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Para que serve

Etilefril é indicado para o tratamento da hipotensão (pressão baixa) ou associada a sintomas (como tontura e fraqueza). 

Como o Etilefril funciona?

Etilefril age nos vasos sanguíneos e no coração aumentando a quantidade de sangue circulante, melhora o desempenho do coração e aumenta a pressão arterial.

Não use Etilefril se você tiver alergia ao cloridrato de etilefrina; pressão instável que aumenta ao levantar-se; pressão alta; excesso de funcionamento na glândula tireroide; tumor que aumenta a pressão arterial; aumento da pressão dentro do olho; tumor ou aumento da próstata com dificuldade para urinar; doença cardíaca causada por má circulação das artérias coronárias, funcionamento insuficiente do coração, doença cardíaca que provoca problemas circulatórios, estreitamento de artérias centrais ou de válvulas cardíacas. 

Este medicamento é contraindicado nos 3 primeiros meses de gravidez e na amamentação.

O uso de Etilefril injetável deve ser feito sob orientação médica. 

O uso pode ser por infusão ou injeção endovenosa (na veia) ou intramuscular (no músculo) ou subcutânea (sob a pele). 

Infusão endovenosa 

A infusão deve ser gota a gota e a dose, regulada conforme frequência do pulso e pressão arterial. Recomendam-se as seguintes velocidades de infusão: 

Adultos e crianças maiores de 6 anos

0,4 mg/min (0,2-0,6 mg/min). 

Crianças de 2 a 6 anos

0,2 mg/min (0,1-0,4 mg/min). 

Crianças menores de 2 anos

0,1 mg/min (0,05-0,2 mg/min). 

Para a infusão deve-se utilizar solução fisiológica, solução de Ringer com lactato, solução de glicose a 5% ou solução de xilitol a 10% sem nenhum aditivo suplementar. 

Injeção endovenosa lenta 

Usada em casos graves de colapso circulatório. 

Adultos

Metade de 1 ampola de 10 mg (= 0,5 mL). 

Crianças

Doses correspondentemente menores. 

Injeção intramuscular e subcutânea 

Adultos

1 mL.

Crianças de 6 a 14 anos

0,7-1 mL.

Crianças de 2 a 6 anos

0,4-0,7 mL.

Crianças menores de 2 anos

0,2-0,4 mL.

Caso necessário, a dose deve ser repetida a intervalos de 1-3 horas. 

Não exceder as seguintes doses diárias máximas

Adultos e crianças maiores de 6 anos

50 mg.

Crianças de 2 a 6 anos

40 mg.

Crianças menores de 2 anos

30 mg.

Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e duração do tratamento. Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico. 

O que devo fazer quando eu me esquecer de usar o Etilefril?

Continue tomando as próximas doses regularmente no horário habitual. Não duplique a dose na próxima tomada. 

Em caso de dúvidas, procure orientação do farmacêutico ou de seu médico, ou de cirurgião-dentista.

O uso de Etilefril deve ser feito com cautela se você tiver taquicardia, alterações do ritmo do coração, problemas cardíacos e circulatórios graves, diabetes mellitus e produção excessiva de hormônios da tireoide. 

Efeitos na capacidade de dirigir e operar máquinas 

Recomenda-se cautela ao dirigir veículos ou operar máquinas, pois durante o tratamento com Etilefril injetável pode ocorrer tontura. 

Este medicamento pode causar doping

Gravidez e amamentação 

Etilefril está contraindicado nos 3 primeiros meses de gravidez e só deverá ser utilizado dos 4 aos 9 meses após cuidadosa avaliação por seu médico dos riscos e potenciais benefícios. A etilefrina pode prejudicar a circulação entre útero e placenta e provocar relaxamento do útero. 
Etilefril pode passar para o leite materno, portanto está contraindicado durante o período de amamentação. 

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.

Interações medicamentosas 

Medicamentos que podem aumentar o efeito de Etilefril

Guanetidina; mineralcorticoides; reserpina; hormônios da tireoide; medicamentos com ação semelhante ao Etilefril, incluindo alguns tipos de antidepressivos e antialérgicos; anestésicos inalatórios e glicosídeos cardíacos em doses mais elevadas, podendo provocar alteração do ritmo do coração; di-hidroergotamina e atropina.

