Dormonid Solução Injetável Icone para ediçãoIcone de Enomear Icone de Excluir

Para que serve

Dormonid injetável só deve ser utilizado quando prescrito por seu médico.

Dormonid injetável é indicado para induzir o sono em pacientes adultos, pediátricos, incluindo recém-nascidos, sendo utilizado exclusivamente em ambiente hospitalar como sedativo antes e durante procedimentos diagnósticos ou terapêuticos com ou sem anestesia local, como pré-medicação antes da indução da anestesia para procedimentos cirúrgicos em adultos e como sedativo em pessoas internadas em unidades de terapia intensiva.

Como o Dormonid Solução Injetável funciona?


Dormonid injetável pertence a um grupo de medicamentos chamado benzodiazepinas.

Dormonid injetável apresenta efeito hipnótico e sedativo muito rápido, de grande intensidade. Também exerce efeito contra ansiedade e convulsões e é relaxante muscular.

Após injeção intramuscular ou intravenosa, o paciente não se recorda de eventos que ocorreram durante o período de atividade máxima do medicamento, de curta duração. Fato útil quando o produto é usado antes da anestesia em cirurgias.

O início da ação de midazolam ocorre em, aproximadamente, dois minutos após a injeção intravenosa. O efeito máximo é obtido entre cinco a dez minutos.

Dormonid injetável não deve ser utilizado por qualquer pessoa com alergia conhecida a benzodiazepínicos ou a qualquer substância da fórmula do produto.

Dose padrão

Midazolam é um agente sedativo potente que requer administração lenta e individualização da dose.

A dose deve ser individualizada e titulada até o estado de sedação desejado, de acordo com a necessidade clínica, o estado físico, a idade e a medicação concomitante.

O profissional da saúde saberá como preparar o medicamento.

Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento.

Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico.

O que devo fazer quando eu me esquecer de usar o Dormonid Solução Injetável?


Seu médico saberá quando deverá ser aplicada a próxima dose de Dormonid injetável.

Em caso de dúvidas, procure orientação do farmacêutico ou de seu médico, ou cirurgião-dentista.

Como ocorre com todos os hipnóticos, sedativos e tranquilizantes, o tratamento prolongado pode causar dependência em pacientes predispostos.

Não faça uso de bebidas alcoólicas enquanto estiver em tratamento com Dormonid, uma vez que o álcool intensifica seu efeito, o que pode ser prejudicial para sua saúde.

Dormonid injetável deve ser usado somente em ambiente hospitalar, pois pode causar, embora raramente, reações adversas cardíacas e respiratórias graves. Essas reações incluem depressão respiratória, parada respiratória e/ou parada cardíaca.

Midazolam é um sedativo potente e precisa ser aplicado lentamente. A dose deve ser individualizada, para se atingir a sedação adequada de acordo com a necessidade clínica, a idade e o uso de medicação concomitante.

A ocorrência de tais incidentes com risco à vida é mais provável em adultos acima de 60 anos, naqueles com insuficiência respiratória preexistente ou comprometimento do funcionamento do coração e em pacientes pediátricos com instabilidade cardiovascular, particularmente quando a injeção é administrada muito rapidamente ou em uma dose alta. Os pacientes de alto risco precisam de doses menores e devem ser monitorados continuamente.

Benzodiazepínicos devem ser administrados com extrema cautela a pacientes com história de abuso de álcool ou drogas.

Após a administração de Dormonid, os pacientes devem receber alta hospitalar ou do consultório de procedimento apenas quando autorizados pelo médico e se acompanhados por um atendente. Recomenda-se que o paciente esteja acompanhado ao retornar para casa após a alta.

Até o momento, não há informações de que Dormonid (midazolam) possa causar doping.

Interações medicamentosas

Dormonid pode influenciar ou sofrer influência de outros medicamentos, quando administrados concomitantemente.

Informe ao seu médico se estiver utilizando algum dos medicamentos ou das substâncias mencionadas abaixo, pois podem ocorrer interações entre eles e a substância que faz parte da fórmula de Dormonid.

Medicamentos para a pressão ou coração

  • Diltiazem;
  • Nitrendipina;
  • Verapamil.

Medicamentos para doenças do sistema nervoso

  • Carbamazepina;
  • Fenitoína.

Antibióticos

  • Azitromicina;
  • Eritromicina;
  • Rifampicina;
  • Roxitromicina;
  • Isoniazida.

Medicamentos para doenças do estômago

  • Cimetidina;
  • Ranitidina.

