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Para que serve

- É indicado para tratamento de endocardite bacteriana, erisipela, gengivite ulceratiiva, infecção orofacial, otite média, fbre reumática e febre por mordida de rato.

- Durante a gravidez e amamentação.
- Hipersensibilidade à Penicilina e à Cefalosporinas.

Uso Oral

- Com ou sem alimento.

- Agitar bem antes de usar

- Adultos e Adolescentes:A dose pode variar de acordo com o tipo de infecção de 200,000 a 800,000 UI a cada 8 hs.

- Crianças atpe 12 anos de idade: 25,000 a 80,000 UI por Kg de peso corporal , de 4/4 hs.

OBS: 1 mg corresponde a 1600 UI.

Reações de hipersensibilidade sérias e ocasionalmente fatais foram registradas em pacientes sob tratamento com penicilinas. Indivíduos com história de hipersensibilidade a múltiplos alérgenos são mais susceptíveis a estas reações.

Embora a anafilaxia seja mais frequente como consequência da terapêutica injetável, há casos em que ela ocorreu com a administração oral de penicilinas.

Antes de iniciar o tratamento com penicilinas, deve-se investigar o aparecimento de possível reação de hipersensibilidade à penicilina, cefalosporina e outros alérgenos. Caso ocorra reação alérgica, o tratamento com a droga deve ser interrompido e a administração de drogas usuais como aminas vasoativas, anti-histamínicos e corticosteroides é recomendada.

Reações anafiláticas intensas requerem tratamento de emergência com adrenalina, oxigênio, corticosteroides endovenosos e controle respiratório, incluindo entubação, se necessário.

Deve-se usar penicilina cautelosamente em indivíduos com história de alergia e/ou asma.

A via oral de administração não deve ser descartada a não ser em casos de doença grave, náusea, vômito, cardioespasmo ou hipermotilidade intestinal. Alguns pacientes não absorvem quantidades terapêuticas de penicilina administrada oralmente.

Em infecções estreptocócicas, o tratamento deve ser suficiente para eliminar os microrganismos (mínimo de 10 dias), caso contrário, as sequelas da doença estreptocócica poderão surgir.

Deve-se realizar cultura ao término do tratamento, para determinar se os estreptococos foram totalmente erradicados. A possibilidade de superinfecção por patogênicos micóticos ou bacterianos deve ser avaliada, quando o produto for utilizado por tempo prolongado. Nestes casos deve-se instituir terapêutica adequada.

Uso durante a Gravidez

Penicilinas atravessam rapidamente a barreira placentária. O efeito para o feto, caso exista, não é conhecido.

Apesar de serem consideradas seguras, as penicilinas só devem ser administradas a mulheres grávidas quando estritamente necessário.

Categoria B.

Os estudos em animais não demonstraram risco fetal, mas também não há estudos controlados em mulheres grávidas; ou então, os estudos em animais revelaram riscos, mas que não foram confirmados em estudos controlados em mulheres grávidas.

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas, sem orientação médica, ou do cirurgião-dentista.

Uso durante a lactação

Pequenas quantidades de Fenoximetilpenicilina foram detectadas no leite materno. O efeito para a criança, caso exista, não é conhecido.

Deve-se ter cautela quando Fenoximetilpenicilina é administrada a mulheres que estejam amamentando.

Uso em pacientes portadores de diabetes

Este medicamento contém sacarose. (para a forma farmacêutica “pó para solução oral”).

Uso em portadores de insuficiência hepática e/ou renal

Pode haver acúmulo de Fenoximetilpenicilina em pacientes com comprometimento da função renal.

Efeitos sobre a habilidade de dirigir veículos e/ou operar máquinas

Não há evidências de que o Fenoximetilpenicilina diminua a habilidade de dirigir veículos e/ou operar máquinas.

Embora a incidência de reações às penicilinas orais ocorra em menor frequência do que com a terapêutica injetável, deve-se lembrar que todas as formas de hipersensibilidade, incluindo choque anafilático fatal já foram descritas.

As reações adversas da fenoximetilpenicilina, agrupadas por frequência de ocorrência, são:

Reações comuns (>1/100 e <1/10)

Sistema nervoso central

  • Cefaleia.

