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Para que serve

O Glucoformin  deve ser usado nos casos de diabetes tipo 2 não complicado por cetoacidose quando o controle da doença é impossível somente com dieta ou, ainda, nos casos de falha primária ou secundária das sulfoniluréias, podendo ser usado sozinho ou associado a uma sulfoniluréia.

O Glucoformin é também indicado como complemento da insulinoterapia nos casos de diabetes insulino-resistentes, bem como em síndrome do ovário policístico. 

Como Glucoformin funciona?

O Glucoformin deve diminuir os níveis de glicose no sangue, quando utilizado conforme a orientação de seu médico. 

Metformina é contra-indicada nos casos de:

  • Insuficiência renal (valores de creatinina plasmática ³ 1,5 mg/dl para homens e ³ 1,4 mg/dl para mulheres);
  • Insuficiência hepática ou respiratória avançada; • Insuficiência cardíaca congestiva;
  • Infarto agudo do miocárdio;
  • Gravidez;
  • Cirurgias de médio e grande porte;
  • Pacientes muito idosos ou muito debilitados;
  • Uso abusivo de álcool;
  • Acidoses metabólicas agudas ou crônicas, inclusive acidose diabética;
  • Coma hiperosmolar;
  • Qualquer condição que cause hipoxia;
  • Infecção grave que possa promover uma redução da perfusão tissular;
  • Queimaduras e traumas graves;
  • Desidratação;
  • Uso de agente de contraste radiográfico;
  • Hipersensibilidade à metformina ou a qualquer um dos outros componentes da fórmula.

Os comprimidos devem ser ingeridos com auxílio de água, logo após uma refeição, a fim de reduzir a probabilidade de ocorrência de diarréia, enjôo e náuseas.

A administração de Glucoformin não autoriza a suspensão do regime alimentar ou mesmo de exercícios físicos prescritos pelo médico.

Siga a orientação do seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento.

Interrupção do tratamento

Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico. 

Pediatria

A segurança do uso em crianças não está estabelecida.

Idosos

Estudos sugerem a ocorrência de diminuição do clearance plasmático total e de aumento do tempo de meia-vida da metformina, em decorrência da alteração da função renal com a idade. Tais pacientes devem ter monitorização cuidadosa da função renal.

Lactação

Estudos em ratos demonstraram a excreção da metformina no leite materno. Estudos em humanos ainda não foram estabelecidos. assim, a continuidade da terapia com metformina implica na interrupção da amamentação ou a manutenção da amamentação requer a interrupção da terapia.

Acidose Lática

A gravidade desta reação adversa recomenda que sejam rigorosamente seguidas as informações para o uso da metformina (VER INFORMAÇÃO TÉCNICA, item reações adversas e alterações em exames laboratoriais).

Perda de controles dos níveis de glicose

Condições estressantes como cirurgia, traumatismo, infecção e febre, podem levar a uma perda do controle do nível de glicose. Nestes casos é importante instituir a insulinoterapia em substituição ao tratamento com a metformina. O tratamento com metformina será restituído após a retomada de controle dos níveis de glicose.

Hipoglicemia

Apesar da metformina não causar hipoglicemia em condições normais de uso, esta pode ocorrer em pacientes com dieta hipocalórica, com reposição deficiente de calorias frente a exercícios físicos ou que façam uso de agentes hipoglicemiantes como sulfoniluréias, insulina ou etanol.

Exame radialógico utilizando contraste

Para a realização de exame radiológico utilizando contraste intravenoso (como urografia excretora e angiografia intravenosa), o tratamento com metformina deverá ser interrompido 48 horas antes e reinstituído 48 horas depois do exame ou quando o controle da função renal estiver restabelecido. Desta forma, evita-se o aumento do risco de ocorrência de acidose lática, devido à redução da excreção da metformina.

Ingestão concomitante com outras substâncias

O uso excessivo de álcool deve ser evitado durante o tratamento.

Informe seu médico sobre qualquer medicamento que esteja usando, antes do ínicio, ou durante o tratamento.

Caso necessário, deve ser utilizada insulina humana para o controle da gliecemia.

Não tome medicamento sem o conhecimento do seu médic, pode ser perigoso para sua saúde.

O tratamento com metformina raramente provoca hipoglicemia (baixa de açúcar no sangue) e normalmente tende a promover redução de peso.

O Glucoformin é geralmente bem tolerado. Informe ao seu médico o aparecimento de reações desagradáveis, como intolerância digestiva (náuseas, vômitos, diarréia) durante os primeiros dias de tratamento que normalmente são de caráter leve não exigem a interrupção da medicação.

Esses efeitos secundários costumam desaparecer tomando o medicamento durante ou logo após a ingestão de alimentos.

