Hidralazina Icone para ediçãoIcone de Enomear Icone de Excluir

Hidralazina funciona relaxando e dilatando os vasos sanguíneos, reduzindo assim a pressão sanguínea e aumentando o fornecimento de sangue para o coração.

Se você tem alguma dúvida sobre como Hidralazina funciona ou porque este medicamento foi prescrito para você, pergunte ao seu médico.

Para que serve

Hipertensão

Como adjunto para outros agentes anti-hipertensivos no tratamento da hipertensão moderada a grave.

Devido ao mecanismo de ação complementar da combinação de hidralazina (substância ativa) com betabloqueadores e diuréticos, pode possibilitar uma eficácia anti-hipertensiva com doses baixas e controla os efeitos relacionados à hidralazina (substância ativa), como taquicardia reflexa e edema.

Insuficiência cardíaca congestiva crônica

Como farmacoterapia suplementar para o uso em combinação com nitratos de ação prolongada na insuficiência cardíaca congestiva crônica moderada a grave em pacientes nos quais as doses ideais da terapia convencional provaram ser insuficientes.

  • Hipersensibilidade conhecida à hidralazina (substância ativa), dihidralazina ou a qualquer componente da formulação;
  • Lúpus eritematoso sistêmico idiopático e doenças correlatas;
  • Taquicardia grave e insuficiência cardíaca com alto débito cardíaco (por exemplo, em tireotoxicose);
  • Insuficiência do miocárdio devido à obstrução mecânica (por exemplo, em estenose aórtica ou mitral e na pericardite constritiva);
  • Insuficiência cardíaca isolada do ventrículo direito devido à hipertensão pulmonar (cor pulmonale);
  • Aneurisma dissecante da aorta.
Branca Comum (Venda Sob Prescrição Médica)

Hidralazina (substância ativa) deve ser tomada por via oral, todos os dias no mesmo horário, sempre da mesma forma, com ou sem alimentos.

Este medicamento não deve ser partido, aberto ou mastigado.

Hipertensão

A posologia deverá sempre ser ajustada individualmente e as seguintes recomendações deverão ser adotadas:

Posologia para adultos:

O tratamento deverá ser iniciado com doses baixas de hidralazina (substância ativa) que, dependendo da resposta do paciente, deverão ser aumentadas gradualmente para se obter um efeito terapêutico ideal e evitar a ocorrência de efeitos indesejáveis.

Tanto quanto possível, hidralazina (substância ativa) deve ser administrada duas vezes ao dia.

A dose inicial de 25 mg, 2 vezes ao dia, é geralmente suficiente. Esta dose poderá ser aumentada conforme as exigências e dentro de uma variação posológica eficaz de manutenção de 50 a 200 mg diários.

Contudo, a dose de 100 mg ao dia não deverá ser excedida sem que haja a determinação da capacidade acetiladora do paciente e em mulheres.

Insuficiência cardíaca congestiva crônica

Posologia para adultos:

As doses variam muito entre os pacientes e, geralmente, são mais elevadas do que aquelas utilizadas para o tratamento da hipertensão. Após uma titulação progressiva, a dose média eficaz de manutenção é de 50 a 75 mg a cada 6 horas ou 100 mg em 2 a 3 vezes ao dia.

Disfunção renal e disfunção hepática (todas as indicações)

Em pacientes com disfunção renal moderada a grave (clearance (depuração) de creatinina < 30 mL/min ou concentração sérica de creatinina > 2,5 mg/100 mL ou 221 micro mol/L) ou disfunção hepática, a dose ou o intervalo de dose devem ser adaptados de acordo com a resposta clínica para evitar acúmulo da substância ativa "aparente".

As reações adversas medicamentosas de várias fontes, incluindo estudos clínicos e relatórios espontâneos.

As reações adversas medicamentosas de várias fontes, incluindo estudos clínicos e relatórios espontâneos, são listadas pela classe de sistemas de órgãos MedDRA.

A versão MedDRA utilizada é 15.1. Dentro de cada classe de sistema de órgãos, as reações adversas estão ordenadas por frequência, com as reações mais frequentes primeiro.

Dentro de cada grupo de frequência, as reações adversas são apresentadas por ordem decrescente de gravidade.

