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Para que serve

Hydergine tem como substância ativa o mesilato de codergocrina, sendo eficaz na melhora dos sintomas de deterioração mental.

Como o Hydergine Injetável funciona?


Os estudos em animais de laboratório demonstraram que Hydergine modifica a produção e liberação de substâncias chamadas dopamina e serotonina, que são importantes para a transmissão dos impulsos elétricos cerebrais (neurotransmissores).

Hydergine melhora o metabolismo cerebral, que pode ser verificado no exame de eletroencefalograma. Este efeito benéfico sobre a função cerebral foi confirmado em estudos experimentais no homem.

Também foi observado que Hydergine melhora a circulação sanguínea do cérebro.

Hydergine é contraindicado em pacientes com hipersensibilidade conhecida ao mesilato de codergocrina ou a qualquer outro componente das formulações.

Via parenteral.

Atenção: Para obter melhores resultados no tratamento da insuficiência cerebral, é indispensável seguir corretamente as instruções de seu médico. O tratamento com Hydergine deve ser regular e contínuo, pois sua ação aumenta progressivamente a partir da 2ª semana de tratamento, persistindo durante a manutenção do mesmo.

Lembre-se: A condição para o êxito do tratamento com Hydergine é tomá-lo regularmente.

Posologia do Hydergine Injetável


Em distúrbios cerebrovasculares agudos (especialmente quando associados à hipertensão) utiliza-se a via parenteral inicialmente em associação à oral. Indica-se 0,3 mg (1 mL) por infusão gota a gota ou injeção endovenosa lenta (em 20 mL de solução glicosada ou salina), uma ou duas vezes ao dia. Podem-se utilizar como alternativas as vias subcutânea ou intramuscular, administrando-se 0,3 mg (1 mL) uma ou mais vezes ao dia.

Em casos graves de doenças vasculares periféricas, também deve-se associar ao tratamento oral 0,3 a 0,6 mg (1 a 2 mL), por via intramuscular ou subcutânea, uma ou duas vezes ao dia. Quando necessário, pode-se administrar por via intraarterial (0,3 a 0,6 mg = 1 a 2 mL) preferencialmente diluído em 10 a 20 mL de solução salina.

Pacientes com doença do fígado moderada ou grave devem ser adequadamente monitorados. Uma dose inicial mais baixa pode ser considerada e uma dose de manutenção mais baixa pode ser requerida.

Como não existem estudos de compatibilidade a solução injetável de Hydergine não deve ser misturada com outros medicamentos.

Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento.

Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico.

O que devo fazer quando eu me esquecer de usar o Hydergine Injetável?


Tome a dose assim que possível. Se for quase hora da próxima dose, espere para tomar o medicamento e pule a dose esquecida. Você não deve tomar duas doses de uma única vez.

Em caso de dúvidas, procure orientação do farmacêutico ou de seu médico, ou cirurgião-dentista.

É necessário cautela em pacientes com batimentos cardíacos normalmente lentos (bradicardia).

Pacientes com doenças moderadas ou graves do fígado devem ser acompanhados de perto durante o tratamento com Hydergine. Nesses casos o tratamento deve ser iniciado com uma dose baixa e a manutenção com dose mais baixa também pode ser requerida.

A pressão arterial pode cair e deve, portanto, ser verificada após a administração por injeção.

É preciso cautela quando Hydergine é administrado a pacientes que apresentam doenças neurológicas relacionadas a substâncias denominadas dopamina e serotonina.

As reações adversas estão apresentadas na Tabela 1 e dispostas de acordo com a frequência, sendo as mais frequentes listadas primeiro.

Utiliza-se a seguinte convenção:

  • Muito comuns (ocorrem em mais de 10% dos pacientes que utilizam este medicamento);
  • Comuns (ocorrem entre 1% e 10% dos pacientes que utilizam este medicamento);
  • Incomuns (ocorrem entre 0,1% e 1% dos pacientes que utilizam este medicamento);
  • Raras (ocorrem entre 0,01% e 0,1% dos pacientes que utilizam este medicamento);
  • Muito raras (ocorrem em menos de 0,01% dos pacientes que utilizam este medicamento);
  • Casos isolados.

Tabela 1:

DistúrbiosFrequênciaReações
Distúrbios do sistema nervosoRarasVertigens, dor de cabeça
Distúrbios cardíacosBatimento cardíaco anormalmente lento
Distúrbios vascularesQueda da pressão arterial (especialmente após o uso por injeção)
Distúrbios respiratórios, torácicos e mediastinaisCongestão nasal
Distúrbios gastrintestinaisNáuseas, desconforto estomacal, vômito e diarreia
Distúrbios de pele e tecido subcutâneoRash (erupção cutânea)

Informe ao seu médico, cirurgião-dentista ou farmacêutico o aparecimento de reações indesejáveis pelo uso do medicamento.

Informe também à empresa através do seu serviço de atendimento.

Gravidez e lactação

Hydergine não deve ser utilizado durante a gravidez e a lactação.

