Ibuprofeno - Nova Química Icone para ediçãoIcone de Enomear Icone de Excluir

Para que serve

  • Febre e dores leves a moderadas, associadas a gripes e resfriados comuns;
  • Dor de garganta;
  • Cefaleia;
  • Dor de dente;
  • Dorsalgia;
  • Dismenorreias;
  • Mialgias.

Ibuprofeno (substância ativa) não deverá ser administrado a pacientes com antecedentes de hipersensibilidade prévia ao Ibuprofeno (substância ativa) ou a qualquer componente da formulação.

Não utilizar em indivíduos com úlcera péptica ativa, sangramento gastrintestinal ou em casos em que o ácido acetilsalicílico, iodeto e outros anti-inflamatórios não esteroides tenham induzido asma, rinite, urticária, pólipo nasal, angioedema, broncoespasmo e outros sintomas de reação alérgica ou anafilática.

Ibuprofeno (substância ativa) é contraindicado a pacientes com úlcera gastroduodenal ou sangramento gastrintestinal.

Este medicamento é contraindicado para menores de 6 meses de idade.

Uso oral.

Agite antes de usar.

Não precisa diluir.

Posologia do Ibuprofeno


Ibuprofeno suspensão gotas 50mg/mL

A posologia recomendada para crianças a partir de 6 meses de idade pode variar de 1 a 2 gotas/kg de peso, em intervalos de 8 a 6 horas, ou seja, de 3 a 4 vezes ao dia, não excedendo o máximo de 40 gotas por dose.

Pacientes pediátricos, menores de 12 anos de idade, não devem exceder a dose máxima de 40 gotas (200mg) por dose e 800mg por um período de 24 horas.

Em adultos, a posologia habitual do Ibuprofeno (substância ativa) 50mg/mL como antipirético é de 40 gotas (200mg), podendo ser repetida por, no máximo, 4 vezes em um período de 24 horas.

Quadro 1. Posologia recomendada, para crianças a partir de 6 meses de idade, de acordo com o peso (administração de, no máximo, 4 vezes ao dia):

Peso (kg)

50mg/mL
Febre baixa (< 39ºC)Febre alta (≥ 39ºC)
5 kg5 gotas10 gotas
6 kg6 gotas12 gotas
7 kg7 gotas14 gotas
8 kg8 gotas16 gotas
9 kg9 gotas18 gotas
10 kg10 gotas20 gotas
11 kg11 gotas22 gotas
12 kg12 gotas24 gotas
13 kg13 gotas26 gotas
14 kg14 gotas28 gotas
15 kg15 gotas30 gotas
16 kg16 gotas32 gotas
17 kg17 gotas34 gotas
18 kg18 gotas36 gotas
19 kg19 gotas38 gotas
20 kg20 gotas40 gotas
21 kg21 gotas40 gotas
22 kg22 gotas40 gotas
23 kg23 gotas40 gotas
24 kg24 gotas40 gotas
25 kg25 gotas40 gotas
26 kg26 gotas40 gotas
27 kg27 gotas40 gotas
28 kg28 gotas40 gotas
29 kg29 gotas40 gotas
30 kg30 gotas40 gotas
31 kg31 gotas40 gotas
32 kg32 gotas40 gotas
33 kg33 gotas40 gotas
34 kg34 gotas40 gotas
35 kg35 gotas40 gotas
36 kg36 gotas40 gotas
37 kg37 gotas40 gotas
38 kg38 gotas40 gotas
39 kg39 gotas40 gotas
40 kg40 gotas40 gotas

Deve-se ter cuidado na administração do Ibuprofeno (substância ativa) ou de qualquer outro agente analgésico e antipirético em pacientes desidratados ou sob risco de desidratação (com diarreia, vômitos ou baixa ingestão de líquidos), em pacientes com história atual ou prévia de úlcera péptica, gastrites ou desconforto gástrico e em pacientes que apresentaram ou apresentam reações alérgicas, independente da gravidade, com agentes analgésicos e antitérmicos.

O uso de Ibuprofeno (substância ativa) em crianças com menos de 2 anos de idade deve ser feito sob orientação médica.

