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Para que serve

PARA QUE ESTE MEDICAMENTO É INDICADO Glypressin ® está destinado para o tratamento de urgência das hemorragias (sangramento) digestivas por varizes esofágicas e para o tratamento de urgência da síndrome hepatorrenal (insuficiência renal aguda em pacientes com cirrose ou insuficiência hepática e ascite) 2

QUANDO NÃO DEVO USAR ESTE MEDICAMENTO Glypressin ® não deve ser utilizado nos seguintes casos: - Gravidez; - Hipersensibilidade à terlipressina ou algum dos outros componentes da fórmula; - Em pacientes em choque séptico com baixo débito cardíaco O tratamento com Glypressin ® durante a gravidez é proibido, pois a terlipressina pode causar abortos espontâneos (causa contrações uterinas, aumenta a pressão intrauterina e pode diminuir o fluxo sanguíneo uterino) Tem sido relatada malformação do feto nos estudos em coelhas e, portanto, não pode ser excluída a possibilidade de malformações em humanos Qualquer informação sobre a transferência de Glypressin ® para o leite materno é insuficiente, embora a possibilidade de aleitamento materno seja pouco provável em vista da condição médica da paciente Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas ou que possam ficar grávidas durante o tratamento Este medicamento não deve ser utilizado durante a lactação 4

COMO DEVO USAR ESTE MEDICAMENTO Modo de preparo: 1) Abra a ampola do diluente 2) Com o auxílio de uma agulha e seringa esterilizada, aspire todo o conteúdo (5 mL) e transfira para o frasco-ampola com o pó liofilizado de Glypressin ® A concentração de Glypressin ® após a reconstituição com a ampola de diluente é de 0,2 mg de acetato de terlipressina / mL e o volume final da solução reconstituída é de cerca de 5 mL A reconstituição deve ser feita utilizando o líquido diluente que acompanha a embalagem Pode-se realizar uma diluição adicional de até 10 mL com solução de cloreto de sódio isotônica estéril Para evitar necrose no local da injeção, Glypressin ® deve ser administrado por via intravenosa Glypressin ® não deve ser administrado por bolsa de infusão Posologia: Para o tratamento de urgência das hemorragias digestivas por varizes esofágicas: Inicialmente, uma dose intravenosa por injeção em bolus de 1,0 a 2,0 mg de Glypressin ® administrada lentamente e com o controle da pressão sanguínea e da frequência cardíaca A dose de manutenção é de 1,0 a 2,0 mg de Glypressin ® , de acordo com a variação do peso do paciente: 1,0 mg de Glypressin ® para pacientes com até 50 kg, 1,5 mg para pacientes entre 50 a 70 kg ou 2,0 mg para pacientes com mais de 70 kg O valor padrão da dose diária máxima de Glypressin ® é de 120 a 150 mcg/kg do peso corpóreo Para uma pessoa adulta de 70 kg de peso corpóreo, isto corresponde a uma dose de 8 a 9 frascos por dia, para ser administrada em intervalos de 4 horas O tratamento é continuado até que o sangramento tenha sido controlado por 24 horas e a duração do tratamento poderá estender-se por 2 a 3 dias, se necessário Para o tratamento de urgência da síndrome hepatorrenal: Antes de iniciar o tratamento com Glypressin ® , assegurar-se que a insuficiência renal aguda do paciente é devido à falência renal funcional e que o paciente não responde a um tratamento de reposição de volume plasmático apropriado Injeção em bolus de 0,5 a 2,0 mg de Glypressin ® a cada 4 horas, administrada por via intravenosa em velocidade lenta A suspensão do uso de Glypressin ® pode ser considerada se, ao final de 3 dias de tratamento, não ocorrer a diminuição da creatinina sérica (um componente da urina presente no sangue) Para as demais situações, o tratamento com Glypressin ® deverá continuar até obtenção da creatinina sérica inferior a 130 mcmol/litro ou de uma diminuição de pelo menos 30% da creatinina sérica em relação ao valor medido no momento do diagnóstico da síndrome hepatorrenal Em média, o tratamento tem a duração de 10 dias Estudos clínicos comprovaram que o tratamento de urgência da síndrome hepatorrenal possui uma resposta mais adequada quando Glypressin ® é administrado concomitantemente com a albumina Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico 7

