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Para que serve

Permear é indicado para o alívio de dores articulares moderadas e dor lombar baixa aguda.

Como o Permear funciona?


Permear é composto por extrato de Harpagophytum procumbens.

Os comprimidos possuem revestimento para proteção contra o suco gástrico, visto que alguns estudos demonstraram degradação dos ingredientes ativos após passagem pelo estômago.

O Harpagophytum procumbens é utilizado há muito tempo para inúmeras condições clínicas, principalmente como anti-inflamatório e analgésico, antirreumático, para o tratamento de dores articulares moderadas e dor lombar baixa aguda.

O principal constituinte químico contido no extrato de Harpagophytum procumbens, e o principal responsável pelos efeitos terapêuticos, é o harpagosídeo. Em diversos estudos realizados este constituinte mostrou atividade inibitória em processos inflamatórios. No entanto, alguns estudos sugerem que o extrato total de Harpagophytum procumbens possui maior atividade que o extrato com harpagosídeo isolado, pois os vários constituintes presentes no extrato podem agir juntamente ao harpagosídeo para exercer as atividades terapêuticas.

O uso do Permear não é recomendado em casos de:

  • Úlceras no estômago e intestino;
  • Cálculos e obstrução das vias biliares;
  • Gravidez e lactação;
  • Hipersensibilidade a algum componente da fórmula.

Usar somente sob supervisão médica.

Informe seu médico sobre qualquer medicamento que esteja usando, antes do início ou durante o tratamento.

Este medicamento é contraindicado para uso por crianças.

Permear deve ser ingerido após as refeições, via oral, com o auxílio de quantidade suficiente de líquido.

Posologia do Permear


Adultos

Ingerir 1 comprimido, 1 vez ao dia.

Este medicamento deve ser administrado somente pela via recomendada. Não há estudos sobre seus efeitos se for administrado por vias não recomendadas. Portanto, por segurança e para eficácia deste medicamento, a administração deve ser feita apenas por via oral.

Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento.

Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico. 

Este medicamento não deve ser partido, aberto ou mastigado.

O que devo fazer quando eu me esquecer de usar o Permear?


Você pode tomar a dose deste medicamento assim que se lembrar. E não exceda a dose recomendada para cada dia.

Em caso de dúvidas, procure orientação do farmacêutico, de seu médico ou cirurgião-dentista.

Doses excessivas de Harpagophytum procumbens podem interferir no tratamento de doenças cardíacas e em terapias hipo e hipertensivas.

A possibilidade de interação com drogas antiarrítmicas não pode ser excluída devido ao efeito antiarrítmico de Harpagophytum procumbens. Informe ao seu médico sobre o aparecimento de reações indesejáveis.

Informe ao seu médico se você está fazendo uso de algum outro medicamento.

Podem ocorrer distúrbios gastrointestinais leves em pessoas sensíveis aos componentes da fórmula, principalmente com doses mais elevadas.

Pode causar leve efeito laxante no início do tratamento que regride espontaneamente.

Não são esperados efeitos adversos associados preferencialmente aos AINH (anti-inflamatórios não hormonais) e glicocorticoides, mesmo durante tratamento a longo prazo.

Informe ao seu médico, cirurgião-dentista ou farmacêutico o aparecimento de reações indesejáveis pelo uso do medicamento.

Informe também a empresa através do seu serviço de atendimento.

Crianças

Este medicamento é contraindicado para uso por crianças.

Gravidez e lactação

Informe ao seu médico a ocorrência de gravidez durante o tratamento ou após o seu término e se estiver amamentando. Informe seu médico a ocorrência de gravidez durante o tratamento ou após o seu término.

Informe ao seu médico se estiver amamentando.

Pacientes idosos

Não existem restrições ou cuidados especiais quanto ao uso do produto por pacientes idosos.

Apresentação

Comprimidos revestidos gastrorresistentes de 300 mg em embalagens com 10, 20 e 30 comprimidos.

Via oral.

Uso adulto.

Composição

Cada comprimido revestido gastrorresistente contém

Extrato seco de Harpagophytum procumbens* (padronizado em 22% de harpagosídeo) 300 mg.

