Estrell Icone para ediçãoIcone de Enomear Icone de Excluir

Para que serve

Este medicamento é utilizado para suplementar ou substituir a produção de estrogênios endógenos pelos ovários.

Este medicamento é indicado para o tratamento da síndrome de deficiência estrogênica, incluindo prevenção da perda do conteúdo mineral ósseo em mulheres na pós-menopausa, com alto risco de apresentar fraturas.

Em mulheres com o útero intacto, deve-se considerar o uso de tratamento com oposição (progestogênio).

Estradiol é particularmente indicado para mulheres histerectomizadas, que não necessitam de terapia combinada com progestogênio.

Como o Estrell funciona?


Estradiol ameniza ou até mesmo elimina por completo os sintomas da deficiência estrogênica. O alívio dos sintomas da menopausa é alcançado durante as primeiras semanas de tratamento.

Este medicamento não deve ser usado por pacientes com:

  • Hipersensibilidade conhecida ao estradiol ou aos demais componentes da fórmula;
  • História anterior ou suspeita de câncer de mama ou de útero;
  • Sangramento vaginal de origem não determinada;
  • Neoplasia estrogênio-dependente conhecida ou suspeita, por exemplo, câncer do endométrio;
  • Trombose venosa profunda ou embolia pulmonar (formação de coágulos de sangue nos vasos sanguíneos das pernas ou dos pulmões;
  • Doença grave do fígado;
  • Doenças circulatórias;
  • Sangramento vaginal de origem não determinada;
  • Lesão hepática grave; 
  • Tromboflebite ativa ou distúrbios tromboembólicos;
  • Porfiria (doença metabólica com produção anormal de um pigmento sanguíneo);
  • Gravidez conhecida ou suspeita e lactação.

A dose inicial é de 1 - 2mg para alívio dos sintomas da deficiência estrogênica.

A dose maior de 4mg deve ser reservada para mulheres cujos sintomas vasomotores não respondem à administração diária de doses de 1 ou 2mg de estradiol. Deve-se administrar diariamente, por via oral, 1 comprimido sem interrupção.

Obtém-se inibição suficiente da perda do conteúdo mineral osso com administração de dose diária de 1 - 2mg de estradiol, sem interrupção. O tratamento de pacientes histerectomizados e das pós-menopáusicas pode se iniciado em qualquer dia.

Se a paciente menstrua, o tratamento deverá ser iniciado no 5º dia após o início do sangramento.

Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico. A doença e/ou seus sintomas poderão retornar.

Siga a orientação do seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento.

Informe ao seu médico sobre qualquer medicamento que esteja usando, antes do início, ou durante o tratamento com estradiol.

Avise ao seu médico caso tenha doença cardíaca, pressão alta, doença dos rins ou do fígado, epilepsia, enxaqueca, diabetes, história ou doença circulatória ou se observar alterações das mamas ou do útero, pois tais doenças requerem cuidados especiais durante o tratamento com estradiol. Avise ao médico se houver caso de câncer de mama na família. Antes de iniciar o tratamento, a paciente deve passar por exame clínico e ginecológico que deve ser repetido ao menos 1 vez por ano. 

Não tome remédio sem o conhecimento do seu médico. Pode ser perigoso para a saúde.

Este medicamento não apresenta efeito anticoncepcional.

Estabeleceu-se que o tratamento com estrogênios sem oposição aumenta o risco de hiperplasia do endométrio e câncer.

Hiperplasia endometrial

Mulheres com útero intacto com sangramento anormal de etiologia desconhecida ou mulheres com útero intacto que foram previamente tratadas exclusivamente com estrogênios, devem ser examinadas com atenção especial para se determinar uma possível hiperplasia ou processo maligno do endométrio, antes do início do tratamento com estradiol.

O risco de hiperplasia endometrial e carcinoma é aumentado quando estrogênios são administrados sozinhos, por períodos prolongados. A adição de um progestogênio por pelo menos 12 dias por ciclo, em mulheres não-histerectomizadas reduz muito este risco. Para dose oral de estradiol maior que 2 mg, a adição de progestogênio, para a proteção do endométrio não foi estudada.

Sangramentos de privação e de escape podem ocorrer durante os primeiros meses de tratamento em mulheres com o útero intacto. Se sangramentos de privação e de escape aparecerem após algum tempo da terapia, ou continuarem após o tratamento ter sido descontinuado, a razão deve ser investigada, o que pode incluir biópsia endometrial para excluir a possibilidade de um processo maligno no endométrio.

Monoterapia com estrogênio pode levar a transformação pré-maligna ou maligna no foco residual de endometriose.

