Hidróxido de Alumínio - EMS Icone para ediçãoIcone de Enomear Icone de Excluir

Para que serve

O Hidróxido de Alumínio suspensão oral está indicado nas infecções gastrointestinais que se acompanham, de um modo geral, de dores, azia e sensação de plenitude gástrica.

Atende ao combate desses sintomas, promovendo alívio rápido ao paciente.

  • Nos pacientes que tenham apresentado hipersensibilidade ao alumínio;
  • No primeiro trimestre da gravidez;
  • Apendicite ou sintomas de apendicite;
  • Hemorragia gastrointestinal ou retal diagnosticada;
  • Crianças menores de 6 anos, a menos que seja prescrito pelo médico;
  • Nos casos de hipocloridria, hemorróidas, obstrução intestinal e insuficiência renal grave.

Agite bem o frasco antes de usar.

Posologia do Hidróxido de Alumínio EMS


Na úlcera gastroduodenal

Uma colher das de sopa (15 ml), ou 2 a 4 colheres das de chá (10 a 20 ml) do produto diluídos em meio copo de água ou leite, com intervalos de 2 ou 4 horas, cerca de uma hora após cada refeição.

Alívio da azia ou queimação

2 colheres das de chá (10 ml) em meio copo de água ou leite, cerca de uma hora após as refeições.

Siga a orientação do seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento.

Não interromper o tratamento sem o conhecimento do seu médico.

Evitar o uso da dose máxima por mais de 2 semanas sem recomendação médica.

O uso simultâneo com benzodiazepínicos, tetraciclinas, fenotiazinas, diflunisal, digoxina ou cetoconazol diminui a absorção destes medicamentos.

O usos com levodopa aumenta a absorção desta droga.

Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças. pode reduzir o efeito terapêutico de sais de lítio.

Informe seu médico sobre qualquer medicamento que esteja usando, antes do início, ou durante o tratamento.

Não tome medicamento sem o conhecimento do seu médico, pode ser perigoso para a saúde.

O produto pode causar, pela ação adstringente:

  • Constipação intestinal;
  • Náuseas;
  • Vômitos.

O uso prolongado por indivíduos ingerindo uma dieta pobre em fosfato pode provocar ostemalácia e miopatia proximal. Alguns relatos sugerem que a encefalopatia encontrada em alguns pacientes submetidos à hemodiálise pode ter como origem intoxicação pelo alumínio.

Gravidez e amamentação

Informe seu médico a ocorrência de gravidez na vigência do tratamento ou após o seu término.

Não é aconselhado seu uso principalmente no primeiro trimestre de gravidez.

Informar ao médico se está amamentando.

Pacientes idosos

Não há qualquer restrição ao uso de hidróxido de alumínio, exceto naqueles casos descritos na contraindicação.

Não há necessidade de alteração da posologia para adultos quando se trata de pacientes geriátricos.

Não use este medicamento em caso de doença dos rins e dor abdominal aguda.

Apresentação

Suspensão oral

Frasco contendo 240 ml.

Uso oral.

Uso adulto.

Composição

Cada ml de hidróxido de alumínio suspensão oral contém

Hidróxido de alumínio

61,5 mg

Veículo*

1 ml

*Metilparabeno; propilparabeno; sacarina sódica, sorbitol; simeticona; hipoclorito de sódio; essência hortelã; álcool etílico; água purificada.

No caso de superdosagem, recomenda-se adotar as medidas habituais de controle das funções vitais.

Medicamento-medicamento

Pode haver aumento dos níveis séricos de quinidina, levando ao quadro de superdose, quando esta é administrada juntamente com hidróxido de alumínio.

O aumento do pH gástrico, em decorrência da administração de antiácidos, interfere nas características farmacocinéticas e farmacodinâmicas de vários medicamentos. Desta forma ocorre a diminuição na absorção de fármacos fracamente ácidos, como por exemplo, digoxina, fenitoína, clorpromazina e isoniazida, com a possibilidade de redução do efeito destes medicamentos.