Uso em idosos

Utilizar com cautela em pacientes idosos, iniciando o tratamento com doses reduzidas. A idade avançada exerce mínima influência na farmacocinética do Ibuprofeno (substância ativa). Alterações relacionadas à idade, na fisiologia renal, hepática e do sistema nervoso central assim como com orbidades e medicações concomitantes, devem ser consideradas antes do início da terapia com Ibuprofeno (substância ativa).

Em todas as indicações, a dose deve ser ajustada individualmente e a menor dose administrada. Monitoração cuidadosa e educação do paciente idoso são essenciais.

Uso durante a gravidez e amamentação

A administração de Ibuprofeno (substância ativa) não é recomendada durante a gravidez ou a lactação. O uso de AINEs no terceiro trimestre está associado a malformações cardíacas como fechamento prematuro do ductus arteriosus e prolongamento do trabalho de parto e deverá ser evitado após a 30 a semana de gestação.

Categoria de risco no primeiro e segundo trimestres da gravidez – B

Os estudos em animais não demonstraram risco fetal, mas não há estudos controlados em mulheres grávidas. A prescrição deste medicamento depende da avaliação do risco/benefício para a paciente.

Categoria de risco no terceiro trimestre da gravidez – D

Este medicamento demonstrou evidências positivas de risco fetal humano. A prescrição deste medicamento depende da avaliação do risco/benefício para a paciente.

Atenção: Durante o período de aleitamento materno ou doação de leite humano, só utilize medicamentos com o conhecimento do seu médico ou cirurgião-dentista, pois alguns medicamentos podem ser excretados no leite humano, causando reações indesejáveis no bebê.

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica.

Informe imediatamente seu médico em caso de suspeita de gravidez.

Ao classificar a frequência das reações, utilizamos os seguintes parâmetros:

  • Reação muito comum (>1/10);
  • Reação comum (>1/100 e <1/10);
  • Reação incomum (>1/1.000 e <1/100);
  • Reação rara (>1/10.000 e <1.000);
  • Reação muito rara (<1/10.000).

Reações comuns

Sistema nervoso central

Tontura.

Pele

Rash cutâneo.

Sistema gastrintestinal

  • Epigastralgia;
  • Náuseas.

Reações incomuns

Pele

Prurido.

Sistema gastrintestinal

  • Dispepsia;
  • Obstipação intestinal;
  • Anorexia;
  • Vômitos;
  • Diarreia;
  • Flatulência.

Sistema geniturinário

Retenção de sódio e água.

Sistema nervoso central

  • Cefaleia;
  • Irritabilidade;
  • Zumbido.

Reações raras

Pele

  • Alergia;
  • Eritema multiforme;
  • Necrólise epidérmica tóxica;
  • Síndrome de Stevens-Johnson;
  • Urticária;
  • Síndrome lupus-like;
  • Doença do soro;
  • Equimoses;
  • Fotosensibilidade.

Sistema nervoso central

  • Depressão;
  • Ansiedade;
  • Meningite asséptica;
  • Confusão mental;
  • Alucinações;
  • Alterações de humor;
  • Insônia.

Sistema nervoso periférico

Parestesia.

Sistema gastrintestinal

  • Icterícia;
  • Úlcera esofágica;
  • Úlcera péptica gástrica;
  • Úlcera duodenal;
  • Hepatite medicamentosa;
  • Pancreatite aguda;
  • Sangramento digestivo.

Sistema geniturinário

  • Insuficiência renal;
  • Necrose tubular aguda;
  • Necrose de papila renal;
  • Cistite;
  • Hematúria;
  • Poliúria.

Sangue

  • Anemia hemolítica;
  • Pancitopenia;
  • Hipoplasia medular;
  • Anemia;
  • Trombocitopenia;
  • Leucopenia;
  • Agranulocitose;
  • Eosinofilia.

Visão

  • Diplopia;
  • Redução de acuidade visual;
  • Hiperemia ocular;
  • Xeroftalmia.

Ouvido, nariz e garganta

  • Diminuição da acuidade auditiva;
  • Inflamação da mucosa nasal;
  • Epistaxe;
  • Edema de glote;
  • Xerostomia.

Sistema cardiovascular

  • Aumento de pressão arterial;
  • Infarto agudo do miocárdio;
  • Arritmia cardíaca;
  • Taquicardia;
  • Palpitações;
  • Insuficiência cardíaca congestiva;
  • Acidente vascular cerebral;
  • Vasculite.

Sistema respiratório

  • Broncoespasmo;
  • Sibilância;
  • Dispneia;
  • Dor torácica.

