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Para que serve

Feiba é indicado para o tratamento e profilaxia de hemorragias em pacientes portadores de hemofilia A ou B com inibidores.

Além disso, Feiba pode ser usado para o tratamento e profilaxia de hemorragias em pacientes não hemofílicos que desenvolveram inibidores para fatores VIII, IX e XI.

Existem relatórios isolados sobre o uso de Feiba no tratamento de pacientes com inibidores adquiridos para os fatores X e XIII.

Feiba é utilizado também em combinação com o concentrado de fator VIII para uma terapia contínua de longo prazo, objetivando conseguir uma completa e permanente eliminação do inibidor do fator VIII, com o propósito de permitir o tratamento regular com concentrado de fator VIII, como ocorre em pacientes sem inibidor (imunotolerância).

Como o Feiba funciona?


Feiba é uma preparação feita de plasma humano que promove a hemostase, mesmo quando os fatores de coagulação individuais estejam reduzidos ou ausentes.

Nas situações apresentadas a seguir, Feiba só deve ser usado somente se, por exemplo, devido à presença de altos títulos de inibidor – pode ser esperado ausência de resposta ao tratamento com o concentrado de fator de coagulação adequado.

  • Se o paciente é alérgico (hipersensível) a qualquer um dos componentes do Feiba;
  • Se existir coagulação intravascular disseminada (CID*);
  • Nos casos de infarto do miocárdio, trombose aguda e/ou embolia. Feiba só deve ser usado nos episódios de sangramento em que há risco de vida.

*CID = coagulopatia de consumo, uma condição de risco de vida em que ocorre a coagulação do sangue excessiva com a formação de coágulos de sangue pronunciada nos vasos sanguíneos. Isto leva a um consumo de fatores de coagulação em todo o corpo.

Reconstituir o pó liofilizado do Feiba com o diluente que o acompanha e aplicar a solução por via intravenosa.

Use o Feiba exatamente como seu médico te explicou. Você deve consultar o seu médico ou farmacêutico se você não tiver certeza.

O médico deve determinar a dose e intervalos da dosagem individualmente, levando em consideração a gravidade da enfermidade da coagulação do sangue, da localização e da extensão da hemorragia e do estado geral do paciente e resposta ao medicamento. Não altere a dosagem estabelecida pelo médico e você não deve interromper a administração do medicamento independentemente.

Informe seu médico se tiver a impressão de que o efeito de Feiba está muito forte ou muito fraco.

Aquecer o produto a temperatura ambiente ou do corpo antes da administração se necessário.

Feiba é para ser reconstituído imediatamente antes da administração. A solução deve ser usada imediatamente (uma vez que o medicamento não contém conservantes).

Agitar suavemente até que todo o material seja dissolvido. Certificar-se de que Feiba esteja completamente dissolvido, caso contrário, menos unidades de Feiba passarão através do filtro do dispositivo.

Se a solução estiver turva ou apresentar depósitos, descartar de forma adequada.

Não reutilizar embalagens abertas.

Usar somente água para injetáveis e o conjunto dispositivo para reconstituição fornecidos.

Não usar o produto se a sua barreira estéril for violada, se a embalagem estiver danificada ou se mostrar algum sinal de deterioração.

Todo material não utilizado ou resíduo deve ser descartado de acordo com os requerimentos da legislação local.

Reconstituição do pó para preparação de uma solução para infusão com agulhas

Usar técnicas assépticas durante todo o procedimento.

  1. Aquecer o frasco fechado contendo o diluente (água para injetáveis) à temperatura ambiente ou no máximo 37°C se necessário.
  2. Remover as tampas plásticas protetoras dos frascos do concentrado e do diluente (fig. A) e fazer assepsia das tampas de borracha de ambos os frascos.
  3. Remover a tampa protetora de uma extremidade da agulha de transferência fechada exercendo um movimento de torcer e puxar, removê-la e inserir a agulha exposta através da tampa de borracha do frasco do diluente (fig. B e C).
  4. Remover a tampa protetora da outra extremidade da agulha de transferência, tendo o cuidado de não tocar na extremidade exposta.
  5. Inverter o frasco de diluente sobre o frasco do concentrado e inserir a extremidade livre da agulha de transferência para dentro do frasco do concentrado (fig. D). O diluente será aspirado para dentro do frasco de concentrado por vácuo.
  6. Quando o diluente for transferido completamente para o frasco contendo pó, desconectar os dois frascos removendo a agulha de transferência do frasco do concentrado (fig. E). Agitar suavemente o frasco do concentrado para acelerar a dissolução.
  7. Ao se completar a reconstituição do pó, inserir a agulha de aeração (fig. F), e qualquer espuma que tenha se formado desaparecerá. Remover a agulha de aeração.