Além disso, a categoria correspondente para cada frequência de reações adversas do medicamento é baseada na seguinte convenção (CIOMS III):

Frequência estimada:

  • Reação muito comum (> 1/10);
  • Reação comum (> 1/100 e < 1/10);
  • Reação incomum (> 1/1.000 e < 1/100);
  • Reação rara (> 1/10.000 e < 1/1.000);
  • Reação muito rara (< 1/10.000);
  • Desconhecida (não pode ser estimada a partir dos dados disponíveis).

Alguns dos efeitos indesejáveis, tais como taquicardia, palpitação, sintomas de angina, flushing (rubor), cefaleia, vertigens, congestão nasal e distúrbios gastrintestinais, são comumente observados no início do tratamento, especialmente se a posologia for aumentada rapidamente.

Contudo, tais reações geralmente diminuem no decorrer do tratamento.

Distúrbios cardíacos

Muito comuns:

Taquicardia, palpitação.

Comuns:

Angina pectoris.

Incomuns:

Insuficiência cardíaca congestiva.

Distúrbios do sistema nervoso

Muito comum:

Cefaléia.

Incomum:

Vertigens.

Muito raras:

Neuropatia periférica, polineuropatia, parestesia (os mesmos podem ser revertidos pela administração de piridoxina) e tremor.

Distúrbios músculo-esqueléticos e de tecidos conectivos

Comuns:

Artralgia, mialgia, edema articular.

Distúrbios de pele e de tecido subcutâneo

Incomum:

Rash.

Distúrbios renais e urinários

Incomuns:

Proteinúria, hematúria, algumas vezes associada à glomerulonefrite.

Muito raras:

Insuficiência renal aguda, retenção urinária.

Distúrbios gastrintestinais

Comuns:

Distúrbio gastrintestinal, diarreia, náusea, vômitos.

Muito rara:

Íleo paralítico.

Distúrbios hepatobiliares

Incomuns:

Icterícia, hepatomegalia, função hepática anormal, algumas vezes associada à hepatite.

Disturbios do sangue e do sistema linfático

Incomuns:

Anemia, leucopenia, neutropenia, trombocitopenia com ou sem púrpura.

Muito raras:

Anemia hemolítica, leucocitose, linfadenopatia, pancitopenia, esplenomegalia, agranulocitose.

Distúrbios psiquiatricos

Incomuns:

Agitação, ansiedade;

Muito raras:

Depressão, alucinações.

Distúrbios dos olhos

Incomuns:

Aumento do lacrimejamento, conjuntivite.

Muito rara:

Exoftalmia.

Distúrbios do sistema imunológico

Comuns:

Sintomas lupus-like (ocasionalmente fatal).

Incomuns:

​Reações de hipersensibilidade tais como prurido, alergia, urticária, vasculite, incluindo síndrome pulmonar-renal, eosinofilia, hepatite.

Trato respiratório

Incomum:

Dispneia, dor pleural, congestão nasal.

Distúrbios vasculares

Comum:

Flushing, hipotensão.

​Muito raras:

Respostas pressóricas paradoxais.

Distúrbios gerais e no local de administração

Incomum:

Pirexia, mal estar, edema.

Investigações

Incomum:

Perda de peso, creatinina sanguínea aumentada.

Distúrbios de metabolismo e nutrição

Incomum:

​Diminuição de apetite.

*Síndrome pulmonar-renal identificada através de relatos pós-comercialização, com frequência desconhecida.

Reações adversas medicamentosas de relatos espontâneos e casos na literatura (frequência não conhecida)

As seguintes reações adversas medicamentosas foram derivadas da experiência pós-comercialização com hidralazina (substância ativa) através de relatos de casos espontâneos e casos na literatura.

Porque estas reações são reportadas voluntariamente a partir de uma população de tamanho incerto, não é possível estimar as suas frequências, que é, por conseguinte, classificadas como não conhecida.

As reações adversas são listadas de acordo com as classes de sistema de órgãos MedDRA versão 15.1.

Distúrbios hepatobiliares:

​Hepatoesplenomegalia (mais comum quando associado com sintomas de lupus-like).

Em casos de eventos adversos, notifique ao Sistema de Notificações em Vigilância Sanitária – NOTIVISA ou para a Vigilância Sanitária Estadual ou Municipal.