O QUE DEVO FAZER QUANDO EU ME ESQUECER DE USAR ESTE MEDICAMENTO Glypressin ® será administrado por um profissional de saúde, portanto acredita-se que não ocorra esquecimento de administração Em caso de dúvidas, procure orientação do farmacêutico ou de seu médico, ou cirurgião-dentista 8

O QUE DEVO SABER ANTES DE USAR ESTE MEDICAMENTO

Advertências e precauções Durante o tratamento com Glypressin ® , a pressão sanguínea, a frequência cardíaca e o balanço de líquidos devem ser monitorados Para evitar a necrose no local da injeção, Glypressin ® deve ser administrado por via intravenosa Deve-se tomar cuidado no tratamento de pacientes que possuem pressão alta ou doenças cardíacas

Advertências e precauções para populações especiais Glypressin ® deve ser utilizado com cautela e sob cuidadoso monitoramento nas seguintes doenças: asma brônquica, pressão alta, problemas cardíacos e insuficiência renal Também se deve ter cautela no tratamento de idosos, visto que a experiência nesse grupo é pequena Não há dados disponíveis a respeito de doses recomendadas para essa categoria especial de paciente Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas ou que possam ficar grávidas durante o tratamento Este medicamento não deve ser utilizado durante a lactação Efeito na capacidade de dirigir veículos e operar máquinas Não foram feitos estudos para avaliar a capacidade de dirigir veículos e operar máquinas Em razão das condições médicas do paciente, acredita-se que o paciente não tenha condições de dirigir veículos e operar máquinas

QUAIS OS MALES QUE ESTE MEDICAMENTO PODE ME CAUSAR

As reações adversas que podem surgir são: Reação comum (ocorre entre 1% e 10% dos pacientes que utilizam este medicamento): dor de cabeça; bradicardia (diminuição do batimento cardíaco); palidez da face e do corpo; vasoconstrição periférica (causando redução do volume de sangue nos vasos sanguíneos periféricos), isquemia periférica (diminuição de sangue nos tecidos), aumento da pressão sanguínea; dor abdominal transitória; e diarreia Reação incomum (ocorre entre 0,1% e 1% dos pacientes que utilizam o medicamento): hiponatremia (concentração baixa de sódio no sangue); fibrilação atrial, extrassístole ventricular, taquicardia (batimentos cardíacos acelerados), dor no peito, infarto do miocárdio, excesso de fluidos com edema pulmonar; isquemia (deficiência no suprimento de sangue) intestinal; cianose periférica (coloração azulada de pele e mucosas); náusea transitória; vômito transitório; falta de ar; necrose no local da injeção; vermelhidão Reação rara (ocorre entre 0,01% e 0,1% dos pacientes que utilizam o medicamento): dispneia (falta de ar) Frequência não estimada: insuficiência cardíaca, taquicardia ventricular (torsade de point), necrose da pele, hipertonia uterina, redução do fluxo sanguíneo uterino Informe ao seu médico, cirurgião dentista ou farmacêutico o aparecimento de reações indesejáveis pelo uso do medicamento Informe também a empresa através do seu serviço de atendimento 9 O QUE FAZER SE ALGUÉM UTILIZAR UMA QUANTIDADE MAIOR DO QUE A INDICADA DESTE MEDICAMENTO A dose recomendada de Glypressin ® não deve ser excedida, com risco sérios de efeitos adversos circulatórios, que dependem da dose Em caso de uso de grande quantidade deste medicamento, procure rapidamente socorro médico e leve a embalagem ou bula do medicamento, se possível Ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações

COMPOSIÇÃO Glypressin®: Cada frasco-ampola de pó liofilizado contém: acetato de terlipressina 1,0 mg (equivalente a 0,86 mg de terlipressina) Excipientes: manitol e ácido clorídrico Cada ampola de diluente de 5 mL contém cloreto de sódio, ácido clorídrico e água para injetáveis A concentração da solução reconstituída de Glypressin ® é 0,2 mg/mL INFORMAÇÕES AO PACIENTE Solicitamos a gentileza de ler cuidadosamente as informações abaixo Caso não esteja seguro a respeito de determinado item, favor informar ao seu médico 1

O efeito hipotensor dos betabloqueadores não seletivos sobre a veia porta é incrementado pela terlipressina.