*Equivalente a 66 mg de teor médio de harpagosídeo por comprimido.

Excipientes: croscarmelose sódica, estearato de magnésio, dióxido de silício, povidona, lactose monoidratada, celulose microcristalina, corante óxido de ferro amarelo, corante óxido de ferro vermelho, dióxido de titânio, etilcelulose, triacetina, ácido oleico, monoglicerídeos acetilados, macrogol, polimetacrílicocopoliacrilato de etila, talco e citrato de trietila.

Não há relatos de reações por superdosagem, não sendo conhecido o padrão das reações.

Em caso de uso de grande quantidade deste medicamento, procure rapidamente socorro médico e leve a embalagem ou bula do medicamento, se possível.

Ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações.

Harpagophytum procumbens (substância ativa) pode potencializar o efeito da varfarina.

Doses excessivas de Harpagophytum procumbens (substância ativa) podem interferir em tratamentos antiarrítmicos e anti-hipertensivos a nível cardiovascular.

A possibilidade de interação com drogas antiarrítmicas não pode ser excluída devido ao efeito antiarrítmico de Harpagophytum procumbens (substância ativa) observado em animais.

Resultados de eficácia

Estudos clínicos mostraram que Harpagophytum procumbens (substância ativa) é eficaz no tratamento de distúrbios musculoesqueléticos degenerativos, tendo ação anti-inflamatória e analgésica para quadros reumáticos como artrites e artrose, assim como lombalgias, mialgias e demais quadros osteoarticulares.

Estudos demonstram que extratos de Harpagophytum procumbens (substância ativa) fornecendo dosagens diárias entre 30 e 100 mg de Harpagosídeos, durante 2 a 3 meses, exercem efeito terapêutico seguro e eficaz para tratamentos de pacientes com artroses, artrites, lombalgia e demais sintomas relacionados a quadros reumáticos.

Estudos pré-clínicos realizados com ratos sugerem necessidade de preparações galênicas com proteção às condições gástricas, visto que, os resultados demonstraram que efeitos analgésicos e anti-inflamatórios foram reduzidos com a acidez estomacal.

Estudos clínicos comparativos entre Harpagophytum procumbens (substância ativa) e Diacereína foram realizados durante 4 meses com o objetivo de demonstrar a segurança e eficácia do Harpagophytum em alívio de dores, melhora da função e diminuição do uso de analgésicos e anti-inflamatórios em pacientes com Osteoartrite de joelhos e quadril. Os resultados demonstraram que dosagens diárias de 57 mg de harpagosídeos possuem comparável eficácia clínica e maior segurança em relação à Diacereína.

Diversos estudos demonstraram eficácia para tratamentos de Osteoartrite de joelhos e quadril, quadros de reumatismo, lombalgia e dores nas pernas, além de demonstrarem consequente diminuição do uso de outros analgésicos e anti-inflamatórios.

Há também um relevante estudo clínico, realizado com 250 pacientes com Osteoartrite do joelho (n=85) ou Osteoartrite de quadril (n=61) ou lombalgia crônica (n=140), que demonstrou que 60 mg de harpagosídeo diariamente por 8 semanas resultou em uma melhora significativa nos escores de dor segundo a escala WOMAC em relação ao baseline.

Outro estudo comparando o uso de Harpagophytum procumbens (substância ativa) contendo 60 mg de harpagosídeo ao dia com rofecoxibe em 88 pacientes com lombalgia crônica (44 em cada grupo) demonstrou que, após 6 semanas, a eficácia de ambas as drogas foi similar havendo mais que 50% de redução nos escores de dor após o tratamento. Vale lembrar que é incontestável a efetividade de rofecoxibe, a droga comparadora, que foi retirada do mercado posteriormente por proporcionar efeitos cardiovasculares, mas não por ter sua eficácia questionada. Este estudo teve seguimento de um ano com a utilização de Harpagophytum procumbens (substância ativa) contendo 60 mg de harpagosídeo ao dia revelando que este uso crônico, por 54 semanas, não somente melhorou os escores de Arhus como também não provocou efeitos adversos significativos como os que ocorrem com outros medicamentos que tratam esta mesma patologia.