O tratamento concomitante com outros vasodilatadores, antagonistas de cálcio, inibidores da ECA, diuréticos, anti-hipertensivos, antidepressivos tricíclicos e tranquilizantes maiores, assim como o consumo de álcool, podem potencializar o efeito redutor da pressão arterial de hidralazina (substância ativa).

Em particular, a administração de hidralazina (substância ativa) antes ou após a administração de diazóxido pode determinar uma hipotensão acentuada.

Os inibidores da MAO deverão ser utilizados com precaução em pacientes sob tratamento com hidralazina (substância ativa).

A administração concomitante de hidralazina (substância ativa) com betabloqueadores pode aumentar sua biodisponibilidade. Um ajuste posológico através de uma redução da dose destes fármacos pode ser necessário.

Cardiovascular

O estado geral da circulação induzido pela hidralazina (substância ativa) pode acentuar certas condições clínicas.

A estimulação do miocárdio pode provocar ou agravar a angina pectoris não controlada ou sem tratamento. Portanto, hidralazina (substância ativa) somente deve ser administrada a pacientes portadores de doença arterial coronariana suspeita ou conhecida, que estejam sob tratamento com betabloquadores ou em combinação com agentes simpatolíticos adequados.

É importante que a administração do agente betabloqueador seja iniciada alguns dias antes do início do tratamento com hidralazina (substância ativa).

Os pacientes que sofreram infarto do miocárdio não deverão receber hidralazina (substância ativa) até que atinjam a fase de estabilização pós-infarto.

Hidralazina (substância ativa) pode causar ataques anginosos e alterações de ECG indicativas de isquemia do miocárdio. Portanto, deve-se ter cautela em pacientes com suspeita de doença arterial coronariana.

Como todos os anti-hipertensivos potentes, hidralazina (substância ativa) deverá ser utilizada com cuidado em pacientes com doença arterial coronariana ou doenças cerebrovasculares agudas, uma vez que pode ocorrer piora da isquemia.

Quando submetidos a cirurgias, os pacientes tratados com hidralazina (substância ativa) poderão apresentar uma queda na pressão arterial.

Nestes casos, não se deve empregar adrenalina para corrigir a hipotensão, uma vez que ela aumenta os efeitos de aceleração da frequência cardíaca da hidralazina (substância ativa).

Deve-se dar atenção especial ao paciente quando se tratar de terapia inicial para a insuficiência cardíaca. O paciente deve ser mantido sob cuidadosa vigilância e/ou monitorização hemodinâmica para a detecção precoce de uma hipotensão postural ou taquicardia.

Quando for indicada a interrupção da terapia na insuficiência cardíaca, hidralazina (substância ativa) deve ser retirada gradualmente (exceto em situações graves, tais como na síndrome lupus-like ou discrasia sanguínea), a fim de evitar a precipitação e/ou exacerbação da insuficiência cardíaca.

Sistema Imunológico

O tratamento prolongado com a hidralazina (substância ativa) (usualmente tratamentos com mais de 6 meses de duração), pode provocar o aparecimento de uma síndrome similar ao lúpus eritematoso sistêmico, síndrome lupus-like, especialmente quando a posologia prescrita exceder os 100 mg diários.

Em sua forma moderada, esta síndrome lembra a artrite reumatoide (artralgia, algumas vezes associada à febre, anemia, leucopenia, trombocitopenia e rash cutâneo), sendo comprovadamente reversível após a descontinuação do tratamento

 Em sua forma mais grave, esta síndrome assemelha-se ao lúpus eritematoso sistêmico agudo (manifestações similares à forma mais leve, pleurite, derrames pleurais e pericardite, sendo que o sistema nervoso e o comprometimento renal são mais raros que no lúpus idiopático).

A detecção precoce e um rápido diagnóstico com terapia apropriada são de extrema importância nesta doença com risco de morte para prevenir complicações mais graves, que podem ser ocasionalmente fatais.

Em particular, os sintomas renais são menos frequentes que a síndrome do lúpus eritematoso idiopático sendo os sintomas pleuro-pulmonares e a pericardite mais frequentes.

Uma vez que tais reações tendem a ocorrer mais frequentemente com a elevação da posologia e o prolongamento do tratamento e são mais comuns nos acetiladores lentos, é recomendável que na terapia de manutenção seja utilizada a menor posologia eficaz.

