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Para que serve

Dormonid só deve ser utilizado quando prescrito por seu médico.

Dormonid comprimidos de 7,5 mg e 15 mg é medicamento de uso adulto, indicado para:

  • Tratamento de curta duração de insônia. Os benzodiazepínicos são indicados apenas quando o transtorno submete o indivíduo a extremo desconforto, é grave ou incapacitante;
  • Sedação, antecedendo procedimentos cirúrgicos ou diagnósticos.

Como o Dormonid Comprimido funciona?


Dormonid comprimidos pertence a um grupo de medicamentos chamado benzodiazepinas.

Dormonid comprimidos apresenta efeito sedativo e indutor do sono muito rápido, de grande intensidade. Também exerce efeito contra ansiedade e convulsões e é relaxante muscular.

Dormonid comprimidos não deve ser utilizado por crianças ou por qualquer pessoa com alergia conhecida a benzodiazepínicos ou a qualquer substância da fórmula do produto.

Não se deve administrar Dormonid comprimidos a pacientes com miastenia gravis, doença grave no fígado, insuficiência respiratória grave ou apneia do sono (suspensão da respiração durante o sono).

Este medicamento é contraindicado para uso por crianças.

Utilize Dormonid comprimidos exatamente como o seu médico prescreveu.

Consulte o seu médico antes de tomar outros medicamentos. Não use nem misture remédios por conta própria.

A dose usual é de um a dois comprimidos revestidos de 7,5 mg (ou um comprimido revestido de 15 mg), que deverá(ao) ser deglutido(s) com um pouco de líquido não alcoólico sem mastigar, imediatamente antes de deitar (de preferência já deitado), porque o efeito é muito rápido.

Dormonid comprimidos pode ser administrado em qualquer horário, desde que você tenha certeza de que poderá dormir sem interrupção durante as sete ou oito horas seguintes.

Posologia do Dormonid Comprimido


Uso em pacientes idosos

Pacientes com mais de 60 anos têm maior sensibilidade a Dormonid comprimidos que pacientes jovens. O médico deverá iniciar com uma dose menor e observar a reação ao tratamento.

Para pacientes idosos e debilitados, a dose recomendada é de um a dois comprimidos revestidos de 7,5 mg (ou um comprimido revestido de 15 mg).

Descontinuação do tratamento

Seu médico sabe o momento ideal para terminar o tratamento; no entanto, lembre-se de que Dormonid comprimidos não deve ser tomado indefinidamente. Se você utilizar Dormonid comprimidos em doses elevadas e interromper o uso repentinamente, seu organismo pode reagir e, após dois ou três dias sem problema, sintomas que o incomodavam anteriormente podem reaparecer espontaneamente.

Não volte a tomar Dormonid comprimidos por conta própria, porque essa reação, geralmente, desaparece em dois ou três dias.

Para evitar esse tipo de reação, seu médico pode recomendar que você reduza a dose gradualmente durante alguns dias, antes de interromper o tratamento.

Novo período de tratamento com Dormonid comprimidos pode ser iniciado sempre que houver indicação médica.

Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento.

Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico.

O que devo fazer quando eu me esquecer de usar o Dormonid Comprimido?


Se por algum motivo você se esquecer de tomar Dormonid, não tome a dose perdida para recuperá-la. Tome apenas a dose seguinte. Não tome dose dobrada para compensar a que você esqueceu.

Em casos de sintomas de abstinência, procure seu médico. Ele tomará as devidas condutas em relação à sua condição clínica.

Em caso de dúvidas, procure orientação do farmacêutico ou de seu médico, ou cirurgião-dentista.

Como ocorre com todos os hipnóticos, sedativos e tranquilizantes, o tratamento prolongado pode causar dependência em pacientes predispostos.

Não faça uso de bebidas alcoólicas enquanto estiver em tratamento com Dormonid, uma vez que o álcool intensifica seu efeito, o que pode ser prejudicial.

Até o momento, não há informações de que Dormonid (midazolam) possa causar doping.

Interações medicamentosas

Dormonid pode influenciar ou sofrer influência de outros medicamentos, quando administrados concomitantemente.

Informe ao seu médico se estiver utilizando algum dos medicamentos ou das substâncias mencionadas abaixo, pois podem ocorrer interações entre eles e a substância que faz parte da fórmula de Dormonid.

