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Para que serve

Dalinvi é indicado para o tratamento de pacientes adultos com um tipo de câncer da medula óssea denominado mieloma múltiplo:

  • Em combinação com bortezomibe e dexametasona, para o tratamento de pacientes que receberam pelo menos um tratamento anterior para mieloma múltiplo.
  • De maneira isolada, em pacientes que receberam anteriormente pelo menos três medicamentos para tratar o mieloma múltiplo, incluindo um inibidor de proteassoma (IP) e um agente imunomodulador, ou que não responderam ao tratamento com um inibidor de proteassoma ou um agente imunomodulador.

Como Dalinvi funciona?

Dalinvi contém uma substância ativa denominada daratumumabe, que pertence a um grupo de medicamentos denominados “anticorpos monoclonais”.

Uma das maneiras pela qual os anticorpos monoclonais agem é através da ligação a células cancerosas específicas em seu organismo, de forma que elas possam ser destruídas por seu sistema de defesa.

Este medicamento é contraindicado para uso por pessoas que tiverem alergia a qualquer componente desse produto.

O médico definirá a dose de Dalinvi que você receberá com base em seu peso corpóreo.

Dalinvi será administrado por um médico ou uma enfermeira, por infusão intravenosa, durante várias horas.

Terapia Combinada com bortezomibe em Regime de Ciclo de 3 Semanas

A dose recomendada de Dalinvi é de 16 mg/kg de peso corpóreo, administrado como infusão intravenosa conforme o esquema de dose apresentado a seguir.

Esquema posológico de Dalinvi com bortezomibe (regime de ciclo de 3 semanas)

SemanasEsquema
Semanas 1 a 9Semanal (total de 9 doses)
Semanas 10 a 24aA cada três semanas (total de 5 doses)
Da Semana 25 em diante, até progressão da doençabA cada 4 semanas

a A primeira dose do regime de dose a cada 3 semanas é administrada na Semana 10.
b A primeira dose do regime de dose a cada 4 semanas é administrada na Semana 25.

Monoterapia

A dose recomendada de Dalivin é 16 mg/kg de peso corpóreo, administrada por infusão intravenosa de acordo com o esquema apresentado na tabela a seguir.

Esquema posológico de Dalivin em monoterapia

SemanasEsquema
Semanas 1 a 8Semanal (total de 8 doses)
Semanas 9 a 24aA cada duas semanas (total de 8 doses)
Da Semana 25 em diante, até progressão da doençabA cada 4 semanas

A primeira dose do regime de dose a cada 2 semanas é administrada na Semana 9.
b A primeira dose do regime de dose a cada 4 semanas é administrada na Semana 25.

Administração

Dalivin é administrado como uma infusão intravenosa após a diluição com cloreto de sódio 0,9%. 

Após a diluição, a infusão de Dalivin deve ser administrada por via intravenosa de acordo com a velocidade apresentada na tabela a seguir.

O aumento escalonado da velocidade de infusão deve ser considerado apenas na ausência de reações infusionais.

Velocidade de infusão para a administração de Dalivin

a Considerar a o escalonamento incremental da velocidade de infusão apenas na ausência de reações infusionais.
b O volume de diluição de 500 mL deve ser usado apenas se nenhuma reação infusional Grau 1 (leve) ou mais for observada durante as primeiras 3 horas após a primeira infusão. Caso contrário, continuar a usar o volume de diluição de 1000 mL e as instruções para a primeira infusão.
c Use uma velocidade inicial modificada para as infusões subsequentes (ou seja, da terceira infusão em diante) somente se nenhuma reação infusional Grau 1 (leve) ou mais for observada durante a velocidade final de infusão de ≥ 100 mL/h nas 2 primeiras infusões. Caso contrário, continuar a usar as instruções para a segunda infusão.

