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Para que serve

Elonva é utilizado para auxiliar a mulher a engravidar, em casos de mulheres submetidas a tratamento de infertilidade.


Como o Elonva funciona?

Elonva contém alfacorifolitropina, uma substância pertencente ao grupo dos hormônios gonadotrópicos, que desempenham um papel importante na fertilidade e reprodução humana. Um deles é o hormônio folículo-estimulante (FSH) que é necessário nas mulheres para o crescimento e desenvolvimento dos óvulos nos ovários. Elonva é especialmente desenvolvido para funcionar durante mais tempo em comparação com o FSH. Uma única injeção de Elonva pode substituir as injeções de FSH que devem ser administradas diariamente durante uma semana nas mulheres que fazem tratamento de infertilidade, tal como a fertilização in vitro (FIV). A FIV envolve a coleta dos óvulos do ovário, fertilizando-os no laboratório, e transferindo os embriões de volta para o útero alguns dias depois.

Elonva provoca o crescimento de vários óvulos ao mesmo tempo por meio de uma estimulação controlada dos ovários.

Não use Elonva se você:

  •  É alérgico (tem hipersensibilidade) à alfacorifolitropina ou a algum outro ingrediente do produto;
  •  Tem câncer de ovário, mama, útero ou cérebro (hipófise ou hipotálamo);
  •  Teve, recentemente, um sangramento vaginal inesperado, além da menstruação, sem uma causa diagnosticada;
  •  Tem ovários que não funcionam por uma condição chamada insuficiência ovariana primária;
  •  Tem cistos de ovários ou ovários aumentados;
  •  Teve síndrome de hiperestimulação dos ovários (SHEO);
  •  Foi submetida anteriormente a um ciclo de tratamento de hiperestimulação controlada dos ovários que resultou em um crescimento superior a 30 óvulos com um tamanho igual ou superior a 11mm;
  •  Tem contagem inicial de folículos antrais (número de pequenos folículos que se encontram nos seus ovários no início do ciclo menstrual) superior a 20;
  •  Tem malformações dos órgãos sexuais que tornam impossível uma gravidez normal;
  •  Tem fibromas no útero que tornam impossível uma gravidez normal.

Este medicamento é contraindicado para uso por mulheres grávidas, ou que suspeitam que possam estar grávidas, ou que estejam amamentando.

Sempre use Elonva exatamente conforme a orientação do seu médico. Se tiver alguma dúvida, consulte o seu médico ou farmacêutico.

Elonva é utilizado em mulheres em tratamento para infertilidade, como a fertilização in vitro (FIV).

Durante esse tratamento, Elonva é utilizado em combinação com um medicamento para impedir a ovulação precoce (chamado antagonista de GnRH). O tratamento com o antagonista de GnRH geralmente se inicia 4 a 5 dias depois da injeção de Elonva.

O uso de Elonva em combinação com um agonista de GnRH (outro medicamento para prevenir ovulação precoce) não é recomendado. Isso pode levar a uma alta estimulação de seus ovários.

Doses:

  • Se você pesa 60 kg ou menos, uma única injeção de Elonva 100 microgramas deve ser administrada em um dos primeiros dias de seu período menstrual (durante a menstruação), conforme orientação do seu médico;
  • Se você pesa mais de 60 kg, uma única injeção de Elonva 150 microgramas deve ser administrada em um dos primeiros dias de seu período menstrual (durante a menstruação), conforme orientação do seu médico.

Durante os primeiros sete dias após a injeção de Elonva, você não deve utilizar hormônio folículoestimulante recombinante (rec)FSH. Sete dias depois da injeção de Elonva, seu médico poderá decidir continuar o tratamento com um outro hormônio gonadotrópico, como o (rec)FSH. Isso pode ser continuado por alguns dias até que estejam presentes óvulos suficientes de tamanho adequado, conforme avaliação pelo ultrassom. O tratamento com (rec)FSH é, então, interrompido e os óvulos são amadurecidos pela administração de gonadotropina coriônica humana (hCG). Os óvulos são colhidos do ovário 34 a 36 horas mais tarde.

