Felodipino + Succinato de Metoprolol Icone para ediçãoIcone de Enomear Icone de Excluir

Para que serve

Indicado para o tratamento da hipertensão após falha terapêutica na monoterapia e para pacientes com perfil de fator de risco cardiovascular alto e/ou muito alto.

Hipersensibilidade ao felodipino ou ao metoprolol (incluindo outros diidropiridinos ou beta-bloqueadores) ou a qualquer outro componente da fórmula. Este medicamento também é contraindicado nas seguintes situações:

  • Gravidez.
  •  Infarto agudo do miocárdio.
  •  Angina do peito instável.
  •  Bloqueio atrioventricular de segundo ou terceiro grau.
  •  Obstrução hemodinamicamente significativa da válvula cardíaca.
  •  Obstrução dinâmica do fluxo de saída.
  •  Pacientes com insuficiência cardíaca não compensada instável (edema pulmonar, hipoperfusão ou hipotensão) e pacientes com terapia inotrópica contínua ou intermitente agindo através de agonista do receptor beta.
  •  Bradicardia sinusal clinicamente relevante.
  •  Síndrome do nó sino-atrial (a não ser que um marcapasso permanente esteja em uso).
  •  Choque cardiogênico.
  •  Arteriopatia periférica grave.

Este medicamento não deve ser administrado à pacientes com suspeita de infarto agudo do miocárdio enquanto a frequência cardíaca for < 45 batimentos/minuto, o intervalo PQ for > 0,24 segundos ou a pressão sistólica for < 100 mmHg.

Categoria de risco na gravidez: C.
Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica.

Branca Comum (Venda Sob Prescrição Médica)

Modo de Usar

Os comprimidos de este medicamento devem ser tomados pela manhã, por via oral, devem ser engolidos inteiros com água e não devem ser ingeridos com suco de grapefruit (pomelo). Os comprimidos podem ser administrados em jejum ou após uma refeição leve que não seja rica em gorduras ou carboidratos.

Este medicamento não deve ser partido, amassado ou mastigado.

Posologia

A dose inicial é de um comprimido de este medicamento uma vez ao dia. Se necessário, a dose pode ser aumentada para dois comprimidos uma vez ao dia.

Pacientes com insuficiência renal

Não é necessário ajuste de dose em pacientes com insuficiência renal.

Pacientes com insuficiência hepática

Normalmente não é necessário ajuste de dose em pacientes com cirrose hepática, porque o metoprolol tem uma baixa taxa de ligação proteica (5%-10%). Quando há sinais de comprometimento importante da função hepática (por exemplo, pacientes submetidos a cirurgia de derivação), não devem ser administradas doses maiores que 5/50mg de este medicamento.

Idosos

Geralmente um comprimido de este medicamento 5/50mg uma vez ao dia é suficiente. Se necessário, a dose pode ser aumentada para dois comprimidos uma vez ao dia.

Crianças

De acordo com experiências clínicas este medicamento não deve ser utilizado por crianças.


O que devo fazer quando eu me esquecer de usar este medicamento?

Se o paciente esquecer de tomar o comprimido de este medicamento, deve tomá-lo assim que se lembrar, contanto que esteja a pelo menos 12 horas da próxima dose. Se faltar menos de 12 horas para a próxima dose, o próximo comprimido de este medicamento deverá ser tomado no horário habitual e a dose esquecida não deve ser tomada.

Reação muito comum (ocorreram em mais de 10% dos pacientes que utilizaram este medicamento): fadiga (cansaço).

Reação comum (ocorreram entre 1% e 10% dos pacientes que utilizaram este medicamento): dor de cabeça, edema periférico (inchaço em extremidades), rubor (vermelhidão na face), bradicardia (diminuição na frequência dos batimentos do coração), alterações na pressão quando está em pé (muito raramente com desmaio), mãos e pés frios, palpitações, tontura, náusea (enjoo), dor abdominal, diarreia, constipação (prisão de ventre), dispneia de esforço (dificuldade respiratória ao esforço).

