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Indicação

Para que serve?

O Cloridrato de Dobutamina é indicado quando for necessário suporte inotrópico para o tratamento de pacientes em estado de hipoperfusão e naqueles em que o débito cardíaco é insuficiente para suprir a demanda circulatória. O Cloridrato de Dobutamina é também indicada quando for necessário suporte inotrópico para o tratamento de pacientes, nos quais a pressão de enchimento ventricular anormalmente elevada ocasiona o risco de congestão pulmonar e edema.

Cloridrato de Dobutamina pode ser usado como um substituto aos exercícios físicos nos testes de estresse no diagnóstico de doença coronariana. Quando é usado com este propósito, como no caso de exercícios nos testes de estresse, o paciente deve ser informado dos riscos potenciais envolvidos no teste. Além disso, os pacientes devem ser cuidadosamente monitorados., como nos exercícios dos testes de estresse, incluindo exames eletrocardiográficos contínuos.

Contraindicações

Quando não devo usar?

O Cloridrato de Dobutamina é contraindicado em pacientes com estenose hipertrófica idiopática subaórtica, e pacientes com história anterior de hipersensibilidade à droga.

Posologia

Como usar?

Devido a sua meia-vida curta, o Cloridrato de Dobutamina deve ser administrado em infusão intravenosa contínua. Após o início de uma infusão com velocidade constante ou após a mudança de velocidade, uma concentração plasmática estável de dobutamina é atingida após aproximadamente, 10 minutos. Assim, não são necessárias e recomendadas doses de ataque ou dose única elevada.

Doses recomendadas: A velocidade de infusão necessária para manter o débito cardíaco variou de 2,5 a 10mcg/Kg/min, na maioria dos pacientes. Frequentemente, doses de 10 a 20mcg/Kg/min são necessárias para uma melhora hemodinâmica adequada. Em raras ocasiões, velocidades de infusão de até 40mcg/Kg/min foi relatada. A velocidade de administração e a duração da terapia devem ser ajustadas de acordo com a resposta do paciente como determinada pelos seguintes sinais clínicos: parâmetros hemodinâmicos tais como frequência cardíaca e ritmo, pressão arterial e, quando possível, débito cardíaco e medida da pressão de enchimento ventricular (venosa central, capilar pulmonar e atrial esquerdo) e sinais de congestão pulmonar e perfusão (fluxo urinário, temperatura externa e estado mental). Concentrações de até 5.000mcg/ml foram administradas a pacientes humanos (250mg/50ml). O volume final administrado deverá ser determinado pela necessidade de líquidos requerida pelo paciente. Ao invés de interromper a terapia com Cloridrato de Dobutamina de maneira abrupta, é aconselhável diminuir a dose gradualmente.

Unidade de dose
A maioria dos relatórios sobre o Cloridrato de Dobutamina expressa a dose em relação a massa corporal (por ex. mcg/Kg/min), essa prática é útil para relacionar as doses para lactentes, crianças e adultos. Entre os adultos, a massa corporal tem mínima influência no efeito do Cloridrato de Dobutamina uma vez que a dose deve ser facilmente calculada em mcg/min. A dose de Cloridrato de Dobutamina pode ser iniciada com 100 a 200mcg/min. e aumentada gradualmente até 1.000 a 2.000mcg/min ou mais, dependendo da resposta clínica hemodinâmica de cada paciente.

Reconstituição e soluções compatíveis
O Cloridrato de Dobutamina deve ser diluído no momento da administração a pelo menos 50ml em frasco contendo uma das seguintes soluções:
glicose 5%; glicose 5% e cloreto de sódio 0,45%; glicose 5% e cloreto de sódio 0,9%; glicose 10%; Ringer lactato; glicose 10% e lactato de Ringer; glicose 5% e lactato de Ringer; Cloreto de sódio 0,9%; lactato de sódio.

Essas soluções devem ser utilizadas dentro de 24 horas. Não adicionar o Cloridrato de Dobutamina à solução de bicarbonato de sódio a 5% ou a qualquer outra solução fortemente alcalina. Devido ao potencial de incompatibilidade física é recomendado que o Cloridrato de Dobutamina não seja misturado com outras drogas na mesma solução. O Cloridrato de Dobutamina não deve ser usado em conjunto com outros agentes ou diluentes contendo bissulfito de sódio e etanol.

As velocidades de infusão dependem da concentração de Cloridrato de Dobutamina na solução a ser infundida. A seguinte tabela dá uma orientação de velocidade de infusão (ml/Kg/min), requerida por 3 diferentes concentrações de Cloridrato de Dobutamina frequentemente usadas (250, 500 e 1.000mcg/ml), a fim de se administrar as doses (mcg/Kg/min) são indicadas na primeira coluna da tabela:
Dose necessária Velocidades de administração (ml/kg/min)
(mcg/kg/min) de várias concentrações de dobutamina.

