Depo-medrol Icone para ediçãoIcone de Enomear Icone de Excluir

Indicação

Para que serve?

Para administração intramuscular: quando não é conveniente a terapia oral, o uso intramuscular de depo-medrol (21-succinato sódico de metilprednisolona) está indicado em: distúrbios endocrinos: insuficiência adrenocortical primária ou secundária (o medicamento de eleição e a hidrocortisona ou a cortisona; análogos sintéticos podem ser utilizados em associação com mineralocorticoides); a suplementação com mineralocorticoides e de especial importância nos primeiros anos de vida. Insuficiência adrenocortical aguda (o medicamento de eleição e a hidrocortisona ou a cortisona; quando se usa análogos sintéticos, pode ser necessária a suplementação com mineralocorticoides). Hiperplasia adrenal congenita. Tiroidite não supurativa. hipercalcemia associada ao câncer. Distúrbios reumáticos: como terapia adjuvante para administração a curto prazo (para ajudar o paciente a superar um episódio agudo ou uma exacerbacao) em: osteoartrite pós-traumática, sinovite de osteoartrite, artrite reumatoide, incluindo artrite reumatoide juvenil (casos selecionados podem exigir terapia de manutenção com doses baixas), bursite aguda ou subaguda, epicondilite, tenossinovite aguda nao-especifica, artrite gotosa aguda, espondilite anquilosante, artrite psoriatica.

Contraindicações

Quando não devo usar?

Infecções sistêmicas por fungos. Hipersensibilidade comprovada aos componentes da fórmula. Administração intravenosa.

Posologia

Como usar?