Informe ao seu médico se ocorrer gravidez durante ou após o tratamento.

Informe ao seu médico se está amamentando.

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica. Informe imediatamente seu médico em caso de suspeita de gravidez.

Efeitos sobre a habilidade de dirigir e operar máquinas

Hydergine pode causar vertigens, portanto deve-se ter cautela ao dirigir ou operar máquinas. Pacientes que apresentarem vertigens não devem dirigir ou operar máquinas.

Apresentação

Embalagens com 50 ampolas de 1 mL de solução injetável 0,3 mg /mL.

Via parenteral.

Uso adulto.

Composição

O princípio ativo de Hydergine é o mesilato de codergocrina, que consiste dos mesilatos de di-hidroergocornina, dihidroergocristina e di-hidroergocriptina (alfa-di hidroergocriptina e beta-di-hidroergocriptina na proporção de 2 para 1).

Cada ampola de 0,3 mg /mL contém:

0,3 mg de mesilato de codergocrina.

Excipientes: álcool etílico, cloreto de sódio, ácido metanosulfônico e água.

A graduação alcoólica é de 2,0 mg/mL.

Há um número pequeno de relatos de superdose com Hydergine. A maioria dos casos foram assintomáticos ou os sintomas apresentados eram inespecíficos e não graves. Há relatos isolados de alucinações.

O tratamento deve ser sintomático.

Em caso de uso de grande quantidade deste medicamento, procure rapidamente socorro médico e leve a embalagem ou bula do medicamento, se possível.

Ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações.

Componentes do Hydergine são eliminados e podem também bloquear o funcionamento de enzimas do fígado que também eliminam outro medicamentos.

É necessário precaução quando Hydergine é utilizado concomitantemente com:

  • Outros medicamentos que bloqueiam essas enzimas como alguns antibióticos (por ex.: troleandomicina, eritromicina, claritromicina);
  • Medicamentos para tratar infecção pelo HIV (por ex.: ritonavir, indinavir, nelfinavir, delavirdina);
  • Medicamentos para tratar micoses (por ex.: cetoconazol, itraconazol, voriconazol).

Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista se você está fazendo uso de algum outro medicamento.

Não use este medicamento sem o conhecimento do seu médico. Pode ser perigoso para a sua saúde.

Resultados de eficácia

Ensaios clínicos controlados mostraram que Mesilato de Codergocrina (substância ativa) é eficaz na melhora de muitos dos sintomas de deterioração mental, especialmente sintomas relacionados à idade, nas áreas de cuidado pessoal, comportamento social, estado emocional e desempenho mental.

Mesilato de Codergocrina (substância ativa) também tem um efeito estabilizador sobre o tom dos vasos cranianos, que explica o seu efeito profilático na enxaqueca.

Considera-se que seu efeito benéfico em distúrbios vasculares periféricos e em sintomas subjetivos associados a hipertensão arterial seja devido a seu efeito dilatador sobre os esfíncteres pré-capilares e sua atividade alfa-bloqueadora.

Características farmacológicas

Farmacodinâmica

Grupo farmacoterapêutico: vasodilatador periférico.

Código ATC: C04A E01.

Os estudos em animais demonstraram que Mesilato de Codergocrina (substância ativa) modifica a neurotransmissão cerebral, e há evidências de um efeito estimulante sobre os receptores de dopamina e serotonina e de um efeito bloqueador ao nível dos alfa-adrenoceptores.

Mesilato de Codergocrina (substância ativa) melhora a função metabólica cerebral comprometida, um efeito que se reflete em alterações na atividade elétrica do cérebro, especialmente no padrão de potenciais do eletroencefalograma. Este efeito benéfico sobre a função cerebral foi confirmado em estudos experimentais no homem. Também foi observado que Mesilato de Codergocrina (substância ativa) encurta o tempo de circulação cerebral.

Farmacocinética

Absorção

A absorção de Mesilato de Codergocrina (substância ativa) após administração oral é de 25%.

Concentrações plasmáticas máximas são obtidas após 0,5 a 1,5 horas. Devido ao efeito de primeira passagem, a biodisponibilidade oscila entre 5 e 12%.

Distribuição

O volume de distribuição é de 1.100 litros (16 L/kg aproximadamente) e a fixação às proteínas plasmáticas é de 81%.

Biotransformação

Experimentos in vitro sugerem que a CYP3A4 é a principal isoenzima do citocromo P450 responsável pelo metabolismo dos componentes ergocriptídicos do Mesilato de Codergocrina (substância ativa).

Eliminação

A eliminação é bifásica, com meia-vida curta de 1,5 a 2,5 horas (fase alfa) e outra mais longa, de 13 a 15 horas (fase beta).

Mesilato de Codergocrina (substância ativa) é excretado principalmente com a bile nas fezes. A eliminação com a urina chega a 2% para o fármaco inalterado e seus metabólitos e a menos de 1% para a substância inalterada. A depuração total é de cerca de 1.800 mL/min.