Entretanto, a adição de progestogênio para a terapia de reposição estrogênica deve ser considerada em mulheres histerectomizadas devido à endometriose, nos casos em que há endometriose residual.

Câncer de mama

Um estudo randomizado placebo-controlado, The Women's Health Initiative Study (WHI), e estudos epidemiológicos, incluindo o Million Woman Study (MWS), demonstraram um aumento no risco de câncer de mama em mulheres que receberam estrogênios, combinações de estrogênio-progestogênio ou tibolona para terapia hormonal por vários anos. Para todas as formas de terapia hormonal, este risco aumenta com a duração do tratamento, mas tende a retornar ao normal após a interrupção do mesmo, até no máximo 5 anos após o término. 

No estudo MWS, o risco relativo de câncer de mama com a utilização de estrogênios conjugados ou estradiol, foi maior quando se adicionou à terapêutica um progestogênio, independente da utilização ser contínua ou sequencial. Não houve evidências de diferenças no risco entre as diferentes vias de administração.

No estudo WHI, a utilização contínua combinada de estrogênios e medroxiprogesterona foi associada à maior incidência de metástases para linfonodos locais, quando comparada ao placebo.

A terapia hormonal, especialmente a combinada (estrogênio/progestogênio), pode aumentar a densidade das imagens na mamografia, dificultando o diagnóstico radiológico do câncer de mama.

Tromboembolismo venoso

A terapia hormonal está associada a um risco relativamente alto de desenvolvimento de tromboembolismo venoso (TEV), isto é, trombose venosa profunda ou embolia pulmonar. Um estudo randomizado controlado e estudos epidemiológicos verificaram um risco duas a três vezes maior para usuárias comparado com não-usuárias. Para não-usuárias estima-se que o número de casos de TEV, que irá ocorrer em um período superior a 5 anos é aproximadamente 3 em 1000 mulheres, com idade entre 50 e 59 anos e 8 em 1000 mulheres com idade entre 60 e 69 anos. Estima-se que em mulheres saudáveis que utilizam terapia hormonal por 5 anos, o número de casos adicional de TEV, superior a um período de 5 anos, estará entre 2 e 6 em 1000 mulheres, com idade entre 50 e 59 anos e entre 5 e 15 em 1000 mulheres, com idade entre 60 e 69 anos. A ocorrência de tal evento é mais provável no primeiro ano da terapia hormonal do que depois. Fatores de risco geralmente reconhecidos para TEV incluem uma história pessoal ou história familiar, obesidade severa (IMC > 30 kg/ m2) e lúpus eritematoso sistêmico (LES). Não há qualquer consenso sobre o possível papel de veias varicosas no TEV.

Pacientes com uma história de TEV ou estado trombofílico conhecido têm um risco aumentado de TEV. A terapia hormonal pode aumentar este risco. Forte história pessoalou familiar de tromboembolismo, ou aborto espontâneo recorrente, devem ser investigados a fim de excluir uma predisposição trombofílica. Até que uma avaliação completa de fatores trombofílicos seja feita ou tratamento anticoagulante iniciado, o uso de terapia hormonal em tais pacientes deve ser visto como contraindicado. Aquelas mulheres já sob tratamento anticoagulante requerem avaliação cuidadosa do risco-benefício do uso de terapia hormonal.

O risco de TEV pode ser temporariamente aumentado com imobilização prolongada, trauma ou cirurgia de grande porte.

Todos os pacientes no pós-operatório, requerem atenção minuciosa e instituição de medidas profiláticas para prevenir TEV. Se houver imobilização prolongada após cirurgia eletiva, particularmente cirurgia abdominal ou ortopédica nos membros inferiores, deve-se considerar interromper temporariamente a terapia hormonal 4 a 6 semanas antes, se possível. O tratamento não deve ser reiniciado até que a mulher esteja totalmente mobilizada.

Se o TEV se desenvolver após o início da terapia, a droga deve ser descontinuada. As pacientes devem ser avisadas a contatarem seus médicos imediatamente quando elas estiverem cientes de um sintoma tromboembólico potencial (p. ex. inchaço doloroso de uma perna, dor súbita no peito, dispneia).

Doença arterial coronariana

Estudos clínicos controlados não demonstraram benefícios cardiovasculares com a terapia hormonal contínua combinada (estrogênios e acetato de medroxiprogesterona). Dois grandes estudos (WHI e Heart and Estrogen/progestin Replacement Study - HERS) demonstraram um possível aumento do risco de morbidade cardiovascular no primeiro ano de tratamento, sem benefício adicional. Para outros produtos de terapia hormonal, os dados dos estudos clínicos, em relação a morbimortalidade cardiovascular são inconclusivos e portanto, não deveriam ser extrapolados.