Reação incomum (ocorreram entre 0,1% e 1% dos pacientes que utilizaram este medicamento): tontura, parestesia (formigamento, sensação de dormência), taquicardia (aumento na frequência dos batimentos do coração), palpitações, hipotensão (pressão baixa), náusea, dor abdominal, exantema (pontos vermelhos na pele), prurido (coceira no corpo), fadiga, piora dos sintomas de insuficiência cardíaca, bloqueio cardíaco de primeiro grau (bloqueio do impulso elétrico que faz o coração bater), edema (inchaço), dor precordial (no coração), cãimbras musculares, vômitos, ganho de peso, depressão, dificuldade de concentração, sonolência ou insônia, pesadelos, broncoespasmo (chiado no peito), exantema na forma de urticária psoriasiforme (lesões parecidas com as da psoríase) e lesões cutâneas distróficas (afinamento da pele) e sudorese (produção e eliminação de suor) aumentada.

Reação rara (ocorreram entre 0,01% e 0,1% dos pacientes que utilizaram este medicamento): desmaio, vômitos, mialgia (dor muscular), artralgia (dor nas articulações), impotência/disfunção sexual, urticária (coceira na pele com vermelhidão), distúrbios da condução cardíaca, arritmias cardíacas (alteração da frequência ou do ritmo dos batimentos do coração), boca seca, alterações de testes da função do fígado, nervosismo, ansiedade, rinite (irritação e inflamação crônica do nariz), distúrbios da visão, irritação e/ou ressecamento dos olhos, conjuntivite, perda de cabelo.

Reação muito rara (ocorreram em menos de 0,01% dos pacientes que utilizaram este medicamento): hiperplasia gengival (aumento discreto da gengiva), gengivite (inflamação da gengiva), aumento das enzimas do fígado, reações de sensibilidade à luz, vasculite leucocitoclástica (inflamação, rica em glóbulos brancos, nos vasos), polaciúria (aumento do número de vezes para urinar), reações de alergia (por ex.: angioedema [inchaço da face, pescoço e garganta], febre), gangrena em pacientes com alterações circulatórias periféricas graves pré-existentes, trombocitopenia (diminuição do número de plaquetas no sangue), hepatite (inflamação do fígado), artralgia, amnésia/comprometimento da memória, confusão, alucinações, zumbido, distúrbios do paladar, agravamento da psoríase (doença de pele que causa descamação e vermelhidão).

Atenção: este produto é um medicamento novo (nova associação no país) e, embora as pesquisas tenham indicado eficácia e segurança aceitáveis, mesmo que indicado e utilizado corretamente, podem ocorrer eventos adversos imprevisíveis ou desconhecidos. Nesse caso, informe seu médico.

Este medicamento deve ser utilizado com cuidado em pacientes que estão tomando os seguintes medicamentos: substâncias que interferem no sistema de enzimas do fígado (por ex.: cimetidina, eritromicina, itraconazol, cetoconazol, certos flavonóides presentes no suco de grapefruit – pomelo, fenitoína, carbamazepina, rifampicina, barbitúricos e Hypericum perforatum (Erva de São João)); tacrolimo (usado para impedir que o corpo rejeite um órgão transplantado); antiarrítimicos (quinidina, amiodarona); antialérgicos; antagonistas do receptor de histamina-2; antidepressivos; antipsicóticos; inibidores da COX-2 (por ex. etoricoxibe); rifampicina; hidralazina; agentes bloqueadores dos gânglios simpáticos, outros betabloqueadores (por ex.: colírio); inibidores da monoaminoxidase (MAO); antagonistas do cálcio (verapamil, diltiazem); glicosídeos digitálicos (por ex. digoxina); anestésicos inalatórios; indometacina; e outros fármacos inibidores da prostaglandina sintetase.

Bebidas alcoólicas, quando utilizadas com este medicamento podem aumentar os níveis de metoprolol no sangue e assim aumentar os efeitos do medicamento.

Se estiver tomando clonidina e metoprolol ao mesmo tempo, você não deve parar de tomar a clonidina ou este medicamento sem consultar o seu médico.

Se você estiver tomando medicamentos para diabetes por via oral, seu médico pode precisar ajustar a dose.

De acordo com experiências clínicas este medicamento não deve ser utilizado por crianças.

Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista se você está fazendo uso de algum outro medicamento.

Não use medicamento sem o conhecimento do seu médico. Pode ser perigoso para a sua saúde.

A combinação em dose fixa de felodipino e metoprolol, como outros anti-hipertensivos, pode causar hipotensão. Em indivíduos suscetíveis a hipotensão pode resultar em isquemia miocárdica.

