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Para que serve

Jetrea Solução Injetável Intravítrea é indicado para o tratamento da tração vítreo-macular (VTM), incluindo a tração associada ao buraco macular de diâmetro igual ou inferior a 400 microns. 

Como o Jetrea funciona?


Jetrea Solução Injetável Intravítrea é utilizado para tratar adultos com tração vítreo-macular (VTM), incluindo a tração associada a um pequeno buraco na mácula (centro da camada sensível à luz na parte posterior do olho).

A VTM é causada por tração resultante de uma ligação persistente do humor vítreo (material gelatinoso na parte posterior do olho) à mácula. A mácula é responsável pela visão central necessária para as tarefas do dia-a-dia, como conduzir, ler e reconhecer rostos. A VTM pode causar sintomas como deformação ou diminuição da visão.

Quando a doença progride, a tração pode eventualmente resultar na formação de um buraco na mácula (designada por buraco macular).

Jetrea Solução Injetável Intravítrea atua separando o humor vítreo da mácula e ajudando a fechar o buraco macular, caso exista um, o que pode diminuir os sintomas causados pela tração vitreomacular.

Este medicamento é contraindicado para pacientes com hipersensibilidade à ocriplasmina ou a qualquer outro componente deste medicamento (indicados na composição do produto).

Também é contraindicado para pacientes com infecções (ou suspeita de infecções) no olho ou ao redor do olho.

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.

Este medicamento é contraindicado para menores de 18 anos de idade.

Este medicamento é exclusivo de uso médico e deve ser utilizado conforme instruções mencionadas na bula do Profissional de Saúde. 

O que devo fazer quando eu me esquecer de usar o Jetrea? 


Este é um medicamento injetável de uso único.

Exclusivamente para uso oftálmico. Fale com o seu médico/oftalmologista antes da administração do Jetrea Solução Injetável Intravítrea.

Jetrea Solução Injetável Intravítrea é administrado sob a forma de uma injeção no olho. O seu médico/oftalmologista irá monitorá-lo, caso desenvolva uma infeção ou quaisquer outras complicações após a injeção. Deve contatar imediatamente o seu médico/oftalmologista se desenvolver qualquer um dos sintomas oculares após uma injeção de Jetrea Solução Injetável Intravítrea.

Não será administrado Jetrea Solução Injetável Intravítrea simultaneamente em ambos os olhos.

Não será administrado Jetrea Solução Injetável Intravítrea mais do que uma vez no mesmo olho.

Informe o seu médico/oftalmologista se tiver ou já tiver tido quaisquer doença nos olhos ou se já foi submetido a quaisquer tratamentos nos olhos. O seu médico/oftalmologista irá decidir se o tratamento com Jetrea Solução Injetável Intravítrea é adequado para o seu caso.

Como todos os medicamentos, este medicamento pode causar efeitos secundários, embora estes não se manifestem em todas as pessoas.

Informe imediatamente o seu médico/oftalmologista, se desenvolver qualquer um dos seguintes sintomas após a injeção de Jetrea Solução Injetável Intravítrea. O seu médico/oftalmologista irá acompanhá-lo e tomar medidas corretivas, se necessário.

  •  Foi relatada uma diminuição grave da visão em até 1 em 10 pacientes, num período de uma semana após o tratamento com Jetrea Solução Injetável Intravítrea. Esta situação é, geralmente, reversível e desaparece após duas semanas;
  •  Sintomas como dor no olho, agravamento da vermelhidão do olho, visão turva ou diminuída de forma grave, aumento da sensibilidade à luz ou aumento do número de manchas escuras flutuantes no campo de visão (“moscas volantes”) foram também observadas em até 1 em 10 pacientes e podem ser sinais de infecção, hemorragia, deslocamento ou rutura da retina ou de um aumento na pressão no interior do olho tratado;
  •  Sintomas como visão flutuante, visão dupla, dor de cabeça, halos em volta da luz, náuseas e vómitos foram relatados em até 1 em 100 pacientes e podem ser sinais de descolamento ou oscilação do cristalino da sua posição normal. 

Informe o seu médico/oftalmologista, se desenvolver qualquer um dos efeitos secundários adicionais listados a seguir:

Efeitos secundários muito comuns (podem afetar mais de 1 em 10 pacientes)

Sangramento na superfície do olho.

Efeitos secundários comuns (podem afetar até 1 em 10 pacientes)

  •  Perturbações visuais;
  •  Sangramento no interior do olho;
  •  Ponto cego ou área cega no campo de visão;
  •  Visão distorcida;
  •  Inchaço da superfície do olho;
  •  Inchaço da pálpebra;
  •  Inflamação do olho;
  •  Flashes de luz no olho;
  •  Irritação na superfície do olho;
  •  Olho seco;
  •  Sensação de ter algo no olho;
  •  Coceira no olho;
  •  Desconforto no olho;
  •  Alterações na visão das cores.