Cada comprimido revestido contém:

Glucoformin 500 mg:

Cloridrato de metformina

500 mg

Sorbitol q.s.p

1 comprimido

Excipientes: Estearato de magnésio, Opadry Y-1-7000, parafina, polietilenoglicol, polividona e sorbitol q.s.p.

 Glucoformin 850 mg:

Cloridrato de metformina

850 mg

Sorbitol q.s.p

1 comprimido

Excipientes: Estearato de magnésio, Opadry Y-1-7000, parafina, polietilenoglicol, polividona e sorbitol q.s.p.

Os raros casos de superdosagem citados na literatura vêm demonstrando que os pacientes com elevadas taxas plasmáticas de metformina, com conseqüente acidose lática, foram devidas à inobservância das contra-indicações.

O prognóstico é favorável caso se estabeleça hemodiálise (com clearence de até 170 ml/min), reduzindo rapidamente a hiperlactatemia. Contudo, as hiperlactatemias de origem anóxica complicando um estado de choque, uma insuficiência respiratória ou hepática, associadas a uma taxa normal ou ligeiramente elevada de metformina são praticamente irreversíveis.

Associações contraindicadas

Meios de contraste iodados:

O uso da metformina deve ser descontinuado 48 h antes do exame em pacientes com depuração de creatinina abaixo de 45mL/min ou TFGe abaixo de 45mL/min/1,73m2 recebendo administração intravenosa de meios de contraste iodados ou depuração de creatinina abaixo de 60mL/min ou TFGe abaixo de 60mL/min/1,73m2 quando a administração for intra-arterial.

Associações a serem empregadas com cautela:

  • Medicamentos com atividade hiperglicêmica intrínseca, como glicocorticoides, tetracosactida (vias sistêmica e local), agonistas beta-2, danazol, clorpromazina em altas doses de 100mg ao dia, diuréticos, pode ser necessário um controle mais frequente da glicose sanguínea, notadamente no início do tratamento. Caso necessário, ajustar a dose de metformina durante tratamento com o outro medicamento e após sua interrupção;
  • Diuréticos, especialmente os de alça, podem aumentar o risco de acidose lática devido ao seu potencial para diminuir a função renal.

Transportadores de cátions orgânicos (OCT)

A metformina é um substrato tanto de transportadores OCT1 quanto de OCT2. A coadministração de metformina com:
  • Substratos/inibidores de OCT1 (como verapamil) podem reduzir a eficácia de metformina;
  • Indutores do OCT1 (como a rifampicina) podem aumentar a absorção gastrointestinal e a eficácia;
  • Substratos/inibidores de OCT2 (como cimetidina, dolutegravir, crizotinibe, olaparibe, daclatasvir, vandetanibe) podem diminuir a eliminação renal da metformina e assim levar a uma concentração aumentada de metformina no plasma.

Portanto, recomenda-se cautela quando estes fármacos são coadministrados com metformina e um ajuste de dose pode ser considerado, particularmente em pacientes com insuficiência renal.

Interação com álcool

Aumento do risco de acidose láctica no caso de intoxicação alcoólica aguda, especialmente em situações de: jejum ou má-nutrição, insuficiência hepática. Deve-se evitar o consumo de álcool e a utilização de medicamentos contendo álcool.

Resultados de Eficácia


O estudo prospectivo randomizado “United Kingdom Prospective Diabetes Study” (UKPDS) estabeleceu os benefícios em longo prazo de um controle intensivo da glicemia em pacientes adultos com diabetes tipo 2.

A análise dos resultados para pacientes com excesso de peso tratados com metformina após insucesso de uma dieta isolada revelou:

  • Redução significativa do risco absoluto de qualquer complicação relacionada ao diabetes no grupo tratado com metformina (29,8 eventos / 1.000 pacientes-ano) em comparação com o grupo em dieta isolada (43.3 eventos / 1.000 pacientes-ano), p = 0,0023, e em comparação aos grupos de sulfonilureia combinada e de monoterapia com insulina (40,1 eventos / 1.000 pacientes-ano), p= 0,0034;
  • Redução significativa do risco absoluto de mortalidade relacionada ao diabetes: metformina 7,5 eventos / 1.000 pacientes-ano, dieta isolada 12,7 eventos / 1.000 pacientes-ano, p= 0,017;
  • Redução significativa do risco absoluto de mortalidade global: metformina 13,5 eventos / 1000 pacientes-ano em comparação com dieta isolada 20,6 eventos / 1.000 pacientes-ano (p= 0,011), e em comparação com grupos recebendo sulfoniluréia combinada e monoterapia de insulina 18,9 eventos / 1.000 pacientes-ano (p= 0,021);
  • Redução significativa do risco absoluto de infarto do miocárdio: metformina 11 eventos / 1000 pacientes-ano, dieta isolada 18 eventos / 1.000 pacientes-ano (p= 0,01).