Acidente vascular cerebral

O estudo WHI demonstrou, como objetivo secundário, um aumento no risco de acidente vascular cerebral isquêmico em mulheres saudáveis, durante o tratamento combinado contínuo com estrogênios conjugados e medroxiprogesterona. Na população de mulheres que não utilizam terapia hormonal, estima-se uma incidência de acidente vascular cerebral de aproximadamente 3 para cada 1000 mulheres entre 50 e 59 anos e de 11 para cada 1000 mulheres entre 60 e 69 anos, em um período de 5 anos. Entre as mulheres que utilizam a terapia hormonal combinada, a incidência aumenta de 1 a 3 casos, na população entre 50 e 59 anos, e de 1 a 9 casos entre 60 e 69 anos. Estes resultados não deveriam ser extrapolados para os outros produtos para terapia hormonal.

Câncer ovariano

A utilização isolada de estrogênios em mulheres histerectomizadas, por longos períodos (5 a 10 anos), tem sido associada com um aumento no risco de câncer ovariano em alguns estudos epidemiológicos. Não se sabe, porém, se a terapêutica combinada confere um risco diferente quando comparada à reposição estrogênica isolada.

Outras condições

Os estrogênios podem causar retenção hídrica, portanto os pacientes com disfunção cardíaca ou renal devem ser cuidadosamente monitorados. Nos pacientes com insuficiência renal grave, os níveis séricos de estrogênios circulantes podem aumentar.

Mulheres com hipertrigliceridemia prévia, devem ser acompanhadas durante a terapia de reposição estrogênica ou terapia hormonal, já que em raros casos, a elevação dos níveis plasmáticos de triglicérides podem levar a pancreatite.

Os estrogênios aumentam a tireoglobulina, levando a um aumento nos níveis séricos de hormônio tireoidiano. As concentrações de T3 e T4 livres permanecem inalteradas.

Algumas proteínas de ligação podem estar elevadas no plasma, podendo levar a um aumento dos níveis de corticosteróides e esteróides sexuais plasmáticos. O substrato renina-angiotensinogênio, a alfa-I-anti-tripsina e a ceruloplasmina, podem ter suas concentrações plasmáticas aumentadas.

Não há evidências conclusivas na melhora da função cognitiva.

O estudo WHI demonstrou um provável aumento do risco de demência em mulheres que utilizaram a terapêutica combinada (estrogênio e progestogênio) após os 65 anos de idade. Estes dados não deveriam ser extrapolados para mulheres de menor faixa etária.

Informe ao seu médico o aparecimento de reações desagradáveis.

Estradiol é geralmente bem tolerado, contudo, ocasionalmente podem ocorrer náuseas, inchaço e dor de cabeça. Se ocorrer sensação de desconforto nas mamas, sangramento de escape (sangramento vaginal de pequenas quantidades de sangue), retenção de líquidos ou inchaço durante o tratamento, que persista por mais de 6 semanas, é necessário consultar seu médico.

As reações adversas mais frequentemente relatadas são:

Sensibilidade/dor nas mamas, dor abdominal, edema e cefaleia.

As reações adversas listadas abaixo podem ocorrer durante o tratamento com estradiol:

Comum (frequência > 1/100 e < 1/10)

  • Depressão;
  • Cefaleia;
  • Dor abdominal, náusea;
  • Cãibras nas pernas;
  • Sensibilidade, aumento ou dor nas mamas;
  • Edema;
  • Aumento de peso.

Incomum (frequência > 1/1000 e < 1/100)

  • Visão anormal;
  • Embolismo venoso;
  • Dispepsia, vômito, flatulência;
  • Colelitíase;
  • Rash cutâneo, urticária.

As seguintes reações adversas têm sido relatadas em associação com outros tratamentos com estrogênios:

  • Infarto do miocárdio, deficiência cardíaca congestiva;
  • Irritação na bexiga;
  • Cloasma, eritema multiforme, eritema nodoso, púrpura vascular, prurido;
  • Candidíase vaginal;
  • Risco de desenvolvimento de câncer endometrial, hiperplasia endometrial ou aumento no tamanho de fibromas uterinos (em mulheres não-histerectomizadas);
  • Insônia;
  • Epilepsia;
  • Alterações na libido;
  • Piora no quadro de asma;
  • Provável demência.

Gravidez e lactação

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas ou que possam ficar grávidas durante o tratamento. 