Sistema gastrointestinal

  • Monilíase oral;
  • Náusea;
  • Vômito;
  • Diarreia.

Trato genital

  • Monilíase vaginal e/ou vulvar.

Reações incomuns (>1/1.000 e < 1/100)

Pele

  • Erupções cutâneas;
  • Rash;
  • Prurido;
  • Urticária.

Sistema urinário eletrolítico

  • Edema por retenção de água e sódio.

Sistema respiratório

  • Dispneia. 

Sistema gastrointestinal

  • Dor abdominal.

Reações de hipersensibilidade

  • Reações anafiláticas;
  • Reação semelhante à doença do soro;
  • Edema de laringe.

Sistema cardiovascular

  • Hipotensão.

Reações raras (>1/10.000 e < 1/1.000)

Pele

  • Síndrome de Stevens-Johnson;
  • Necrólise epidérmica tóxica;
  • Eritema multiforme.

Sistema nervoso central

  • Confusão mental;
  • Convulsões;
  • Febre.

Sistema gastrointestinal

  • Hepatite medicamentosa;
  • Colite pseudomembranosa.

Sistema urinário e eletrolítico

  • Nefrite intersticial aguda;
  • Cristalúria.

Sangue

  • Anemia hemolítica;
  • Trombocitopenia;
  • Leucopenia;
  • Agranulocitose;
  • Eosinofilia;
  • Distúrbios da coagulação.

Em casos de eventos adversos, notifique ao Sistema de Notificações em Vigilância Sanitária - NOTIVISA, disponível em www.anvisa.gov.br/hotsite/notivisa/index.htm, ou para a Vigilância Sanitária Estadual ou Municipal. 

Anticoncepcionais orais (ACOs)

Pode haver redução da eficácia contraceptiva dos ACOs.

Bloqueadores de bomba de prótons

A elevação do pH gástrico prejudica a absorção da Fenoximetilpenicilina.

Bupropiona

Pode haver aumento do risco de convulsões, especialmente em indivíduos predispostos.

Cloroquina

Diminui os níveis séricos da Fenoximetilpenicilina (inibição da absorção).

Exenatida

Diminui os níveis séricos da Fenoximetilpenicilina (provavelmente por inibição/atraso da absorção).

Metotrexato

As penicilinas diminuem a excreção do metotrexato, acarretando risco de intoxicação pelo mesmo.

Micofenolato mofetil (MMF)

Há redução dos níveis séricos de MMF, possivelmente por interação das penicilinas com a circulação enterohepática.

Probenecida

Diminui a taxa de excreção das penicilinas, assim como prolonga e aumenta os níveis sanguíneos.

Tetraciclinas

Podem reduzir o efeito terapêutico das penicilinas.

Tramadol

Pode haver aumento do risco de convulsões, especialmente em indivíduos predispostos.

Interação com testes de laboratório

As penicilinas podem interferir com a medida da glicosúria realizada com o método do reagente sulfato de cobre, ocasionando falsos resultados de acréscimo ou diminuição. Esta interferência não ocorre com o método da glicose oxidase.

Resultados de eficácia

Tratamento de infecções por microorganismos sensíveis

Fyllingen e cols. avaliaram dois esquemas de tratamento com fenoximetilpenicilina, em um estudo envolvendo 206 (duzentos e seis) crianças com mais de 5 (cinco) anos que apresentavam amigdalite bacteriana por estreptococos do grupo A.

As crianças foram randomizadas para receber a dose diária do antibiótico, em duas ou três tomadas ao dia, durante 1 (uma) semana.

Ao final do tratamento, a taxa de cura (clínica + microbiológica) era de 82% no grupo que recebeu duas doses diárias e 88,2% no grupo que recebeu três doses diárias (P = NS).

Em conclusão, a administração da fenoximetilpenicilina, em duas ou três tomadas, tem a mesma eficácia para o tratamento de amigdalites, em crianças.

Num estudo semelhante ao anterior, os mesmos autores avaliaram 131 (cento e trinta e um) pacientes com sinusite, otite média aguda, ou amigdalite.

Observaram que a taxa de cura era de 78,6% quando a fenoximetilpenicilina era administrada em duas doses e 86,2% em três doses diárias, o que não atingiu significância estatística. Estes achados corroboram aqueles do estudo anterior.