Para metformina utilizada como terapia de segunda linha em combinação com sulfonilureia, os benefícios relacionados aos resultados clínicos não foram demonstrados. Em diabetes tipo 1, a combinação de metformina e insulina foi utilizada em um grupo selecionado de pacientes, mas o benefício clínico desta combinação não foi formalmente estabelecido.

Características Farmacológicas


Propriedades farmacodinâmicas

A metformina é um fármaco antidiabético da família das biguanidas com efeitos antihiperglicêmicos, reduzindo a glicose plasmática pós-prandial e basal. A metformina não estimula a secreção de insulina, não tendo, por isso, ação hipoglicemiante em pessoas não diabéticas.

Em diabéticos, a metformina reduz a hiperglicemia, sem o risco de causar hipoglicemia, exceto em caso de jejum ou de associação com insulina ou sulfonilureias.

A metformina pode agir através de três mecanismos:

  1. Na redução da produção da glicose hepática através da inibição da gliconeogênese e glicogenólise;
  2. No músculo, através do aumento da sensibilidade à insulina, melhorando a captação e utilização da glicose periférica;
  3. No retardo da absorção intestinal da glicose.

A metformina estimula a síntese de glicogênio intracelular atuando na síntese de glicogênio e aumenta a capacidade de transporte de todos os tipos de transportadores de glicose de membrana (GLUTs) conhecidos até hoje. Em humanos, independentemente de sua ação na glicemia, a metformina exerce efeito favorável sobre o metabolismo lipídico. Tal efeito tem sido demonstrado com doses terapêuticas em estudos clínicos controlados de média a longa duração, com a metformina reduzindo os níveis de colesterol total, LDL e triglicerídeos.

De acordo com o United Kingdom Prospective Diabetes Study (UKPDS), estudo multicêntrico, randomizado, que acompanhou per cerca de 10 anos mais de 7.000 pacientes submetidos a diversos tratamentos para controle do diabetes tipo 2, a metformina reduziu, de maneira significativa, as complicações e mortalidade associadas com a doença.

Estudos clínicos controlados realizados numa população pediátrica limitada, com faixa etária de 10-16 anos, tratada durante um ano, evidenciaram uma resposta idêntica no controle da glicemia àquela observada em adultos.

Tem sido demonstrada uma redução de complicações diabéticas em pacientes adultos com diabetes tipo 2, tratados com cloridrato de metformina como terapia de primeira linha após a dietoterapia. Em estudos clínicos, o uso de metformina está associado à estabilização do peso corporal ou a uma modesta perda de peso.

Propriedades farmacocinéticas

Absorção

Após uma dose administrada por via oral o Cmax é atingido em 2,5 horas (Tmax).

A biodisponibilidade absoluta de um comprimido de metformina 500mg ou 850mg é de aproximadamente 50-60% em indivíduos saudáveis. Após uma dose oral, a fração não absorvida recuperada nas fezes foi de 20-30%. Após administração oral, a absorção de metformina é saturável e incompleta. É assumido que a farmacocinética da absorção de metformina é não-linear.

Nas doses e esquemas posológicos recomendados, as concentrações plasmáticas de metformina em estado estacionário são atingidas no prazo de 24 a 48 horas, sendo geralmente inferiores a 1 micrograma/ml. Em estudos clínicos controlados, os níveis plasmáticos máximos de metformina (Cmax) não excederam 4 microgramas/ml, inclusive nas doses mais elevadas. A ingestão de alimentos reduz a quantidade de metformina absorvida e retardam ligeiramente sua absorção. Após administração de uma dose de 850mg observou-se concentração plasmática máxima 40% menor, redução de 25% na AUC (área sob a curva) e um prolongamento de 35 minutos no tempo para atingir a concentração plasmática máxima.

Desconhece-se a importância clínica destas reduções.

Distribuição

A ligação às proteínas plasmáticas é negligenciável. A metformina é distribuída pelos eritrócitos. A concentração máxima sanguínea é mais baixa do que a concentração máxima plasmática, ocorrendo aproximadamente ao mesmo tempo. Os glóbulos vermelhos representam, provavelmente, um compartimento secundário de distribuição. O volume de distribuição médio (Vd) encontra-se na faixa 63-276 l.

Metabolismo

A metformina é excretada na urina sob forma inalterada. Não foram identificados metabolitos em humanos.

Eliminação

A depuração renal (clearance) da metformina é superior a 400mL/min, o que indica que a eliminação se dá por filtração glomerular e secreção tubular. Após uma dose oral, a meia-vida de eliminação terminal aparente é de aproximadamente 6,5 horas. Quando a função renal estiver prejudicada, a depuração renal diminui proporcionalmente à depuração da creatinina e, assim, a meia-vida de eliminação é prolongada, levando ao aumento dos níveis plasmáticos de metformina.