Antimicóticos (ou antifúngicos) administrados por via oral

  • Cetoconazol;
  • Fluconazol;
  • Itraconazol;
  • Terbinafina.

Medicamentos que contêm em sua fórmula

  • Ciclosporina;
  • Saquinavir;
  • Anticoncepcionais orais.

Agentes anti-HIV

  • Saquinavir;
  • Inibidores de protease HIV;
  • Delavirdina.

Esteroides e moduladores de receptores estrogênicos

  • Gestodeno;
  • Raloxifeno.

Medicamentos para redução de colesterol

Atorvastatina.

Antidepressivos

Fluvoxamina.

Informe também ao seu médico se você costuma ingerir bebidas alcoólicas.

Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista se você está fazendo uso de algum outro medicamento.

Não use medicamento sem o conhecimento do seu médico. Pode ser perigoso para a sua saúde.

Os seguintes efeitos adversos têm sido relatados com Dormonid injetável

Distúrbios do sistema imune

  • Reações de hipersensibilidade (alergia) generalizada [reações de pele, reações cardiovasculares, broncoespasmo (chiado com falta de ar)];
  • Angioedema (inchaço da derme);
  • Choque anafilático (reação grave, com choque e falta de ar).

Distúrbios psiquiátricos

  • Estado de confusão;
  • Humor eufórico;
  • Alucinações;
  • Reações paradoxais (contrárias ao desejado), tais como agitação, movimentos involuntários (incluindo movimentos tipo convulsão epiléptica e tremor muscular), hiperatividade (se mexer demais);
  • Hostilidade;
  • Reação de raiva;
  • Agressividade;
  • Excitação paradoxal (em vez de ficar sedado, o paciente fica mais agitado ainda);
  • Agressão foram relatados, particularmente, em crianças e idosos.

Dependência

O uso de Dormonid, mesmo em doses recomendadas, pode levar ao desenvolvimento de dependência física. Após administração I.V. prolongada, a descontinuação, especialmente a descontinuação abrupta do produto, pode ser acompanhada de sintomas de abstinência, incluindo convulsões de abstinência.

Distúrbios do sistema nervoso

  • Sedação prolongada;
  • Redução da atenção;
  • Cefaleia (dor de cabeça);
  • Tontura;
  • Ataxia (perda de coordenação dos movimentos musculares voluntários);
  • Sedação pós-operatória;
  • Amnésia anterógrada (incapacidade de lembrar eventos depois da administração do medicamento) cuja duração é diretamente relacionada com a dose.

A amnésia anterógrada pode ainda estar presente no fim do procedimento e, em casos isolados, amnésia prolongada tem sido relatada.

Foram relatadas convulsões em lactentes prematuros e neonatos.

Distúrbios cardíacos

Eventos adversos cardiorrespiratórios graves têm ocorrido em raras ocasiões. Esses eventos incluem parada cardíaca, hipotensão (pressão baixa), bradicardia (diminuição dos batimentos cardíacos) e efeitos vasodilatadores (aumento do calibre dos vasos sanguíneos, o que pode abaixar a pressão arterial em demasia).

A ocorrência de incidentes com risco à vida é mais provável em adultos com mais de 60 anos de idade e naqueles com insuficiência respiratória preexistente ou comprometimento da função cardíaca, particularmente quando a injeção é administrada muito rapidamente ou quando é administrada dose elevada.

Distúrbios respiratórios

Eventos adversos cardiorrespiratórios graves têm ocorrido em raras ocasiões. Esses eventos incluem depressão respiratória, apneia (suspensão voluntária ou involuntária da respiração), parada respiratória, dispneia (falta de ar) e laringoespasmo (obstrução da respiração pelas vias aéreas superiores, por causa da contração dos músculos da laringe).

A ocorrência de incidentes com risco à vida é mais provável em adultos com mais de 60 anos de idade e naqueles com insuficiência respiratória preexistente ou comprometimento da função cardíaca, particularmente quando a injeção é administrada muito rapidamente ou quando é administrada dose elevada.

Distúrbios do sistema gastrintestinal

  • Náusea;
  • Vômito;
  • Constipação intestinal;
  • Boca seca.

Distúrbios da pele e anexos

  • Erupção cutânea (erupção na pele, de aspecto avermelhado);
  • Urticária (lesões avermelhadas, salientes e com coceira, que mudam de lugar);
  • Prurido (coceira).

Reações locais e gerais

  • Eritema (vermelhidão) e dor no local da injeção;
  • Tromboflebite (inflamação da veia com formação de coágulo);
  • Trombose (formação de coágulo de sangue no interior de um vaso sanguíneo).