Se 100 mg diários de hidralazina (substância ativa) não determinarem um efeito clínico adequado, a capacidade acetiladora do paciente deverá ser avaliada.

O tratamento com hidralazina (substância ativa) pode induzir a vasculite sistémica, incluindo anticorpos antinucleares citoplasmáticos induzidos pela hidralazina (substância ativa) (vasculite ANCA-positiva), conduzindo a síndrome pulmonar-renal, que é uma combinação de hemorragia alveolar difusa e glomerulonefrite rapidamente progressiva.

Os pacientes podem apresentar insuficiência grave respiratória e/ou renal e necessitar de tratamento em uma unidade de cuidados intensivos.

A síndrome é caracterizada por um curso fulminante caso seja deixada sem tratamento e pode, por vezes, ser fatal.

Pacientes acetiladores lentos e mulheres correm um maior risco de desenvolver a síndrome lupus-like

 Em tais pacientes, todo esforço deverá ser feito para que a posologia não exceda os 100 mg diários. Além disso, deverá ser feita uma cuidadosa observação do possível aparecimento de sintomas e sinais clínicos sugestivos da síndrome.

Inversamente, os pacientes acetiladores rápidos muitas vezes respondem inadequadamente até mesmo para doses diárias de 100 mg.

Nestes pacientes, a posologia pode ser aumentada com apenas um ligeiro aumento no risco de uma síndrome lupus-like.

Durante tratamentos prolongados com hidralazina (substância ativa), é aconselhável a determinação dos fatores antinucleares (FAN) e a realização de exames de urina com intervalos regulares de aproximadamente 6 meses.

A ocorrência de micro-hematúria e/ou proteinúria, em particular associada a títulos positivos dos fatores antinucleares, pode indicar sinais iniciais de uma glomerulonefrite por imunocomplexos associada à síndrome lupus-like.

Na ocorrência de um claro desenvolvimento de sintomas e sinais clínicos, o medicamento deverá ser descontinuado imediatamente.

Exames laboratoriais:

Recomenda-se uma contagem sanguínea total e uma titulação de fatores antinucleares (FAN) antes e periodicamente durante a terapia prolongada com hidralazina (substância ativa), mesmo se o paciente está assintomático.

Esses exames também são indicados se os pacientes desenvolverem artralgia, febre, dor no peito, mal-estar persistente ou outros sinais ou sintomas inexplicáveis.

Um título positivo dos fatores antinucleares exigirá que o médico faça uma avaliação cuidadosa das implicações dos resultados em relação aos benefícios da terapia prolongada com hidralazina (substância ativa).

Sistema Nervoso

Alguns casos isolados de neurite periférica foram reportados. As referências publicadas sugerem um efeito antipiridoxina, que pode responder à administração de piridoxina ou à retirada da droga.

Efeitos Hematológicos

Efeitos hematológicos adversos, como por exemplo, redução nos níveis de hemoglobina e na contagem de células vermelhas, leucopenia, agranulocitose e púrpura, foram relatados em alguns poucos casos.

Se ocorrer desenvolvimento dessas anormalidades, o tratamento deve ser descontinuado.

Insuficiência Renal e Hepática

Em pacientes com disfunção renal moderada a grave (clearance (depuração) de creatinina < 30 mL/min ou concentração sérica de creatinina > 2,5 mg/100 mL ou 221 mcmol/L) ou disfunção hepática, a dose ou o intervalo de dose devem ser adaptados de acordo com a resposta clínica para evitar acúmulo da substância ativa "aparente".

Pacientes Idosos

Devem seguir as recomendações gerais descritas na bula.

Como a eliminação renal do fármaco pode ser afetada, em grande parte, pela função renal diminuída pela idade, o ajuste de doses, nestes pacientes, pode ser necessário.

Mulheres em idade fértil

Mulheres que pretendem engravidar não devem tomar hidralazina (substância ativa).

Quando a gravidez é confirmada em mulheres que tomam hidralazina (substância ativa), o tratamento deve ser interrompido imediatamente.

Gravidez

Embora a experiência clínica no terceiro trimestre de gravidez seja extensa, não têm sido observados efeitos adversos graves devido ao uso da hidralazina (substância ativa) na gravidez humana.