Para as reações relacionadas à infusão de qualquer grau/severidade, seu médico poderá interromper imediatamente a administração de Dalivin e controlar os sintomas. O controle das reações relacionadas à infusão pode exigir também, redução da velocidade da infusão ou descontinuação do Dalivin.

Ajustes de dose

Não é recomendada a redução de dose de Dalivin. Atrasos na dose podem ser necessários para permitir recuperação da contagem de células sanguíneas.

Medicamentos administrados antes e depois de cada infusão

Antes de cada infusão de Dalinvi você receberá medicamentos que diminuem a chance de ocorrerem reações relacionadas à infusão: medicamentos para reação alérgica (anti-histamínicos), inflamação (corticosteroides) e febre (como paracetamol).

Depois de cada infusão você receberá medicamentos por via oral (como corticosteroides) para diminuir a chance de ocorrência de reações à infusão.

Pessoas com problemas respiratórios

Se você tiver algum problema respiratório, como asma ou doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), você receberá medicamentos para inalar que auxiliam o seu problema respiratório, medicamentos que ajudam as vias aéreas do pulmão a se manterem abertas (broncodilatadores), medicamentos que diminuem o edema e a irritação no seu pulmão (corticosteroides).

Pessoas portadoras do vírus herpes Zoster

Para as pessoas portadoras do vírus herpes Zoster, o médico deverá considerar tratamento antiviral para prevenir a reativação do vírus herpes Zoster dentro de 1 semana após início de Dalivin e continuar por pelo menos 3 meses de tratamento consecutivos.

Instruções de Uso, Manuseio e Descarte

Dalivin é somente para uso único.

O profissional da saúde deverá preparar a solução para infusão usando técnicas de assepsia como se segue:

Calcule a dose (mg), o volume total (mL) da solução de Dalinvi e o número de frascos de Dalinvi a serem utilizados, com base no peso do paciente.

  • Verifique se a solução de Dalinvi é incolor a amarela. Não use se observar a presença de partículas opacas, descoloração ou outras partículas estranhas.
  • Usando técnica de assepsia, remova um volume de cloreto de sódio 0,9% da bolsa de infusão igual ao volume necessário da solução de Dalinvi.
  • Retire a quantidade necessária da solução de Dalinvi e transfira para uma bolsa de infusão contendo cloreto de sódio 0,9% para obter o volume apropriado. As bolsas de infusão devem ser de cloreto de polivinila (PVC), polipropileno (PP), polietileno (PE) ou mistura de poliolefinas (PP+PE). Realize a diluição sob condições de assepsia apropriadas. Descarte qualquer porção não utilizada restante no frasco.
  • Gentilmente, inverta a bolsa para misturar a solução. Não agite ou congele.
  • Medicamentos de uso parenteral devem ser inspecionados visualmente para a presença de material particulado e descoloração antes da administração, sempre que a solução e a embalagem permitirem. A solução diluída pode desenvolver partículas proteicas transparentes a brancas, muito pequenas, pois o daratumumabe é uma proteína. Não use se observar partículas opacas, descoloração ou partículas estranhas.
  • Uma vez que Dalinvi não contém conservantes, a solução diluída deve ser administrada dentro de 15 horas (incluindo o tempo da infusão), na temperatura de 15 a 25ºC e luz ambiente.
  • Se não usada imediatamente, a solução diluída pode ser armazenada por até 24 horas em condições refrigeradas 2 a 8ºC e protegido da luz. Não congelar.
  • Administre a solução diluída por infusão intravenosa usando um equipo em linha, estéril, não pirogênico, com regulagem do fluxo e filtro de polietersulfona (PES) de baixa ligação à proteína (tamanho do poro de 0,22 ou 0,2 μm). Equipos de poliuretano (PU), polibutadieno (PBD), PVC, PP ou PE devem ser usados.
  • Não realize a infusão de Dalinvi concomitantemente com outros agentes na mesma linha intravenosa.
  • Não armazene nenhuma porção não utilizada da infusão para uso posterior. O produto não utilizado ou resíduo do produto deve ser descartado de acordo com as exigências locais.