Lesões, envenenamento e complicações de procedimentos

Existem relatos de quedas e fraturas em pacientes sob uso de benzodiazepínicos. O risco é maior em pacientes recebendo, concomitantemente, sedativos (incluindo bebidas alcoólicas) e em pacientes idosos.

Informe ao seu médico, cirurgião-dentista ou farmacêutico o aparecimento de reações indesejáveis pelo uso do medicamento.

Informe também à empresa através do seu serviço de atendimento.

Idosos / Crianças

A ocorrência de tais incidentes com risco à vida é mais provável em adultos acima de 60 anos e em pacientes pediátricos com instabilidade cardiovascular, particularmente quando a injeção é administrada muito rapidamente ou em uma dose alta.

Uso na gravidez e durante a amamentação

Dormonid não deve ser utilizado nos três primeiros meses de gravidez porque pode causar danos ao feto.

Mulheres que estejam amamentando devem interromper o aleitamento durante 24 horas após a administração de Dormonid injetável.

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.

Apresentações

Solução injetável para uso em infusão intravenosa, injeção intravenosa e intramuscular e administração retal.

Caixa com 5 ampolas de 15 mg/3 mL.

Caixa com 5 ampolas de 5 mg/5 mL.

Caixa com 5 ampolas de 50 mg/10 mL.

Via intravenosa / intramuscular / retal.

Uso adulto e pediátrico.

Composição

Cada ampola de 3 mL contém

15 mg (5 mg/mL).

Cada ampola de 5 mL contém

5 mg (1 mg/mL).

Cada ampola de 10 mL contém

50 mg (5 mg/mL) de midazolam.

Excipientes: cloreto de sódio, hidróxido de sódio, ácido clorídrico 37% e água para injetáveis.

Sintomas

Os benzodiazepínicos comumente causam sonolência, ataxia (perda de coordenação dos movimentos musculares voluntários), disartria (dificuldade em articular as palavras) e nistagmo (movimentos oculares oscilatórios, rítmicos e repetitivos).

Uma superdose de Dormonid raramente é um risco à vida se o medicamento for administrado isoladamente, mas pode resultar em arreflexia (ausência de reflexos), apneia (suspensão voluntária ou involuntária da respiração), hipotensão (pressão anormalmente baixa), depressão cardiorrespiratória e, em raros casos, coma. Se ocorrer coma, normalmente esta dura por poucas horas, mas pode ser mais prolongada e cíclico, particularmente em pacientes idosos.

Os efeitos depressores respiratórios podem ser mais graves em pacientes com doença respiratória.prévia. Os benzodiazepínicos aumentam os efeitos de outros depressores do sistema nervoso central, incluindo álcool.

Conduta

Monitorar os sinais vitais do paciente e instituir medidas de suporte de acordo com o estado clínico do paciente. Os pacientes podem necessitar de tratamento sintomático para os efeitos cardiorrespiratórios ou para os efeitos do sistema nervoso central.

Caso Dormonid tenha sido administrado por via oral, deve-se prevenir a absorção adicional através de um método apropriado, como tratamento com carvão ativado por período de uma ou duas horas. Se o carvão ativado for usado, é imperativo proteger as vias aéreas em pacientes sonolentos.

Em caso de ingestão mista, pode-se considerar uma lavagem gástrica, entretanto, não deve ser uma medida rotineira.

Se a depressão do SNC é grave, considerar o uso de flumazenil (Lanexat), um antagonista benzodiazepínico, que deve ser administrado sob rigorosas condições de monitoramento. Flumazenil tem uma meia-vida curta (cerca de uma hora), portanto, os pacientes que estiverem sob uso de flumazenil podem necessitar de monitoramento após seus efeitos diminuírem.

Flumazenil deve ser usado com extrema cautela na presente de drogas que reduzem o limiar de convulsão (por exemplo, antidepressivos tricíclicos). Consultar a bula do flumazenil (Lanexat) para informações adicionais sobre o uso correto deste medicamento.

Em caso de uso de grande quantidade deste medicamento, procure rapidamente socorro médico e leve a embalagem ou bula do medicamento, se possível.

Ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações.

Aproximadamente 25% do total de enzimas hepáticas do sistema citocromo P450 em adultos correspondem à subfamília 3A4. Inibidores e indutores dessa isoenzima podem produzir interações farmacológicas com Midazolam (substância ativa).