Geralmente, ao se tratar pacientes com asma, deve-se administrar terapia concomitante com agonista beta-2 (comprimidos e/ou aerossol). Pode ser necessário ajuste da dose do agonista beta-2 (aumento) quando o tratamento com este medicamento é iniciado. O risco deste medicamento interferir com receptores beta-2 é, entretanto, menor quando comparado a formulações convencionais de bloqueadores beta-1 seletivos.

Durante o tratamento com este medicamento, o risco de interferência com o metabolismo de carboidratos ou de mascaramento da hipoglicemia é provavelmente menor que durante tratamento com comprimidos convencionais de bloqueadores beta-1 seletivos e muito menor que com bloqueadores não-seletivos.

Pacientes com insuficiência cardíaca devem ter sua descompensação tratada antes e durante o tratamento com este medicamento.

Alterações da condução A-V de grau moderado pré-existentes podem ser agravadas (levando, possivelmente, a bloqueio A-V).

Não se deve realizar administração intravenosa de antagonistas de cálcio do tipo verapamil em pacientes em tratamento com este medicamento.

Se os pacientes desenvolverem bradicardia crescente, o este medicamento deve ser administrado em doses menores ou ser suspenso gradualmente.

Este medicamento pode agravar os sintomas de arteriopatia periférica.
Se utilizado em pacientes com feocromocitoma, deve ser administrado concomitantemente com um alfa-bloqueador.

Antes de cirurgias, o anestesista deve ser informado de que o paciente está utilizando este medicamento. Não é recomendado interromper o tratamento com beta-bloqueador em pacientes que serão submetidos a cirurgias.

A interrupção abrupta da medicação deve ser evitada. Quando possível, deve-se considerar redução da dose e/ou administração a cada dois dias por um período de 10-14 dias. Especialmente durante este período, pacientes com doença cardíaca isquêmica conhecida devem ser mantidos sob cuidadosa vigilância. O risco para eventos coronarianos, incluindo morte súbita, pode aumentar durante a interrupção do tratamento deste medicamento ou de outros beta-bloqueadores.

Em pacientes utilizando beta-bloqueadores, o choque anafilático manifesta-se com maior intensidade.

Foram relatados casos de hipertrofia gengival discreta em pacientes com gengivites ou periodontites acentuadas. Este efeito pode ser prevenido ou revertido por uma cuidadosa higiene dental.

Este medicamento contém lactose (42,00 mg/comprimido).

este medicamento contém lactose e, portanto, não deve ser utilizado por pacientes com intolerância hereditária a galactose ou pacientes com má-absorção de glicose-galactose.

Devido à presença de metoprolol:

Este medicamento pode causar doping.

Efeitos sobre a capacidade de dirigir veículos e operar máquinas: deve-se avaliar a reação dos pacientes ao medicamento antes de dirigir veículos e operar máquinas, porque, ocasionalmente, podem ocorrer tontura ou fadiga.

Fertilidade

Não existem dados disponíveis sobre a influência na fertilidade de homens e mulheres.

Gravidez

Este medicamento não deve ser usado durante a gravidez.

Lactação

O felodipino é detectado no leite materno. Entretanto, quando utilizado em doses terapêuticas pela mãe lactante é improvável que afete a criança.

Os beta-bloqueadores podem causar efeitos adversos, como por exemplo, bradicardia no feto, no recém-nascido e em crianças sob aleitamento materno. A quantidade de metoprolol ingerida pelo lactente através do leite materno, entretanto, parece ser insignificante com relação ao efeito beta- bloqueador na criança, se a mãe é tratada com metoprolol em doses terapêuticas.

Não existem dados suficientes da influência do tratamento sobre amamentação, não sendo possível avaliar os riscos para o bebê.

Resultados de Eficácia

Hipertensão arterial – felodipino

A eficácia do felodipino no tratamento da hipertensão arterial foi comprovada em um importante estudo de grande porte. O estudo HOT (Hypertension Optimal Treatment) avaliou 18.790 pacientes por um período de 4,9 anos. O objetivo do estudo foi avaliar a associação entre eventos cardiovasculares e a redução da pressão arterial. O estudo mostrou que a redução intensa da hipertensão nos pacientes que iniciaram a terapia com o felodipino levou a uma redução de eventos cardiovasculares e da mortalidade cardiovascular (Hansson, L et al. Lancet. 1998; 351: 1755-176

Hipertensão arterial – succinato de metoprolol

Em um estudo comparativo com placebo que usou dados de três amostras combinadas, o succinato de metoprolol foi significativamente superior na redução da pressão arterial supina após 24 horas (Westergren et al. Curr Ther Res 1994; 55:142-8).