Infusão

Usar técnicas assépticas durante todo o procedimento.

  1. Abrir uma extremidade da tampa protetora da agulha com filtro por torção removê-la e inserir a agulha na seringa descartável estéril (Fig. G).
  2. Desconectar a agulha de filtro da seringa e administrar lentamente a solução via intravenosa com o conjunto de infusão fechado (ou agulha descartável).

Reconstituição do pó para preparação da solução para infusão com Baxject II Hi-Flow

  1. Aquecer o frasco fechado de diluente (água para injetáveis) a temperatura ambiente ou no máximo a 37°C se necessário, por exemplo, usando banha de água por alguns minutos.
  2. Remover a tampa protetora do frasco contendo pó e do frasco de diluente e desinfetar a tampa de borracha de ambos os frascos. Colocar os frascos sobre uma superfície plana.
  3. Abrir a embalagem do Baxject II Hi-Flow retirando a tampa de proteção sem tocar no conteúdo da embalagem (Fig. a). Não remover o sistema de transferência da embalagem neste momento.
  4. Virar a embalagem e inserir a ponta de plástico transparente na tampa de borracha do frasco do diluente (Fig. b). Agora remover a embalagem do Baxject II Hi-Flow (Fig.c). Não remover a tampa protetora azul do Baxject II Hi-Flow neste momento.
  5. Agora girar o sistema, que consiste do Baxject II Hi-Flow e o frasco de diluente, de tal maneira que o frasco de diluente fique na parte de cima. Pressionar a ponta roxa do Baxject II Hi-Flow no frasco de Feiba. O diluente é extraído do frasco de Feiba por vácuo (Fig. d).
  6. Agitar todo o sistema suavemente até que o pó esteja dissolvido. Certificar-se de que de que o Feiba esteja completamente dissolvido, senão o material ativo ficará retido no filtro do sistema.

Infusão

Usar técnicas assépticas durante todo o procedimento.

  1. Remover a tampa protetora azul do Baxject II Hi-Flow. Firmemente conectar a seringa no Baxject II Hi-Flow. NÃO RETIRAR O AR DE DENTRO DA SERINGA (Fig. e). A fim de garantir a conexão firme entre a seringa e Baxject II Hi-Flow, o uso de uma seringa luer lock é altamente recomendado (virar a seringa no sentido horário até a posição de parada durante a montagem).
  2. Inverter o sistema de modo que o produto dissolvido esteja na parte de cima. Passar o produto dissolvido dentro da seringa puxando lentamente o êmbolo para trás e garantir que a conexão firme entre Baxject II Hi-Flow e a seringa seja mantida durante todo o processo (Fig. f).
  3. Desconectar a seringa.
  4. Se ocorrer a formação de espuma na seringa, esperar até que a espuma desapareça. Administrar lentamente a solução por via intravenosa, com o conjunto de infusão fechado (ou agulha descartável).

Não exceder a velocidade de infusão de 2 unidades/Feiba/kg de peso corpóreo por minuto.

Tratamento deve ser iniciado e monitorado por um médico com experiência no tratamento de distúrbios de coagulação.

Posologia do Feiba


A dosagem e a duração da terapia dependem da gravidade do distúrbio hemostático, da localização e extensão da hemorragia e da condição clínica do paciente.

A dosagem e frequência da administração devem ser sempre orientadas para a eficácia clínica individualmente.

Como regra geral, recomenda-se uma dose de 50 a 100 U de Feiba por kg de peso corpóreo, sem exceder dose individual de 100 U/kg de peso corpóreo e dose diária de 200 U/kg de peso corpóreo, a menos que a gravidade do sangramento justifique a utilização de doses maiores.

Devido aos fatores específicos do paciente, a resposta a um agente de bypass pode variar, e em uma determinada situação de sangramento, pacientes com resposta insuficiente a um agente podem responder a outro agente. Em caso de resposta insuficiente a um agente de bypass, deve ser considerado o uso de outro agente.

Pacientes pediátricos

A experiência em crianças menores de 6 anos de idade é limitada; o mesmo regime posológico dos adultos deve ser adaptado às condições clínicas da criança.