Atenção especial à temperatura de 15 a 25ºC e luz ambiente para utilização da medicação diluída dentro de no máximo 15 horas (incluindo o tempo da infusão).

Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento. Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico.

O que devo fazer quando eu me esquecer de usar Dalinvi?

É muito importante que você receba todas as doses de Dalinvi para que o tratamento funcione. Se você esquecer da consulta para receber alguma aplicação de Dalinvi, marque outra consulta o quanto antes.

Em caso de dúvidas, procure orientação do farmacêutico ou de seu médico, ou cirurgião-dentista.

Reações relacionadas à infusão

Antes e depois de cada infusão de Dalinvi você receberá medicamentos para reduzir a chance de que ocorram reações relacionadas à infusão. Estas reações podem ocorrer durante a infusão ou em até 3 dias depois que você recebeu a infusão.

Informe imediatamente ao médico ou à enfermeira se você apresentar alguma das seguintes reações relacionadas à infusão:

Congestão nasal, falta de ar, pressão alta (hipertensão), tosse, irritação da garganta, assim como calafrios, vômito e náusea.

Os sintomas menos comuns são chiado, rinite alérgica, febre, desconforto no peito, coceira e queda de pressão (hipotensão).

Caso você apresente reações relacionadas à infusão, você pode receber outros medicamentos, a velocidade da infusão pode ser diminuída ou ela pode ser interrompida. Quando estas reações desaparecem ou melhoram a administração do medicamento pode ser reiniciada.

A ocorrência destas reações é mais provável com a primeira infusão.

Se você apresentou uma reação relacionada à infusão alguma vez, a probabilidade que ela ocorra novamente é menor. O médico pode decidir não usar Dalinvi se você tiver uma reação grave à infusão.

Diminuição na contagem de neutrófilos e plaquetas

Seu médico poderá solicitar exames de sangue periódicos durante o tratamento para verificar a contagem dos neutrófilos (glóbulos brancos) e plaquetas. Caso você apresente baixa contagem de neutrófilos, seu médico irá monitorá-lo para sinais de infecção.

Seu médico poderá aumentar o intervalo da administração de Dalinvi para permitir a recuperação das contagens das células sanguíneas.

Transfusões de sangue

Se você precisar receber transfusões de sangue, você fará um exame de sangue para determinar o seu tipo de sangue.  

Dalinvi pode afetar os resultados deste exame de sangue.

Informe para a pessoa que está fazendo o exame que você está recebendo Dalinvi.

Interferência em testes laboratoriais (Imunofixação e Eletroforese)

O daratumumabe pode ser detectado por ensaios de eletroforese de proteína sérica (SPE) e imunofixação (IFE), que também são usados para monitorar as imunoglobulinas da doença (Proteína M), o que pode levar a um resultado SPE e IFE falso positivo em alguns pacientes.

Dependendo da sua resposta neste teste, seu médico terá que usar outros métodos para avaliar a profundidade da resposta ao tratamento.

Crianças e pessoas jovens

Dalinvi não deve ser administrado em crianças ou jovens com menos de 18 anos de idade, pois não se sabe qual será o seu efeito nestas pessoas.

Outros medicamentos e Dalinvi

Informe ao profissional da saúde quais os medicamentos você toma, incluindo medicamentos de venda sob prescrição e sem prescrição, vitaminas e fitoterápicos.

Efeitos sobre a capacidade de dirigir veículos e operar máquinas

Dalinvi não tem influência ou a influência é mínima sobre a capacidade de dirigir veículos e operar máquinas.

Entretanto, fadiga foi relatada pelos pacientes tomando daratumumabe e isto deve ser considerado antes de dirigir veículos ou operar máquinas.