O Midazolam (substância ativa) é quase exclusivamente metabolizado pelo citocromo P450 3A (CYP3A4 e CYP3A5). Inibidores e indutores da CYP3A têm o potencial de aumentar ou diminuir as concentrações plasmáticas e, subsequentemente, os efeitos farmacodinâmicos do Midazolam (substância ativa).

Nenhum outro mecanismo, além da modulação da atividade do CYP3A, foi evidenciado como uma fonte para uma interação farmacocinética fármaco-fármaco clinicamente relevante com Midazolam (substância ativa). O Midazolam (substância ativa) não é conhecido por mudar a farmacocinética de outros fármacos.

Quando coadministrado com um inibidor de CYP3A, os efeitos clínicos de Midazolam (substância ativa) podem ser mais intensos e mais duradouros e uma dose mais baixa pode ser necessária. Inversamente, o efeito do Midazolam (substância ativa) pode ser mais fraco e mais curto quando coadministrado com um indutor do CYP3A e uma dose mais elevada pode ser necessária. Em casos de indução do CYP3A e inibição irreversível (a chamada “inibição baseada em mecanismo”), os efeitos na farmacocinética de Midazolam (substância ativa) podem persistir por vários dias até várias semanas após a administração de um modulador do CYP3A.

Exemplos de inibidores de CYP3A com base no mecanismo incluem: antibacterianos (por exemplo, claritromicina, eritromicina, isoniazida), agentes antirretrovirais (tais como inibidores de protease do HIV, como ritonavir, incluindo inibidores da protease reforçados pelo ritonavir, delavirdina), bloqueadores dos canais de cálcio (como verapamil, diltiazem), inibidores de tirosina quinase (como imatinibe, lapatinibe, idelalisibe) ou o modulador de receptor de estrógeno ralozifeno, e diversos constituintes de espécies vegetais (por exemplo, a bergamotina).

Em contraste com os outros inibidores baseados em mecanismos, o etinilestradiol combinado com norgestrel ou gestodene, quando utilizado para contracepção oral e suco de toranja (grapefruit) (200 ml), não modificou a exposição ao Midazolam (substância ativa) a um grau clinicamente significativo.

Estudos de interação realizados com Midazolam (substância ativa) injetável

Inibidores de CYP3A4

O intervalo de potência de inibição/indução das drogas é vasto. O antifúngico cetoconazol, um inibidor muito potente do CYP3A4, aumenta a concentração plasmática do Midazolam (substância ativa) intravenoso em cerca de 5 vezes. A droga tuberculostática, rifampicina pertence ao grupo dos mais potentes indutores da CYP3A e sua coadministração resulta na diminuição da concentração plasmática do Midazolam (substância ativa) intravenoso em cerca de 60%.

A via de administração do Midazolam (substância ativa) também determina a magnitude da mudança em sua farmacocinética devida à modulação do CYP3A: (i) Espera-se que a alteração na concentração plasmática seja menor para a administração intravenosa do que para a oral de Midazolam (substância ativa), já que a modulação do CYP3A não se limita ao fígado, mas também ocorre na parede intestinal, e, portanto, não afeta apenas a depuração sistêmica, mas também a biodisponibilidade do Midazolam (substância ativa) oral (ii). Não existem estudos que estejam investigando o efeito da modulação do CYP3A na farmacocinética do Midazolam (substância ativa) após administração retal e intramuscular. Como na administração retal a droga não passa pelo fígado e a expressão do CYP3A no cólon é menor do que a do trato gastrintestinal superior, esperase que alterações na concentração plasmática do Midazolam (substância ativa) devidas à modulação do CYP3A sejam menores para a administração retal do que na administração oral.

Após a administração intramuscular a droga entra diretamente na circulação sistêmica, espera-se que os efeitos da modulação do CYP3A sejam similares aos da administração intravenosa do Midazolam (substância ativa). (iii) Em concordância com os princípios farmacocinéticos, estudos clínicos demonstraram que após dose única intravenosa de Midazolam (substância ativa), a mudança do efeito máximo decorrente de modulação do CYP3A será menor enquanto a duração do efeito pode ser prolongado. Entretanto, após administração prolongada, tanto a magnitude quanto a duração do efeito serão aumentadas na presença da inibição do CYP3A.