Hemorragias espontâneas

Hemorragia articular, muscular e de tecidos moles

Nos casos de hemorragias leves a moderadas, recomenda-se uma dose de 50 – 75 U/kg de peso corpóreo em intervalos de 12 horas. Deve-se dar continuidade ao tratamento até que haja sinais evidentes de melhoria clínica, tais como alívio da dor, redução da inflamação ou a melhora na mobilidade articular.

Nos casos de hemorragia muscular ou de tecido mole, de grande porte, tais como o sangramento retroperitoneal, recomendam-se doses de 100 U/kg de peso corpóreo em intervalos de 12 horas.

Hemorragia da membrana mucosa

Recomenda-se uma dose de 50 U/kg de peso corpóreo administrada a cada 6 horas com monitoramento cuidadoso do paciente (controle visual da hemorragia, medição repetida do hematócrito). Se persistir a hemorragia, a dose pode ser aumentada para 100 U/kg de peso corpóreo, tendo a cautela de não ultrapassar a dose máxima diária de 200 U/kg de peso corpóreo.

Outras hemorragias graves

Em hemorragias graves, tais como sangramentos de SNC, recomenda-se uma dose de 100 U/kg de peso corpóreo em intervalos de 12 horas. Em casos individuais, pode-se administrar Feiba em intervalos de 6 horas até que se alcance a melhoria clínica evidente. (Não ultrapassar a dose máxima diária de 200 U/kg de peso corpóreo).

Cirurgia

Em intervenções cirúrgicas, pode ser administrada uma dose inicial de 100 U/kg de peso corpóreo no préoperatório, e pode ser administrada dose adicional de 50 – 100 U/kg de peso corpóreo após 6 a 12 horas. Em manutenção de dose no pós-operatório, pode ser administrado 50 – 100 U/kg de peso corpóreo de 6 a 12 horas de intervalo; a dosagem, intervalo entre doses e duração da terapia no pré e pós-operatório são guiadas pela intervenção cirúrgica, condições gerais do paciente e eficácia clínica em cada caso individual. Não ultrapassar a dose máxima diária de 200 U/kg de peso corpóreo).

Profilaxia em pacientes com Hemofilia A com inibidores

Profilaxia de hemorragia em pacientes com inibidor de alto título e hemorragias frequentes após falha na indução de tolerância imunológica (ITI) ou quando um ITI não é considerado

Uma dose de 70-100U/kg de peso corpóreo a cada dois dias é recomendada. Se necessário, a dose deve ser aumentada para 100U/kg de peso corpóreo por dia ou pode ser diminuída gradualmente.

Profilaxia de hemorragias em pacientes com inibidor de alto título durante uma indução de imunotolerância (ITI)

Feiba deve ser administrado concomitantemente com a administração do fator VIII, em um intervalo de dosagem de 50 – 100U/kg de peso corpóreo, duas vezes por dia, até o título do inibidor do fator VIII diminuir para < 2 BU*.

*1 unidade de Bethesda é definida como a quantidade de anticorpos que inibe 50% da atividade do fator VIII no plasma incubado (2h a 37°C).

Uso de Feiba em grupos especiais de pacientes

Em combinação com concentrados de fator VIII, Feiba também foi usado em terapia de longo prazo para alcançar a eliminação completa e permanente do inibidor de fator VIII.

Informe seu médico se você possui alguma alergia conhecida.

Informe seu médico se você está em uma dieta com restrição de sódio.

Converse com seu médico antes de usar Feiba, porque podem ocorrer reações de hipersensibilidade (alergia), como é o caso com todos os produtos plasmáticos administrados por via intravenosa. Para reconhecer uma reação alérgica o mais rápido possível, você deve estar ciente dos sintomas prévios potenciais de uma reação de hipersensibilidade (alergia) tais como: eritema (vermelhidão da pele), erupção cutânea (rash), ocorrência de urticária na pele, coceira em todo o corpo, inchaço nos lábios e língua, dispneia (dificuldade respiratória), aperto no peito, mal-estar geral, tonturas, queda da pressão arterial.

Outros sintomas de reações de hipersensibilidade a produtos derivados do plasma incluem letargia (sonolência) e inquietação.

Se você perceber um ou mais destes sintomas, interrompa imediatamente a infusão e contate o seu médico. Os sintomas mencionados acima podem ser os primeiros indícios de um choque anafilático. Sintomas graves requerem tratamento de emergência imediatamente.