Hipertensão arterial – felodipino / succinato de metoprolol

A taxa de resposta em um estudo de Dahlöf et al. (Dahlöf et al. Blood Pressure 1993;2 (Suppl 1): 37- 45) é definida como segue: pacientes que atingiram pressão arterial diastólica (DBP) supina igual ou menor que 90 mmHg e/ou uma diminuição da DBP supina igual ou maior que 10 mm Hg.

Isso resultou em uma taxa de resposta após 6 semanas de 76% para este medicamento, 55% para felodipino e 48% para metoprolol. Após 12 semanas, 90% para este medicamento, 71% para felodipino e 64% para o metoprolol.

Um estudo utilizando monitoramento ambulatorial da pressão arterial por 24 horas e outro estudo em pacientes idosos (idade ≥ 70 anos) com fator de alto risco cardiovascular, demonstraram que felodipino/metoprolol 5/50 mg foi um agente anti-hipertensivo efetivo e a diminuição da pressão arterial foi significativamente melhor que o anlodipino 5 mg e placebo, respectivamente.

Em outro estudo por Hoffmann et al, (Blood Pressure 1993;2 (Suppl 1):30-36), foi demonstrado que, após 12 semanas de tratamento a redução da pressão arterial foi significativamente melhor com felodipino/metoprolol 5/50 mg (28/18 mmHg) comparada com felodipino 5 mg (18/12mmHg) ou metoprolol 50 mg (19/12 mmHg).

A taxa da resposta anti-hipertensiva, definida como a porcentagem de pacientes que atingiram pressão arterial diastólica supina ≤ 90 mmHg e/ou redução ≥ 10 mmHg foi significativamente melhor com a combinação de dose fixa (98%) do que com felodipino (79%) ou metoprolol (82%) em monoterapia.

No entanto, os guidelines modernos (JNC-7 nos EUA e ESC guidelines na Europa) também são levados em conta para a pressão arterial sistólica (PAS). O desenho do estudo M- FACT permitiu alterações da pressão arterial placebo-corrigidos durante uma ampla faixa de dose. Assim, a proporção de pacientes que atingiram a meta da pressão arterial JNC-7 (taxa de controle) está descrita na tabela a seguir.

Tabela

Pressão arterial sentada (SiBP): proporção de pacientes que atingiu o controle da pressão arterial (critério JNC-7) na semana 9 (grupo de análise de eficácia, estudo SH-LOG-0013)

Grupo de tratamento

Grupo de análise de eficácia

Proporção de pacientes que atingiram a meta JNC-7 na semana 9

N

n

(%)

IC 95%

placebo

95

12

(12,6)

6,7; 21,0

felodipino 2,5 mg de liberação controlada

93

17

(18,3)

11,0; 27,7

felodipino 10 mg de liberação controlada

46

13

(28,3)

16,0; 43,5

felodipino 20 mg de liberação controlada

89

32

(36,0)

26,1; 46,8

metoprolol 25 mg de liberação controlada

88

26

(29,5)

20,3; 40,2

metoprolol 100 mg de liberação controlada

44

16

(36,4)

22,4; 52,2

metoprolol 400 mg de liberação controlada

90

31

(34,4)

24,7; 45,2

felodipino / metoprolol 2,5/25 mg

88

32

(36,4)

26,4; 47,3

felodipino / metoprolol 10/25 mg

45

14

(31,1)

18,2; 46,7

felodipino / metoprolol 20/25 mg

43

21

(48,8)

33,3; 64,5

felodipino / metoprolol 2,5/100 mg

51

25

(49,0)

34,8; 63,4

felodipino / metoprolol 10/100 mg

93

40

(43,0)

32,8; 53,7

felodipino / metoprolol 20/100 mg

47

25

(53,2)

38,1; 67,9

felodipino / metoprolol 2,5/400 mg

46

25

(54,3)

39,0; 69,1

felodipino / metoprolol 10/400 mg

45

25

(55,6)

40,0; 70,4

felodipino / metoprolol 20/400 mg

84

48

(57,1)

45,9; 67,9

T otal

1087

402

(37,0)

 

Meta JNC-7 igual pressão arterial sistólica sentada (SiSBP) <140 mmHg e pressão arterial diastólica sentada (SiDBP) <90 mmHg; ou se diabético, SiSBP <130 mmHg e SiDBP <80 mmHg. Na semana 9, um paciente seria controlado se SiDBP/SiDBP fosse menor que a meta JNC-7. Nenhum dos valores de pressão arterial foi avaliado posteriormente. Um paciente sem valores na semana 9 foi considerado não-controlado.