O tratamento concomitante com indutores de bradicardia como, por exemplo, propofol e sufentanil, poderá causar bradicardia severa e insuficiência cardíaca.

Esses efeitos são devido à inibição reflexa da atividade cardíaca pelo nervo vago, devido à alta pressão sanguínea.

Não há dados disponíveis até o momento sobre a interferência de Acetato De Terlipressina (substância ativa) com alimentos e álcool.

Resultados de Eficácia

Para a indicação de urgência das hemorragias digestivas por varizes esofágicas, estudos comprovam que:

Tendo como base uma redução de 34% na redução do risco relativo de mortalidade, a terlipressina deve ser considerada como eficaz no tratamento de sangramento agudo de varizes esofágicas. Além disso, já que nenhum outro agente vasoativo demonstrou reduzir a mortalidade em estudos isolados ou metanálises, a terlipressina deve ser considerada como agente vasoativo de escolha em casos de tratamento de sangramento agudo de varizes esofágicas.

A terlipressina é o único agente vasoativo que sempre demonstrou reduzir a mortalidade em sangramento agudo de varizes esofágicas.

Estudos clínicos têm demonstrado que a terlipressina possui eventos adversos menos frequentes e menos severos do que a vasopressina, até mesmo quando a vasopressina é administrada em associação à nitroglicerina.

A octreotida reduziu o fluxo e a pressão portal por um curto espaço de tempo, enquanto que, os efeitos da terlipressina foram mantidos. Estes resultados sugerem que a terlipressina pode manter os efeitos hemodinâmicos por mais tempo em pacientes com sangramentos por varizes. 

Características Farmacológicas

Propriedades farmacodinâmicas

Grupo farmacoterapêutico: Hormônios hipofisários de lobo posterior (vasopressina e análogos).

Código ATC: H01B A04.

Inicialmente, a terlipressina apresenta ação por si mesma, porém é convertida por clivagem enzimática em lisina-vasopressina. Doses de 1 e 2 mg reduzem efetivamente a hipertensão portal e causam vasoconstrição.

A redução da hipertensão portal e do fluxo sanguíneo é dose-dependente. O efeito de baixas doses é reduzido após 3 horas, enquanto dados hemodinâmicos mostram que 2 mg é mais efetivo que 1 mg, uma vez que a dose maior produz um efeito dependente durante todo o período do tratamento (4 horas).

A terlipressina diminui a hipertensão portal, reduzindo a circulação na zona vascular resultando numa vasoconstrição no território esplâncnico, contraindo os músculos esofágicos levando a compressão das varizes esofágicas. O agente bioativo lisina-vasopressina é liberado pela terlipressina, permanecendo a concentração dentro da faixa terapêutica por um período entre 4 a 6 horas.

As ações específicas da terlipressina devem ser avaliadas da seguinte forma:

Sistema gastrointestinal:

A terlipressina aumenta o tônus das células musculares lisas. Devido ao aumento da resistência dos vasos arteriais terminais há redução do fluxo esplâncnico, que acarreta na diminuição da circulação portal.

A contração concomitante da musculatura lisa do intestino leva ao aumento do peristaltismo, enquanto, segundo demonstrações experimentais, a contração dos músculos esofágicos promove constrição das varizes.

Rins:

A terlipressina possui apenas 3% da ação antidiurética da vasopressina natural, o que torna esta atividade irrelevante do ponto de vista clínico. A circulação renal não é alterada de forma significativa se houver normovolemia, sendo aumentada no caso de hipovolemia instalada.

Pressão sanguínea:

O uso da terlipressina provoca efeito hemodinâmico lento, de 2 a 4 horas. Há discreto aumento de pressão arterial sistólica e diastólica. Somente em casos de aterosclerose sistêmica e renal que foi observado aumento mais expressivo da pressão sanguínea.

Coração:

Determinou-se que o uso de terlipressina não possui efeito cardiotóxico até mesmo com a dosagem mais alta.