Medicamentos para a pressão ou coração

  • Diltiazem;
  • Nitrendipina;
  • Verapamil.

Medicamentos para doenças do sistema nervoso

  • Carbamazepina;
  • Fenitoína.

Antibióticos

  • Azitromicina;
  • Eritromicina;
  • Rifampicina;
  • Roxitromicina;
  • Isoniazida.

Medicamentos para doenças do estômago

  • Cimetidina;
  • Ranitidina.

Antimicóticos (ou antifúngicos) administrados por via oral

  • Cetoconazol;
  • Fluconazol;
  • Itraconazol;
  • Terbinafina.

Medicamentos que contêm em sua fórmula

  • Ciclosporina;
  • Saquinavir;
  • Anticoncepcionais orais.

Agentes anti-HIV

  • Saquinavir;
  • Inibidores de protease HIV;
  • Delavirdina.

Esteroides e moduladores de receptores estrogênicos

  • Gestodeno;
  • Raloxifeno.

Medicamentos para redução de colesterol

Atorvastatina.

Antidepressivos

Fluvoxamina.

Informe também ao seu médico se você costuma ingerir bebidas alcoólicas.

Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista se você está fazendo uso de algum outro medicamento.

Não use medicamento sem o conhecimento do seu médico. Pode ser perigoso para a sua saúde.

Dormonid comprimidos é bem tolerado nas doses recomendadas. Os raros efeitos adversos observados ocorrem por causa de seu efeito sedativo, desaparecendo com a redução da dose.

Dormonid comprimidos não deve ser tomado com álcool porque seu efeito sedativo pode ser intensificado.

Os seguintes efeitos adversos podem ocorrer em associação a Dormonid comprimidos:

  • Sonolência diurna;
  • Embotamento emocional (diminuição na habilidade de expressar-se emocionalmente);
  • Redução da atenção;
  • Confusão mental;
  • Fadiga;
  • Dor de cabeça;
  • Tontura;
  • Fraqueza muscular;
  • Falta de coordenação dos movimentos;
  • Visão dupla.

Esses fenômenos ocorrem predominantemente no início do tratamento e, em geral, desaparecem com a continuação da administração.

Outros eventos adversos que têm sido relatados ocasionalmente:

  • Distúrbios gastrintestinais (náuseas, vômitos, soluços, constipação intestinal e boca seca);
  • Alteração da libido;
  • Reações cutâneas.

Quando utilizado como pré-medicação, este medicamento pode contribuir para sedação pós-operatória.

Reações de hipersensibilidade (reações alérgicas) e angioedema (inchaço da derme) podem ocorrer em indivíduos suscetíveis.

Os seguintes efeitos também foram relatados

Amnésia

Esquecimento de fatos recentes pode ocorrer em doses terapêuticas, com risco aumentado em doses maiores. Esse efeito pode estar associado a comportamento inadequado.

Depressão

Depressão preexistente pode ser agudizada com o uso de benzodiazepínicos.

Efeitos paradoxais (contraditórios) e psiquiátricos

Efeitos paradoxais, como inquietação, agitação, irritabilidade, agressividade e, mais raramente, delírios, acessos de raiva, pesadelos, alucinações, psicose, comportamento inadequado e outros efeitos comportamentais adversos, podem ocorrer quando se utilizam benzodiazepínicos ou agentes similares. Nesse caso, o uso do medicamento deve ser descontinuado. A ocorrência desses efeitos é mais provável em pacientes idosos.

Dependência

Como com outros benzodiazepínicos, pode ocorrer dependência com o uso de Dormonid comprimidos. O risco é maior para pacientes em uso prolongado e para pacientes com histórico médico de abuso de álcool e/ou drogas. Nesses casos, deve-se adotar um esquema de retirada gradual, evitando-se a interrupção abrupta do tratamento.

Para minimizar o risco de dependência, você deve observar as seguintes recomendações:
  • Somente utilize Dormonid comprimidos quando prescrito por um médico;
  • Não aumente a dose por conta própria;
  • Informe ao seu médico caso queira suspender o tratamento;
  • Seu médico avaliará a necessidade de continuar o tratamento;
  • O tratamento prolongado, por mais de duas semanas, com Dormonid comprimidos apenas se justifica após cuidadosa reavaliação médica dos riscos e benefícios.