Modo de administração:

O tratamento com Elonva deve ser supervisionado por um médico com experiência no tratamento de problemas de fertilidade. Elonva deve ser injetado sob a pele (por via subcutânea) em uma dobra da pele, logo abaixo do umbigo. A injeção deve ser administrada por um profissional de saúde (por exemplo, enfermeiros), pelo seu parceiro ou por você mesma, desde que vocês sejam devidamente instruídos pelo seu médico. Use sempre Elonva exatamente conforme a orientação do seu médico. Se tiver alguma dúvida, consulte o seu médico ou farmacêutico. A seguir é fornecida uma orientação passo-a-passo sobre o procedimento. Se as instruções forem seguidas cuidadosamente, Elonva será administrado de maneira apropriada e com desconforto mínimo.

Não injete Elonva no músculo.

Componentes da seringa com agulha do Elonva:

Preparando a injeção

  1. Limpe com um antisséptico a área da pele onde a agulha será inserida.

  1. Retire a tampa da agulha rompendo a etiqueta no local indicado por perfuração.

Mantenha o protetor da agulha sobre a agulha.

Coloque o protetor da agulha (contendo a agulha) sobre uma superfície seca e limpa, enquanto prepara a seringa.

  1. Segure a seringa com a tampa cinza para cima.

Com seu dedo, bata delicadamente na seringa para ajudar a deslocar as bolhas de ar para a parte superior da seringa.

  1. Mantenha a seringa em posição vertical, apontando para cima.

Desenrosque a tampa da seringa no sentido indicado na figura.

  1. Mantenha a seringa em posição vertical, apontando para cima.

Adapte o protetor de agulha (contendo a agulha) girando no sentido indicado na figura.

  1. Mantenha a seringa na posição vertical, apontando para cima.

Retire o protetor da agulha puxando-o para cima e jogue-o fora.

Tenha cuidado com a agulha.

Modo de fazer a injeção

  1. Segure a seringa entre os dedos indicador e médio na posição vertical.

Coloque seu polegar na base do êmbolo.

Cuidadosamente empurre o êmbolo para cima até que uma fina gota apareça na ponta da agulha.

  1. Com a outra mão faça uma prega na pele entre os dedos polegar e indicador.

Insira toda a agulha com um ângulo de 90 graus na dobra da pele.

Cuidadosamente pressione o êmbolo até que ele não possa mais ser forçado e empurre-o para baixo.

Conte até cinco para garantir que toda a solução tenha sido injetada.

  1. Tire seu polegar do êmbolo.

A agulha será automaticamente retirada para dentro da seringa onde ficará permanentemente.

Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento. Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico.


O que devo fazer quando eu me esquecer de usar o Elonva?

Se você esquecer de usar Elonva no dia marcado, consulte seu médico imediatamente.

Em caso de dúvidas, procure orientação do farmacêutico ou de seu médico, ou cirurgião-dentista.

Possibilidade de apresentar síndrome de hiperestimulação dos ovários (SHEO)

O tratamento com hormônios gonadotrópicos, assim como Elonva, pode causar SHEO, uma condição na qual os óvulos que crescem nos ovários se tornam maiores do que o normal. Isso pode ser notado como inchaço e dor na barriga e no estômago (abdome), sensação de mal-estar ou diarreia.

Portanto, a supervisão rigorosa pelo seu médico é muito importante. Para verificar os efeitos do tratamento, geralmente são realizados exames de ultrassom dos ovários e, regularmente, pode ser colhido material para realização de exames de sangue ou urina.

Você pode usar Elonva apenas uma vez durante o mesmo ciclo de tratamento, caso contrário a chance de ter SHEO pode aumentar.

Antes de iniciar o uso desse medicamento, é importante que você informe ao seu médico:

  • Se teve SHEO.
  • Se tem síndrome de ovários policísticos.
  • Se tem doença dos rins.

Possibilidade de apresentar trombose

O tratamento com hormônios gonadotrópicos como o Elonva podem (assim como a gravidez) aumentar a possibilidade de você apresentar trombose, que é a formação de um coágulo em um vaso sanguíneo, que ocorre mais frequentemente nas pernas ou nos pulmões.