Em casos de eventos adversos, notifique ao sistema de Notificação em Vigilância Sanitária NOTIVISA, disponível para a Vigilância Sanitária Estadual ou Municipal.

Não use este medicamento em casos de úlcera, gastrite, doença dos rins ou se você já teve reação alérgica a antiinflamatórios.

Interações medicamento-medicamento

O uso do Ibuprofeno (substância ativa) e de outros analgésicos e antipiréticos concomitantemente com corticosteroides aumenta o risco de úlceras gástricas.

O uso concomitante de medicamentos à base de furosemida e tiazídicos diminui o efeito diurético dessas drogas.

O uso do produto concomitantemente com medicamentos à base de probenecida aumentará o efeito terapêutico do Ibuprofeno (substância ativa).

Durante a terapia como Ibuprofeno (substância ativa), deve-se evitar a administração de hormônios tireoidianos.

O Ibuprofeno (substância ativa) pode aumentar o efeito dos anticoagulantes orais (heparina), a concentração sanguínea de lítio e a atividade antiagregante plaquetária, desaconselhando-se, portanto, a administração simultânea de Ibuprofeno (substância ativa) e tais substâncias.

O uso concomitante de qualquer AINE com os seguintes fármacos deve ser evitado, especialmente nos casos de administração crônica:

Ácido acetilsalicílico, paracetamol, colchicina, iodetos, medicamentos fotossensibilizantes, outros anti-inflamatórios não esteroides, corticosteroides, corticotrofina, uroquinase, hipoglicemiantes orais ou insulina, anti-hipertensivos e diuréticos, ácido valpróico, plicamicina, sais de ouro, ciclosporina, lítio, probenecida, inibidores da ECA, agentes anticoagulantes ou trombolíticos, inibidores de agregação plaquetária, cardiotônicos digitálicos, digoxina e metotrexato.

Interação medicamento-exame laboratorial

Poderá ocorrer diminuição dos níveis de hemoglobina e do hematócrito. Se houver sangramento gastrintestinal devido ao uso do Ibuprofeno (substância ativa), haverá positividade na pesquisa de sangue oculto nas fezes.

Poderá causar diminuição da glicemia. Não existe interferência conhecida com outros exames.

Resultados de Eficácia


O estudo PAIN (Paracetamol, Aspirin, lbuprofen new tolerability) foi um estudo randomizado e cego, delineado para comparar três analgésicos no tratamento da dor aguda. Um total de 8.677 adultos foram randomizados para tratamento com Ibuprofeno (substância ativa) (1.200mg/d), paracetamol (3g/d) e aspirina (3g/d). As principais indicações foram dor musculoesquelética (31-33%), resfriado comum (19-20%), dorsalgia (15-17%) e cefaleia (10-11%). Observou-se maior incidência de eventos adversos com aspirina (10,1%) em comparação com Ibuprofeno (substância ativa) (7,0%, P < 0,001) ou paracetamol (7,8%).

Eventos adversos gastrintestinais ocorreram em menor frequência nos pacientes tratados com Ibuprofeno (substância ativa) (4,0%) em comparação com aspirina (7,1%,P < 0,001) ou paracetamol (5,3%, p = 0,025).

O Boston University Fever Study envolveu 84.192 crianças com idade entre seis meses e 12 anos, com doença febril. As crianças foram randomizadas para tratamento com paracetamol (12mg/kg por dose a cada 4-6 horas) ou Ibuprofeno (substância ativa) (5-10mg/kg por dose a cada 4-6 horas). O desfecho primário foi a ocorrência de eventos adversos graves como sangramento gastrintestinal, insuficiência renal aguda ou anafilaxia. O desfecho secundário foi a ocorrência de internação hospitalar por outras complicações. Não se observou diferença estatisticamente significativa entre as duas medicações quanto à necessidade de internação hospitalar por evento adverso, ou qualquer alteração significativa da função renal nos pacientes tratados com Ibuprofeno (substância ativa). Por outro lado, as crianças que foram tratadas com Ibuprofeno (substância ativa) apresentaram menor risco de consultas médicas por asma (3,0%; IC95% 2,1-4, 1%) do que aquelas tratadas com paracetamol (5,1%; IC95% 3,5-7,1%), P = 0,02.