Mesmo em doses terapêuticas pode haver desenvolvimento de dependência; a descontinuação do tratamento pode resultar em sintomas de abstinência ou rebote.

Dependência psicológica pode ocorrer. Abuso tem sido relatado em pacientes com história de abuso de múltiplas drogas.

Lesões, envenenamento e complicações de procedimentos

Existem relatos de quedas e fraturas em pacientes sob uso de benzodiazepínicos. O risco é maior em pacientes recebendo, concomitantemente, sedativos (incluindo bebidas alcoólicas) e em pacientes idosos.

Informe ao seu médico, cirurgião-dentista ou farmacêutico o aparecimento de reações indesejáveis pelo uso do medicamento.

Informe também à empresa através do seu serviço de atendimento.

Capacidade de dirigir e operar máquinas

Dormonid comprimidos reduz a atenção, prejudicando atividades como dirigir veículos ou operar máquinas perigosas.

Uso na gravidez e durante a amamentação

Dormonid não deve ser utilizado nos três primeiros meses de gravidez porque pode causar danos ao feto.

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.

Como Dormonid passa para o leite materno, não deve ser utilizado por mulheres que estejam amamentando.

Apresentações

Comprimidos revestidos de 7,5 mg e 15 mg, em caixa com 20 ou 30 comprimidos.

Via oral.

Uso adulto.

Composição

Cada comprimido revestido de Dormonid 7,5 mg contém

10,20 mg de maleato de midazolam (correspondente a 7,5 mg de midazolam).

Excipientes: lactose, celulose microcristalina, amido pré-gelatinizado, estearato de magnésio, hipromelose, talco e dióxido de titânio.

Cada comprimido revestido de Dormonid 15 mg contém

20,40 mg de maleato de midazolam (correspondente a 15 mg de midazolam).

Excipientes: lactose, celulose microcristalina, amido de milho, estearato de magnésio, hipromelose, copolímero do ácido metacrílico, macrogol 6000, macrogol 400, talco, dióxido de titânio, carmelose sódica e índigo carmim.

Sintomas

Os benzodiazepínicos comumente causam sonolência, falta de cordenação dos movimentos voluntários, dificuldade na articulação das palavras, fala de difícil compreensão e movimento lateral dos olhos.

Uma superdose de Dormonid raramente é um risco à vida se o medicamento for administrado sozinho, mas pode resultar na falta de reflexos, parada respiratória, queda da pressão arterial , depressão cardiorrespiratória e em raros casos, coma. Se ocorrer coma, normalmente esta dura por poucas horas, mas pode ser mais prolongada e cíclico particularmente em pacientes idosos.

Os efeitos depressores respiratórios podem ser mais graves em pacientes com doença respiratória.prévia. Os benzodiazepínicos aumentam os efeitos de outros depressores do sistema nervoso central, incluindo álcool.

Conduta

Monitorar os sinais vitais do paciente e instituir medidas de suporte de acordo com o estado clínico do paciente. Os pacientes podem necessitar de tratamento sintomático para os efeitos cardiorrespiratórios ou para os efeitos do sistema nervoso central.

Caso Dormonid tenha sido administrado por via oral, deve-se prevenir a absorção adicional através de um método apropriado, por exemplo, tratamento com carvão ativado por período de uma ou duas horas. Se o carvão ativado for usado, é imperativo proteger as vias aéreas em pacientes sonolentos.

Em caso de ingestão mista, pode-se considerar uma lavagem gástrica, entretanto, não deve ser uma medida rotineira.

Se a depressão do SNC é grave, considerar o uso de flumazenil (Lanexat), um antagonista benzodiazepínico, o qual deve ser administrado sob rigorosas condições de monitoramento. Flumazenil tem uma meia vida curta (cerca de uma hora), portanto, os pacientes que estiverem sob uso de flumazenil devem necessitar de monitoramento após seus efeitos enfraquecerem.

Flumazenil deve ser usado com extrema cautela na presente de drogas que reduzem o limiar de convulsão (por exemplo, antidepressivos tricíclicos). Consultar a bula do flumazenil (Lanexat) para informações adicionais sobre o uso correto deste medicamento.

Em caso de uso de grande quantidade deste medicamento, procure rapidamente socorro médico e leve a embalagem ou bula do medicamento, se possível.

Ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações.