Efeitos secundários raros (podem afetar até 1 em 100 pacientes)

  •  Visão diminuída em determinadas partes do campo de visão;
  •  Acúmulo de sangue na parte da frente do olho;
  •  Estreitamento anormal da pupila (parte preta no centro do olho);
  •  Pupilas de tamanhos diferentes;
  •  Arranhão na córnea (camada transparente que cobre a frente do olho).

Se tiver quaisquer efeitos secundários, incluindo possíveis efeitos secundários não indicados nesta bula, fale com o seu médico.

Outra reação adversa identificada a partir da vigilância pós-comercialização, inclui o seguinte (a frequência foi estimada com base no número de casos reportados e o número de doses distribuídas):

Distúrbio ocular incomum (pode afetar mais de 1 em 100 pacientes)

Reflexo das pupilas prejudicado.

Crianças e adolescentes

Jetrea Solução Injetável Intravítrea não deve ser utilizado em crianças e adolescentes com idade inferior a 18 anos devido à inexistência de dados sobre este grupo de pacientes.

Gravidez e amamentação

Não existe qualquer experiência no que diz respeito à utilização de Jetrea Solução Injetável Intravítrea em mulheres grávidas ou durante a amamentação. Jetrea Solução Injetável Intravítrea não deverá ser utilizado durante a gravidez ou amamentação, a não ser que o seu médico/oftalmologista o considere necessário.

Se está grávida ou amamentando ou planeja engravidar, consulte o seu médico/oftalmologista antes da administração dste medicamento.

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.

Condução de veículos e utilização de máquinas

Após o tratamento com Jetrea Solução Injetável Intravítrea pode ocorrer uma diminuição da visão durante um período de tempo limitado. Se isto ocorrer, não conduza nem utilize ferramentas ou máquinas até a sua visão melhorar.

Apresentação

Jetrea solução injetável intravítrea contém 0,5 mg de ocriplasmina por 0,2 mL de solução.

Uso intravítreo.

Uso adulto acima de 18 anos.

Composição

Cada frasco de Jetrea Solução Injetável Intravítrea contém:

0,5 mg de ocriplasmina por 0,2 ml de solução.

Excipientes: manitol, ácido cítrico, hidróxido de sódio e água para preparações injectáveis.

Após a diluição com 0,2 ml de solução injetável de cloreto de sódio a 9 mg/ml (0,9%) , 0,1 ml da solução diluída contém 0,125 mg de ocriplasmina.

Este medicamento é exclusivo de uso médico.

Em caso de uso de grande quantidade deste medicamento, procure rapidamente socorro médico e leve a embalagem ou bula do medicamento, se possível.

Ligue para 0800-722 6001, se você precisar de mais informações.

Informe o seu médico/oftalmologista, se estiver utilizando, caso tenha utilizado recentemente ou se for utilizar outros medicamentos. Informe o seu médico/oftalmologista, se tiver sido injetado algum medicamento no olho recentemente. Esta informação será levada em consideração para avaliar se e quando Jetrea Solução Injetável Intravítrea poderá ser administrado no mesmo olho.

Resultados da eficácia

A eficácia de Ocriplasmina foi demonstrada em 2 estudos multicêntricos, aleatórios, duplo cego, controlados por placebo e com duração de 6 meses em pacientes com VTM. Um total de 652 pacientes (JETREA 464, placebo 188) aleatórios nestes 2 estudos (TG-MV-006 e TG- MV-007).

Em ambos os estudos pivotais, a proporção de pacientes que atingiram a resolução de VMA no Dia 28 (endpoint primário) foi significativamente (p ≤0,003) superior no grupo de Ocriplasmina em comparação com o grupo do placebo. A diferença continuou a ser estatisticamente significativa durante o Mês 6 em cada estudo (p ≤0,024).

Nos dados integrados, 26,5% no grupo de Ocriplasmina em comparação com 10,1% no grupo do placebo atingiram a resolução de VMA no Dia 28 (p<0,001). A diferença foi mantida desde o Dia 7 até ao Mês 6 (Figura 1).

Figura 1: Proporção de pacientes com resolução de VMA até ao Dia 180 (Mês 6) (TG-MV-006, TG-MV-007 e dados integrados)

Pacientes sem membrana epirretiniana basal atingiram mais facilmente a resolução da adesão vitreomacular no dia 28 comparativamente aos pacientes com membrana epirretiniana basal. Nos dados integrados, a taxa de resolução da adesão vitreomacular no dia 28 foi superior em pacientes tratados com Ocriplasmina quando comparada com placebo em ambos os subgrupos sem membrana epirretiniana (37,4% vs 14,3%), p<0,001) e com membrana epirretiniana (8,7% vs 1,5%, p=0,046).