Gravidez e Amamentação

Uso durante a gravidez

Antes de receber o Dalinvi informe ao médico ou à enfermeira se você está grávida, suspeita que possa estar grávida ou estiver planejando ficar grávida.

Se você engravidar durante o tratamento com Dalinvi, informe ao médico ou à enfermeira imediatamente. Você e seu médico decidirão se o benefício de receber o medicamento é maior que o risco para o seu bebê.

Prevenção da gravidez

As mulheres que estão em tratamento com Dalinvi devem usar métodos efetivos para evitar a gravidez durante o tratamento e por 3 meses após o fim do tratamento.

Uso durante a amamentação

Não amamente o seu bebê enquanto estiver recebendo Dalinvi, pois o medicamento pode passar para o leite da mãe e não se sabe se afetará o bebê.

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.

Medicamentos imunossupressores podem ativar focos primários de tuberculose.

Os médicos que acompanham pacientes sob imunossupressão devem estar alertas quanto à possibilidade de surgimento de doença ativa, tomando, assim, todos os cuidados para o diagnóstico precoce e tratamento. 

Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista se você está fazendo uso de algum outro medicamento.

Não use medicamento sem o conhecimento do seu médico. Pode ser perigoso para a sua saúde.

Como todos os medicamentos, Dalinvi pode causar efeitos colaterais embora não em todas as pessoas.

As reações adversas mais frequentes (> 20%) individualmente para cada um dos estudos clínicos foram reações relacionadas à infusão, fadiga, náusea, diarreia, espasmo muscular, febre, tosse, falta de ar, neutropenia (diminuição na contagem de glóbulos brancos), trombocitopenia (diminuição na contagem de plaquetas) e infecção do trato respiratório superior. Além disso, na combinação com bortezomibe, foram frequentemente relatados edema periférico e neuropatia sensorial periférica. As reações adversas graves foram pneumonia, infecção do trato respiratório superior, influenza, febre, diarreia, arritmia (fibrilação atrial).

A lista a seguir compila as reações adversas que ocorreram nos pacientes que receberam 16 mg/kg de Dalinvi:

Reação muito comum (ocorre em mais de 10% dos pacientes que utilizam este medicamento):

Infecções e infestações:

Pneumonia, infecção do trato respiratório superior.

Distúrbios do sistema sanguíneo e linfático:

Neutropenia (diminuição na contagem de glóbulos brancos), trombocitopenia (diminuição na contagem de plaquetas), anemia (diminuição na contagem de glóbulos vermelhos), linfopenia (diminuição na contagem de linfócitos).

Distúrbios do sistema nervoso:

Neuropatia sensorial periférica, cefaleia (dor de cabeça).

Distúrbios respiratórios, torácicos e do mediastino:

Tosse, dispneia (falta de ar).

Distúrbios gastrintestinais:

Diarreia, náusea, vômito.

Distúrbios musculoesqueléticos e do tecido conjuntivo:

Espasmo muscular.

Distúrbios gerais e condições no local da administração:

Fadiga, febre, inchaço nas extremidades.

Danos, envenenamento e complicações no procedimento:

Reações relacionadas à infusão

Reação comum (ocorre entre 1% e 10% dos pacientes que utilizam este medicamento):

Infecções e infestações:

Influenza.

Distúrbios cardíacos:

Fibrilação atrial (arritmia cardíaca).

Reações relacionadas à infusão

Informe imediatamente ao médico ou à enfermeira se você apresentar alguma das reações relacionadas à infusão mencionada a seguir, durante o tratamento ou em até 3 dias após a infusão.

Você pode precisar de outros medicamentos ou pode ser necessário diminuir a velocidade ou interromper a aplicação.

As seguintes reações severas podem ocorrer após a infusão: chiado no peito, dificuldade para respirar, inchaço na garganta ou inchaço dos pulmões, diminuição nas concentrações de oxigênio no sangue, aumento da pressão sanguínea.