Aproximadamente 25% do total de enzimas hepáticas do sistema citocromo P450 em adultos correspondem à subfamília 3A4.

Inibidores e indutores dessa isoenzima podem produzir interações farmacológicas com midazolam (substância ativa).

Interações farmacocinéticas droga-droga

O midazolam (substância ativa) é quase exclusivamente metabolizado pelo citocromo P450 3A (CYP3A4 e CYP3A5).

Inibidores e indutores da CYP3A têm o potencial de aumentar ou diminuir as concentrações plasmáticas e, subsequentemente, os efeitos farmacodinâmicos do midazolam (substância ativa).

Nenhum outro mecanismo, além da modulação da atividade do CYP3A, foi evidenciado como uma fonte para uma interação farmacocinética fármaco-fármaco clinicamente relevante com midazolam (substância ativa).

O midazolam (substância ativa) não é conhecido por mudar a farmacocinética de outros fármacos.

Quando coadministrado com um inibidor de CYP3A, os efeitos clínicos de midazolam (substância ativa) podem ser mais intensos e mais duradouros e uma dose mais baixa pode ser necessária. Inversamente, o efeito do midazolam (substância ativa) pode ser mais fraco e mais curto quando coadministrado com um indutor do CYP3A e uma dose mais elevada pode ser necessária.

Em casos de indução do CYP3A e inibição irreversível, os efeitos na farmacocinética de midazolam (substância ativa) podem persistir por vários dias até várias semanas após a administração de um modulador do CYP3A.

Exemplos de inibidores de CYP3A com base no mecanismo incluem: antibacterianos (por exemplo, claritromicina, eritromicina, isoniazida), agentes antirretrovirais (tais como inibidores de protease do HIV, como ritonavir, incluindo inibidores da protease reforçados pelo ritonavir, delavirdina), bloqueadores dos canais de cálcio (como verapamil, diltiazem), inibidores de tirosina quinase (como imatinibe, lapatinibe, idelalisibe) ou o modulador de receptor de estrógeno ralozifeno, e diversos constituintes de espécies vegetais (por exemplo, a bergamotina).

Em contraste com os outros inibidores baseados em mecanismos, o etinilestradiol combinado com norgestrel ou gestodeno, quando utilizado para contracepção oral e suco de toranja (grapefruit) (200 mL), não modificou a exposição ao midazolam (substância ativa) a um grau clinicamente significativo.

Telitromicina:

A telitromicina aumentou os níveis plasmáticos de midazolam (substância ativa) oral em 6 vezes.

Roxitromicina:

O uso concomitante de roxitromicina e midazolam (substância ativa) promove aumento na concentração de midazolam de 50% e prolongamento da meia vida em 30%.

Verapamil:

Aumentou a concentração plasmática de midazolam (substância ativa) oral em três vezes, aproximadamente.

A meia-vida de midazolam foi aumentada em 41%.

Fluvoxamina:

A administração concomitante ao uso oral de midazolam (substância ativa) aumentou a concentração plasmática de midazolam (substância ativa) em 28% e dobrou sua meia-vida.

Nefazodona:

Aumentou a concentração oral de midazolam (substância ativa) em 4,6 vezes e da meia-vida em 1,6 vezes.

Inibidores da tirosina quinase:

Demonstraram ser potentes inibidores da CYP3A4 tanto in vitro (imatinibe, lapatinibe) ou após administração oral in vivo (idelalisibe).

Após a administração concomitante de idelalisibe, a exposição oral à midazolam (substância ativa) aumentou 5,4 vezes em média.

Antagonistas do receptor de neuroquinina-1 (NK1) (aprepitanto, netupitanto, casoprepitanto):

Ocorreu um aumento de dose dependente da concentração plasmática de midazolam (substância ativa) oral até, aproximadamente, 2,5-3,5 vezes e aumento na meia-vida de eliminação em aproximadamente 1,5 - 2 vezes.

Clorzoxazona:

Doses repetidas de carbamazepina ou fenitoína resultaram em diminuição da concentração plasmática de midazolam (substância ativa) oral em até 90% e encurtamento da meia-vida de eliminação em cerca de 60%.

A indução muito forte de CYP3A4 observada após mitotano ou enzalutamida resultou em uma diminuição profunda e duradoura dos níveis de midazolam (substância ativa) em pacientes com câncer.