Medicamentos que podem diminuir ou até anular o efeito de Etilefril

Bloqueadores adrenérgicos (como propranolol, atenolol, carverdilol, etc.), podendo causar bradicardia (batimentos lentos do coração). Etilefril pode diminuir o efeito de medicamentos usados para controle do diabetes. 

Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista se você está fazendo uso de algum outro medicamento.

Não use medicamento sem conhecimento do seu médico. Pode ser perigoso para sua saúde.

Reação comum

Cefaleia (dor de cabeça). 

Reações incomuns

Ansiedade, insônia, tremor, inquietação, tontura, arritmia (alteração do ritmo do coração), taquicardia, palpitação, náusea (enjoo). 

Reações com frequência desconhecida

Hipersensibilidade (reação alérgica), angina pectoris (dor no peito), aumento da pressão arterial, hiperidrose (aumento do suor). 

Informe ao seu médico, cirurgião-dentista ou farmacêutico o aparecimento de reações indesejáveis pelo uso do medicamento. Informe também à empresa através do seu serviço de atendimento.

Cada mL contém: 

Cloridrato de etilefrina 10 mg*.

*Equivalente a 8,3 mg de etilefrina. 

Veículo: água para injetáveis.

Uma dose excessiva de Etilefril ou a aplicação endovenosa excessivamente rápida acentua os efeitos indesejáveis já descritos. Além disso, a pessoa pode ficar agitada e ainda ocorrer vômitos. Em bebês e crianças pequenas, uma dose excessiva pode provocar diminuição excessiva da respiração e perda da consciência. 

Em caso de uso de grande quantidade deste medicamento, procure rapidamente socorro médico e leve a embalagem ou bula do medicamento, se possível. Ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações.

Os efeitos de Cloridrato de Etilefrina (substância ativa) podem ser potencializados pela administração concomitante de guanetidina, mineralocorticóides, reserpina, hormônios tireoidianos, outros simpatomiméticos ou outras substâncias com atividade simpatomimética (como antidepressivos tricíclicos, inibidores da MAO, anti-histamínicos).

Os hidrocarbonetos alifáticos halogenados em anestésicos inalatórios e glicosídeos cardíacos em doses mais elevadas podem aumentar os efeitos dos agentes simpatomiméticos sobre o coração, provocando, assim, o desenvolvimento de arritmias cardíacas.

A di-hidroergotamina aumenta a absorção enteral de Cloridrato de Etilefrina (substância ativa), aumentando a sua ação. A atropina pode potencializar o efeito de Cloridrato de Etilefrina (substância ativa) e aumentar a frequência cardíaca.

Agentes bloqueadores adrenérgicos (alfa-bloqueadores e beta-bloqueadores) podem suprimir parcial ou totalmente os efeitos da etilefrina. O tratamento com beta-bloqueadores pode induzir bradicardia reflexa.

O efeito dos medicamentos hipoglicemiantes pode ser diminuído.

Resultados de eficácia

Em um estudo multicêntrico randomizado, controlado por placebo, duplo-cego, com comparação de grupos paralelos, foram observados 3 grupos (3x5 mg etilefrina, 3x10 mg etilefrina e 3x placebo por dia).

O objetivo do estudo foi o de determinar a eficácia e tolerabilidade de etilefrina no tratamento de hipotensão ortostática sintomática

Tratamento agudo

Eficácia e tolerabilidade da dose de 5 e 10 mg de etilefrina.

Tratamento crônico

Eficácia e tolerabilidade após 14 dias de tratamento com doses diárias de 15 e 30 mg de etilefrina.

  • A casuística do referido estudo foi de 366 pacientes randomizados incluídos na análise de eficácia (intenção de tratamento - ITT): 362 pacientes;
  • 3x10 mg etilefrina: 124 (123);
  • 3x5 mg etilefrina: 121 (119);
  • Placebo: 121 (120).

Os principias critérios de inclusão foram

Hipotensão ortostática sintomática, determinada por pressão arterial sistólica, redução de pelo menos 20 mm Hg após 5 minutos na posição ereta no teste de Schellong, frequência cardíaca, aumento não superior a 10 batimentos por minuto durante 5 minutos na posição ereta no teste de Schellong.