Seu médico irá usar novamente Feiba em pacientes com suspeita de hipersensibilidade ao produto ou qualquer um de seus componentes, após análise cuidadosa do benefício esperado e do risco de reexposição e/ou se não for esperada uma reação com outra terapia preventiva ou agentes terapêuticos alternativos:

  • Se você apresentar grandes mudanças na pressão arterial ou pulsação, dificuldades de respiração, tosse ou dor no peito, interrompa a infusão imediatamente e contate o seu médico. O seu médico iniciará o diagnóstico apropriado e medidas terapêuticas.
  • Em pacientes com inibidor de hemofilia ou inibidores adquiridos de fatores de coagulação. Sob o tratamento com Feiba, estes pacientes podem ter uma maior tendência a hemorragias e um aumento do risco de trombose ao mesmo tempo.

Há relatos de eventos trombóticos ou tromboembólicos, incluindo coagulopatia intravascular disseminada (CID), trombose venosa, embolia pulmonar, infarto do miocárdio e derrame durante o tratamento com Feiba. O uso concomitante com fator VIIa recombinante aumenta o risco de desenvolver um evento tromboembólico. Alguns eventos tromboembólicos ocorreram com o tratamento de doses elevadas de Feiba.

Quando os medicamentos são produzidos a partir do sangue ou plasma humano, determinadas medidas são adotadas para evitar transmissão de infecções aos pacientes. Estas incluem a seleção de doadores de sangue e plasma para garantir que os portadores de infecções sejam excluídos, e os testes em cada doação e pool de plasma para sinais de vírus/infecções. Os fabricantes destes produtos também incluem etapas de processamento do sangue e plasma para inativar ou remover vírus. Apesar destas medidas, quando medicamentos produzidos a partir de sangue ou plasma humano são administrados, a possibilidade de transmissão de infecções não pode ser totalmente excluída. Isto também se aplica a vírus desconhecidos ou emergentes ou outros tipos de infecções.

As medidas adotadas são consideradas eficazes para vírus encapsulados tais como o vírus da imunodeficiência humana (HIV), o vírus da hepatite B e vírus da hepatite C, e para os vírus não encapsulados da hepatite A. As medidas adotadas podem ter eficácia limitada contra vírus não encapsulados como o parvovírus B19. Infecção pelo parvovírus B19 pode ser grave em mulheres grávidas (infecção fetal) e em indivíduos com sistema imune deprimido ou que tem algum tipo de anemia (por exemplo, doença falciforme ou anemia hemolítica).

Seu médico pode recomendar a vacinação contra hepatite A e B se você receber regularmente ou repetidamente produtos derivados do plasma humano fator VIII inibidor.

Após a administração de altas doses do Feiba, o aumento transitório de anticorpos de superfície da hepatite B transferidos passivamente pode resultar em interpretação enganosa de resultados positivos nos testes sorológicos.

Recomenda-se fortemente que cada vez que o paciente receber uma dose de Feiba o nome e o número de lote do produto sejam registrados de forma a manter o registro dos lotes utilizados.

Informações sobre alguns componentes de Feiba

O Feiba contém aproximadamente 4mg de sódio (calculado) por mL; isto é aproximadamente 80mg de sódio para as apresentações 500 U e 1000 U e aproximadamente 200mg de sódio para a apresentação 2500 U.

Deve ser levado em consideração em pacientes com dieta restrita a sódio.

Interações medicamentosas

Informe seu médico ou farmacêutico se você estiver usando ou usou recentemente algum outro medicamento, incluindo os medicamentos obtidos sem prescrição médica.

Não há estudos adequados e controlados do uso combinado ou sequencial de Feiba e fator VIIa ou antifibrinolíticos sendo conduzidos. Deve ser considerada a possibilidade de eventos trombóticos quando antifibrinolíticos sistêmicos, assim como ácidos tranexâmico ou aminocapróicos, são usados durante o tratamento com Feiba. Portanto, antifibrinolíticos não devem ser utilizados por aproximadamente 6 a 12 horas após a administração de Feiba.

Em casos de uso de rFVIIa concomitante uma potencial interação medicamentosa não pode ser excluída de acordo com dados e observações clínicas disponíveis. Assim em todas as preparações de coagulação de sangue, Feiba não deve ser misturado com outros medicamentos antes da administração, uma vez que a eficácia e a tolerância da preparação podem ser prejudicadas. É aconselhável lavar o acesso venoso comum com solução salina fisiológica antes da administração de Feiba.

Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista se você está fazendo uso de algum outro medicamento.

Não use medicamento sem o conhecimento do seu médico. Pode ser perigoso para a sua saúde.

Como ocorre com todos os medicamentos, o uso de Feiba pode causar eventos adversos, porém não são todos mque apresentam.

Reações adversas comuns (pode afetar 1 em 10 indivíduos)

Hipersensibilidade, dor de cabeça, tontura, hipotensão, rash, anticorpos de superfície da Hepatite B positivo.

Reações adversas com frequência desconhecida (a frequência não pode ser estimada com os dados disponíveis)

Distúrbios do Sistema Sanguíneo e Linfático

Coagulopatia de consumo (CID), aumento dos níveis de inibidores.

Distúrbios do Sistema Imunológico

Reação de hipersensibilidade, reação anafilática, rash no corpo inteiro (urticária).

Distúrbios do Sistema Nervoso

Sensação de dormência nos membros (hipoestesia), redução de sensibilidade anormal (parestesia), AVC (Acidente Vascular Cerebral trombótico ou embólico), sonolência, tonturas, alteração do paladar (disgeusia).

Distúrbios Cardíacos

Ataque cardíaco (infarto do miocárdio), palpitações (taquicardia).

Distúrbios Vasculares

Formação de coágulo com inflamação nos vasos (eventos tromboembólicos, trombose venosa arterial), aumento na pressão arterial (hipertensão), rubor (vermelhidão).

Distúrbios Respiratórios, torácicos e do mediastino

Obstrução da artéria pulmonar (embolia pulmonar), constrição da passagem de ar (broncoespasmo), chiados (sibilos), tosse, dificuldade em respirar (dispneia).

Distúrbios Gastrointestinais

Vômitos, diarreia, desconforto abdominal, sensação de enjoo (náuseas).

Distúrbios da pele e tecido subcutâneo

Sensação de dormência na face, inchaço da face, língua e lábios (angioedema), rash no corpo inteiro (urticária), coceira (prurido).

Distúrbios Gerais e queixas no local da injeção

Dor no local da injeção, sensação geral de mal-estar, calor, calafrios, febre, dor no peito, desconforto no peito.

Investigações

Queda da pressão arterial.

A infusão intravenosa rápida pode causar dor aguda e sensação de dormência na face e lábios, bem como queda da pressão arterial.

Foi observado infarto do miocárdio após a administração de doses acima da dose máxima diária e/ou aplicação prolongada e/ou presença de fatores de risco de tromboembolismo.

Informe ao seu médico, cirurgião-dentista ou farmacêutico o aparecimento de reações indesejáveis pelo uso do medicamento. Informe também à empresa através do seu serviço de atendimento.

Gravidez, lactação e fertilidade

Seu médico irá decidir se você deve utilizar Feiba durante a gravidez ou lactação. Devido ao aumento do risco de trombose durante a gravidez, Feiba deve ser administrado apenas sob o acompanhamento médico cuidadoso e somente se for absolutamente necessário.

Informações sobre infecção pelo parvovírus B19 são encontradas no item Precauções.

Categoria “C” de risco na gravidez.

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.

Condução de veículos e utilização de máquinas

Não há sinais de que Feiba pode afetar a capacidade de conduzir ou utilizar máquinas.

Apresentações

Feiba complexo protrombínico parcialmente ativado 500 U:

Frasco-ampola contendo 500 unidades de Feiba, liofilizado.

Frasco-ampola contendo 20mL de diluente (água para injetáveis).

Conjunto de reconstituição e infusão.

Feiba complexo protrombínico parcialmente ativado 1.000 U:

Frasco-ampola contendo 1.000 unidades de Feiba, liofilizado.

Frasco-ampola contendo 20mL de diluente (água para injetáveis).

Conjunto de reconstituição e infusão.

Feiba complexo protrombínico parcialmente ativado 2.500 U:

Frasco-ampola contendo 2.500 unidades de Feiba, liofilizado.

Frasco-ampola contendo 50mL de diluente (água para injetáveis).

Conjunto de reconstituição e infusão.

Feiba complexo protrombínico parcialmente ativado 500 U:

Frasco-ampola contendo 500 unidades de Feiba, liofilizado.

Frasco-ampola contendo 20mL de diluente (água para injetáveis).

Dispositivo de reconstituição (Baxject II Hi-Flow) e conjunto de infusão.