A lista a seguir contém alguns exemplos de interação farmacocinética droga-droga com Midazolam (substância ativa) após administração intravenosa. É importante notar que nenhuma droga com efeitos moduladores de CYP3A demonstrados in vitro e in vivo, respectivamente, tem potencial para alterar a concentração do Midazolam (substância ativa) e, portanto, seu efeito. A lista inclui informação de interação droga-droga obtida em estudos clínicos com o uso oral de Midazolam (substância ativa) coadministrado com a droga em questão, quando não existe informação para o uso de Midazolam (substância ativa) intravenoso.

Entretanto, conforme mencionado espera-se que a alteração na concentração plasmática seja menor no uso intravenoso do que comparado ao uso oral.

Antifúngicos azólicos

Cetoconazol e voriconazol

Cetoconazol e voriconazol aumentaram a concentração plasmática de Midazolam (substância ativa) intravenoso em cinco vezes e em 3-4 vezes, respectivamente, enquanto a meia-vida aumentou em três vezes. Caso Midazolam (substância ativa) injetável seja coadministrado com fortes inibidores de CYP3A, esse procedimento deve ser feito em uma unidade de terapia intensiva (UTI) ou onde exista disponibilidade de instrumental equivalente, de forma a garantir monitoramento clínico cuidadoso e manejo médico apropriado em caso de depressão respiratória ou sedação prolongada. Devem-se considerar doses coordenadas e ajuste de dose, especialmente se for administrada mais que uma dose única de Midazolam (substância ativa) I.V.

Itraconazol e fluconazol

Ambos aumentaram a concentração plasmática de Midazolam (substância ativa) intravenoso em, aproximadamente, duas a três vezes, associado com aumento na meiavida de eliminação em, aproximadamente, 2,4 vezes para o itraconazol e 1,5 vez para o fluconazol.

Posaconazol

O posaconazol aumentou as concentrações plasmáticas de Midazolam (substância ativa) intravenoso em, aproximadamente, duas vezes.

Antibióticos macrolídeos

Eritromicina

Coadministração de Midazolam (substância ativa) com eritromicina resultou em aumento de 1,6 – 2 vezes a concentração plasmática de Midazolam (substância ativa) intravenoso, associado a um aumento de 1,5-1,8 vezes na meia-vida terminal de Midazolam (substância ativa). Apesar de mudanças farmacodinâmicas relativamente menores terem sido observadas, é aconselhado ajuste de dose do Midazolam (substância ativa) intravenoso, especialmente se altas doses estão sendo administradas.

Claritromicina

O uso concomitante de claritromicina e Midazolam (substância ativa) promove aumento da concentração plasmática de Midazolam (substância ativa) em 2,5 vezes e duplica sua meia-vida.

Antagonistas do receptor histamínico 2

Cimetidina e ranitidina

Cimetidina aumentou a concentração plasmática em equilíbrio dinâmico de Midazolam (substância ativa) em 26%, enquanto ranitidina não teve efeito. Coadministração de Midazolam (substância ativa) com cimetidina ou ranitidina não teve efeito clínico significativo na farmacocinética ou farmacodinâmica de Midazolam (substância ativa). Essa informação indica que Midazolam (substância ativa) intravenoso pode ser usado em doses usuais com cimetidina e ranitidina e não é necessário ajuste de dose.

Ciclosporina

Não existe interação farmacocinética e farmacodinâmica entre ciclosporina e Midazolam (substância ativa). Por isso, a dose de Midazolam (substância ativa) não precisa ser ajustada quando este é usado concomitantemente com ciclosporina.

Nitrendipina

A nitrendipina não afeta a farmacocinética e a farmacodinâmica do Midazolam (substância ativa). As duas drogas podem ser usadas concomitantemente e nenhum ajuste de dose do Midazolam (substância ativa) é necessário.

Anestesia intravenosa

A disposição de Midazolam (substância ativa) intravenoso também foi alterada por propofol intravenoso (aumento de 1,6 vezes da área sob a curva e meia-vida).

Inibidores de protease

Saquinavir e outros inibidores de proteases HIV

A coadministração de ritonavir em combinação com lopinavir aumentou em 5,4 vezes as concentrações plasmáticas do Midazolam (substância ativa) intravenoso, com aumento similar na meia-vida de eliminação. Caso Midazolam (substância ativa) intravenoso seja coadministrado com inibidores de protease HIV, as condições do tratamento devem seguir as condições descritas para o cetoconazol, no item “antifúngicos azólicos”.

Inibidores da protease do VHC

Boceprevir e telaprevir reduzem a depuração do Midazolam (substância ativa). Este efeito resultou num aumento de 3-4 vezes da área sob a curva de Midazolam (substância ativa) após administração intravenosa e prolongou a sua meiavida de eliminação em 4 vezes.