Magni e colaboradores realizaram um estudo multicêntrico, aberto e randomizado para avaliar a atividade antipirética e a tolerabilidade de doses orais únicas de Ibuprofeno (substância ativa) versus dipirona em lactentes e crianças febris. Cento e vinte e dois pacientes de ambos os sexos, com idade entre 6 meses e 8 anos de idade, com temperatura axilar ≥ 38,0°C foram randomizados (1:1) para Ibuprofeno (substância ativa) (10mg/kg) ou dipirona (l5mg/kg), administrados em doses orais únicas. A temperatura axilar e os eventos adversos foram avaliados após 10, 20, 30 e 45 minutos e, a seguir, de 1 em 1 hora, durante 8 horas após a administração. As médias de temperatura foram significativamente menores nos pacientes que receberam Ibuprofeno (substância ativa), em relação aos que receberam dipirona, nos grupos de febre alta entre (> 39,1°C) e baixa (38,0°C e 39,1°C) (p = 0,04). Após 1, 2 e 4 horas da administração das drogas, o valor absoluto da soma ponderada das diferenças de temperatura a partir dos valores basais foi significativamente menor no grupo de febre alta da dipirona, quando comparado ao grupo de febre alta do Ibuprofeno (substância ativa), o que significa maior efeito para este último.

Houve diferenças estatisticamente significativas no tempo para normalização da temperatura (< 37,2°C) entre o Ibuprofeno (substância ativa) e a dipirona nos grupos de temperatura baixa (3,1 ± 2,04 vs. 4,5 ± 3,06 horas, p = 0,01) e alta (2.7 ± 1,68 vs. 5,4 ± 3,15 horas, p = 0,003). A diferença do tempo de persistência do efeito antipirético foi também estatisticamente significativa para o grupo de temperatura alta, a favor do Ibuprofeno (substância ativa) (3,4 ± 2,03 vs.1,8 ± 1,89 hora, p = 0,01). As duas drogas apresentaram perfis de tolerabilidade comparáveis. Os autores concluíram que uma dose oral única de Ibuprofeno (substância ativa) demonstrou proporcionar antipirese mais rápida, potente e por um tempo mais longo do que uma dose oral única de dipirona, especialmente na presença de febre alta.

Autret e colaboradores conduziram um estudo randomizado, aberto, multicêntrico e comparativo entre Ibuprofeno (substância ativa) (7,5mg/kg), paracetamol (10mg/kg) e aspirina (10mg/kg), que envolveu 351 crianças com idade entre 6 e 24 meses com febre (temperatura retal > 39°C). A temperatura foi avaliada após 1, 4 e 6 horas da administração. Observou-se maior queda da temperatura nas crianças tratadas com Ibuprofeno (substância ativa) em comparação com aquelas tratadas com aspirina ou paracetamol. A avaliação do conforto das crianças através de escala visual mostrou superioridade do Ibuprofeno (substância ativa) frente aos outros tratamentos.

Características Farmacológicas


Farmacodinâmica

Ibuprofeno (substância ativa), um derivado do ácido fenilpropânico, inibidor da síntese das prostaglandinas, tendo propriedades analgésicas e antipiréticas. Os antipiréticos e analgésicos inibem a ação da cicloxigenase, diminuindo a formação de precursores das prostaglandinas e dos tromboxanos a partir do ácido araquidônico, diminuindo a ação destes mediadores no termostato hipotalâmico e nos receptores de dor (nociceptores).

Farmacocinética

O Ibuprofeno (substância ativa) apresenta boa absorção oral, com aproximadamente 80% da dose absorvida no trato gastrintestinal, havendo diferença quando da administração em jejum ou após refeição, pois a presença de alimentos diminui a absorção. O início de ação ocorre em aproximadamente 15 a 30 minutos. A taxa de ligação proteica é alta (99%) e a concentração plasmática máxima é atingida em 1,2 a 2,1 horas, tendo duração de 4 a 6 horas, com meia-vida de eliminação de 1,8 a 2 horas. A biotransformação é hepática e a excreção praticamente se completa em 24 horas após a última dose, sendo menos de 1% excretado na forma inalterada.

*Não use medicamentos sem o conhecimento do seu médico, pode ser perigoso para a sua saúde.
*As informações aqui divulgadas não deverão ser utilizadas como substituto de prescrição médica para o tratamento de qualquer doença.