A área sob a curva do midazolam (substância ativa) administrado por via oral foi reduzida para 5% e 14% dos valores normais, respectivamente.

Clobazam:

É um indutor fraco do metabolismo do midazolam (substância ativa) e reduz a área sob a curva do composto original em aproximadamente 30%.

Existe um aumento resultante de 4-5 vezes na proporção do metabolito ativo (α-hidroximidazolam) para o composto original, mas o significado clínico deste é desconhecido.

Efavirenz:

Aumenta cinco vezes a relação de CYP3A, gerando o metabólito α-hidroximidazolam a partir do midazolam (substância ativa) confirmando o efeito de indução do citocromo CYP3A.

Vemurafenibe:

Modula as isoenzimas do CYP e inibe ligeiramente o CYP3A4: a administração de doses repetidas resultou numa diminuição média da exposição oral do midazolam (substância ativa) de 32% (até 80% em indivíduos).

Quercetina (também contida no Ginkgo biloba) e o Panax ginseng:

Têm efeitos indutores fracos de enzima e uma exposição reduzida ao midazolam (substância ativa) após a sua administração oral na proporção de 20-30%.

Ácido valproico:

Deslocamentos de midazolam (substância ativa) dos seus sítios de ligação com as proteínas plasmáticas pelo ácido valproico podem aumentar a resposta a midazolam (substância ativa), e, por isso, deve-se tomar cuidado para ajustar a dose de midazolam (substância ativa) para pacientes com epilepsia.

Estudos de interações com maleato de midazolam comprimidos:

Inibidores do CYP3A4

Azitromicina:

A administração concomitante de midazolam (substância ativa) e azitromicina não teve efeito na exposição sistêmica (área sob a curva) ao midazolam (substância ativa).

É improvável que o pequeno efeito da azitromicina no índice de absorção de midazolam (substância ativa) seja clinicamente significativo.

Esses fármacos podem ser administrados concomitantemente, sem necessidade de ajuste de dose de midazolam (substância ativa).

Terbinafina:

A administração concomitante de midazolam (substância ativa) e terbinafina não teve efeito na farmacocinética ou farmacodinâmica de midazolam (substância ativa).

Fármacos que inibem o CYP3A

Classificação dos inibidores de CYP3A

Inibidores do CYP3A podem ser classificados de acordo com a potência de seus efeitos inibitórios e importância das modificações clínicas quando administrados concomitantemente com midazolam oral:

Inibidores muito potentes:

Aumentam em >10 vezes a área sob a curva de midazolam (substância ativa).

Os seguintes medicamentos são classificados nessa categoria: cetoconazol, itraconazol, voriconazol, inibidores da protease do HIV, incluindo inibidores da protease reforçados pelo ritonavir.

A combinação de midazolam administrado por via oral concomitantemente com inibidores muito potentes do CYP3A é contraindicada.

Inibidores potentes:

Aumentam de 5 a 10 vezes a área sob a curva do midazolam (substância ativa).

Os seguintes medicamentos são classificados nessa categoria: altas doses de claritromicina, inibidores de tirosina quinase (como idelalisibe) e os inibidores da protease do VHC, boceprevir e telaprevir.

A combinação de midazolam administrado por via oral concomitantemente com boceprevir e telaprevir é contraindicada.

Saquinavir:

A administração concomitante de dose única oral de 7,5 mg de midazolam (substância ativa) após três a cinco dias de tratamento com saquinavir (1.200 mg, três vezes ao dia) em 12 voluntários sadios aumentou a exposição à concentração de midazolam (substância ativa) em mais de duas vezes.

O saquinavir aumentou a meia-vida de eliminação do midazolam de 4,3 para 10,9 horas, e a biodisponibilidade absoluta de 41% para 90%.

O aumento das concentrações plasmáticas de midazolam (substância ativa) durante o tratamento com saquinavir intensificou os efeitos sedativos; portanto, durante tratamento com saquinavir, a dose oral de midazolam deve ser reduzida em 50%.

Inibidores moderados:

Aumentam de 2 a 5 vezes a área sob a curva do midazolam (substância ativa).

Os seguintes medicamentos são classificados nessa categoria: fluconazol, telitromicina, eritromicina, diltiazem, verapamil, nefazodona, antagonistas do receptor de neuroquinina-1 (NK1) (aprepitanto, netupitanto, casopitanto), tabimorelina, posaconazol.