Anticoncepcionais orais

A farmacocinética de Midazolam (substância ativa) intramuscular não foi afetada pelo uso de anticoncepcionais orais. As duas drogas podem ser usadas concomitantemente, e não é necessário nenhum ajuste de dose de Midazolam (substância ativa).

Bloqueadores de canais de cálcio

Diltiazem

Uma dose única de diltiazem em pacientes submetidos à cirurgia de revascularização do miocárdio aumentou as concentrações plasmáticas de Midazolam (substância ativa) intravenoso em, aproximadamente, 25%, e a meia-vida foi prolongada em, aproximadamente, 43%. Esse valor foi inferior ao aumento de 4 vezes observado após a administração oral de Midazolam (substância ativa).

Outras interações

Atorvastatina

Resultou em aumento de 1,4 vez na concentração de Midazolam (substância ativa) quando administrado por via intravenosa, em comparação com grupo de controle.

Fentanil intravenoso é um inibidor fraco da eliminação de Midazolam (substância ativa)

A área sob a curva e a meia-vida do Midazolam (substância ativa) intravenoso aumentaram 1,5 vezes na presença de fentanil.

Clorzoxazona

Diminuiu a proporção do metabólito 1’-hidroxiMidazolam (substância ativa) gerado pelo CYP3A (também chamado de α-hidroxiMidazolam (substância ativa)) para Midazolam (substância ativa), indicando um efeito inibitório do CYP3A.

Para uma série de fármacos ou ervas medicinais, observou-se uma fraca interação com a eliminação do Midazolam (substância ativa) com alterações concomitantes na sua exposição (mudanças menores de duas vezes da área sob a curva) (bicalutamida, everolimus, ciclosporina, simeprevir, propiverina, berberina, contido também em Goldenseal). Estima-se que estas interações fracas sejam ainda mais atenuadas após administração intravenosa.

Indutores do CYP3A4

Rifampicina

Diminuiu as concentrações plasmáticas de Midazolam (substância ativa) intravenoso em, aproximadamente, 60%, após sete dias de rifampicina 600mg, uma vez ao dia. A meiavida de eliminação diminuiu em, aproximadamente, 50% a 60%.

Ticagrelor

É um indutor fraco da CYP3A, mas também tem um pequeno efeito no Midazolam (substância ativa) administrado por via intravenosa (-12%) e nas exposições de 4-hidroxiMidazolam (substância ativa) (-23%).

Ervas medicinais

Extrato de equinacea purpúrea

Diminuiu as concentrações plasmáticas (área sob a curva) de Midazolam (substância ativa) I.V. em, aproximadamente, 20%, com diminuição da meia-vida de cerca de 42%.

Erva-de-são-joão

Reduz a concentração plasmática de Midazolam (substância ativa) em 20% a 40%, associada à redução da meia-vida em 15% a 17%.

Interação farmacodinâmica dos medicamentos

A coadministração de Midazolam (substância ativa) com outros sedativos/ agentes hipnóticos, incluindo álcool, resulta em aumento do efeito sedativo e hipnótico. Tais exemplos incluem opiáceos/opioides quando utilizados com analgésicos e antitussígenos; antipsicóticos; outros benzodiazepínicos usados como ansiolíticos ou hipnóticos e barbituratos; assim como antidepressivos, anti-histamínicos e anti-hipertensivos de ação central.

Aumento de efeitos colaterais como a ação sedativa e depressão cardiorrespiratória podem também ocorrer quando o Midazolam (substância ativa) é utilizado concomitantemente com quaisquer depressores de ação central, incluindo o álcool. Por isso deve ser realizada monitoração adequada dos sinais vitais. O álcool deve ser evitado em pacientes que estejam recebendo Midazolam (substância ativa). Vide também o item “Superdose”, referente à advertência de outros depressores do sistema nervoso central, incluindo o álcool.

Foi demonstrado que a anestesia espinal pode aumentar os efeitos sedativos do Midazolam (substância ativa) I.V. A dose do Midazolam (substância ativa) deve ser então reduzida. A dose intravenosa do Midazolam (substância ativa) também deve ser reduzida quando a lidocaína ou a bupivacaína são administradas por via intramuscular.

Medicamentos que aumentam o estado de alerta e a memória, como a fisostigmina, revertem os efeitos hipnóticos de Midazolam (substância ativa). De modo similar, 250mg de cafeína revertem parcialmente os efeitos sedativos de Midazolam (substância ativa).