Feiba complexo protrombínico parcialmente ativado 1.000 U:

Frasco-ampola contendo 1.000 unidades de Feiba, liofilizado.

Frasco-ampola contendo 20mL de diluente (água para injetáveis).

Dispositivo de reconstituição (Baxject II Hi-Flow) e conjunto de infusão.

Feiba complexo protrombínico parcialmente ativado 2.500 U:

Frasco-ampola contendo 2.500 unidades de Feiba, liofilizado.

Frasco-ampola contendo 50mL de diluente (água para injetáveis).

Dispositivo de reconstituição (Baxject II Hi-Flow) e conjunto de infusão.

Via intravenosa.

Uso adulto e pediátrico.

Composição

Cada frasco de Feiba complexo protrombínico parcialmente ativado, após conveniente reconstituição do pó liofilizado, utilizando todo o volume do diluente contido nas respectivas embalagens contém na solução obtida, pronta para uso, a seguinte composição:

500 U*

1000 U*

2500 U*

Complexo protrombínico parcialmente ativado

500 U

1000 U

2500 U

Concentração do complexo protrombínico parcialmente ativado

25 U/mL

50 U/mL

50 U/mL

Água para injetáveis

20mL

20mL

50mL

*Uma solução contendo 1 unidade de Feiba reduz o Tempo de Tromboplastina Parcial ativado (TTPa), de um Plasma com Inibidor de Fator VIII, a 50% do valor de referência (branco).

Excipientes: citrato de sódio di-hidratado, cloreto de sódio e água para injetáveis.

Feiba contém os fatores II, IX e X principalmente na forma não ativada bem como o fator VII ativado; o antígeno coagulante do fator VIII (F VIIIC:Ag) também se encontra presente numa concentração de até 0,1 U/1 U de Feiba. Os fatores do sistema calicreína-cinina se encontram presentes somente em pequenas quantidades, ou até mesmo ausentes.

Informe seu médico imediatamente. A superdose de Feiba pode aumentar o risco de reações adversas, tais como tromboembolismo (formação de coágulo sanguíneo com inflamação dentro dos vasos sanguíneos), coagulopatia de consumo (CID) e infarto do miocárdio. Alguns dos eventos relatados ocorreram com doses acima de 200 U/kg ou em pacientes com outros fatores de risco para eventos tromboembólicos.

Se forem observados sinais ou sintomas de eventos trombóticos ou tromboembólicos, a infusão deve ser interrompida imediatamente e devem-se iniciar medidas terapêuticas e de diagnóstico.

Em caso de uso de grande quantidade deste medicamento, procure rapidamente socorro médico e leve a embalagem ou bula do medicamento, se possível. Ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações.

Não foram conduzidos estudos adequados e bem controlados do uso combinado ou sequencial de Complexo Protrombínico parcialmente ativado (substância ativa) e fator VIIa recombinante ou antifibrinolíticos. A possibilidade de eventos tromboembólicos deve ser considerada quando antifibrinolíticos sistêmicos, tais como o ácido tranexâmico e aminocapróico, são utilizados durante o tratamento com Complexo Protrombínico parcialmente ativado (substância ativa). Portanto, antifibrinolíticos não devem ser utilizados durante aproximadamente 6 a 12 horas após a administração de Complexo Protrombínico parcialmente ativado (substância ativa).

Em casos de uso concomitante com rFVIIa, uma potencial interação medicamentosa não pode ser excluída de acordo com os dados disponíveis in vitro e observações clínicas (potencialmente resultando em eventos adversos, tais como um evento tromboembólico).

Resultados de Eficácia

O estudo FENOC (Complexo Protrombínico parcialmente ativado (substância ativa) NovoSeven Comparison) prospectivo, randomizado, multicêntrico (N=66) comparou a eficácia hemostática de uma dose de Complexo Protrombínico parcialmente ativado (substância ativa) à 2 doses de fator VII ativado recombinante (rFVIIa) em pacientes com hemofilia com inibidores (>5 BU).

Sangramentos pós-traumáticos ou sangramentos espontâneos principalmente no tornozelo, joelho ou cotovelo foram avaliados. O efeito hemostático foi avaliado 2, 6, 12, 24, 36 e 49 horas após o tratamento. Quarenta e oito pacientes completaram ambos os tratamentos e foram avaliados quanto a eficácia. 6 horas após o tratamento, 80,9% dos pacientes tratados com Complexo Protrombínico parcialmente ativado (substância ativa) e 78,7% dos pacientes tratados com rFVIIa foram eficazes.