Pacientes que estejam recebendo midazolam com inibidores potentes ou moderados de CYP3A requerem avaliação cautelosa, pois os efeitos colaterais de midazolam (substância ativa) podem ser potencializados.

A dose usual de midazolam (substância ativa) deve ser reduzida em, no mínimo, 50% durante tratamento concomitante com verapamil ou diltiazem, e em 50% a 75% quando utilizado com eritromicina.

Inibidores fracos:

Aumentam de 1,25 a < 2 vezes a área sob a curva do midazolam (substância ativa)

Os seguintes medicamentos e ervas são classificados nesta categoria: fentanil, roxitromicina, cimetidina, ranitidina, fluvoxamina, bicalutamida, propiverina, everolimus, ciclosporina, simeprevir, suco de toranja (grapefruit), Equinacea purpurea, berberina bem como contida em Hydrastis canadensis (Goldenseal).

Administração concomitante de midazolam e inibidores fracos de CYP3A usualmente não leva a uma mudança relevante no efeito clínico do midazolam (substância ativa).

Indutores do CYP3A4

Pacientes recebendo combinação de midazolam com indutores do CYP3A podem necessitar de doses maiores de midazolam (substância ativa), em particular quando administrado com indutores potentes do CYP3A.

Os indutores potentes do CYP3A (diminuição ≥80% da área sob a curva) incluem, por exemplo: rifampicina, carbamazepina, fenitoína, enzalutamida e mitotano com efeito indutor de CYP3A de longa duração, enquanto os indutores moderados (diminuição de 50-80% da área sob a curva) inclui erva de São João, e indutores fracos (diminuição de 20-50% da área sob a curva) incluem efavirenz, clobazam, ticagrelor, vemurafenibe, quercetin e Panax ginseng.

Carbamazepina e fenitoína:

Em pacientes com epilepsia em uso de carbamazepina e/ou fenitoína, a exposição sistêmica (área sob a curva) ao midazolam (substância ativa) foi de apenas 6% em relação à observada em voluntários sadios, e efeitos sedativos foram mínimos ou ausentes.

Os resultados demonstram uma interação clinicamente significativa entre midazolam e fármacos anticonvulsivantes. Doses maiores de midazolam (substância ativa) são necessárias em pacientes em uso de carbamazepina ou fenitoína.

Rifampicina:

A administração concomitante de midazolam e rifampicina reduziu a exposição sistêmica (área sob a curva) ao midazolam em 96%.

Durante tratamento concomitante, os efeitos farmacodinâmicos foram consideravelmente menores que os verificados com midazolam em monoterapia.

Os resultados demonstram uma interação clinicamente significativa entre midazolam (substância ativa) e rifampicina.

Portanto, para pacientes em tratamento com rifampicina, são necessárias doses mais elevadas de midazolam (substância ativa) para produzir sedação suficiente.

Interação farmacodinâmica dos medicamentos

Interação farmacodinâmica dos medicamentos

A coadministração de midazolam com outros sedativos/agentes hipnóticos, incluindo álcool, resulta em aumento do efeito sedativo e hipnótico.

Tais exemplos incluem opiáceos/opioides quando utilizados com analgésicos e antitussígenos; antipsicóticos; outros benzodiazepínicos usados como ansiolíticos ou hipnóticos e barbituratos; assim como antidepressivos, anti-histamínicos e anti-hipertensivos de ação central.

Aumento de efeitos colaterais como a ação sedativae depressão cardiorespiratória podem também ocorrer quando o midazolam é utilizado concomitantemente com quaisquer depressores de ação central, incluindo o álcool.

Por isso deve ser realizada monitoração adequada dos sinais vitais. O álcool deve ser evitado em pacientes que estejam recebendo midazolam (substância ativa).

Medicamentos que aumentam o estado de alerta e a memória, como a fisostigmina, revertem os efeitos hipnóticos de midazolam (substância ativa). De modo similar, 250 mg de cafeína revertem parcialmente os efeitos sedativos de midazolam (substância ativa).

Etanol:

Deve-se evitar o uso concomitante com álcool.

O efeito sedativo pode ser aumentado quando maleato de midazolam comprimidos for utilizado em associação ao álcool.

Isso afeta a capacidade de dirigir veículo ou operar máquinas.