Crianças e adolescentes

Estudo de dose única: após doses únicas de 500mg de metformina, pacientes pediátricos mostraram perfil farmacocinético idêntico ao observado em adultos saudáveis. Estudo de dose múltipla: os dados referem-se a um só estudo. Após doses repetidas de 500mg duas vezes por dia durante 7 dias em pacientes pediátricos, a concentração plasmática máxima (Cmax) e a exposição sistêmica (AUC0-t) foram reduzidas em aproximadamente 33% e 40% respectivamente, quando comparado com adultos diabéticos tratados com doses repetidas de 500mg duas vezes por dia durante 14 dias. Considerando-se que a dose é titulada individualmente e baseada no controle da glicemia, a relevância clínica é limitada.

Estudos de interação medicamentosa

Nifedipino

Estudo de interação em dose única metformina-nifedipino em voluntários sadios normais demonstrou que a coadministração destes dois fármacos aumentou o Cmax e a AUC da metformina no plasma em 20% e 9% respectivamente, e aumentou a quantidade de metformina excretada na urina. Tmax e a meia-vida de metformina não foram afetadas. O nifedipino parece aumentar a absorção de metformina. A metformina acarretou efeitos mínimos sobre a farmacocinética do nifedipino.

Furosemida

Estudo de interação em dose única metformina-furosemida em indivíduos sadios demonstrou que os parâmetros farmacocinéticos de ambos os fármacos foram afetados pela coadministração. A furosemida aumentou o Cmax da metformina no plasma e no sangue em 22% e a AUC no sangue em 15%, sem nenhuma alteração significativa na depuração renal da metformina. Quando administrada com metformina, a furosemida apresentou Cmax e AUC respectivamente 31% e 12% menores do que quando administrada isoladamente, sendo que a meia-vida terminal foi reduzida em 32%, sem nenhuma alteração significativa na depuração renal da furosemida. Não existem informações disponíveis a respeito da interação entre metformina e furosemida quando administradas de forma crônica.

Antagonistas da vitamina K

Em um estudo de interação farmacocinética, a metformina aumentou a taxa de eliminação da varfarina.

Fármacos catiônicos

Além da interação com substratos/inibidores/indutores de OCT, outros fármacos catiônicos (como amilorida, digoxina, morfina, procainamida, quinidina, quinina, ranitidina, triantereno, trimetoprima ou vancomicina) que são eliminados por secreção tubular renal possuem teoricamente potencial para interagir com a metformina por meio da competição pelos sistemas comuns de transporte tubular renal.

Propranolol

Em voluntários sadios, as farmacocinéticas da metformina e do propranolol não foram afetadas quando em coadministração em um estudo de interação com dose única.

Ibuprofeno

Em voluntários sadios, as farmacocinéticas da metformina e do ibuprofeno não foram afetadas quando em coadministração em um estudo de interação com dose única.

Dados de segurança pré-clínica

Dados pré-clínicos não evidenciaram nenhum risco especial em humanos, com base em estudos convencionais de segurança, farmacologia, toxicidade de dose repetida, genotoxicidade, potencial carcinogênico e toxicidade na reprodução.

Conserve o medicamento em sua embalagem original, protegido da luz e do calor.

Não armazene medicamentos no banheiro ou em qualquer outro local com alta umidade.

Prazo de validade o Glucoformin tem um prazo de validade de 5 anos, contados a partir da data de fabricação, quando conservado adequadamente.

As datas de fabricação, de validade e o número do lote, estão indicados na embalagem.

Observe bem estas datas ao adquirir o medicamento.

Não tome medicamento com prazo de validade vencido. porque as substâncias podem ser ineficazes ou prejudiciais à sua saúde.

Todo medicamento deve ficar fora do alcance de crianças.

Registro M.S. 1.0574.0002

Farm. Responsável:
Reinaldo Xisto Vieira Costa - CRF-MG nº: 11088

Fabricado por:
WEIFA A/S, Sannidal, Noruega.

Importado e embalado por:
Novo Nordisk Produção Farmacêutica do Brasil Ltda.
Av. “C”, 1413 - Distrito Industrial
Cep: 39.404.004 - Montes Claros - MG - Brasil
CNPJ : 16.921.603/0001-66

Número do lote, datas de fabricação e de validade: Vide cartucho.

*Não use medicamentos sem o conhecimento do seu médico, pode ser perigoso para a sua saúde.
*As informações aqui divulgadas não deverão ser utilizadas como substituto de prescrição médica para o tratamento de qualquer doença.