 

Infelizmente, a associação de dose de 5 mg de felodipino e 50 mg de metoprolol não fez parte do estudo, mas a taxa de controle foi estimada em cerca de 50%, semelhante à taxa de controle para a dose de 2,5 mg/100 mg.

Características Farmacológicas

Propriedades Farmacodinâmicas

Os mecanismos de ação complementares do felodipino, um antagonista de cálcio seletivo para musculatura lisa vascular (redução da resistência periférica), e do metoprolol, um bloqueador beta-1 seletivo (redução do débito cardíaco), resultam em maior efeito anti-hipertensivo e tolerabilidade similar, ou melhor, em comparação com as respectivas monoterapias. Assim, é alcançado um melhor equilíbrio de eficácia/tolerabilidade.

A redução da pressão arterial é igual e eficaz durante as 24 horas do intervalo de dose. A combinação de felodipino e succinato de metoprolol também pode ser utilizada em pacientes hipertensos com angina do peito estável concomitante, devido à ação anti-isquêmica dos componentes individuais.

- felodipino

O felodipino é um antagonista de cálcio seletivo para a musculatura lisa vascular, que diminui a pressão arterial pela redução da resistência vascular sistêmica. Devido ao alto grau de seletividade pela musculatura lisa arteriolar, o felodipino não tem efeito direto sobre a contratilidade ou a condução cardíaca nas doses terapêuticas. Devido à ausência de efeito sobre a musculatura lisa venosa ou o controle vasomotor adrenérgico, o felodipino não está associado a hipotensão ortostática.

O felodipino possui um efeito natriurético/diurético discreto, não ocorrendo retenção de líquidos.

O felodipino é eficaz em todos os graus de hipertensão. O felodipino é bem tolerado em pacientes com doença cardíaca, angina do peito e insuficiência cardíaca congestiva concomitantes.

O felodipino tem efeitos antianginosos e anti-isquêmicos devido à melhora do equilíbrio fornecimento/demanda de oxigênio para o miocárdio.

- metoprolol

O metoprolol é um bloqueador beta-1 seletivo, isto é, age nos receptores beta-1 no coração em doses muito menores que as necessárias para influenciar os receptores beta-2, principalmente os localizados nos vasos periféricos e brônquios.

O metoprolol possui um efeito estabilizador de membrana insignificante e não apresenta atividade agonista parcial.

O efeito estimulador das catecolaminas no coração (que são liberadas durante o estresse físico e mental) é reduzido ou inibido pelo metoprolol. Isto significa que o aumento usual da frequência cardíaca, do débito cardíaco, da contratilidade cardíaca e da pressão arterial produzido pelas catecolaminas é reduzido pelo metoprolol. Esses efeitos resultam em uma redução global da demanda de oxigênio pelo miocárdio, o que constitui uma parte importante da ação anti-isquêmica do fármaco.

O metoprolol reduz a pressão arterial elevada tanto na posição levantada quanto na posição deitada.

Propriedades Farmacocinéticas

- felodipino

Absorção e distribuição:

A disponibilidade sistêmica do felodipino é de aproximadamente 15% e é independente da dose na faixa de doses terapêuticas.

A taxa de ligação do felodipino às proteínas plasmáticas é de aproximadamente 99%, ligando-se predominantemente à fração de albumina.

Os comprimidos de liberação prolongada produzem uma fase de absorção prolongada do felodipino, que resulta em concentrações plasmáticas dentro da faixa terapêutica por 24 horas.

Metabolismo e eliminação:

O felodipino é extensivamente metabolizado no fígado pelo citocromo P450 3A4 (CYP3A4) e todos os metabólitos identificados são inativos. O felodipino é um fármaco de alta depuração, com depuração sanguínea média de 1200 mL/min. Não há acúmulo significativo durante tratamento de longo prazo.