Discuta com seu médico, antes de iniciar o tratamento, especialmente:

  • Se você já sabe que tem uma possibilidade aumentada de ter trombose;
  • Se você, ou algum parente, apresenta ou apresentou trombose;
  • Se for muito obesa.

Possibilidade de apresentar nascimentos múltiplos ou do bebê ter defeitos de nascença

Existe um aumento da possibilidade de você ter gêmeos ou mesmo mais de dois bebês, se mais do que um embrião for transferido de volta para o seu útero. As gestações múltiplas representam um aumento de risco à saúde tanto para a mãe quanto para seus filhos.

As gestações múltiplas e as características específicas de casais com problemas de fertilidade (por exemplo, idade) também podem estar associadas com um aumento da possibilidade de ocorrerem defeitos de nascença no bebê.

Informação importante sobre alguns dos ingredientes de Elonva

Este medicamento contém menos de 1mmol de sódio (23 mg) por injeção, ou seja, é essencialmente livre de sódio.

Atenção diabéticos: contém açúcar.

Este medicamento pode causar doping.

Assim como qualquer medicamento, Elonva pode causar efeitos indesejáveis, embora nem todas as pessoas os apresentem.

A chance de se ter um efeito indesejável é descrita pelas categorias seguintes

Comum (afeta 1 a 10 usuárias em 100)

  • Síndrome de hiperestimulação ovariana (SHEO);
  • Dor de cabeça;
  • Mal-estar;
  • Cansaço (fadiga);
  • Dor e desconforto pélvicos;
  • Queixas mamárias, incluindo aumento de sensibilidade.

Incomum (afeta 1 a 10 usuárias em 1000)

  • Torção ovariana;
  • Tontura;
  • Vômito;
  • Dor no estômago (abdome);
  • Queixas intestinais (como diarreia, constipação e distensão abdominal).

Uma possível complicação do tratamento com hormônios gonadotrópicos, assim como Elonva, é a hiperestimulação não desejada dos ovários. A possibilidade de uma mulher apresentar essa complicação pode ser reduzida pela monitoração cuidadosa do número de óvulos maduros, bem como de seus hormônios durante o tratamento. Seu médico se encarregará disso. Os primeiros sintomas de hiperestimulação ovariana podem ser notados como dor de estômago (abdome), sensação de enjoo ou diarreia. A hiperestimulação ovariana pode se desenvolver em uma condição clínica chamada de síndrome da hiperestimulação ovariana (SHEO), a qual pode se constituir em grave problema clínico.

Em casos mais graves, esta pode levar a um aumento dos ovários, coleção de líquido no abdome e/ou tórax (que pode causar aumento de peso) ou coágulos nos vasos sanguíneos.

Contate seu médico imediatamente se você tiver dores no estômago (abdome) ou qualquer outro dos sintomas da hiperestimulação ovariana, mesmo se eles ocorrerem alguns dias depois da administração da injeção.

No uso em geral, tem ocorrido relatos de reações alérgicas (reações de hipersensibilidade, tanto locais como generalizadas, incluindo erupção cutânea).

Foram relatados casos de gravidez fora do útero, aborto e gravidezes múltiplas. Estes efeitos adversos não são considerados relacionados ao uso de Elonva, mas ao programa de Tecnologia de Reprodução Assistida (TRA) ou gravidez subsequente.

Se quaisquer dos efeitos indesejáveis se tornar grave, ou se você perceber qualquer efeito indesejável não mencionado nesta bula, informe ao seu médico ou farmacêutico.

Atenção: este produto é um medicamento novo e, embora as pesquisas tenham indicado eficácia e segurança aceitáveis, mesmo que indicado e utilizado corretamente, podem ocorrer eventos adversos imprevisíveis ou desconhecidos. Nesse caso, informe seu médico ou cirurgião-dentista.