250mcg/ml(*) 500mcg/ml(**) 1000mcg/ml(***)
0,5 0,002 0,001 0,005
1,0 0,004 0,002 0,0010
2,0 0,008 0,004 0,0020
2,5 0,010 0,005 0,0025
5,0 0,020 0,010 0,0050
7,5 0,030 0,015 0,0075
10,0 0,040 0,020 0,0100
12,5 0,050 0,025 0,0125
15,0 0,060 0,030 0,0150
Uma ampola (250mg) acrescentada a um litro de diluente.

** Duas ampolas (500mg) acrescentadas a um litro de diluente ou uma ampola (250mg) acrescentada em 500ml de diluente.

***Quatro ampolas (1000mg) acrescentadas em um litro de diluente ou uma ampola (250mg) acrescentadas em 250ml de diluente.

Efeitos Colaterais

Quais os males que pode me causar?

As seguintes reações adversas foram reportadas com o uso da droga:
Aumento na frequência cardíaca, pressão arterial e atividade ectópica ventricular: Uma elevação de 10 a 20mmHg na pressão sistólica e de 5 a 15 batidas/minuto na frequência cardíaca tem sido notadas em alguns pacientes. Aproximadamente 10 % dos pacientes, em estudo clínico, tiveram aumento de 30 batidas/minuto ou mais e 75 % tiveram aumento de 50mmHg ou mais na pressão sistólica. Aproximadamente 5 % dos pacientes tiveram aumentos das batidas ventriculares prematuros durante infusões da droga. Esses efeitos são geralmente relacionados com a dose.

Hipotensão: ocasionalmente tem sido reportadas quedas repentinas na pressão arterial associadas à terapia com a droga. A redução da dose ou interrupção da infusão resulta em rápido retorno da pressão arterial aos valores anteriores, contudo, em raros casos, pode ser necessário intervenção, a reversão pode não ser imediata.

Reações no local da infusão: ocasionalmente tem sido relatada a ocorrência de flebite. Tem sido descrita inflamação local após infiltração acidental.

Reações incomuns: náuseas, cefaléia, dor anginosa, dor torácica inespecífica, palpitações ou respiração difícil. O uso da droga, como as demais catecolaminas, tem sido associado a redução dos níveis séricos de potássio, raramente a níveis hipocalêmicos.

Segurança a longo prazo: há evidências de tolerância parcial desenvolvida com infusões contínuas da droga por 72 horas ou mais; portanto, doses mais altas podem ser necessárias para manter os mesmos efeitos.

Advertências e Precauções

O que devo saber antes de usar?

Aumento na freqüência cardíaca ou na pressão diástólica: o Cloridrato de Dobutamina pode causar um aumento na freqüência cardíaca ou na pressão arterial, especialmente na pressão sistólica. A redução da dose usualmente reverte esses efeitos rapidamente. Pacientes com hipertensão pré-existente são mais suscetíveis em apresentar uma resposta pressora exagerada.

Aumento da condução atrioventricular: o Cloridrato de Dobutamina facilita a condução atrioventricular e os pacientes com fibrilação ou flutter atrial podem apresentar rápida resposta ventricular.

Taquiarritmia ventricular: o Cloridrato de Dobutamina pode precipitar ou exacerbar atividade ventricular ectópica. Raramente tem causado taquicardia ventricular ou fibrilação
Insuficiência de enchimento ventricular e obstrução do fluxo ventricular: agentes inotrópicos incluindo a dobutamina, não melhoram a hemodinâmica na maioria dos pacientes com obstrução mecânica, que inibe tanto o enchimento quanto o fluxo ventricular ou ambos. Tais condições estão presentes em cirurgias cardíacas, estenose valvular aórtica e estenose hipertrófica idiopática subaórtica. Efeitos inotrópicos benéficos podem ser vistos em alguns pacientes se o coração estiver dilatado ou sob efeito excessivo de antagonistas dos receptores beta-adrenérgicos.

A administração de Cloridrato de Dobutamina a pacientes alérgicos a anemias simpaticomiméticas deverá ser feito com cautela, apesar de não haver relato de hipersensibilidade cruzada com essas drogas.

A solução injetável de Cloridrato de Dobutamina contém bissulfito de sódio, o que pode causar reações do tipo alérgico incluindo sintomas anafiláticos e episódios asmáticos com riscos de vida, e menos grave em certas pessoas sensíveis. Essas reações ocorrem com mais frequência em pessoas asmáticas.

Durante a administração de Cloridrato de Dobutamina, como com qualquer outra catecolamina parenteral, a frequência e ritmo cardíaco, a pressão arterial e velocidade de infusão devem ser cuidadosamente monitoradas. No início da terapia é aconselhável monitoração eletrocardiográfica até ser alcançada uma resposta estável.

A hipovolemia deverá ser corrigida antes de iniciar o tratamento com a droga.