Outras reações relacionadas à infusão foram nariz entupido, tosse, calafrios, irritação da garganta, vômito e náusea. Informe imediatamente ao médico ou à enfermeira se você apresentar alguma destas reações.

Infecções

A pneumonia foi a infecção severa mais comumente relatada nos estudos clínicos do medicamento. Descontinuações de tratamento foram relatadas em 2% a 5% dos pacientes.

Infecções fatais foram relatadas em 0,8% a 2% dos pacientes entre os estudos, principalmente devido à pneumonia e sepse.

Reativação do vírus herpes Zoster

Em estudos de terapia isolada com daratumumabe, o herpes Zoster foi relatado em 3% dos pacientes.

No estudo de terapia combinada, o herpes Zoster foi relatado em 5% versus 3% nos grupos DVd (tratamento combinado de daratumumabe/bortezomibe/dexametasona) e Vd (tratamento combinado de bortezomibe e dexametasona), respectivamente.

Imunogenicidade

Como todo tratamento com proteínas, há um potencial de imunogenicidade. Em estudos clínicos em pacientes com mieloma múltiplo tratados com Dalinvi, nenhum dos 111 pacientes avaliáveis no regime isolado e 1 (0,4%) dos 234 pacientes em terapia de combinação, apresentaram resultado positivo para anticorpos anti-daratumumabe. Portanto, a incidência de desenvolvimento de anticorpo não pode ser determinada com confiança.

Atenção: este produto é um medicamento novo e, embora as pesquisas tenham indicado eficácia e segurança aceitáveis, mesmo que indicado e utilizado corretamente, podem ocorrer eventos adversos imprevisíveis ou desconhecidos. Nesse caso, informe seu médico ou cirurgião-dentista.

Cada frasco-ampola contém

100 mg de daratumumabe em 5,0 mL de solução.

Excipientes: ácido acético glacial, manitol, polissorbato 20, acetato de sódio tri-hidratado, cloreto de sódio e água para injetáveis.

Cada frasco-ampola contém

400 mg de daratumumabe em 20,0 mL de solução.

Excipientes: ácido acético glacial, manitol, polissorbato 20, acetato de sódio tri-hidratado, cloreto de sódio e água para injetáveis.

Este medicamento será administrado por um médico ou enfermeira.

Caso você receba uma dose acima do recomendado, o médico irá examiná-lo para a presença de efeitos colaterais, cujos sintomas deverão ser tratados imediatamente. Não há antidoto específico para uma dose excessiva de Dalinvi.

Em caso de uso de grande quantidade deste medicamento, procure rapidamente socorro médico e leve a embalagem ou bula do medicamento, se possível.

Ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações.

Não foram conduzidos estudos de interação medicamentosa.
Avaliações de farmacocinética clínica da pomalidomida, talidomida e bortezomibe indicaram que não há interação medicamentosa clinicamente relevante entre este medicamento e esses tratamentos de combinação.

Efeito deste medicamento em exames laboratoriais

- Interferência com teste indireto de antiglobulina (teste indireto de Coombs)

O daratumumabe se liga ao CD38 nas hemácias e interfere com o teste de compatibilidade, incluindo a triagem de anticorpos e pareamento. Os métodos de mitigação da interferência de daratumumabe incluem tratar as hemácias com ditiotreitol (DTT) para quebrar a ligação ao daratumumabe ou genotipagem. Uma vez que o sistema de grupo Kell também é sensível ao tratamento com DTT, as unidades K-negativas devem ser fornecidas após exclusão ou identificação de alo-anticorpos usando hemácias tratadas com DTT.

Se for necessária transfusão de emergência, podem ser administradas hemácias ABO/RhD compatíveis, sem realização de prova cruzada, de acordo com as boas práticas locais de transfusão.