Uma revisão sistemática, que é o maior nível de evidência científica existente, foi publicada em 2007 e concluiu que há evidência limitada para extratos de Harpagophytum procumbens (substância ativa) contendo menos que 30 mg de harpagosídeo ao dia para o tratamento da artrite de joelho e de quadril. No entanto, concluiu que há evidência suficiente para a utilização de 60 mg de harpagosídeo ao dia para o tratamento de Osteoartrite de coluna, joelho e quadril, bem como para o tratamento das crises agudas de lombalgia crônica.


Características farmacológicas

Harpagophytum procumbens (substância ativa) é uma planta da família Pedaliaceae, nativa da África do Sul.

É constituída por glicosídeos iridoides: principalmente o harpagosídeo e pequenas quantidades de procumbídeo e harpagídeo; glicosídeos fenólicos e açúcares.

Farmacocinética

Tal como quase todos os extratos vegetais, o Harpagophytum procumbens (substância ativa) é um composto complexo. Portanto, dados farmacocinéticos do extrato total não são disponíveis. No entanto há alguns dados referentes ao principal marcador, o harpagosídeo. No sangue coletado de um indivíduo após a ingestão de extrato de Harpagophytum procumbens (substância ativa) com 44 mg de harpagosídeo, o nível de harpagosídeo após 2 horas foi de 15,4 ng/mL. Em seis voluntários, após a administração de 600 mg de extrato de Harpagophytum procumbens (substância ativa) contendo 25% harpagosídeo (equivalente a 150 mg harpagosídeo), o Cmáx de 32,2 ng/ mL foi observado após 1,3 horas, seguido de rápida queda no nível plasmático. O segundo pico observado após 8 horas indica circulação enterohepática. O tempo de meia-vida de eliminação foi 5,6 horas. Em porcos, após a administração de 2g de extrato de Harpagophytum procumbens (substância ativa) com 400 mg de harpagosídeo por incisão gástrica, os picos das concentrações de harpagosídeo de 52ng/mL (em 20 min) e 29 ng/mL (em 60 min) foram detectados nos vasos mesentéricos e femorais, respectivamente.

Existem algumas controvérsias sobre a ação do estômago ou da hidrólise ácida sobre o extrato e seus ingredientes ativos, como sugerem alguns estudos. Alguns autores sugerem que as substâncias obtidas após a hidrólise ácida, especialmente da harpagogenina, são os componentes ativos responsáveis pela propriedade anti-inflamatória, porém outros estudos sugerem que o extrato, em particular o harpagosídeo, pode ser parcialmente inativado através da acidez do estômago.

Estudos recentes sugerem que o harpagosídeo e outros glicosídeos iridoides, e talvez outros componentes do extrato, são mais ativos do que os produtos gerados da hidrólise ácida da harpagogenina.

Além disso, alguns estudos realizados confirmaram que a acidez gástrica diminui a atividade anti-inflamatória do extrato de Harpagophytum procumbens (substância ativa), devido à degradação ácida do harpagosídeo. Por este motivo, sugerem preparações galênicas apropriadas para a proteção do ativo contra o suco gástrico.

O harpagosídeo é biotransformado em aucubina B através da flora fecal e das bactérias isoladas da flora.

Farmacodinâmica

O extrato de Harpagophytum procumbens (substância ativa) é utilizado há muito tempo para inúmeras condições clínicas, principalmente como anti-inflamatório, analgésico, antirreumático, para o tratamento de artrite, artrose e lombalgia.

As atividades anti-inflamatórias, analgésica e antirreumática do extrato de Harpagophytum procumbens (substância ativa) e do harpagosídeo foram muito investigadas através de diversos estudos in vitro e in vivo.

O principal constituinte químico contido no extrato de Harpagophytum procumbens (substância ativa), e o principal responsável pelos efeitos terapêuticos, é o harpagosídeo, que mostrou ter ação na inibição da síntese de leucotrienos e parece estar relacionado com a inibição da lipooxigenase.