Todos os 3 tratamentos, incluindo o esquema placebo, produziram efeitos clinicamente visíveis sobre a pressão arterial, com vantagem para o esquema etilefrina, conforme avaliado pela resposta da pressão arterial. Esses efeitos foram confirmados (e foram mais pronunciados) no julgamento, por parte dos investigadores, dos sintomas associados com a hipotensão ortostática sintomática (IHBS-A / IHBS/C) e na avaliação global de eficácia.

Pacientes que responderam ao tratamento

Na análise de “intenção de tratamento” (ITT) do parâmetro primário “taxa de resposta” 82,9% dos pacientes tratados com 3x10 mg e 78,2% dos pacientes no esquema 3x5mg etilefrina conseguiram resposta em comparação com 73,3% dos pacientes que responderam ao esquema placebo (p=0,087 e 0,451).

O efeito agudo de uma dose adicional isolada de 10 mg de etilefrina após 14 dias de tratamento crônico (4o teste de Schellong) resultou em uma maior taxa de resposta de 88,6% comparado com 82,9% no 2o teste de Schellong. O valor-p para o 4o teste Schellong, comparando o esquema 3x10 mg de etilefrina ao esquema placebo pelo Teste Exato de Fischer (bi-caudal) foi 0,699.

A análise de “intenção de tratamento (ITT)” com 362 pacientes avaliados quanto aos parâmetros secundários revelaram os seguintes achados principais

Pressão arterial sistólica

Corresponde aos resultados relacionados com a dose na variável primária responsiva, onde os resultados da pressão arterial sistólica na posição ereta foram dose-dependentes, correspondendo a um aumento de 15,0 mm Hg na dose de 10 mg, 13,8 mm Hg na dose de 5 mg, e 12,6 mm Hg no grupo placebo, enquanto que a pressão arterial sistólica na posição supina demonstrou uma ligeira redução de aproximadamente 5 – 7 mm Hg, comparável em todos os três grupos.

Sintomas clínicos

Os sintomas clínicos avaliados mostraram uma redução clinicamente relevante na “Soma Total da Pontuação por Paciente” do IHBS-A (8 itens, avaliados pelos sintomas durante cada teste de Schellong) e IHBS-C (22 itens, avaliados por períodos de tempo de 14 dias antes do estudo e durante o tratamento), questionários mostrando vantagens estatisticamente significantes para o esquema etilefrina nos testes de exploração.

Avaliação global

A avaliação global de eficácia mostrou vantagens marcantes e significantes na avaliação de cada esquema etilefrina com 85% dos casos avaliados como “bom” ou “satisfatório”, comparado com apenas 68% no esquema placebo.

Em conclusão, todos os 3 tratamentos mostraram uma melhora clínica da doença durante o período do estudo. Este efeito clinicamente visível foi mais pronunciado para etilefrina, especificamente no esquema 3x10. Foram também confirmados e marcadamente mais pronunciados os efeitos distintos no questionário para os pacientes, avaliando os sintomas clínicos associados à hipotensão ortostática e a avaliação global de eficácia pelos investigadores.

Nos parâmetros subjetivos (os mais importantes critérios para os pacientes acometidos por hipotensão ortostática), as pontuações dos sintomas e a avaliação global, as vantagens para o tratamento com etilefrina (maior na maioria dos casos na dosagem mais alta de etilefrina) foram mais claramente observadas do que nos parâmetros objetivos e atingiu significância exploratória nas análises das diferenças entre grupos.

Assim sendo, os investigadores relataram um bom efeito terapêutico com vantagens clínicas para etilefrina, na comparação do tratamento com etilefrina ao placebo.

Características farmacológicas

Farmacodinâmica

Cloridrato de Etilefrina (substância ativa) contém a etilefrina, um agente simpatomimético de ação direta, com elevada afinidade pelos receptores alfa-1 e beta-1. Receptores beta-2 também podem ser ativados em doses elevadas. Por este motivo é capaz de aumentar a contratilidade cardíaca e melhorar o desempenho cardíaco, elevando o volume sistólico; adicionalmente, eleva o tônus venoso e a pressão venosa central, provocando um aumento do volume sanguíneo circulante. Demonstrou-se um efeito inotrópico positivo em pacientes com função cardíaca normal ou ligeiramente alterada.