Vários estudos tem investigado a eficácia de Complexo Protrombínico parcialmente ativado (substância ativa) em hemorragias de mucosa e na articulação. No estudo do Sjamsoedin (1981) (2) uma dose única de Complexo Protrombínico parcialmente ativado (substância ativa) foi eficaz no estancamento de episódios de hemorragia em 64% dos casos. Dois estudos prospectivos de Hilgartner et al (1983 (3) e 1990 (4)) mostraram que Complexo Protrombínico parcialmente ativado (substância ativa) foi altamente eficaz no controle da hemorragia em 93% e 88% dos pacientes, respectivamente. Na análise retrospectiva de dados franceses (Negrier et al, 1997) (5) em 60 pacientes Complexo Protrombínico parcialmente ativado (substância ativa) foi considerado como excelente, em 81,3% dos casos, a eficácia nos sangramentos articulares foi de 81,9% após somente uma ou duas infusões.

A eficácia de Complexo Protrombínico parcialmente ativado (substância ativa) foi mostrada em estudos prospectivos e retrospectivos em uma variedade de formas de tratamento. Gomperts et al (2004) (6) apresentou dados de eficácia em diferentes tratamentos – tratamento domiciliar (82%), pacientes não cirúrgicos internados (80%), profilaxia (70%) e cirurgia (90%).

Características Farmacológicas

Propriedades farmacodinâmicas

Embora o Complexo Protrombínico parcialmente ativado (substância ativa) tenha sido desenvolvido no início da década de 70 e a sua atividade bypass de inibidores de fator VIII foi comprovada in vitro, bem como in vivo, o seu modo de ação é ainda objeto de debate científico. Complexo Protrombínico parcialmente ativado (substância ativa), como encontrado com os ensaios de atividade, é composto por zimogênios de complexo protrombínico, que são tanto pró-coagulante (protrombina FVII, FIX, FX) e anticoagulante (proteína C) em quantidades relativamente iguais à unidade de potência de Complexo Protrombínico parcialmente ativado (substância ativa) arbitrária, mas o seu teor de enzima pró-coagulante é relativamente baixo.

Desta forma, Complexo Protrombínico parcialmente ativado (substância ativa) contém as proenzimas dos fatores do complexo protrombínico, mas apenas uma quantidade pequena dos seus produtos de ativação, sendo o conteúdo de FVIIa o mais elevado.

Trabalhos científicos atuais apontam o desempenho de componentes específicos do complexo protrombínico ativado, protrombina (FII) e fator X ativado (FXa) no modo de ação do Complexo Protrombínico parcialmente ativado (substância ativa).

Complexo Protrombínico parcialmente ativado (substância ativa) controla a hemorragia por indução e facilitação da geração de trombina, um processo pelo qual a formação do complexo protrombinase é crucial. Estudos bioquímicos in vitro e in vivo mostraram que o FXa e a protrombina desempenham um papel crítico na atividade de Complexo Protrombínico parcialmente ativado (substância ativa). O complexo de protrombinase foi caracterizado como um importante alvo para Complexo Protrombínico parcialmente ativado (substância ativa). Além da protrombina e do FXa, Complexo Protrombínico parcialmente ativado (substância ativa) contém outras proteínas do complexo protombínico, o que também pode facilitar a hemostasia em pacientes hemofílicos com inibidores.

Tratamento em pacientes hemofílicos B com inibidores

A experiência em pacientes hemofílicos B com inibidores do fator IX é limitada devido à raridade da doença. Cinco pacientes hemofílicos B com inibidores foram tratados com Complexo Protrombínico parcialmente ativado (substância ativa) durante os ensaios clínicos sob demanda, profilaticamente ou para intervenções cirúrgicas:

Em um estudo clínico prospectivo, aberto, randomizado, paralelo, em pacientes com hemofilia A ou B com inibidores de alta titulação persistentes (090701, PROOF), 36 pacientes foram randomizados para 12 meses ± 14 dias de terapia profilática ou sob demanda. Os 17 pacientes, que estavam em tratamento de profilaxia, receberam 85 ± 15 U/kg de Complexo Protrombínico parcialmente ativado (substância ativa) administrada a cada dois dias e, os 19 pacientes, que estavam em tratamento sob demanda, foram tratados individualmente pelo médico.