No entanto, alguns estudos sugerem que o extrato total de Harpagophytum procumbens (substância ativa) possui maior atividade que o extrato com harpagosídeo isolado, pois os vários constituintes presentes no extrato podem agir sinergicamente ao harpagosídeo para exercer as atividades terapêuticas. Há dados de que o efeito sinérgico dos betasitosteróis, presentes no extrato, exerce inibição da síntese de prostaglandina.

Os efeitos anti-inflamatórios parecem ser mais consistentes em processos crônicos e semi-crônicos do que em processos agudos.

Estudos em ratos demonstraram que a dose oral do extrato de Harpagophytum procumbens (substância ativa) não produziu efeitos significantes nas reações inflamatórias agudas. Também há estudos in vitro que demonstram uma atividade condroprotetora.

Estudos relatam diminuição da atividade anti-inflamatória do extrato ao passar pelo estômago, portanto sugerem a necessidade de preparações galênicas com proteção à ação gástrica.

Autores relatam que produtos a base de Harpagophytum têm sido utilizados como alternativa ao uso de analgésicos e anti-inflamatórios não hormonais (AINHs), por possuir igual ou superior eficácia e por acarretar menos efeitos adversos, principalmente em necessidade de tratamentos prolongados. Estes estudos indicam que Harpagophytum procumbens (substância ativa) provavelmente não atua por um mecanismo similar aos AINHs, inibindo a biossíntese de prostaglandinas, e isto sugere, portanto, que Harpagophytum procumbens (substância ativa) não possui os efeitos irritativos gastrointestinais comuns aos AINHs.

Toxicologia

O extrato aquoso e etanólico de Harpagophytum procumbens (substância ativa) e os compostos isolados harpagosídeo e harpagídeo demonstram toxicidade muito baixa em estudos de toxicidade aguda e subaguda realizados com ratos. Em camundongos macho e fêmea o DL50 oral do Harpagophytum procumbens (substância ativa) foi maior que 13,5 g/kg. O DL50 intraperitoneal dos compostos isolados em camundongos foi 1g/kg para harpagosídeo e maior que 3,2g/kg para harpagídeo.

Há relatos que o harpagosídeo seja altamente tóxico por via intravenosa.

Em estudos de toxicidade subaguda não foram encontrados achados patológicos significantes, hematológicos ou macroscópicos, após 21 dias de tratamento oral com 7,5 g/kg de Harpagophytum procumbens (substância ativa).

Não foram observados efeitos hepatotóxicos com respeito ao peso do fígado ou aos níveis de proteína microssomal e enzimas hepáticas após 7 dias de tratamento oral com 2,0g/kg.

Devido à ausência de estudos de toxicidade crônica e uma possível cardioatividade, deve-se evitar o uso excessivo.

Toxicidade sobre a reprodução

Não há dados disponíveis.

Genotoxicidade/Carcinogenicidade

Não há dados disponíveis.

Este medicamento deve ser armazenado em temperatura ambiente (entre 15 e 30°C), protegido da luz e umidade.

Este medicamento tem validade de 24 meses a partir da data de sua fabricação.

Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.

Não use medicamentos com o prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original.

Características físicas

Os comprimidos revestidos de Permear são oblongos de coloração marrom avermelhada e superfície lisa.

Antes de usar, observe o aspecto do medicamento. Caso ele esteja no prazo de validade e você observe alguma mudança no aspecto, consulte o farmacêutico para saber se poderá utilizá-lo.

Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.

Reg. M.S. no: 1.0155.0232

Farmacêutica Responsável:
Regina Helena Vieira de Souza Marques
CRF-SP 6.394

Marjan Indústria e Comércio LTDA.
Rua Gibraltar, 165
Santo Amaro
São Paulo/SP 
CEP 04755-070
CNPJ no 60.726.692/0001-81
Indústria Brasileira

SAC
0800 55 45 45

Venda sob prescrição médica.

*Não use medicamentos sem o conhecimento do seu médico, pode ser perigoso para a sua saúde.
*As informações aqui divulgadas não deverão ser utilizadas como substituto de prescrição médica para o tratamento de qualquer doença.