Ocorre também o aumento da absorção de fármacos fracamente básicos, tais como pseudoefedrina e levodopa, o que pode resultar no aumento da toxicidade.

Hidróxido de Alumínio não deve ser administrado concomitantemente aos antibióticos que contêm tetraciclina (ou qualquer um dos seus sais), e de drogas como:

Antagonistas H2, benzodiazepínicos, fenotiazinas, diflunisal, digoxina, cetoconazol, fluorquinolonas, propanolol, penicilaminas, neurolépticos fenotiazínicos, metoprolol, atenolol, captopril, ranitidina, sais de lítio, sais de ferro, cefdinir, cefpodoxima, cloroquina, ciclinas, bifosfonato, etambutol, fluoreto de sódio, glicocorticóides, indometacina, isoniazida, , levotiroxina, lincosamidas, rosuvastatina ou ácido acetilsalicílico, pois pode haver diminuição da absorção destes medicamentos. Também deve ser evitado o uso concomitante com levodopa, pois a absorção deste medicamento pode estar aumentada.

Pode-se muitas vezes, evitar interações medicamentosas indesejáveis desses medicamentos com alumínio, administrando-os em intervalos mínimos de 2 horas (4 horas para a fluorquinolonas).

O uso de hidróxido de alumínio e citrato podem resultar em níveis aumentados de alumínio, especialmente em pacientes que apresentam disfunção renal.

A absorção de alumínio pode estar aumentada se for administrado concomitantemente com ácido ascórbico em altas doses.

As interações podem ser minimizadas caso o hidróxido de alumínio seja administrado 2 a 3 horas antes ou após a administração de outros medicamentos ou alimentos.

Recomenda-se cautela quando usado concomitantemente com poliestirenossulfonato devido aos riscos de diminuição da eficácia da resina na ligação de potássio, de alcalose metabólica em pacientes com insuficiência renal e obstrução intestinal.

Medicamento-exame laboratorial

O uso excessivo ou prolongado deste medicamento pode alterar os resultados de alguns testes laboratoriais tais como dosagem de gastrina e de fosfato no sangue. O pH sistêmico e urinário pode estar aumentado.

Evitar o uso do medicamento com suco de frutas ácidas e alimentos muito condimentados

Medicamento-substância química

Evitar o uso do medicamento com bebidas alcoólicas.

Resultados de eficácia

Vinte pacientes portadores de patologia do trato digestivo alto, incluindo gastrite erosiva, dispepsia funcional, duodenite, hérnia de hiato, gastrite crônica e esofagite, foram tratados com hidróxido de alumínio 1,1 g 4x/dia, por 2 a 4 semanas. Observou-se redução significativa da sintomatologia dispéptica comparando- se com os valores basais, especialmente dor epigástrica (p<0,01), número de dias com epigastralgia e pirose (p<0,01). Dentre os pacientes com lesões orgânicas (70%) observou-se uma porcentagem de cura de 71,4% e de redução da lesão de 7,1%. Não se observaram eventos adversos atribuíveis ao tratamento. (Silvestre N, 1984)

Com o objetivo de estudar a eficácia e os custos de vários regimes antiácidos  na profilaxia da úlcera de estresse, 30 pacientes críticos em unidade de terapia intensiva foram randomizados em 3 grupos comparáveis para receber hidróxido de alumínio cada 2 horas conforme pH gástrico, cimetidina cada 6 horas, ou hidróxido de alumínio mais cimetidina independente de dosagens de pH gástrico. Todos os pacientes receberam sonda nasogástrica (SNG) com medição do pH do aspirado gástrico com papel sensor. As medições se repetiram cada 2 horas por 48 horas. O grupo que recebeu hidróxido de alumínio conforme pH e o grupo que recebeu hidróxido de alumínio mais cimetidina foram mais eficazes no controle do pH gástrico do que o grupo que recebeu cimetidina isolada. O custo de tratamento foi significativamente mais baixo no grupo que recebeu hidróxido de alumínio conforme pH. Não foram observados eventos adversos significativos. (Glenn Hernández)