Matsen e cols. compararam três antibióticos (fenoximetilpenicilina, penicilina G benzatina e cefalexina) no tratamento de faringite estreptocócica em 128 (cento e vinte e oito) crianças.

A penicilina G benzatina foi administrada em dose única enquanto os outros antibióticos foram prescritos por 10 (dez) dias.

As taxas de cura foram semelhantes entre os grupos (97,1% para fenoximetilpenicilina, 96,4% para penicilina G benzatina e 96,7% para cefalexina; P = NS).

O estudo concluiu que a eficácia dos esquemas com os antibióticos usados era muito boa e equivalente entre si.

Von Konow e cols. compararam a clindamicina com a fenoximetilpenicilina para o tratamento de infecções bacterianas orofaciais, em 60 (sessenta) pacientes.

Embora tenha sido observada tendência a um período mais curto de dor, febre e inchaço nos pacientes tratados com clindamicina, a diferença não foi estatisticamente significante.

Houve um caso de colite pseudomembranosa no grupo clindamicina. Em conclusão, a fenoximetilpenicilina foi tão eficaz quanto a clindamicina, no tratamento de infecções bacterianas agudas orofaciais.

Profilaxia de febre reumática

As Diretrizes Brasileiras para o Diagnóstico, Tratamento e Prevenção da Febre Reumática, publicadas pela Sociedade Brasileira de Cardiologia, colocam a Penicilina V como antibiótico de escolha por via oral, tanto para profilaxia primária quanto secundária (grau de recomendação I, nível de evidência B).

As vantagens citadas da Penicilina V são: excelente tolerabilidade, eficácia comprovada e baixo custo.

Características farmacológicas

A Fenoximetilpenicilina Potássica (substância ativa) (penicilina V) é o análogo fenoximetil da penicilina G.

É quimicamente designada de ácido 3,3-dimetil-7-oxo-6(2-fenoxiacetamido)-4-tia-1- azabiciclo [3.2.0] heptano-2- carboxílico. É um antibiótico que exerce sua ação bactericida durante o período de multiplicação ativa dos microrganismos sensíveis. Atua por inibição da biossíntese do mucopeptídeo da parede celular.

Não é ativa contra bactérias produtoras de penicilinase, as quais incluem muitas cepas de estafilococos. A droga exerce elevada atividade in vitro contra estafilococos (exceto as cepas produtoras de penicilinase), estreptococos (grupos A, C, G, H, L e M) e pneumococos.

Outros microrganismos sensíveis à Fenoximetilpenicilina Potássica (substância ativa) são: Corynebacterium diphtheriae, Bacillus anthracis, Clostridia, Actinomyces bovis, Streptobacillus moniliformis, Listeria monocytogenes, Leptospira e Neisseria gonorrhoeae. Treponema pallidum é extremamente sensível à ação bactericida da Fenoximetilpenicilina Potássica (substância ativa).

Farmacocinética

A característica principal do Fenoximetilpenicilina Potássica (substância ativa), que o distingue da benzilpenicilina, é a resistência à inativação pelo suco gástrico.

Pode ser administrada durante as refeições, entretanto, obtêm-se níveis sanguíneos mais elevados quando administrada antes das refeições, ou com o estômago vazio.

Os níveis sanguíneos médios são de duas a cinco vezes maiores que os atingidos com a mesma dose de benzilpenicilina oral e apresentam menores variações individuais.

Uma vez absorvida, a Fenoximetilpenicilina Potássica (substância ativa) liga-se em cerca de 80% a proteínas plasmáticas.

Níveis teciduais são mais elevados nos rins, com menores quantidades no fígado, pele e intestinos.

Pequenas quantidades são encontradas em todos os outros tecidos corporais e no líquor. É excretada tão rapidamente quanto é absorvida em indivíduos com função renal normal.

Em recém-nascidos, crianças e indivíduos com disfunção renal a excreção retarda-se consideravelmente.

*Não use medicamentos sem o conhecimento do seu médico, pode ser perigoso para a sua saúde.
*As informações aqui divulgadas não deverão ser utilizadas como substituto de prescrição médica para o tratamento de qualquer doença.