Possibilidade de apresentar complicações na gravidez

Se o tratamento com Elonva resultar em gravidez, existe uma possibilidade maior de que esta ocorra fora do útero (chamada de gravidez ectópica) em mulheres com tubas uterinas alteradas (as tubas que transportam os óvulos dos ovários para o útero). Portanto, seu médico deve realizar um exame de ultrassom logo no início do tratamento para excluir a possibilidade de gravidez fora do útero.

Efeitos sobre a capacidade de dirigir veículos e operar máquinas

Elonva pode causar tontura. Se você sentir tontura, não deve dirigir ou operar máquinas.

Elonva 100mcg/0,5mL:

Cada seringa preenchida (0,5mL) contém 100mcg de alfacorifolitropina em solução para injeção.

Excipientes: citrato de sódio di-hidratado, sacarose, polissorbato 20, metionina, hidróxido de sódio e/ou ácido clorídrico (para ajuste do pH) e água para injetáveis.

Elonva 150mcg/0,5mL:

Cada seringa preenchida (0,5mL) contém 150mcg de alfacorifolitropina em solução para injeção.

Excipientes: citrato de sódio di-hidratado, sacarose, polissorbato 20, metionina, hidróxido de sódio e/ou ácido clorídrico (para ajuste do pH) e água para injetáveis.

Não é possível injetar uma quantidade maior do que aquela que deveria se você usar uma seringa preenchida de Elonva. O uso de uma quantidade maior de Elonva ou de (rec)FSH pode acontecer caso seja administrada mais do que uma injeção no mesmo ciclo de tratamento, ou se (rec)FSH for usado durante os primeiros sete dias após a injeção de Elonva. Isto pode aumentar o risco de surgir a síndrome da hiperestimulação ovariana (SHEO).

Os primeiros sintomas que podem aparecer são dor de estômago, sensação de enjoo ou diarreia; em casos mais graves esta pode levar a um aumento dos ovários, coleção de líquido no abdome ou tórax (o qual pode causar aumento de peso) e/ou coágulos nos vasos sanguíneos. Se você achar que usou uma quantidade maior do que deveria de Elonva ou de (rec)FSH, contate imediatamente o seu médico ou procure um serviço de atendimento de intoxicações.

Em caso de uso de grande quantidade deste medicamento, procure rapidamente socorro médico e leve a embalagem ou bula do medicamento, se possível. Ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações.

Não foram realizados estudos de interação entre Alfacorifolitropina (substância ativa) e outros medicamentos. Considerando que a Alfacorifolitropina (substância ativa) não é um substrato das enzimas do citocromo P450, não são previstas interações metabólicas com outros medicamentos.

Alterações em exames clínicos e laboratoriais

Alfacorifolitropina (substância ativa) pode causar um resultado falso positivo no teste de gravidez por hCG se o teste for administrado durante a fase de estimulação ovariana do ciclo de TRA. Isto pode ocorrer devido à reatividade cruzada de alguns testes de gravidez por hCG com o peptídeo carboxi-terminal da subunidade beta de Alfacorifolitropina (substância ativa).

Resultados de eficácia

Em três estudos clínicos randomizados e duplo cegos (ENSURE, ENGAGE e PURSUE), o tratamento com injeção única subcutânea de Alfacorifolitropina (substância ativa) 100 mcg (estudo ENSURE) ou 150 mcg (estudo ENGAGE e PURSUE) nos primeiros 7 dias de EOC foi comparado ao tratamento com dose diária de 150, 200 ou 300 UI de (rec)FSH, respectivamente. Supressão pituitária com um antagonista de GnRH (injeção de acetato de ganirrelix na dose diária de 0,25 mg) foi usada em cada um dos três estudos clínicos.

No estudo ENSURE, 396 mulheres saudáveis com ovulação normal, entre 18 e 36 anos com peso corporal menor ou igual a 60 kg, foram tratadas durante um ciclo com Alfacorifolitropina (substância ativa) 100 mcg e com supressão pituitária com um antagonista de GnRH como parte de um programa de TRA. O desfecho primário de eficácia foi o número de oócitos recuperados. A duração média total de estimulação foi de 9 dias para os dois grupos, indicando que dois dias de (rec)FSH foram necessários para completar a estimulação ovariana a partir do dia 8 de estimulação ((rec)FSH foi administrado no dia do hCG para este estudo).