Por causa de possíveis incompatibilidades físicas, depo-medrol, suspensão aquosa esteril (21-acetato de metilprednisolona) não deve ser diluído ou misturado com outras solucoes. os produtos de uso parenteral devem ser inspecionados quanto a particulas e descoloracao antes do uso, sempre que a solucao e o recipiente assim o permitam. administracao para efeito local: o tratamento com depo-medrol nao descarta a necessidade das medidas convencionais geralmente adotadas. embora este metodo de tratamento melhore os sintomas, isto nao significa cura e o hormonio nao tem nenhum efeito sobre a causa da inflamacao. artrite reumatoide e osteoartrite: a dose para administracao intra-articular depende do tamanho da articulacao e varia em cada paciente, de acordo com a gravidade do processo. nos casos cronicos, as injecoes podem ser repetidas a intervalos de uma a cinco semanas, dependendo do grau de alivio obtido com a injecao inicial. as doses contidas no esquema seguinte sao sugeridas como guia geral: articulacao de tamanho grande (joelho, tornozelo, ombro) - limite de dosagem: 0,5 a 2,0 ml (20-80 mg de esteroide). articulacao de tamanho mediano (cotovelo) limite de dosagem: 0,25 a 1,0 ml (10-40 mg de esteroide). articulacao de tamanho pequeno (metacarpofalangeana, interfalangeana, esternoclavicular, acromioclavicular) - limite de dosagem: 0,1 a 0,25 ml (4-10 mg de esteroide). procedimento: recomenda-se examinar a anatomia da articulacao afetada antes de aplicar uma injecao intra-articular. a fim de se obter uma efeito antiinflamatorio completo, e importante que a injecao seja administrada no espaco sinovial. empregando a mesma tecnica esteril usada para uma puncao lombar, introduz-se rapidamente, na cavidade sinovial, uma agulha esteril de calibre adequado (com uma seringa seca). a infiltracao com procaina e eletiva. a aspiracao de algumas gotas do liquido articular indica que a agulha penetrou no espaco articular. o local da injecao em cada articulacao e determinado encontrando-se o lugar onde a cavidade sinovial e mais superficial e mais livre de vasos e nervos. uma vez introduzida a agulha, substitui-se a seringa aspiradora pela segunda seringa que contem a quantidade desejada de suspensao de depo-medrol (21-acetato de metilprednisolona). retira-se, entao, ligeiramente o embolo para aspirar o liquido sinovial, para que se tenha certeza de que a agulha ainda permanece no espaco sinovial. apos a injecao, movimenta-se suavemente a articulacao, para auxiliar a mistura do liquido sinovial com a suspensao. o local da injecao deve ser coberto com um pequeno curativo esteril. os locais apropriados para a injecao intra-articular sao: joelho, pulso, cotovelo, ombro, quadril e articulacoes interfalangeanas. ja que, ocasionalmente, existe dificuldade para penetracao na articulacao do quadril, deve-se tomar cuidado para evitar o encontro de grandes vasos sanguineos na area. as articulacoes que nao sao apropriadas para a injecao sao aquelas que se encontram anatomicamente inacessiveis, tais como, as articulacoes da coluna vertebral e aquelas como as articulacoes sacroiliacas que sao desprovidas de espaco sinovial. os fracassos do tratamento sao, em geral, relacionados a nao penetracao no espaco sinovial. observa-se pouco ou nenhum beneficio quando a injecao e aplicada nos tecidos que circundam as articulacoes. se ocorrer fracasso quando se tiver certeza de que a injecao penetrou no espaco sinovial, o que pode ser comprovado pela aspiracao do liquido, sera inutil a repeticao de injecoes. o tratamento local nao altera o processo fundamental da doenca e, sempre que seja possivel, deve-se adotar uma terapeutica ampla, incluindo psicoterapia e correcao ortopedica. apos corticoidoterapia intra-articular, devera ser evitado o uso excessivo das articulacoes nas quais se obteve melhora sintomatica. qualquer negligencia neste sentido pode permitir aumento da deterioracao das articulacoes, fato que ira neutralizar os efeitos beneficos do esteroide. nao se deve aplicar injecoes em articulacoes deterioradas. as injecoes intra-articulares repetidas podem, em alguns casos, resultar em deterioracao da articulacao. aconselha-se acompanhamento radiologico em alguns casos especiais para deteccao precoce de qualquer alteracao. se for usado anestesico local antes da injecao de depo-medrol, deve-se ler a bula cuidadosamente e tomar todas as precaucoes. bursite: preparar de forma esteril a area que circunda o local da injecao, nele injetando solucao de cloridrato de procaina a 1%. introduzir na bolsa uma agulha de calibre adequado, acoplada a uma seringa seca e aspirar o liquido. deixa-se a agulha no mesmo lugar e substitui-se a seringa menor contendo a dose desejada. apos a injecao, retira-se a agulha e aplica-se uma pequeno curativo. miscelanea: ganglio, tendinite, epicondilite. no tratamento de afeccoes como tendinite ou tenossinovite, deve-se ter o cuidado de (apos aplicacao de anti-septico adequado sobre a pele) injetar a suspensao na bainha do tendao e nao na espessura do tendao. quando esta estendido, o tendao pode ser apalpado com facilidade. quando se trata de uma afeccao como a epicondilite, deve-se delinear a area mais sensivel, com muito cuidado e quando infiltra-la com a suspensao. para os ganglios das bainhas tendinosas a suspensao se injeta diretamente no cisto. em muitos casos, uma unica injecao proporciona uma acentuada diminuicao no tamanho de tumores cisticos e ainda pode faze-los desaparecer. devem ser observadas as precaucoes habituais de esterilidade com cada injecao. a dosagem no tratamento das diferentes afeccoes das estruturas tendinosas ou bursais, anteriormente descritas, varia conforme a afeccao a ser tratada, entre 4 e 30 mg. a repeticao das injecoes pode ser necessaria em afeccoes cronicas e/ou recidivantes. injecoes para efeito local em afeccoes dermatologicas: apos limpeza com anti-septico apropriado, tal como alcool a 70%, injeta-se, na lesao, de 20 a 60 mg do produto. em casos de lesoes extensas, pode haver necessidade de distribuir doses repetidas de 20 a 40 mg em injecoes locais. deve-se ter cuidado para nao injetar material suficiente para causar isquemia, o que pode determinar o aparecimento de pequena cicatriz. geralmente uma ou duas injecoes sao aplicadas, a intervalos que variam de acordo com a lesao e a duracao da melhora produzida pela injecao inicial. precaucoes adicionais devem ser tomadas, quanto a contaminacao do conteudo, sempre que se usa frasco-ampola de doses multiplas (ver precaucoes). administracao para efeito sistemico: a dosagem para via intramuscular varia conforme a afeccao sob tratamento. quando se deseja um efeito prolongado, pode ser multiplicada a dose oral diaria por 7 e administrada em uma unica injecao intramuscular por semana. a dosagem deve ser individualizada conforme a gravidade da doenca e a resposta do paciente. para criancas, devera reduzir-se a dose recomendada, devendo esta ser regida mais pela gravidade da doenca do que pela proporcionalidade de peso corporal e idade. o tratamento hormonal e auxiliar, e nao substituto do tratamento convencional. a dosagem deve ser diminuida ou descontinuada gradualmente quando a droga for administrada por mais de alguns dias. sao fatores primordiais na determinacao da dose: a gravidade, o prognostico e a duracao esperada da enfermidade e a reacao do paciente ao medicamento. se ocorrer um periodo de remissao espontanea em afeccao cronica, o tratamento deve ser descontinuado. durante tratamento prolongado, devem ser feitos estudos rotineiros de laboratorio, a intervalos regulares, tais como, exame de urina, glicemia pos-prandial (duas horas apos as refeicoes), medida da pressao arterial e peso corporal, bem como radiografia do torax. em pacientes com historia de ulcera ou dispepsia significativa e aconselhavel tirar radiografia do trato gastrintestinal superior. em pacientes com sindrome adrenogenital, uma unica injecao intramuscular de 40 mg, cada duas semanas, pode ser suficiente. para manutencao de pacientes com artrite reumatoide, a dose semanal intramuscular variara de 40 a 120 mg. a dose habitual para pacientes com afeccoes dermatologicas que se beneficiam da corticoterapia sistemica e de 40 a 120 mg de 21-acetato de metilprednisolona administrados por via intramuscular a intervalos de uma a quatro semanas. em dermatite aguda grave por plantas irritantes, pode-se obter alivio dentro de 8 a 12 horas apos administracao intramuscular de dose unica de 80 a 120 mg. em dermatite do contato cronica, podem ser necessarias injecoes repetidas a intervalos de 5 a 10 dias. em dermatite seborreica, uma dose semanal de 80 mg pode ser adequada para controlar a afeccao. a administracao intramuscular de 80 a 120 mg em pacientes asmaticos pode causar melhora em 6 a 48 horas, persistindo por varios dias ate duas semanas. da mesma forma, em pacientes com rinite alergica (febre do feno), uma dose intramuscular de 80 a 120 mg pode resultar no alivio da coriza no periodo de seis horas, persistindo por varios dias ate 3 semanas. se forem notados sinais de estresse associados a enfermidade, a dose deve ser aumentada. no caso de se desejar um efeito hormonal rapido de maxima intensidade, recomenda-se a administracao intravenosa de 21-succinato sodico de metilprednisolona. administracao intra-retal: depo-medrol em doses de 40 a 120 mg administrados como enemas de retencao ou por gotejamento continuo, 3 a 7 vezes por semana, por duas ou mais semanas, demonstrou ser util no tratamento de alguns pacientes com colite ulcerativa. muitos pacientes podem ser controlados com 40 mg de depo-medrol, administrados em 30 a 300 ml de agua, dependendo do grau de envolvimento da mucosa colonica inflamada. naturalmente, as medidas terapeuticas convencionais devem ser instituidas.