Raramente podem ocorrer arritmias, bradicardia e insuficiência coronariana.

Útero:

Com o uso da terlipressina, a circulação sanguínea do miométrio e do endométrio é muito diminuída.

Pele:

Devido ao efeito vasoconstritor a terlipressina torna a circulação sanguínea da pele diminuída o que ocasiona palidez no corpo e na face do paciente.

O efeito hemodinâmico e o efeito sobre a musculatura lisa são os principais fatores da farmacologia da terlipressina. O efeito central na condição de hipovolemia é um evento adverso desejável em pacientes com hemorragias de varizes esofágicas.

Propriedades farmacocinéticas

A farmacocinética segue um modelo de dois compartimentos. O tempo de meia vida é aproximadamente 40 minutos, o clearance metabólico é aproximadamente 9 mL/kg/min e o volume de distribuição é aproximadamente 0,5 L/kg.

A concentração desejada de lisina-vasopressina no plasma é encontrada após aproximadamente 30 minutos e alcança seu pico em 60 à 120 minutos após a administração de Acetato De Terlipressina. Devido à 100% de reação cruzada entre terlipressina e lisina-vasopressina, não há nenhum método de radioimunoensaio específico para essas substâncias.

A terlipressina possui pouca atividade farmacológica. O metabólito farmacológico ativo lisina-vasopressina é liberado da terlipressina por protease após a injeção intravenosa. O resto do radical glicil do triglicilnanopeptídeo é liberado sucessivamente.

A média da meia-vida plasmática da terlipressina é de 24 ± 2 minutos. Após uma injeção em bolus a terlipressina é eliminada de acordo com a cinética de segunda ordem. Para a fase de distribuição (até 40 minutos), determinou-se a meia-vida plasmática de 12 minutos. O hormônio lisina-vasopressina é liberado lentamente e atinge o pico de concentração após 120 minutos. Apenas 1% da terlipressina injetada pode ser detectada na urina. Isto indica uma degradação quase completa pelas endo e exopeptidases do fígado e do rim.

ONDE, COMO E POR QUANTO TEMPO POSSO GUARDAR ESTE MEDICAMENTO Glypressin ® deve ser armazenado em temperatura ambiente (entre 15°C e 30ºC) e em local seco, em sua embalagem original Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem Não use medicamento com o prazo de validade vencido Guarde-o em sua embalagem original Aspecto físico: Frasco-ampola incolor contendo pó liofilizado Ampola de diluente incolor contendo diluente Caraterísticas organolépticas: Pó liofilizado: branco ou quase branco Diluente: líquido transparente e incolor A solução reconstituída deve ser clara e livre de material não dissolvido Após preparo, manter em temperatura refrigerada (entre 2ºC e 8ºC) por até 24 horas ou manter em temperatura ambiente por até 12 horas Antes de usar, observe o aspecto do medicamento Caso ele esteja no prazo de validade e você observe alguma mudança no aspecto, consulte o farmacêutico para saber se poderá utilizá-lo Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças 6

DIZERES LEGAIS VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA MS – 1 2876 0006 Farm Resp : Helena Satie Komatsu - CRF/SP 19 714 Fabricado por (pó liófilo): Ferring GmbH Kiel, Alemanha Fabricado por (diluente): Haupt Pharma Wülfing GmbH Gronau, Alemanha Embalado por: Ferring International Center SA - FICSA St Prex, Suíça Importado comercializado e registrado por: Laboratórios Ferring Ltda Praça São Marcos, 624 05455-050 – São Paulo – SP CNPJ: 74 232 034/0001-48 SAC: 0800 772 4656 www ferring com br CCDS 2010/07_v02_B HISTÓRICO DE ALTERAÇÃO PARA A BULA Número do expediente Nome do assunto Data da notificação / petição Data de aprovação da petição Itens alterados NA Inclusão Inicial de Texto de Bula 02/12/2013 02/12/2013 NA

*Não use medicamentos sem o conhecimento do seu médico, pode ser perigoso para a sua saúde.
*As informações aqui divulgadas não deverão ser utilizadas como substituto de prescrição médica para o tratamento de qualquer doença.