No estudo ENGAGE, 1.506 mulheres saudáveis com ovulação normal, entre 18 e 36 anos e com peso acima de 60 kg ou menor ou igual a 90 kg, foram tratadas durante um ciclo com Alfacorifolitropina (substância ativa) 150 mcg e com supressão pituitária com um antagonista de GnRH como parte de um programa de TRA. O desfecho co-primário de eficácia foi a taxa de gravidez em curso e número de oócitos recuperados. A duração média total de estimulação foi de 9 dias para os dois grupos, indicando que dois dias de (rec)FSH foram necessários para completar a estimulação ovariana a partir do dia 8 de estimulação ((rec)FSH foi administrado no dia do hCG para este estudo).

No estudo PURSUE, 1.390 mulheres saudáveis com ovulação normal, entre 35 e 42 anos e com peso corporal maior ou igual a 50 kg, foram tratadas durante um ciclo com Alfacorifolitropina (substância ativa) 150 mcg e com supressão pituitária com um antagonista de GnRH como parte do programa TRA. O desfecho primário de eficácia foi a taxa de gravidez vital e o número de oócitos recuperados foi um desfecho secundário de eficácia. A duração média total de estimulação foi de 9 dias para os dois grupos, indicando que um dia de (rec)FSH foi necessário para completar a estimulação ovariana a partir do dia 8 de estimulação ((rec)FSH não foi administrado no dia do hCG para este estudo).

Número de oócitos recuperados

No três estudos, o tratamento com injeção única de Alfacorifolitropina (substância ativa), 100 ou 150 mcg, nos sete primeiro dias de EOC, resultou em um número elevado de oócitos recuperados comparados à dose diária de (rec)FSH. Porém, as diferenças estavam dentro da equivalência predefinida (ENGAGE e ENSURE) ou das margens de não-inferioridade (PURSUE). Veja a Tabela 1 a seguir.

Tabela 1: Número médio de oócitos recuperados dos estudos ENSURE, ENGAGE e PURSUE População com Intenção de Tratamento (ITT)

Gravidez de ciclos frescos dos estudos ENGAGE e PURSUE

No estudo ENGAGE, a não-inferioridade foi demonstrada pela taxa de gravidez em curso entre Alfacorifolitropina (substância ativa) e (rec)FSH, sendo a taxa de gravidez em curso definida como a presença de, pelo menos, um feto com atividade cardíaca avaliado, pelo menos, na décima semana após a transferência embrionária.

No estudo PURSUE, a não-inferioridade foi demonstrada pela taxa de gravidez vital entre Alfacorifolitropina (substância ativa) e (rec)FSH, sendo a taxa de gravidez vital definida como a porcentagem de mulheres com pelo menos um feto com atividade cardíaca avaliado na 5ª ou 6ª semana após a transferência embrionária.

Os resultados de gravidez de ciclos frescos dos estudos ENGAGE e PURSUE estão resumidos na Tabela 2 a seguir.

Tabela 2: Resultados de gravidez dos ciclos frescos dos estudos ENGAGE e PURSUE População com Intenção de Tratamento (ITT)


O desfecho primário de eficácia no estudo ENGAGE foi gravidez em curso (avaliado pelo menos, na décima semana após a transferência embrionária).
O desfecho primário de eficácia no estudo PURSUE foi a taxa de gravidez vital definida como a porcentagem de mulheres com pelo menos um feto com atividade cardíaca avaliado na 5ª ou 6ª semana após a transferência embrionária.
*A taxa de natalidade foi o desfecho secundário de eficácia nos estudos ENGAGE e PURSUE.

Nestes estudos clínicos, o perfil de segurança de uma única injeção de Alfacorifolitropina (substância ativa) foi comparável à aplicação diária de injeções de (rec)FSH.

Gravidez a partir de ciclos de Transferência de Embriões congelados e descongelados (TEC) dos estudos ENGAGE e PURSUE

O acompanhamento do estudo de TEC para o estudo ENGAGE incluiu mulheres que tiveram pelo menos um embrião descongelado para uso até pelo menos um ano após a criopreservação. O número médio de embriões transferidos nos ciclos de TEC do ENGAGE foi 1,7 em ambos os grupos de tratamentos.