Efeitos Colaterais

Quais os males que pode me causar?

Disturbios hidroeletroliticos: retencao de sodio, insuficiencia cardiaca congestiva em pacientes susceptiveis, hipertensao, retencao de liquidos, perda de potassio, alcalose hipocalemica. musculo-esqueleticas: miopatia esteroide, osteoporose, fraturas patologicas, compressao vertebral por fraturas, necrose asseptica. gastrintestinais: ulcera peptica com possivel perfuracao e hemorragia, hemorragia gastrica, pancreatite, esofagite, perfuracao intestinal. dermatologicas: cicatrizacao de feridas prejudicada, petequias e equimoses. pele fina e fragil. metabolicas: balanco negativo de nitrogenio devido ao catabolismo proteico. neurologicas: aumento da pressao intracraniana, pseudotumor cerebral, transtornos psiquicos, convulsoes. endocrinas: irregularidades menstruais, desenvolvimento de estado cushingoide. supressao do eixo pituitaria-supra-renal. diminuicao da tolerancia a carboidratos: manifestacao de diabetes mellitus latente; aumento da dose de insulina ou de agentes hipoglicemiantes orais em pacientes diabeticos. supressao do crescimento em criancas. oftalmicas: catarata subcapsular posterior. aumento da pressao ocular, exoftalmia. sistema imunologico: mascaramento de infeccoes. infeccoes latentes podem se tornar ativas. infeccoes oportunistas. reacoes de hipersensibilidade, incluindo anafilaxia. supressao da reacao a testes cutaneos. as seguintes reacoes adicionais estao relacionadas com a corticoterapia por via parenteral: reacao anafilatica ou reacoes alergicas; hiperpigmentacao ou hipopigmentacao; atrofia cutanea e subcutanea; eritema local apos administracao intra-sinovial; artropatia tipo charcot; infeccoes no local da injecao, apos administracao com tecnica nao esteril; abscesso esteril. reacoes adversas relatadas com vias de administracao nao recomendadas: intratecal/epidural: aracnoidite, meningite, cefaleia, paraparesia/paraplegia; disturbios do sensorio; convulsoes, alteracao intestinal ou urinaria. intranasal: reacoes alergicas, rinite. oftalmicas: diminuicao da acuidade visual temporaria ou permanente, aumento da pressao intra-ocular, inflamacao ocular e periocular incluindo reacoes alergicas, infeccao, descamacao no local da injecao. locais variados de injecao (couro cabeludo, fauces tonsilares, ganglio esfenopalatino): cegueira.

Composição

Cada ml contém: 21-acetato de metilprednisolona 40 mg; excipiente q.s.p. 1 ml.

Apresentação

Caixa com 1 frasco-ampola de 2 ml.

Laboratório

Rhodia Farma Ltda.

SAC: 0800-112300

*Não use medicamentos sem o conhecimento do seu médico, pode ser perigoso para a sua saúde.
*As informações aqui divulgadas não deverão ser utilizadas como substituto de prescrição médica para o tratamento de qualquer doença.