Experimentos com animais têm demonstrado um potencial teratogênico em camundongos, mas não em outras espécies animais. A hidralazina (substância ativa) atravessa a placenta.

O uso de hidralazina (substância ativa) na gravidez, antes do terceiro trimestre deve ser evitado, porém, o medicamento pode ser empregado no final da gravidez se não existir outra alternativa mais segura, ou quando a doença determinar sérios riscos para a mãe e/ou para o recém nascido, como por exemplo, nos casos de pré-eclâmpsia e/ou eclâmpsia.

Não foram realizados estudos em animais e nem em mulheres grávidas; ou então, os estudos em animais revelaram risco, mas não existem estudos disponíveis realizados em mulheres grávidas (categoria C).

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.

Lactação

A hidralazina (substância ativa) é excretada através do leite materno, porém, os dados disponíveis não relatam efeito adverso sobre o lactente.

As mães sob tratamento com hidralazina (substância ativa) podem amamentar seus filhos, desde que se observe cuidadosamente a possível ocorrência de efeitos adversos inesperados.

Fertilidade

Não apresentou efeitos significativos sobre a fertilidade ou outros parâmetros reprodutivos em ratos.

Efeitos sobre a habilidade de dirigir veículos e/ou operar máquinas

Tonturas ou hipotensão podem ocorrer com hidralazina (substância ativa), portanto, é aconselhável ter cautela quando dirigir ou operar máquinas.

Atenção diabéticos: contém açúcar.

Resultados da eficácia

hidralazina (substância ativa) é um produto estabelecido. Não existem estudos clínicos recentes realizados com hidralazina (substância ativa).

Hipertensão

hidralazina (substância ativa), em doses diárias de 50 a 150 mg, foi capaz de reduzir de maneira significante a pressão arterial em 118 pacientes hipertensos não-controlados.

Nesse estudo, 53% dos pacientes atingiram o controle (pressão arterial diastólica < 95 mmHg), enquanto que 72% dos pacientes responderam com, no mínimo, 10 mmHg de redução na pressão.

Em outro estudo, o efeito anti-hipertensivo da hidralazina (substância ativa) foi comparado aos do captopril e da nifedipina em 160 pacientes hipertensos não controlados após uso diário de atenolol e bendrofluazida.

Após 12 semanas de tratamento, o grupo tratado com hidralazina (substância ativa) apresentou redução significativa da pressão arterial sistólica (média 15,0 mmHg, IC95% 1,7 a 28,3 mmHg) e da pressão arterial diastólica (média 10,0 mmHg, IC95% de 3,4 a 16,6 mmHg) sem diferença estatisticamente significante das reduções apresentadas entre a hidralazina (substância ativa) e nifedipina ou captopril.

O controle da pressão arterial foi atingido por 29% dos pacientes que usaram hidralazina (substância ativa), 33% dos usuários de captopril e 17% dos usuários de nifedipina.

Insuficiência Cardíaca

Num estudo controlado com placebo, 62 pacientes com insuficiência cardíaca crônica classe funcional III receberam hidralazina (substância ativa) (ao redor de 150 mg/dia) ou placebo em adição ao tratamento habitual que já recebiam.

Durante os 12 meses do estudo não houve diferença significativa nas taxas de mortalidade nem de interrupção do tratamento por eventos adversos, contudo, a melhora sintomática foi mais significativa no grupo tratado com hidralazina (substância ativa) (p < 0,05).

Os pacientes tratados com hidralazina (substância ativa) aumentaram sua capacidade de exercício em 25%, enquanto que não houve melhora no grupo placebo (p < 0,01).

Em outro estudo 642 pacientes com disfunção cardíaca e pouca tolerância ao esforço a despeito do uso de digoxina e diurético foram a aleatoriamente designados para receber placebo, prazosina (20 mg/dia) ou a combinação de hidralazina (substância ativa) (300 mg/dia) e dinitrato de isossorbida (160 mg/dia). A média de seguimento foi de 2,3 anos (variando de 6 meses a 5,7 anos).

Em todo período de seguimento a mortalidade do grupo tratado com a combinação hidralazina (substância ativa)-nitrato foi menor que a do grupo placebo.

Aos 2 anos de seguimento a redução do risco relativo de morte do grupo tratado com hidralazina (substância ativa)-nitrato em relação ao placebo foi de 34% (p < 0,0028).