Informe ao seu médico a ocorrência de gravidez na vigência do tratamento ou após o seu término. Informe ao médico se está amamentando.

Este medicamento causa malformação ao bebê durante a gravidez.

Se ocorrer gravidez, o tratamento deve ser imediatamente interrompido. Não se deve amamentar durante o período de tratamento com estradiol.

Pediatria

Este medicamento não é indicado para uso em crianças.

Geriatria (idosos)

Não são conhecidas restrições específicas para o uso de estradiol em pacientes idosas.

Apresentações

Comprimido de 1mg em embalagem com 30 comprimidos.

Uso adulto. 

Composição

Cada comprimido contém:

Estradiol 1 mg.

Excipientes: lactose, celulose microcristalina, silicato de magnésio, estearato de magnésio, dióxido de silício coloidal, laurilsulfato de sódio, amidoglicolato de sódio, corante azul FD&C 1.

Superdose pode ser manifestada por náusea e vômito.

Não existe antídoto específico e o tratamento deverá ser sintomático.

O metabolismo de estrogênios pode ser aumentado com o uso concomitante de substâncias conhecidas como indutoras enzimáticas, especificamente enzimas do citocromo P450, tais como anticonvulsivantes (p. ex.: fenobarbital, fenitoína, carbamazepina) e anti-infecciosos (p. ex.: rifampicina, rifabutina, nevirapina, efavirenz). Ritonavir e nelfinavir, embora conhecidos como inibidores fortes, ao contrário, exibem propriedades indutoras quando usados concomitantemente com hormônios esteroides.

Preparações vegetais contendo Erva de São João (Hypericum perforatum) podem influenciar o metabolismo dos estrogênios. Clinicamente, um metabolismo aumentado do estrogênio e progestogênio pode levar a um efeito diminuído e alterações no perfil de sangramento uterino.

Interações com bebidas alcoólicas

A ingestão aguda de bebidas alcoólicas durante a TRH pode ocasionar elevação nos níveis circulantes de estradiol.

Resultados de eficácia

O uso de medicamentos contendo valerato de estradiol para a melhora dos sintomas da menopausa é reconhecido cientificamente.

Na maioria das mulheres de 1 a 2 mg de valerato de estradiol ou estradiol são suficientes para obter efeito terapêutico. Estradiol 1 mg contém 1 mg de valerato de estradiol, que corresponde a 0,764 mg de estradiol. Estradiol 2 mg contém 2 mg de valerato de estradiol, que corresponde a 1,528 mg de estradiol.


Características farmacológicas

Farmacodinâmica

Estradiol contém o estrogênio valerato de estradiol, um pró-fármaco do 17β-estradiol natural humano.

A ovulação não é inibida durante o uso de Estradiol e a produção endógena de hormônios dificilmente é afetada.

Durante o climatério, a redução e posterior perda da secreção do estradiol ovariano pode resultar em uma instabilidade na termorregulação, causando fogachos associados com distúrbios do sono, sudorese excessiva, atrofia urogenital com sintomas de secura vaginal, dispareunia e incontinência urinária. Menos específicos, mas frequentemente mencionados como parte da síndrome do climatério, são os sintomas como queixas anginosas, palpitações, irritabilidade, nervosismo, falta de energia e de capacidade de concentração, esquecimento, perda da libido, dores musculares e nas articulações. A terapia de reposição hormonal (TRH) alivia muitos desses sintomas provocados pela deficiência de estradiol em mulheres na menopausa.

A TRH com dosagem adequada de estrogênio, como em Estradiol, reduz a reabsorção óssea e retarda ou cessa a perda de massa óssea na pós-menopausa. Quando o tratamento é interrompido, a massa óssea reduz-se a uma razão comparável àquela encontrada no período da pós-menopausa imediata. Não há evidência de que a TRH restaure a massa óssea aos níveis da pré-menopausa. A reposição hormonal também tem um efeito positivo sobre o conteúdo do colágeno e a espessura da pele e consegue retardar o processo de formação de rugas da pele.

A TRH altera o perfil lipídico: diminui o colesterol total e o LDL-colesterol e pode aumentar o HDL-colesterol e os níveis de triglicérides. Os efeitos metabólicos podem ser anulados em parte pela adição de um progestógeno.

É recomendada a adição de um progestógeno a um regime de reposição estrogênica, como com Estradiol, por no mínimo 10 dias por ciclo, para mulheres com o útero intacto. Desta forma, reduz-se o risco de hiperplasia endometrial e o risco contínuo de adenocarcinoma nessas mulheres. A adição de um progestógeno ao regime de reposição estrogênica não mostrou interferência na eficácia do estrogênio para o uso indicado.