Pacientes com um menor diâmetro basal de adesão vitreomacular (≤ 1500 microns) atingiram mais facilmente a resolução da adesão vitreomacular no dia 28 comparativamente aos pacientes com diâmetro >1500 microns. Nos dados integrados, A taxa de resolução da adesão vitreomacular no dia 28 foi superior nos pacientes tratados com Ocriplasmina quando comparada com placebo em ambos os subgrupos com adesão vitreomacular basal ≤ 1500 microns (34.7% vs. 14.6%, p<0.001) e com adesão vitreomacular basal >1500 microns (5.9% vs. 0%, p=0.113).

Nos dados integrados, 106 (22,8%) e 47 (25%) nos grupos de Ocriplasmina e placebo, respetivamente, apresentaram um Buraco Macular com Espessura Máxima (BMEM) na linha de base. Destes, a proporção de pacientes que atingiram o encerramento do BMEM sem vitrectomia no Dia 28 foi superior no grupo do Ocriplasmina do que no grupo do placebo (40,6% vs. 10,6%, respetivamente; p<0,001). A diferença foi mantida até ao final dos estudos (Mês 6).

Uma porcentagem significativamente superior de pacientes tratados com Ocriplasmina apresentou deslocamento do vítreo posterior total no Dia 28, em comparação com os pacientes tratados com placebo (dados integrados: 13,4% vs. 3,7%, respetivamente; p<0 ,001).

Durante os estudos, poderia ser realizada vitrectomia conforme decisão do Investigador. A probabilidade de os pacientes tratados com Ocriplasmina sofrerem uma vitrectomia no final do estudo (Mês 6) era menor em comparação com os pacientes tratados com placebo (dados integrados: 17,7% vs. 26,6%, respetivamente; p = 0,016).

Uma proporção mais elevada de pacientes tratados com Ocriplasmina melhorou ≥2 ou ≥3 linhas na BCVA (independentemente da vitrectomia) no Mês 6 (28,0 e 12,3%, respetivamente) em comparação com os pacientes tratados com placebo (17,1% e 6,4%) (p = 0,003 e p = 0,024, respetivamente). Da mesma forma a proporção de pacientes que melhorou ≥2 ou ≥3 linhas na melhor acuidade visual corrigida (MAVC) sem vitrectomia é favorável com Ocriplasmina no Mês 6 (23.7% vs. 11.2%, p<0.001 para uma melhoria ≥ 2 linhas e 9.7% vs. 3.7%, p=0.008 para uma melhoria ≥ 3 linhas).

Na análise integrada do Questionário de Função Visual-25 (QFV-25) do National Eye Institute, foi demonstrado um benefício de Ocriplasmina versus placebo na pontuação de cada subescala, bem como na pontuação combinada. A diferença no que diz respeito à melhoria na pontuação da subescala da visão geral foi estatisticamente significativa (6,1 JETREA vs. 2,1 placebo, p=0,024).

Uso pediátrico

A segurança e a eficácia da ocriplasmina em pacientes pediátricos programados para vitrectomia foram investigadas em estudos de TG-MV-009. Uma única injeção intravítrea de 0.175 mg (acima da dose recomendada), ou placebo, foi injetado no meio do vítreo de 24 olhos de crianças com idades entre 0 a 16 anos, 30 a 60 minutos antes do início previsto da vitrectomia. As principais razões para vitrectomia foram descolamento de retina e retinopatia da prematuridade. O tratamento com ocriplasmina não demonstrou um efeito sobre a taxa de descolamento do vítreo posterior, grau de liquefação do vítreo, taxa de descolamento de retina no pós-operatório imediato, desenvolvimento de vitreorretinopatia, ou estágio da retinopatia da prematuridade. Os resultados de segurança observados no estudo TG-MV-009 eram consistentes com o perfil de segurança conhecido por JETREA * Solução Injetável Intravítrea.

Com base nos resultados deste estudo, o uso de Ocriplasmina como um adjunto para a vitrectomia em crianças, para facilitar a separação e remoção do vítreo, não é recomendado.

Características Farmacológicas

Mecanismo de ação

Ocriplasmina possui uma atividade proteolítica contra os componentes proteicos do corpo vítreo e da interface vítreorretiniana (IVR) (por ex., laminina, fibronectina e colágeno) e destina-se a dissolver a matriz proteica responsável pela adesão vítreo-macular anormal (VMA). A forte ligação dos componentes proteicos dentro da área macular da IVR contribui para a tração vítreo-macular (VTM), conduzindo a uma insuficiência visual e/ou buracos maculares.