As taxas de mortalidade cumulativa foram de 25,6% no grupo hidralazina (substância ativa)-nitrato e 34,3% no grupo placebo.

Medidas sequenciais demonstraram elevação (melhora) da fração de ejeção do ventrículo esquerdo no grupo hidralazina (substância ativa)-nitrato após 8 semanas e 1 ano de tratamento, quando comparado ao placebo.


Características Farmacológicas

Farmacodinâmica

Grupo farmacoterapêutico: Vasodilatador periférico.

Código ATC: C02DB02.

A hidralazina (substância ativa) exerce seu efeito vasodilatador periférico através de uma ação relaxante direta sobre a musculatura lisa dos vasos de resistência, predominantemente nas arteríolas.

O mecanismo de ação celular responsável por este efeito não é totalmente conhecido.

Na hipertensão, este efeito resulta numa redução da pressão arterial (mais a diastólica do que a sistólica) e num aumento da frequência cardíaca, do volume de ejeção e do débito cardíaco

 A dilatação das arteríolas atenua a hipotensão postural e promove um aumento do débito cardíaco.

A vasodilatação periférica é difusa, mas não uniforme.

O fluxo sanguíneo renal, cerebral, coronariano e esplâncnico aumenta, a não ser que a queda da pressão arterial seja muito acentuada.

A resistência vascular nos leitos cutâneos e muscular não é afetada de maneira considerável.

Na hipertensão, esse efeito resulta em diminuição da pressão arterial (a diastólica mais do que a sistólica) e em aumento da frequência cardíaca, volume sistólico e débito cardíaco.

Uma vez que a hidralazina (substância ativa) não apresenta propriedades cardio-depressoras ou simpatolíticas, os mecanismos regulatórios reflexos produzem um aumento no volume de ejeção e da frequência cardíaca.

A taquicardia reflexa induzida, que pode ocorrer como um efeito paralelo, pode ser controlada pelo tratamento concomitante com betabloqueador ou qualquer substância que iniba a função simpática.

O uso da hidralazina (substância ativa) pode ocasionar retenção de líquidos e sódio, produzindo edema e reduzindo o volume urinário.

Estes efeitos indesejáveis podem ser prevenidos com a administração concomitante de um diurético.

Na insuficiência cardíaca congestiva crônica, a hidralazina (substância ativa), através de sua ação primária como um dilatador arteriolar, reduz a pós-carga. Isto leva à diminuição do trabalho realizado pelo ventrículo esquerdo acompanhada de um aumento do volume de ejeção do fluxo sanguíneo renal e do débito cardíaco, com manutenção ou apenas ligeira queda da pressão arterial.

Farmacocinética

Absorção e concentrações plasmáticas

A hidralazina (substância ativa) administrada oralmente é rápida e completamente absorvida no trato gastrointestinal e a absorção é variável de acordo com a capacidade acetiladora do indivíduo.

A concentração máxima de hidralazina (substância ativa) após administração oral única de 50 mg de hidralazina (substância ativa) foi de 229 ± 20 ng/mL e 148 ± 15 ng/mL em acetiladores lentos e rápidos respectivamente.

O pico das concentrações plasmáticas é alcançado dentro de uma hora, na maioria dos casos.

Foi verificado que a ingestão concomitante de alimentos diminui a biodisponibilidade da hidralazina (substância ativa) e também reduz seu efeito vasodilatador.

A hidralazina (substância ativa) administrada por via oral sofre um efeito de "primeira passagem" dose-dependente (biodisponibilidade sistêmica de 26 a 55%), que depende da capacidade acetiladora individual. hidralazina (substância ativa) exibe uma farmacocinética não linear e é atribuída ao efeito de primeira passagem saturável.

Distribuição

A hidralazina (substância ativa) é primariamente apresentada como conjugado de hidrazona com ácido pirúvico no plasma.

A capacidade da hidralazina (substância ativa) em ligar-se às proteínas plasmáticas (principalmente albumina), situa-se entre 88 e 90%.

O volume de distribuição de hidralazina (substância ativa) é de 1,5 ± 1,0 L/Kg. A hidralazina (substância ativa) é rapidamente distribuída no organismo e apresenta uma afinidade específica pelo tecido muscular das paredes arteriais.