Halotano e anestésicos inalatórios

A administração I.V. de Midazolam (substância ativa) diminui a concentração alveolar mínima (CAM) de halotano requerido para anestesia geral.

Resultados de eficácia

Para o tratamento de insônia, a dose de Midazolam (substância ativa) eficaz é de 15mg, ingerida por via oral no momento de deitar. A manutenção do sono é obtida de modo eficaz nas doses de 7,5 a 15mg.

Para pacientes idosos, a dose de 15mg de Midazolam (substância ativa) é eficaz e segura para o tratamento de insônia.

O Midazolam (substância ativa) é eficaz como medicação pré-anestésica, quando administrado na dose de 2 a 3mg por via intramuscular. Esses foram os achados de Wong e colaboradores, em 1991, em estudo que envolvia 100 pacientes entre 60 e 86 anos.

O Midazolam (substância ativa) pode também ser utilizado para a sedação antes da realização de endoscopia digestiva alta ou colonoscopia.

Em um estudo que envolvia 800 pacientes, Bell e colaboradores, em 1987, demonstraram que a dose necessária para induzir sedação foi maior nos pacientes entre 15 e 24 anos de idade (em média 10mg), em comparação com os pacientes entre 60 e 86 anos de idade (3,6mg).

Como indução anestésica em pacientes sem medicação prévia e abaixo dos 55 anos, Midazolam (substância ativa) é eficaz e pode ser administrado por via intravenosa na dose de 0,3 a 0,35mg/kg de peso, administrados em 20 a 30 segundos, e o tempo esperado de início de ação é de dois minutos. Em pacientes pré-medicados com sedativos ou narcóticos, Midazolam (substância ativa) é seguro e eficaz na dose de 0,15 a 0,35 (média 0,25mg/kg).

Características Farmacológicas

Farmacodinâmica

O Midazolam (substância ativa) é um derivado do grupo das imidazobenzodiazepinas. A base livre é uma substância lipofílica com baixa solubilidade na água.

O nitrogênio básico na posição 2 do sistema do anel imidazobenzodiazepínico permite que o ingrediente ativo forme sais hidrossolúveis com ácidos. Esses produzem uma solução estável e bem tolerada para injeção. A ação farmacológica de Midazolam (substância ativa) é caracterizada pelo rápido início de ação, por causa da rápida transformação metabólica e da curta duração. Por causa da sua baixa toxicidade, Midazolam (substância ativa) possui amplo índice terapêutico.

O Midazolam (substância ativa) injetável provoca efeito sedativo e indutor do sono rapidamente, de pronunciada intensidade. Também exerce efeito ansiolítico, anticonvulsivante e relaxante muscular. Após administração intramuscular ou intravenosa, ocorre amnésia anterógrada de curta duração (o paciente não se recorda de eventos que ocorreram durante o pico de atividade do composto).

Farmacocinética

Absorção após administração intramuscular

A absorção de Midazolam (substância ativa) pelo tecido muscular é rápida e completa. As concentrações plasmáticas máximas são alcançadas dentro de 30 minutos. A biodisponibilidade após administração I.M. é superior a 90%.

Absorção após administração retal

Após administração retal, Midazolam (substância ativa) é absorvido rapidamente. A concentração plasmática máxima é alcançada em cerca de 30 minutos. A biodisponibilidade é de cerca de 50%.

Distribuição

Quando Midazolam (substância ativa) é injetado por via intravenosa, a curva plasmática de concentraçãotempo mostra uma ou duas fases distintas de distribuição. O volume de distribuição em equilíbrio dinâmico é de 0,7 – 1,2L/kg. De 96% a 98% de Midazolam (substância ativa) é ligado às proteínas plasmáticas, principalmente à albumina. Existe uma passagem lenta e insignificante de Midazolam (substância ativa) para o líquido cefalorraquidiano. Em humanos, foi demonstrado que Midazolam (substância ativa) atravessa a placenta lentamente e entra na circulação fetal. Pequenas quantidades de Midazolam (substância ativa) são encontradas no leite humano.

Metabolismo

O Midazolam (substância ativa) é quase inteiramente eliminado após biotransformação. Menos de 1% da dose é recuperada na urina como droga não modificada. O Midazolam (substância ativa) é hidroxilado pelo citocromo P4503A4 (CYP3A4) isoenzima.