O acompanhamento do estudo de TEC para o estudo PURSUE incluiu mulheres que tiveram pelo menos um embrião descongelado para uso em até dois anos da data da última criopreservação para este estudo. O número médio de embriões transferidos nos ciclos de TEC do PURSUE foi de 2,4 em ambos os grupos de tratamento. Este estudo também forneceu dados de segurança sobre as crianças nascidas a partir de embriões criopreservados.

Os resultados de gravidez dos ciclos de TEC dos estudos ENGAGE e PURSUE estão resumidos na Tabela 3 a seguir.

Tabela 3: Resultados de gravidez dos ciclos de TEC dos estudos ENGAGE e PURSUE População com Intenção de Tratamento (ITT)


n = número de mulheres com o evento.
N = número total de mulheres a Por transferência embrionária.

Gravidez resultante da adição de ciclos de TEC aos de ciclos frescos dos estudos ENGAGE e PURSUE (Taxa cumulativa de gravidez vital)

A taxa cumulativa de gravidez vital do estudo ENGAGE em mulheres tratadas com injeção única de 150 mcg de Alfacorifolitropina (substância ativa) foi similar as mulheres tratadas diariamente com 200 UI de (rec)FSH.

A taxa cumulativa de gravidez vital do estudo PURSUE em mulheres tratadas com injeção única de 150 mcg de Alfacorifolitropina (substância ativa) foi similar as mulheres tratadas diariamente com 300 UI de (rec)FSH.

Os resultados de gravidez estão resumidos na Tabela 4 a seguir.

Tabela 4: Resultados de gravidez de ciclos frescos de TRA combinados com ciclos de TEC dos estudos ENGAGE e PURSUE População com Intenção de Tratamento (ITT)


N= Número de mulheres.
Nc= Número de ciclos.
A taxa cumulativa de gravidez vital foi calculada por mulher e baseada nos ciclos frescos e de transferência de embriões congelados e descongelados (TEC) dos estudos ENGAGE e PURSUE.
A taxa cumulativa de gravidez vital foi calculada por ciclo e baseada nos ciclos frescos e de transferência de embriões congelados e descongelados (TEC) dos estudos ENGAGE e PURSUE.

Malformações congênitas reportadas em crianças nascidas a partir dos ciclos de transferência de embriões congelados e descongelados (TEC)

Após a utilização de Alfacorifolitropina (substância ativa), 61 crianças nasceram após o ciclo de TEC e 630 crianças nasceram após os ciclos frescos de TRA. A taxa de malformações congênitas (maior e menor combinadas) reportadas em crianças nascidas após o ciclo de TEC (16,4%) foi similar a reportada em crianças nascidas após os ciclos frescos de TRA (19,5%).

Imunogenicidade

Das 2.511 mulheres tratadas com Alfacorifolitropina (substância ativa) que foram avaliadas para a formação de anticorpos póstratamento, quatro (0,16%) tiveram evidência de formação de anticorpos, incluindo três que foram expostas apenas uma vez ao Alfacorifolitropina (substância ativa), e uma que foi exposta duas vezes ao Alfacorifolitropina (substância ativa). Em cada caso, esses anticorpos foram não-neutralizantes e não interferiram na resposta da estimulação ou na resposta fisiológica normal do eixo Hipotalâmico-Hipofisário-Ovariano (HHO). Duas das quatro mulheres engravidaram durante o mesmo ciclo de tratamento em que os anticorpos foram detectados, sugerindo que a presença de anticorpos não-neutralizantes após estimulação com Alfacorifolitropina (substância ativa) não é clinicamente relevante.