Resultados da eficácia

Para o tratamento de insônia, a dose de midazolam (substância ativa) eficaz é de 15 mg, ingerida por via oral no momento de deitar.

A manutenção do sono é obtida de modo eficaz nas doses de 7,5 a 15 mg.

Para pacientes idosos, a dose de 15 mg de midazolam é eficaz e segura para o tratamento de insônia.

Midazolam (substância ativa) é eficaz como medicação pré-anestésica, quando administrado na dose de 2 a 3 mg por via intramuscular.

Esses foram os achados de Wong e colaboradores, em 1991, em estudo que envolvia 100 pacientes entre 60 e 86 anos.

Midazolam (substância ativa) pode também ser utilizado para a sedação antes da realização de endoscopia digestiva alta ou colonoscopia.

Em um estudo que envolvia 800 pacientes, Bell e colaboradores, em 1987, demonstraram que a dose necessária para induzir sedação foi maior nos pacientes entre 15 e 24 anos de idade (em média 10 mg), em comparação com os pacientes entre 60 e 86 anos de idade (3,6 mg).

Como indução anestésica em pacientes sem medicação prévia e abaixo dos 55 anos, midazolam (substância ativa) é eficaz e pode ser administrado por via intravenosa na dose de 0,3 a 0,35 mg/kg de peso, administrados em 20 a 30 segundos, e o tempo esperado de início de ação é de dois minutos.

Em pacientes pré-medicados com sedativos ou narcóticos, midazolam (substância ativa) é seguro e eficaz na dose de 0,15 a 0,35 (média 0,25 mg/kg).


Características Farmacológicas

Farmacodinâmica

O midazolam (substância ativa), o ingrediente ativo deste medicamento, é um derivado do grupo das imidazobenzodiazepinas.

A base livre é uma substância lipofílica com baixa solubilidade na água.

O nitrogênio básico na posição 2 do sistema do anel imidazobenzodiazepínico permite que o ingrediente ativo forme sais hidrossolúveis com ácidos. Esses produzem uma solução estável e bem tolerada para injeção.

A ação farmacológica de midazolam é caracterizada pelo rápido início de ação, por causa da rápida transformação metabólica e da curta duração.

Por causa da sua baixa toxicidade, midazolam possui amplo índice terapêutico.

O maleato de midazolam (substância ativa) provoca efeito sedativo e indutor do sono rapidamente, de pronunciada intensidade.

Também exerce efeito ansiolítico, anticonvulsivante e relaxante muscular.

Após administração intramuscular ou intravenosa, ocorre amnésia anterógrada de curta duração (o paciente não se recorda de eventos que ocorreram durante o pico de atividade do composto).

Farmacocinética

Absorção

O midazolam (substância ativa) é absorvido rápida e completamente após administração oral. Depois da administração do comprimido de 15 mg, concentrações plasmáticas máximas de 70 a 120 ng/mL são atingidas em uma hora.

Alimentos prolongam em cerca de uma hora o tempo até a concentração máxima, apontando para redução na velocidade de absorção do midazolam.

Sua meia-vida de absorção é de 5 a 20 minutos. Em razão de substancial eliminação pré-sistêmica, sua biodisponibilidade absoluta é de 30% a 50%.

A farmacocinética de midazolam é linear com doses orais entre 7,5 e 15 mg.

Distribuição

Após administração oral, a distribuição tecidual de midazolam é muito rápida e, na maioria dos casos, uma fase de distribuição não é evidente ou é praticamente encerrada de uma a duas horas após a administração.

O volume de distribuição em equilíbrio dinâmico é de 0,7 – 1,2 L/kg. De 96% a 98% de midazolam é ligado às proteínas plasmáticas, principalmente à albumina.

Existe uma passagem lenta e insignificante de midazolam para o líquido cefalorraquidiano.

Em humanos, foi demonstrado que midazolam atravessa a placenta lentamente e entra na circulação fetal. Pequenas quantidades de midazolam são encontradas no leite humano.

Metabolismo

O midazolam é quase inteiramente eliminado após biotransformação. Menos de 1% da dose é recuperada na urina como droga não modificada.

O midazolam (substância ativa) é hidroxilado pelo citocromo P4503A4 (CYP3A4) isoenzima.