 A hidralazina (substância ativa) atravessa a barreira placentária e também é excretada através do leite materno.

Biotransformação

Após a administração oral, os tipos de metabólitos dependem principalmente da capacidade do acetilador envolvido.

A metabolização sistêmica no fígado se dá por hidroxilação do anel e conjugação com o ácido glicurônico e a capacidade acetiladora não afeta a eliminação.

Os maiores metabólitos são os produtos da acetilação (3 metil-1, 2, 4-triazolo-(3, 4a) ftalazina), sendo o hidrazona do ácido pirúvico hidralazina (substância ativa) o maior metabólito plasmático; e NAc-HPZ (4-(2-aetilhidrazona) fitalazina-1-one, NAc-HPZ (4-(2-aetilhidrazona), que é encontrado principalmente na urina e seu metabólito foi considerado como sendo um indicador relevante para o fenótipo relacionado à droga.

Eliminação

A meia-vida plasmática geralmente varia de 2 a 3 horas, porém em acetiladores rápidos é mais curta, sendo em média de 45 minutos.

Em pacientes com a função renal diminuída, a meia-vida plasmática é prolongada até 16 horas com um clearance (depuração) de creatinina < 20 mL/min.

A idade avançada não afeta nem a concentração sanguínea e nem o clearance (depuração) sistêmico do fármaco. Contudo, a eliminação renal do fármaco pode ser afetada, em grande parte, pela função renal diminuída pela idade.

A hidralazina (substância ativa) e seus metabólitos são rapidamente excretados pelos rins.

Cerca de 24 horas após a dose oral, aproximadamente 80% da mesma pode ser recuperada na urina.

A maioria da hidralazina (substância ativa) excretada está sob forma de metabólitos acetilados e hidroxilados, alguns dos quais conjugados com o ácido glicurônico.

Cerca de 2 a 14% da dose é excretada como hidralazina (substância ativa) "aparente".

Dados de segurança pré-clínicos

Teratogenicidade e Fertilidade

Não apresentou efeitos significativos sobre a fertilidade ou outros parâmetros reprodutivos em ratos.

Em doses 20 a 30 vezes superiores à dose máxima humana diária de 200 a 300 mg, a hidralazina (substância ativa) é teratogênica em camundongos, causando fenda palatina e malformações ósseas faciais e cranianas.

Entretanto, a hidralazina (substância ativa) não é teratogênica em ratos ou coelhos.

Em um estudo de desenvolvimento peri e pós-natal em ratos, hidralazina (substância ativa) não afetou o crescimento peri e pós-natal da prole.

Mutagenicidade

A hidralazina (substância ativa) em concentrações citotóxicas induz mutações genéticas em bactérias, leveduras

 Drosophila e em células de mamíferos in vitro. Nenhum efeito mutagênico explícito, incluindo aberrações cromossômicas, foi detectado in vivo.

A formação dos metabólitos/intermediários reativos é favorecida sob condições in vitro e então, pode ocorrer dano ao DNA. Entretanto, in vivo, sob condições metabólicas normais, há detoxificação intensa dos intermediários tóxicos potenciais.

Consequentemente, estima-se que o risco genotóxico/mutagênico em humanos seja muito baixo.

Carcinogenicidade

Em um estudo de carcinogenicidade de 2 anos em ratos, exames microscópicos do fígado revelaram alguns aumentos na incidência de nódulos neoplásicos benignos em doses orais de 30 e 60 mg/Kg.

Nenhum destes nódulos foram encontrados com uma dose de 15 mg/Kg. Os machos do grupo com a dose de 60 mg/Kg também mostrou tumores benignos de células intersticiais do testículo.

Estudos do potencial carcinogênico da hidralazina (substância ativa) em ratos não sugere um risco carcinogênico específico em doses terapeuticas.

Além disso, muitos anos de experiência clínica não sugerem que o uso de hidralazina (substância ativa) esteja associado ao câncer humano.

Foi verificado que a ingestão concomitante de alimentos diminui a biodisponibilidade da hidralazina (substância ativa) e também reduz seu efeito vasodilatador.

Apresolina, Nepresol

*Não use medicamentos sem o conhecimento do seu médico, pode ser perigoso para a sua saúde.
*As informações aqui divulgadas não deverão ser utilizadas como substituto de prescrição médica para o tratamento de qualquer doença.