Pacientes idosos e pacientes com função hepática reduzida têm em média concentrações plasmáticas de felodipino maiores que pacientes jovens. A farmacocinética do felodipino não é alterada em pacientes com insuficiência renal, incluindo aqueles tratados com hemodiálise.

Cerca de 70% da dose administrada é excretada como metabólitos na urina; a fração restante é excretada nas fezes. Menos de 0,5% da dose é recuperada inalterada na urina.

- metoprolol

Absorção e distribuição:

A biodisponibilidade é reduzida em cerca de 20-30% para a formulação de liberação controlada quando comparada com um comprimido convencional. Isso demonstrou não ter significância para a eficácia clínica, uma vez que a área sob a curva de efeito (ASCE) sobre a frequência cardíaca é a mesma que para os comprimidos convencionais. A ligação do metoprolol às proteínas plasmáticas é baixa, de aproximadamente 5-10%.

A meia-vida de eliminação do metoprolol é em média de 3,5 horas. Assim, durante o intervalo de 24 horas entre as doses uma concentração plasmática constante de metoprolol é alcançada. A velocidade de liberação do metoprolol é independente de fatores fisiológicos como pH, presença de alimentos e peristaltismo.

Metabolismo e eliminação:

O metoprolol sofre metabolismo oxidativo no fígado primariamente pelo CYP2D6. Foram identificados três metabólitos principais, entretanto nenhum deles tem efeito beta-bloqueador de importância clínica.

Via de regra, mais de 95% de uma dose oral pode ser recuperada na urina. Aproximadamente 5% da dose administrada é excretada na urina sob a forma inalterada, podendo aumentar para até 30% em casos isolados. A meia-vida de eliminação do metoprolol no plasma é em média de 3,5 horas (extremos: 1 e 9 horas). A velocidade de depuração total é de aproximadamente 1000 mL/min.

Pacientes idosos não apresentam alterações significativas na farmacocinética do metoprolol em comparação com pessoas jovens. A biodisponibilidade sistêmica e a eliminação do metoprolol não são alteradas em pacientes com função renal reduzida. Entretanto, a excreção dos metabólitos é reduzida.

Foi observado acúmulo significativo de metabólitos em pacientes com velocidade de filtração glomerular inferior a 5 mL/min. Esse acúmulo de metabólitos, entretanto, não aumenta o efeito beta- bloqueador.

A farmacocinética do metoprolol é pouco afetada pela diminuição da função hepática. Entretanto, em pacientes com cirrose hepática grave e derivação porta-cava a biodisponibilidade do metoprolol pode aumentar e a depuração total pode ser reduzida. Os pacientes com anastomose porta-cava apresentaram uma depuração total de aproximadamente 0,3 L/min e valores da área sob a curva de concentração plasmática vs. tempo (ASC) até 6 vezes maiores que indivíduos sadios.

- Características da combinação dos produtos

A combinação de felodipino e metoprolol não altera a farmacocinética dos dois componentes. O felodipino e o metoprolol são completamente absorvidos pelo trato gastrointestinal após a administração dos comprimidos deste medicamento. A absorção é independente da ingestão de alimentos com baixo teor de gordura.

Com a formulação de liberação prolongada, a fase de absorção é prolongada, resultando em concentrações plasmáticas de felodipino e metoprolol iguais e efetivas durante 24 horas.

Dados de segurança pré-clínica

Em um estudo sobre fertilidade e capacidade reprodutora geral em ratos tratados com felodipino, foi observado um prolongamento do parto, resultando em trabalho de parto difícil, aumento das mortes fetais e das mortes pós-natais precoces nos grupos tratados com doses médias e altas.

Estudos de reprodução em coelhos demonstraram aumento reversível das glândulas mamárias nas mães e anormalidades digitais nos fetos (esses efeitos foram dose-dependentes). As anomalias nos fetos foram induzidas quando o felodipino foi administrado durante os primeiros períodos do desenvolvimento fetal.

Selozok Fix

*Não use medicamentos sem o conhecimento do seu médico, pode ser perigoso para a sua saúde.
*As informações aqui divulgadas não deverão ser utilizadas como substituto de prescrição médica para o tratamento de qualquer doença.