O fármaco eleva a pressão sistólica em maior grau que a diastólica e foi observado um discreto efeito cronotrópico. Consequentemente, em caso de alterações cardiovasculares funcionais, o fármaco pode proporcionar uma melhora dos sintomas tais como tontura, cansaço e tendência a desmaio, assim como estabilizar os parâmetros hemodinâmicos.

Farmacocinética Comprimido e Solução oral 

Absorção

Como resultado do efeito de primeira passagem, a biodisponibilidade da solução oral é de aproximadamente 8% e a dos comprimidos é de aproximadamente 12%.

Distribuição

Cerca de 23% do fármaco se fixam às proteínas do plasma. Após dose única oral de 10 mg (comprimidos e solução oral), as concentrações máximas (medianas) no plasma são alcançadas após cerca de 20 minutos para os comprimidos (8 ng/mL) e cerca de 30 minutos para a solução oral (5 ng/mL).

Não se constatou a passagem do fármaco através da barreira hematoencefálica, ao administrá-lo sob forma marcada com isótopo radioativo a ratos. Desconhece-se até o momento se a etilefrina atravessa a barreira placentária ou se passa para o leite materno.

Biotransformação

A etilefrina é principalmente eliminada pelo metabolismo. O principal metabólito em humanos é ácido sulfúrico conjugado. Não há evidências sugerindo a existência de metabólitos ativos.

Eliminação

A meia vida de eliminação terminal é de aproximadamente 2 horas. Depois da administração de etilefrina marcada com trítio, recuperaram-se na urina 75-80% da radioatividade total. Já que a etilefrina e seus conjugados são excretados principalmente por via renal, é possível que os conjugados possam acumular-se nos rins em pacientes que apresentam insuficiência renal.

Farmacocinética Solução injetável

Após a administração intravenosa, a concentração de etilefrina no plasma mostra um declínio biexponencial; a meia vida da fase alfa é de 6,2 minutos, da fase beta terminal é de 2,2 horas. A eliminação renal de etilefrina e seus metabólitos foi de 78,2% após 24 horas. O metabólito principal foi etilefrina conjugada com ácido sulfúrico, cuja eliminação renal foi de 44,4% da dose administrada, dentro de 24 horas. A proporção de etilefrina livre recuperada na urina foi de 28,3%; o ácido 3-hidroximandélico correspondeu a 3,5% do fármaco eliminado por via renal.

Manter o produto em sua embalagem original e conservar em temperatura ambiente (15° e 30°C); proteger da luz. 

O prazo de validade é de 24 meses a partir da data de fabricação (vide cartucho). 

Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem. 

Não use o medicamento com o prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original.

Aspecto físico

Líquido límpido, incolor e isento de partículas estranhas visíveis. 

Antes de usar, observe o aspecto do medicamento. Caso ele esteja no prazo de validade e você observe alguma mudança no aspecto, consulte o farmacêutico para saber se poderá utilizá-lo. 

Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.

Registro MS – 1.0497.1220 

União Química Farmacêutica Nacional S/A 
Rua Cel. Luiz Tenório de Brito, 90 
Embu-Guaçu – SP – CEP: 06900-000 
CNPJ 60.665.981/0001-18 
Indústria Brasileira 

Farm. Resp.:
Florentino de Jesus Krencas
CRF-SP no 49136 

Fabricado na unidade fabril: 
Av. Prefeito Olavo Gomes de Oliveira, 4.550
Bairro São Cristovão 
Pouso Alegre – MG
CEP: 37.550-000
CNPJ: 60.665.981/0005-41 
Indústria Brasileira 

SAC 0800 11 1559

Venda sob prescrição médica.

*Não use medicamentos sem o conhecimento do seu médico, pode ser perigoso para a sua saúde.
*As informações aqui divulgadas não deverão ser utilizadas como substituto de prescrição médica para o tratamento de qualquer doença.