Eletrofisiologia cardíaca

Em um estudo duplo-cego, randomizado, cruzado com 4 períodos, controlado com placebo e com o ativo, 70 mulheres saudáveis na pós-menopausa receberam uma única dose terapêutica subcutânea de 150 mcg de Alfacorifolitropina (substância ativa), uma única dose supraterapêutica subcutânea de 240 mcg de Alfacorifolitropina (substância ativa), 400 mg de moxifloxacina oral e placebo. Ambas doses de Alfacorifolitropina (substância ativa) não prolongaram o intervalo QTc em até 216 horas após a dose. Após retorno aos valores basais e ajuste com placebo, a variação máxima média do intervalo QTc após administração de uma dose terapêutica de 150 mcg de Alfacorifolitropina (substância ativa) foi 1,4 ms (IC 95% unilateral superior: 3,4 ms). Após administração de uma dose supraterapêutica de 240 mcg de Alfacorifolitropina (substância ativa), a variação máxima média do intervalo QTc foi 1,2 ms (IC 95% unilateral superior: 3,6 ms).

Características farmacológicas

A Alfacorifolitropina (substância ativa) é uma glicoproteína produzida nas células de ovário de hamster chinês por tecnologia recombinante de DNA, utilizando um meio de cultura definido quimicamente sem adição de antibióticos, proteínas de origem animal ou humana (livre de proteínas) ou quaisquer outros componentes de origem animal ou humana.

Propriedades farmacodinâmicas

Grupo farmacoterapêutico: Hormônios sexuais e moduladores do sistema reprodutor, gonadotropinas.

Código ATC: G03GA09.

A Alfacorifolitropina (substância ativa) é designada como um estimulante folicular sustentado, com o mesmo perfil farmacodinâmico do hormônio folículo-estimulante recombinante (rec)FSH, mas com uma duração da atividade do FSH acentuadamente prolongada. Devido à sua capacidade de iniciar e manter o crescimento folicular múltiplo durante uma semana inteira, uma única injeção subcutânea da dose recomendada de Alfacorifolitropina (substância ativa) pode substituir as primeiras sete injeções de qualquer preparação de uso diário de (rec)FSH em um ciclo de tratamento de Estimulação Ovariana Controlada (EOC). A longa duração da ação do FSH foi atingida pela adição de um peptídeo carboxi-terminal da subunidade beta da gonadotropina coriônica humana (hCG) à cadeia beta do FSH humano. A Alfacorifolitropina (substância ativa) não possui atividade intrínseca do LH/hCG.

Propriedades farmacocinéticas

Parâmetros farmacocinéticos da Alfacorifolitropina (substância ativa) foram avaliados após administração subcutânea em mulheres submetidas ao ciclo de tratamento EOC.

Devido à longa meia vida de eliminação, após a administração da dose recomendada, as concentrações séricas da Alfacorifolitropina (substância ativa) são suficientes para manter o crescimento folicular múltiplo sustentado durante uma semana inteira. Portanto, uma única injeção subcutânea de Alfacorifolitropina (substância ativa) pode ser usada como alternativa às primeiras sete injeções diárias de (rec)FSH na EOC para o desenvolvimento de múltiplos folículos e gravidez em programa de Tecnologia em Reprodução Assistida (TRA).

O peso corporal é um determinante da exposição à Alfacorifolitropina (substância ativa). A exposição média de Alfacorifolitropina (substância ativa) (AUC) após uma injeção subcutânea única é de 665 horas*ng/mL (426 - 1.037 horas*ng/mL1) e é semelhante após a administração de 100 mcg de Alfacorifolitropina (substância ativa) em mulheres com peso corporal menor ou igual a 60 kg e de 150 mcg de Alfacorifolitropina (substância ativa) em mulheres com peso corporal acima de 60 kg.

Absorção

Após a injeção subcutânea única de Alfacorifolitropina (substância ativa), as concentrações séricas máximas (Cmáx) média da Alfacorifolitropina (substância ativa) são de 4,24 ng/mL (2,49-7,21 ng/mL1) e são atingidas na média Tmáx de 44 horas (35 a 57 horas1) após a dose. A biodisponibilidade absoluta é de 58% (48 a 70%1).