Estudos observacionais e o estudo “Women’s Health Iniciative (WHI)” com estrogênios equinos conjugados (EEC) e acetato de medroxiprogesterona (MPA) sugerem uma redução na morbidade do câncer de colo na pós-menopausa em mulheres que usam TRH. No estudo da WHI com monoterapia de EEC não foi observada redução no risco. Não se sabe se estes dados também se estendem para outros medicamentos e esquemas terapêuticos para TRH.

Farmacocinética

Absorção

O valerato de estradiol é rápida e completamente absorvido. O éster esteroidal divide-se em estradiol e ácido valérico durante a absorção e o metabolismo de primeira passagem no fígado. Ao mesmo tempo, o estradiol passa por um metabolismo intenso até transformar-se, em estrona, estriol e sulfato de estrona. Somente cerca de 3% do estradiol torna-se biodisponível após a administração oral do valerato de estradiol. Os alimentos não afetam a biodisponibilidade do estradiol.

Distribuição

Concentrações séricas máximas de estradiol, de aproximadamente 15 pg/ml (ou 30 pg/ml), são geralmente esperadas entre 4 a 9 horas após a ingestão da drágea. Dentro de 24 horas após a ingestão da drágea, espera-se que os níveis séricos do estradiol diminuam até concentrações de cerca de 8 pg/ml (ou 15 pg/ml). O estradiol liga-se à albumina e às proteínas transportadoras de hormônios sexuais (SHBG). A fração do estradiol não-ligado no soro é de cerca de 1 a 1,5% e a fração ligada às proteínas transportadoras de hormônio sexuais é de aproximadamente 30 - 40%.
O volume aparente de distribuição do estradiol após uma única administração intravenosa é de cerca de 1 l/kg.

Metabolismo

Após a clivagem do éster exógeno administrado, valerato de estradiol, o metabolismo do fármaco segue os caminhos de biotransformação do estradiol endógeno: é metabolizado principalmente pelo fígado e também por vias extra-hepáticas como, por exemplo, no intestino, rins, músculos esqueléticos e órgãos-alvo. Estes processos envolvem a formação da estrona, estriol, catecolestrogênios e sulfatos e glicuronídeos conjugados destes compostos, os quais são todos claramente menos estrogênicos ou mesmo não-estrogênicos em relação ao estradiol.

Eliminação

A eliminação sérica total do estradiol, após dose única administrada via intravenosa, mostra grande variabilidade em um intervalo de 10 a 30 ml/min/kg. Uma certa proporção de metabólitos do estradiol é excretada na bile e passa pela circulação êntero-hepática. Enfim, os metabólitos do estradiol são principalmente excretados por via renal como sulfatos e glicuronídeos na urina.

Condições de equilíbrio

São esperados, aproximadamente, níveis séricos do estradiol duas vezes maiores após múltiplas administrações em relação a uma dose única. Na média, a concentração do estradiol varia entre 15 (ou 30 pg/ml) (nível mínimo) e 30 (ou 60 pg/ml) (nível máximo). A estrona, como um metabólito menos estrogênico, alcança concentrações séricas 8 vezes maiores, aproximadamente. O sulfato de estrona alcança, aproximadamente, concentrações 150 vezes mais altas. Após a interrupção do tratamento, os níveis de pré-tratamento de estradiol e estrona são atingidos dentro de 2 a 3 dias.

Dados de segurança pré-clínico

O perfil toxicológico do estradiol é bem conhecido. Não existem dados pré-clínicos relevantes adicionais àqueles descritos nos demais itens.

Mantenha o medicamento em temperatura ambiente (15 a 30°C), protegido da luz e da umidade.

Prazo de validade

24 meses a partir da data de fabricação. Não utilize medicamentos com a validade vencida.

Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianlas.

Registro MS - 1.0974.0139

Farm. Resp.:
Dr. Dante Alario Junior
CRF-SP nº 5143

Biolab Sanus Farmacêutica Ltda.
Av. Paulo Ayres, 280 - Taboão da Serra - SP
CEP 06767-220
SAC 0800 724 6522
CNPJ 49.475.833/0001-06
Indústria Brasileira

Venda sob prescrição médica.

Número do lote, data de fabricação e prazo de validade: vide cartucho/blíster.

*Não use medicamentos sem o conhecimento do seu médico, pode ser perigoso para a sua saúde.
*As informações aqui divulgadas não deverão ser utilizadas como substituto de prescrição médica para o tratamento de qualquer doença.