Propriedades farmacocinéticas

Os níveis de ocriplasmina no vítreo diminuem rapidamente após a administração intravítrea. Em um estudo clínico realizado em pacientes com vitrectomia recebendo 0,125 mg de Ocriplasmina (correspondente a uma concentração vítrea inicial teórica de 29 μg/ml), a atividade média da ocriplasmina foi de 9% da concentração inicial teórica 2 a 4 horas após a injeção e abaixo do nível inferior de quantificação aos 7 dias.

Devido à pequena dose administrada (0,125 mg), não são esperados níveis detetáveis de ocriplasmina na circulação sistêmica após injeção intravítrea.

Quando administrada por via intravenosa, a ocriplasmina entra na via catabólica proteica endógena através da qual é rapidamente inativada através das suas interações com o inibidor da protease α2-antiplasmina ou α2-macroglobulina. O complexo ocriplasmina/α2-antiplasmina inativo é eliminado da circulação com uma meia-vida (t1/2) de várias horas.

Insuficiência renal

Não foram realizados quaisquer estudos para examinar a farmacocinética da ocriplasmina em pacientes com insuficiência renal, uma vez que se espera que a exposição sistêmica seja muito baixa após a administração intravítrea.

Insuficiência hepática

Não foram realizados quaisquer estudos para examinar a farmacocinética da ocriplasmina em pacientes com insuficiência hepática, uma vez que se espera que a exposição sistêmica seja muito baixa após a administração intravítrea.

Dados de segurança pré-clínica

A toxicidade intravítrea da ocriplasmina foi avaliada em coelhos, macacos e porcos anões. A ocriplasmina induziu uma resposta inflamatória e alterações transitórias na Eletroretinografia (ERG) em coelhos e macacos, não tendo sido observada qualquer inflamação ou alteração na ERG nos porcos anões. Nos coelhos e macacos, a incidência de infiltrados de células do vítreo teve tendência a de resolver com o tempo. Nos macacos, após a administração de 125 μg/olho (68 μg/ml vítreo), a ERG tinha recuperado totalmente no Dia 55. Foi observada subluxação do cristalino nas 3 espécies para concentrações de ocriplasmina iguais ou superiores a 41 μg/ml vítreo, uma concentração acima da concentração clínica prevista de 29 μg/ml. Este efeito parece estar relacionado com a dose e foi observado em todos os animais nos quais a ocriplasmina intravítrea foi administrada mais de uma vez. Foram observadas alterações patológicas relacionadas com hemorragia intraocular em coelhos e macacos. Permanece incerto se esta hemorragia está relacionada com o procedimento de injeção em si ou com a administração de ocriplasmina. Não foi observada qualquer toxicidade sistêmica após a administração intravítrea de ocriplasmina.

A toxicidade sistêmica da ocriplasmina foi avaliada nos ratos e cães. A administração intravenosa de 10 mg/kg foi, no geral, bem tolerada nos ratos e nos cães, quer administrada como dose única ou como dose repetida.

Não existem quaisquer dados de carcinogenicidade, mutagenicidade ou toxicidade reprodutiva e do desenvolvimento.

Este medicamento é exclusivo de uso médico e deve ser armazenado conforme instruções mencionadas na bula do Profissional de Saúde.

MS n° registro Anvisa: 1.0068.1120.001-3

Farm. Resp.:
André Luis Picoli
CRF-SP n° 19161

Registrado por:
Novartis Biociências S.A.
CNPJ 56.994.502/0001-30
São Paulo - SP 

Fabricado por:
Patheon UK Limited
Covingham Swindon - Wiltshire
Reino Unido

Para:
ThromboGenics NV
Gaston Geenslaan 1
B-3001 Leuven
Bélgica

Embalado por:
SA Alcon-Couvreur NV
Rijksweg 14, B-2870 Puurs
Bélgica

Importado por:
Novartis Biociências S.A.
Av. Ceci, 1800 – Lote 04 Gleba 06 Tamboré
CNPJ 56.994.502/0015-35
Indústria Brasileira

Serviço de Atendimento ao Consumidor:
0800-707 7908
sac.brasil@alcon.com
www.alconlabs.com.br

Uso restrito aos hospitais.

Venda sob prescrição médica.

*Não use medicamentos sem o conhecimento do seu médico, pode ser perigoso para a sua saúde.
*As informações aqui divulgadas não deverão ser utilizadas como substituto de prescrição médica para o tratamento de qualquer doença.