O α-hidroxiMidazolam (substância ativa) é o principal metabólito na urina e no plasma. De 60% a 80% da dose é excretada na urina α-hidroxiMidazolam (substância ativa) glucuroconjugado. Após administração injetável, a concentração plasmática de α-hidroxiMidazolam (substância ativa) é 12% do composto de origem. A fração da dose extraída pelo fígado foi estimada entre 30% e 60%. A meiavida de eliminação do metabólito é menor que uma hora. O α-hidroxiMidazolam (substância ativa) é farmacologicamente ativo, mas contribui apenas minimamente (cerca de 10%) para os efeitos do Midazolam (substância ativa) intravenoso. Não existe evidência de polimorfismo genético no metabolismo oxidativo do Midazolam (substância ativa).

Investigações posteriores não demonstraram relevância clínica e polimorfismo genético no metabolismo oxidativo do Midazolam (substância ativa).

Eliminação

Em voluntários sadios, a meia-vida de eliminação de Midazolam (substância ativa) situa-se entre 1,5 e 2,5 horas. O clearance plasmático é de 300 a 500mL/min em média. Quando Midazolam (substância ativa) é administrado pela infusão I.V., sua cinética de eliminação não difere da observada após injeção em bolus. O Midazolam (substância ativa) é excretado principalmente por via renal: 60% a 80% da dose é excretada na urina como o glucoroconjugado α-hidroxiMidazolam (substância ativa). Menos de 1% é recuperado inalterado na urina.

Farmacocinética em populações especiais

Idosos:

Em adultos acima de 60 anos, a meia-vida de eliminação de Midazolam (substância ativa) administrado por via injetável pode ser prolongada acima de quatro vezes.

Crianças:

A taxa de absorção retal em crianças é similar à de adultos. Entretanto, a meiavida de eliminação (t ½) após administração I.V. e retal é mais curta em crianças de 3 a 10 anos, quando comparada com a de adultos. A diferença é compatível com um clearance metabólico maior em crianças. Em crianças pré-termo e neonatos: a meia-vida de eliminação é, em média, de 6 a 12 horas, e o clearance é reduzido provavelmente por causa da imaturidade hepática.

Os recém-nascidos com insuficiência hepática e renal relacionada à asfixia correm o risco de ter aumento súbito de concentrações séricos de Midazolam (substância ativa) devido a uma menor depuração hepática.

Pacientes obesos:

A meia-vida média é maior nos pacientes obesos que nos não obesos (8,4 versus 2,7 horas).

O aumento da meia-vida é secundário ao aumento de, aproximadamente, 50% no volume de distribuição corrigido pelo peso corporal total. Entretanto, o clearance não difere dos não obesos.

Pacientes com insuficiência hepática:

O clearance em pacientes cirróticos pode ser reduzido e a meia-vida de eliminação pode ser maior, quando comparado aos de voluntários sadios. Cirrose hepática pode aumentar a biodisponibilidade absoluta de Midazolam (substância ativa) administrado por via oral, por redução da biotransformação.

Pacientes com insuficiência renal:

A farmacocinética do Midazolam (substância ativa) não ligado não se altera em pacientes com insuficiência renal grave. O principal metabólito de Midazolam (substância ativa), ligeiramente farmacologicamente ativo, 1’-hidroxiMidazolam (substância ativa) glucoronida, que é excretado através dos rins, se acumula em pacientes com insuficiência renal grave. Este acúmulo ocasiona prolongamento da sedação. O Midazolam (substância ativa) deve, portanto, ser doseado cuidadosamente e titulado para o efeito desejado.

Pacientes críticos – em mal estado geral:

A meia-vida de eliminação de Midazolam (substância ativa) é prolongada em pacientes críticos.

Pacientes com insuficiência cardíaca:

A meia-vida de eliminação é maior em pacientes com insuficiência cardíaca congestiva, quando comparada à de indivíduos saudáveis.

Dormonid injetável deve ser armazenado em temperatura ambiente (entre 15 e 30ºC). Manter as ampolas dentro do cartucho para proteger da luz.

As ampolas de Dormonid não podem ser congeladas porque podem explodir. Além disso, pode ocorrer precipitação, mas o precipitado se dissolve com a agitação em temperatura ambiente.

O profissional da saúde saberá como armazenar o medicamento depois de aberto.

Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.

Não use medicamento com o prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original.

Características físicas

A solução injetável de Dormonid é um líquido límpido, incolor a amarelado, inodoro ou com odor levemente presente e praticamente livre de partículas.

Antes de usar, observe o aspecto do medicamento. Caso ele esteja no prazo de validade e você observe alguma mudança no aspecto, consulte o farmacêutico para saber se poderá utilizá-lo.

Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance de crianças.

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