Características em pacientes

As concentrações plasmáticas são um pouco mais elevadas nos pacientes idosos do que nos mais jovens (em idosos saudáveis a depuração plasmática é reduzida em aproximadamente 30% comparada a adultos jovens e há um aumento de 2,5 vezes na biodisponibilidade, possivelmente como resultado da velocidade reduzida de depuração).

Em pacientes portadores de insuficiência renal, redução da dose raramente é necessária, pois somente uma quantidade mínima do fármaco e de seus metabólitos é eliminada pelos rins.

Dados de segurança pré-clínicos

Os dados de segurança pré-clínicos para Mesilato de Codergocrina (substância ativa) não revelam riscos especiais para humanos baseando-se em estudos de segurança farmacológica convencionais, de toxicidade de dose única e repetida, genotoxicidade, mutagenicidade, potencial carcinogênico, toxicidade na reprodução ou tolerância local.

Efeitos nos estudos pré-clínicos foram observados somente em exposições consideradas suficientemente excedentes à exposição humana máxima, indicando pequena relevância para uso clínico.

Reações adversas foram observadas em estudos pré-clínicos somente sob altas dosagens.

Elas foram atribuídas à atividade farmacodinâmica de Mesilato de Codergocrina (substância ativa) ou à sensibilidade espécie-específica dos animais de teste.

Toxicidade aguda

Valores de DL50 após injeção intravenosa única de Mesilato de Codergocrina (substância ativa) foram 180 mg/kg em camundongos; 86 mg/kg em ratos e 18,5 mg/kg em coelhos.

Toxicidade subcrônica e crônica

Mesilato de Codergocrina (substância ativa) é desprovido de toxicidade aguda ou toxicidade crônica potencial após administração oral ou parenteral.

Não há toxicidade a um órgão específico. Efeitos adversos, ocorridos com altas doses, foram atribuídos à atividade farmacodinâmica de Mesilato de Codergocrina (substância ativa) ou sensibilidade espécie-específica dos animais de teste. Em geral, derivados do ergot 9-10 di-hidrogenados são menos tóxicos que alcaloides naturais e apresentam potencial reduzido de vasoconstrição e embriotoxicidade.

Margens de segurança suficientes existem entre os níveis de efeito não tóxico em experimentos animais e doses humanas terapêuticas (aproximadamente 0,1mg/Kg/dia por via oral ou 0,02 mg/kg/dia por via intravenosa).

Mutagenicidade e potencial carcinogênico

Não há evidências de que Mesilato de Codergocrina (substância ativa) tenha potencial mutagênico ou carcinogênico.

Toxicidade na reprodução

Não há evidências de que Mesilato de Codergocrina (substância ativa) tenha potencial teratogênico em ratos e coelhos. Foram observados efeitos limítrofes em ratos tratados com 10 mg/kg/dia (cerca de 100 vezes a dose terapêutica oral humana pretendida).

Toxicidade materna e efeitos fetotóxicos como ganho de peso reduzido em progenitoras, fetos com peso reduzido e aumento do número de fetos com ossificação tardia foram observados em 30 e 100 mg/kg/dia.

O Mesilato de Codergocrina (substância ativa) e os alcaloides do ergot 9-10 di-hidrogenados demonstraram possuir um pequeno potencial de interferência no desenvolvimento embriogênico e fetal, o qual está correlacionado com seu baixo potencial de vasoconstrição em comparação com os alcaloides do ergot insaturados.

Tolerância local

Um estudo de tolerância local foi conduzido em coelhos. Os locais de injeção foram examinados macro e microscopicamente 24 e 48 horas após as injeções. Mesilato de Codergocrina (substância ativa) solução injetável foi bem tolerado por via intramuscular. A leve irritação inicial de Mesilato de Codergocrina (substância ativa) solução injetável, foi concentração dependente e reduziu consideravelmente após 24 horas.

Hydergine deve ser mantido em temperatura ambiente (entre 15 e 30°C) e protegido da luz.

Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.

Não use medicamento com o prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original.

Características físicas

Hydergine solução injetável é límpido e incolor.

Antes de usar, observe o aspecto do medicamento. Caso ele esteja no prazo de validade e você observe alguma mudança no aspecto, consulte o farmacêutico para saber se poderá utilizá-lo.

Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.

Reg. MS - 1.0068.0064

Farm. Resp.:
Flavia Regina Pegorer
CRF-SP 18.150

Importado por:
Novartis Biociências S.A.
Av. Prof. Vicente Rao, 90
São Paulo - SP
CNPJ: 56.994.502/0001-30
Indústria Brasileira

Fabricado por:
Novartis Pharma Stein AG
Stein, Suíça

Venda sob prescrição médica. 

*Não use medicamentos sem o conhecimento do seu médico, pode ser perigoso para a sua saúde.
*As informações aqui divulgadas não deverão ser utilizadas como substituto de prescrição médica para o tratamento de qualquer doença.