Em um estudo randomizado, duplo cego, controlado por placebo, 80 pacientes consecutivos portadores de úlcera duodenal, foram alocados para receber um antiácido contendo alumínio/magnésio, com capacidade neutralizante de 30 mmols ou placebo 1 hora antes das 3 principais refeições e na hora de deitar por 4 semanas. Após 4 semanas, endoscopia mostrou úlcera curada em 74% dos pacientes no grupo antiácido comparado com 29% dos pacientes no grupo placebo (p< 0.001), dando um ganho terapêutico de 45% no grupo antiácido comparado com placebo. Nos pacientes que receberam antiácido e apresentavam úlcera não curada, o tamanho da úlcera diminuiu significativamente durante as 4 semanas de tratamento (p<0,001) enquanto que no grupo placebo o tamanho da úlcera permaneceu praticamente inalterado. Eventos adversos leves, dos quais a constipação foi o mais comum (21% no grupo antiácido e 16% no grupo placebo, p>0,05), foram observados. (Berstad et al, 1986)

Características farmacológicas

Propriedades farmacodinâmicas

O hidróxido de alumínio reduz a carga ácida total em virtude da reação de neutralização do ácido clorídrico. Desta forma as quantidades de íons hidrogênio, para retrodifusão através da mucosa gastrintestinal, diminuem.

O mecanismo de ação dos antiácidos inclui o aumento da secreção de bicarbonato e muco, aumento da produção e liberação de prostaglandinas e manutenção da microcirculação.

Propriedades farmacocinéticas

O hidróxido de alumínio neutraliza o ácido clorídrico no estômago, com a formação de cloreto de alumínio e água (Al(OH)3 + 3HCl = AlCl3 + 3H2O).

Através do aumento de pH, resultante da reação de neutralização, ocorre alívio dos sintomas de hiperacidez gástrica.

A presença de alimento ou outros fatores que retardam o esvaziamento gástrico prolonga a disponibilidade de hidróxido de alumínio e aumenta a quantidade de cloreto de alumínio formada. É recomendado administrar o hidróxido de alumínio no intervalo entre as refeições e ao deitar, quando os sintomas de hiperacidez geralmente ocorrem.

Apesar de ser considerado um antiácido não sistêmico, pequena quantidade de hidróxido de alumínio é absorvida (0,1 a 0,5 mg) e excretada na urina, desde que a função renal esteja normal.

Pacientes com insuficiência renal estão mais sujeitos ao acúmulo (ossos e sistema nervoso central) e toxicidade por alumínio.

Os compostos de alumínio que permanecem no trato gastrintestinal são excretados nas fezes sob a forma de hidróxidos, carbonatos e fosfatos.
 

Manter à temperatura ambiente (15˚C a 30˚C). Proteger da luz e manter em lugar seco.

O Hidróxido de Alumínio suspensão oral não deve ser utilizado vencido, sob o risco do efeito esperado não ocorrer.

O número do lote e as datas de fabricação e validade deste medicamento estão carimbados na embalagem do produto.

Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.

Lote, fabricação e validade: vide cartucho.

Reg. M.S. nº 1.0235.0494

Farm. Resp.
Drª Cláudia dos Reis Tassinari
CRF-SP nº 15.346

EMS S/A.
R. Com. Carlo Mário Gardano, 450
São Bernardo do Campo/SP
CEP 09720-470
CNPJ: 57.507.378/0001-01
Indústria brasileira

Fabricado por:
EMS S/A.
Rodovia SP-101, km 08
Hortolândia/SP
CEP 13186-481

*Não use medicamentos sem o conhecimento do seu médico, pode ser perigoso para a sua saúde.
*As informações aqui divulgadas não deverão ser utilizadas como substituto de prescrição médica para o tratamento de qualquer doença.