O α-hidroximidazolam é o principal metabólito na urina e no plasma. De 60% a 80% da dose é excretada na urina como α-hidroximidazolam glucuroconjugado.

Após administração oral, as concentrações plasmáticas do α-hidroximidazolam correspondem de 30% a 50% das concentrações do fármaco original.

Após administração oral, ocorre substancial eliminação pré-sistêmica de 30% a 60%.

A meia-vida de eliminação do metabólito é uma hora mais curta.

O α-hidroximidazolam é farmacologicamente ativo e contribui significativamente (cerca de 34%) para os efeitos do midazolam (substância ativa) oral.

Eliminação

Em voluntários sadios, a meia-vida de eliminação de midazolam (substância ativa) situa-se entre 1,5 e 2,5 horas.

O clearance plasmático é de 300 a 500 mL/min em média.

Quando administrado por via oral, em dose única diária, midazolam não se acumula.

A administração repetida de midazolam não produz indução de enzimas de biotransformação.

Farmacocinética em idosos:

Em adultos acima de 60 anos, a meia-vida de eliminação de midazolam (substância ativa) administrado por via injetável pode ser prolongada acima de quatro vezes.

Em idosos do sexo masculino acima de 60 anos de idade, a meia-vida de eliminação do midazolam (substância ativa) foi significativamente prolongada, sendo 2,5 vezes maior em comparação com a de indivíduos jovens do sexo masculino.

A depuração total de midazolam (substância ativa) foi significativamente reduzida em indivíduos do sexo masculino e a biodisponibilidade dos comprimidos orais foi significativamente aumentada. Entretanto, não foram observadas diferenças significativas em idosos do sexo feminino em comparação aos indivíduos jovens do mesmo sexo.

Farmacocinética em pacientes obesos:

A meia-vida média é maior nos pacientes obesos que nos não obesos (8,4 versus 2,7 horas).

O aumento da meia-vida é secundário ao aumento de, aproximadamente, 50% no volume de distribuição corrigido pelo peso corporal total. Entretanto, o clearance não difere dos não obesos.

Farmacocinética em pacientes com insuficiência hepática:

clearance em pacientes cirróticos pode ser reduzido e a meiavida de eliminação pode ser maior, quando comparado aos de voluntários sadios

Cirrose hepática pode aumentar a biodisponibilidade absoluta de midazolam (substância ativa) administrado por via oral, por redução da biotransformação.

Farmacocinética em pacientes com insuficiência renal:

A a farmacocinética do midazolam não ligado não se altera em pacientes com insuficiência renal grave.

O principal metabólito de midazolam, ligeiramente farmacologicamente ativo, 1’-hidroximidazolam glucoronida, que é excretado através dos rins, se acumula em pacientes com insuficiência renal grave. Este acúmulo ocasiona prolongamento da sedação.

O midazolam (substância ativa) deve, portanto, ser doseado cuidadosamente e titulado para o efeito desejado.

Farmacocinética em pacientes críticos - em mal estado geral:

A meia-vida de eliminação de midazolam (substância ativa) é prolongada em pacientes críticos.

Farmacocinética em pacientes com insuficiência cardíaca:

A meia-vida de eliminação de midazolam (substância ativa) é maior em pacientes com insuficiência cardíaca congestiva, quando comparada à de indivíduos saudáveis.

Dormonid comprimidos revestidos de 7,5 mg deve ser mantido em temperatura ambiente (entre 15 e 30ºC).

Dormonid comprimidos revestidos de 15 mg deve ser mantido em temperatura ambiente (entre 15 e 30ºC) e protegido da luz.

Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.

Não use medicamento com o prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original.

Características físicas

Os comprimidos revestidos de Dormonid possuem formato oval, cilíndrico e biconvexo.

Os comprimidos de 7,5 mg são de cor branca a quase branca, e os de 15 mg apresentam coloração azul acinzentada.

Antes de usar, observe o aspecto do medicamento. Caso ele esteja no prazo de validade e você observe alguma mudança no aspecto, consulte o farmacêutico para saber se poderá utilizá-lo.

Todo medicamento de ser mantido fora do alcance de crianças.

Reg. MS - 1.0100.0135

Farm. Resp.:
Tatiana Tsiomis Díaz
CRF-RJ nº 6942

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*Não use medicamentos sem o conhecimento do seu médico, pode ser perigoso para a sua saúde.
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