Dois pacientes hemofílicos B com inibidores foram tratados sob demanda e um paciente hemofílico B foi tratado sob regime profilático.

A mediana da taxa anual de sangramentos (ABR) para todos os tipos de episódios hemorrágicos em pacientes sob regime profilático (mediana ABR = 7,9) foi menor do que a de pacientes no regime sob demanda (mediana ABR = 28,7), o que equivale a 72,5% de redução nos ABRs medianos entre os grupos de tratamento.

Em outro estudo completo de vigilância, prospectivo, não intervencional, sobre a utilização perioperatória de Complexo Protrombínico parcialmente ativado (substância ativa) (PASS-INT-003, SURF), um total de 34 procedimentos cirúrgicos foram realizados em 23 pacientes.

A maioria dos pacientes (18) eram hemofílicos A congênitos com inibidores, dois eram pacientes com hemofilia B com inibidores e três eram pacientes com hemofilia A adquirida com inibidores. A duração da exposição a Complexo Protrombínico parcialmente ativado (substância ativa) variou de 1 a 28 dias, com uma média de 9 dias e uma mediana de 8 dias.

A dose média acumulada foi de 88,347 U e a dose mediana foi de 59,000 U. Para os pacientes com hemofilia B com inibidores, o maior período de exposição ao Complexo Protrombínico parcialmente ativado (substância ativa) foi de 21 dias e a dose máxima aplicada foi de 7324 U.

Além disso, estão disponíveis 36 relatos em que Complexo Protrombínico parcialmente ativado (substância ativa) foi utilizado para o tratamento e prevenção de episódios de sangramento em pacientes com hemofilia B com inibidores ao fator IX (24 pacientes com hemofilia B com inibidores foram tratados sob demanda, 4 pacientes com hemofilia B com inibidores foram tratados profilaticamente e 8 pacientes com hemofilia B com inibidores foram tratados durante procedimentos cirúrgicos).

Há também relatos isolados sobre o uso de Complexo Protrombínico parcialmente ativado (substância ativa) no tratamento de pacientes com inibidores adquiridos aos fatores X, XI e XIII.

Propriedades farmacocinéticas

Como o modo de ação do Complexo Protrombínico parcialmente ativado (substância ativa) ainda está sendo discutido, não é possível fazer uma afirmação conclusiva sobre as propriedades farmacocinéticas.

Feiba deve ser conservado na forma liofilizada sob refrigeração a uma temperatura entre 2°C e 8°C , protegido da luz. O produto não deve ser congelado.

O produto pode ser conservado a uma temperatura não superior a 25°C por um período máximo de 6 meses, não ultrapassando o prazo de validade inicial. Após a conservação em temperatura não superior a 25°C, o produto não deve ser refrigerado novamente.

O prazo de validade é de 24 meses quando conservado sob refrigeração a uma temperatura entre 2°C e 8°C.

Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.

Não use medicamento com o prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original.

Após preparo, a solução deve ser usada imediatamente.

Características físicas

Feiba apresenta-se sob a forma de pó branco ou quase branco a verde pálido. O valor do pH da solução reconstituída está entre 6,8 a 7,6. O pó liofilizado e o diluente são acondicionados em frascos de vidro e são fechados com tampa de borracha.

Os medicamentos não devem ser eliminados na água residual ou lixo doméstico. Perguntar ao farmacêutico como eliminar o medicamento que não será mais utilizado. Estas medidas ajudarão a proteger o ambiente.

Antes de usar, observe o aspecto do medicamento. Caso ele esteja no prazo de validade e você observe alguma mudança no aspecto, consulte o farmacêutico para saber se poderá utilizá-lo.

Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.

MS 1.5628.0003

Farm. Resp.:
Jônia Gurgel Moraes
CRF/SP 10.616

Fabricado por:
Baxter AG, Viena, Áustria

Importado por:
Baxalta Brasil Biociência Ltda.
Avenida Dr. Chucri Zaidan, 1.240 – Torre B
12° andar Conj. 1204, parte A
CEP 04711-130
São Paulo – SP
CNPJ: 22.558.594/0001-93

SAC – Serviço de Atendimento ao Consumidor
Tel.: 0800 940 0367

Venda sob prescrição médica.

*Não use medicamentos sem o conhecimento do seu médico, pode ser perigoso para a sua saúde.
*As informações aqui divulgadas não deverão ser utilizadas como substituto de prescrição médica para o tratamento de qualquer doença.