, pode ser perigoso para a sua saúde.
*As informações aqui divulgadas não deverão ser utilizadas como substituto de prescrição médica para o tratamento de qualquer doença.