Distribuição

A distribuição, metabolismo e eliminação da Alfacorifolitropina (substância ativa) são muito semelhantes aos de outras gonadotropinas, tais como o FSH, hCG e LH. Após a absorção para o sangue, a Alfacorifolitropina (substância ativa) se distribui principalmente aos ovários e rins. A eliminação ocorre predominantemente através dos rins. O volume de distribuição no estado estacionário é de 9,2 L (6,5 – 13,1 L1). A exposição à Alfacorifolitropina (substância ativa) aumenta proporcionalmente com a dose dentro do intervalo de 60 mcg a 240 mcg.

Eliminação

A Alfacorifolitropina (substância ativa) apresenta meia vida (t1\2) de eliminação de 70 horas (59-82 horas1) e clearance de 0,13 L/h (0,10 – 0,18 L/h1). A eliminação da Alfacorifolitropina (substância ativa) ocorre predominantemente através dos rins, e a taxa de eliminação pode ser reduzida em pacientes com insuficiência renal. O metabolismo hepático contribui em menor extensão para a eliminação da Alfacorifolitropina (substância ativa).

1Variação prevista em 90% das pacientes.

Outras populações especiais

Insuficiência hepática

Apesar de não estarem disponíveis dados de pacientes comprometidos hepaticamente, é improvável que a insuficiência hepática afete o perfil farmacocinético da Alfacorifolitropina (substância ativa).

Dados de segurança pré-clínicos

Os dados pré-clínicos não evidenciaram perigo especial para humanos, com base nos estudos convencionais de toxicidade de dose única e repetidas, bem como de farmacologia de segurança.

Os estudos de toxicologia reprodutiva em ratos e coelhos indicaram que a Alfacorifolitropina (substância ativa) não afeta adversamente a fertilidade. A administração da Alfacorifolitropina (substância ativa) em ratos e coelhos antes e logo após o acasalamento e durante o início da gravidez, resultou em embriotoxicidade. Em coelhos, quando administrado anteriormente ao acasalamento, foi observada teratogenicidade.

Ambas embriotoxicidade e teratogenicidade são consideradas uma consequência do estado superovulatório do animal, não capaz de suportar um número de embriões acima de um teto fisiológico. A relevância destes achados para o uso clínico de Alfacorifolitropina (substância ativa) é limitada.

Ambas embriotoxicidade e teratogenicidade são consideradas uma consequência do estado superovulatório do animal, não capaz de suportar um número de embriões acima de um teto fisiológico. A relevância destes achados para o uso clínico de Alfacorifolitropina (substância ativa) é limitada.

Elonva deve ser armazenado em sua embalagem intacta sob refrigeração (entre 2 e 8ºC). Proteger da luz. Não congelar. O produto pode ficar em temperatura de até 30ºC e protegido da luz, em sua embalagem original intacta, por até 30 dias. Nesse caso, anote no cartucho a data em que o produto começou a ficar fora do refrigerador e aplique a injeção dentro do período máximo de 30 dias.

Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.

Não use medicamento com o prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original.

Depois de retirada da embalagem, a seringa deve ser montada e utilizada imediatamente.

Características físicas

Elonva é uma solução injetável límpida e incolor. A solução se encontra dentro da seringa descartável de uso único. A seringa apresenta um sistema automático de segurança que previne eventuais danos que a agulha possa causar após o uso. A seringa contendo a solução é embalada juntamente com uma agulha estéril para injeção. Não use Elonva se a solução não estiver límpida ou se a seringa ou agulha estiver danificada.

Antes de usar, observe o aspecto do medicamento. Caso ele esteja no prazo de validade e você observe alguma mudança no aspecto, consulte o farmacêutico para saber se poderá utilizá-lo.

Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.

MS 1.0171.0189

Farm. Resp.:
Cristina Matushima.
CRF-SP nº 35.496.

Registrado e importado por:
Schering-Plough Indústria Farmacêutica Ltda.
Rua João Alfredo, 353 – São Paulo/SP
CNPJ 03.560.974/0001-18 – Brasil.
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Venda sob prescrição médica.

*Não use medicamentos sem o conhecimento do seu médico, pode ser perigoso para a sua saúde.
*As informações aqui divulgadas não deverão ser utilizadas como substituto de prescrição médica para o tratamento de qualquer doença.