Uso pediátrico: O Cloridrato de Dobutamina foi administrado a crianças em estado de hipoperfusão de baixo débito, resultante de uma insuficiência cardíaca descompensada, cirurgia cardíaca e de choque cardiogênico e séptico. Alguns dos efeitos hemodinâmicos do Cloridrato de Dobutamina podem ser quantitativa ou qualitativamente diferentes nas crianças em comparação aos adultos (ver farmacologia clínica). Aumentos na freqüência cardíaca e na pressão arterial parecem ser mais freqüentes e intensos nas crianças. A pressão pulmonar pode não diminuir em crianças como acontece nos adultos ou pode eventualmente aumentar, especialmente em crianças com menos de um ano. Assim sendo, o uso de Cloridrato de Dobutamina em crianças deve ser cuidadosamente monitorado, mantendo em mente essas características farmacodinâmicas.

Carcinogenese, mutagenese e danos à fertilidade: Não foram efetuados estudos em animais para avaliar o potencial carcinogênico. Não foi observado o potencial mutagênico em um ensaio de mutação bacteriana. Não foram efetuados estudos em animais para avaliar os efeitos sobre a fertilidade.

Superdosagem

O que fazer se alguém usar uma quantidade maior do que a indicada?

Sinais e sintomas: a toxicidade com cloridrato de dobutamina é usualmente devida à excessiva estimulação dos beta-receptores cardíacos. a duração de ação do cloridrato de dobutamina é geralmente curta (t1/2 = 2min), devido ser rapidamente metabolizado pela catecol-0-metiltransferase. os sintomas de toxicidade incluem: anorexia, náusea, vômito, tremor, ansiedade, palpitações, dor de cabeça, falta de ar e dor no peito, anginosa e não específica. os efeitos inotrópicos e cronotrópicos positivos da dobutamina sobre o miocárdio podem causar hipertensão, taquiarritmias, isquemia miocárdia e fibrilação ventricular. pode ocorrer hipotensão resultante da vasodilatação.

Se o produto for ingerido pode ocorrer absorção imprevisível desde a boca até o trato gastrintestinal.

Tratamento: para tratar uma superdosagem considerar a possibilidade de superdosagem de múltiplas drogas, interação entre drogas e cinética inusitada da droga no paciente.

As ações iniciais a serem tomadas em caso de superdosagem com cloridrato de dobutamina são: interromper a administração, estabelecer a passagem de ar e assegurar oxigenação e ventilação. medidas de ressucitação devem ser iniciadas imediatamente.

Taquiarritimia ventricular grave pode ser tratada com sucesso com propranolol ou lidocaína. a hipertensão usualmente responde à redução na dose ou interrupção do tratamento.

Proteger a passagem de ar e manter ventilação e perfusão; se necessário, monitorar e manter meticulosamente dentro dos limites aceitáveis, os sinais vitais, gases do sangue, eletrólitos séricos, etc. no paciente. a absorção de drogas no trato gastrintestinal pode ser diminuída administrando carvão ativado ao invés de esvaziamento gástrico. repetir as doses de carvão ativado para possibilitar a eliminação de algumas drogas que tenham sido absorvidas. assegurar a passagem de ar quando empregar esvaziamento gástrico ou carvão ativado.

Diurese forçada, diálise peritoneal, hemodiálise ou hemoperfusão com carvão ativado não foram estabelecidas como benéficas para caso de superdosagem com cloridrato de dobutamina.

Apresentação

Injetável: caixa com 1 ampola de 20ml

Interações Medicamentosas

Antagonistas dos receptores beta-adrenérgicos: sendo a dobutamina um agonista beta-adrenérgico, os seus efeitos podem ser neutralizados pelos receptores beta-adrenérgicos.

Dopamina: quando utilizada em combinação com a dobutamina, em geral, a combinação não aumenta o débito cardíaco mais do que uma dose equivalente de dobutamina, entretanto, a combinação aumenta a pressão arterial sistêmica, aumenta o fluxo de sangue nos rins, fluxo de urina e a secreção de sódio.

Vasodilatadores: esta combinação potencializa o aumento do débito cardíaco e a diminuição de resistência vascular sistêmica da pressão ventricular de enchimento, observadas com ambas as drogas administradas isoladamente.

Não houve evidências de interações nos estudos clínicos, nos quais a dobutamina foi administrada concomitantemente com as seguintes drogas: digitálicos, furosemida, espiranolactona, lidocaína, nitroprussiato, dinitrato de isossorbida, morfina, heparina, protamina, cloreto de potássio, ácido fólico e paracetamol.

Alterações em Exames Laboratoriais

A Dobutamina, como outros beta-2 agonistas, pode provocar uma leve redução na concentração de potássio no soro. Raramente a níveis hipocalêmicos. Portanto, deve-se considerar a monitoração do potássio sérico.

Laboratório

Genom - União Química Farmacêutica Nacional

- SAC: 0800 11 1559

*Não use medicamentos sem o conhecimento do seu médico, pode ser perigoso para a sua saúde.
*As informações aqui divulgadas não deverão ser utilizadas como substituto de prescrição médica para o tratamento de qualquer doença.