- Interferência com Testes de Eletroforese de Proteínas Séricas e Imunofixação

O daratumumabe pode ser detectado por ensaios de eletroforese de proteína sérica (SPE) e imunofixação (IFE) usados para monitorar as imunoglobulinas monoclonais da doença (Proteína M). Isto pode levar a um resultado SPE e IFE falso positivo para pacientes com proteína de mieloma IgG Kappa, impactando na avaliação inicial de resposta completa conforme critério Grupo de Trabalho Internacional de Mieloma (IMWG). Em pacientes com resposta parcial muito boa persistente, considerar outros métodos para avaliar a profundidade da resposta.

Resultados de Eficácia

Terapia de combinação com bortezomibe

O estudo clínico MMY3004, um estudo aberto, randomizado, controlado por ativo, de Fase 3, comparou o tratamento com 16 mg/kg deste medicamento em combinação com o bortezomibe e dexametasona (DVd) ao tratamento com bortezomibe e dexametasona (Vd). O bortezomibe foi administrado através de injeção subcutânea ou infusão intravenosa em uma dose de 1,3 mg/m2 de área de superfície corporal, duas vezes por semana por duas semanas (Dias 1, 4, 8 e 11) em ciclos de tratamento repetidos de 21 dias (3 semanas), por um total de 8 ciclos. A dexametasona foi administrada por via oral a uma dose de 20 mg nos Dias 1, 2, 4, 5, 8, 9, 11 e 12 dos 8 ciclos de bortezomibe (80 mg/semana para 2 de cada 3 semanas de cada ciclo de bortezomibe) ou uma dose reduzida de 20mg/semana para pacientes > 75 anos, IMC < 18,5, com diabetes melitus mal controlada ou intolerância prévia ao tratamento com esteroides. Nos dias de infusão deste medicamento, a dose de 20 mg de dexametasona foi administrada como uma medicação pré-infusão. Para os pacientes em dose reduzida de dexametasona, a dose completa de 20 mg foi administrada como uma medicação pré-infusão deste medicamento. Ajustes de dose para bortezomibe e dexametasona foram feitos conforme orientações presentes nas bulas desses produtos.

Um total de 498 pacientes foram randomizados, sendo 251 pacientes no braço DVd e 247 no braço Vd. A linha basal demográfica e as características da doença eram semelhantes entre os braços deste medicamento e do grupo controle. A mediana de idade dos pacientes foi de 64 anos (variação de 30 a 88 anos), 12% tinham ≥ 75 anos de idade, 57% eram homens; 87% caucasianos, 5% asiáticos e 4% afroamericanos. Os pacientes haviam recebido uma mediana de 2 linhas de tratamentos prévios e 61% dos pacientes tinham recebido transplante autólogo de células tronco (TACT). Sessenta e nove porcento (69%) dos pacientes haviam recebido previamente inibidores de proteassoma (66% receberam bortezomibe) e 76% dos pacientes receberam agentes imunomoduladores (42% receberam lenalidomida). No nível basal, 32% dos pacientes eram refratários a última linha de tratamento e as proporções de pacientes refratários a qualquer tratamento específico prévio estavam bem equilibradas entre os grupos de tratamento. Trinta e três porcento (33%) dos pacientes eram refratários somente aos agentes imunomoduladores e 28% eram refratários a lenalidomida. A eficácia foi avaliada pela sobrevida livre de progressão (PFS) com base no critério do Grupo de Trabalho Internacional em Mieloma (IMWG).

O estudo MMY3004 demonstrou uma melhora na sobrevida livre de progressão no braço DVd em comparação ao braço Vd. A mediana de sobrevida livre de progressão não foi alcançada no braço DVd e foi de 7,2 meses no braço Vd [HR (IC de 95%): 0,39 (0,28; 0,53); valor de p < 0,0001], representando uma redução de 61% no risco de progressão da doença ou morte para os pacientes tratados com DVd versus Vd.

Figura 1: Curva de Kaplan-Meier da Sobrevida Livre de Progressão no Estudo MMY3004

Os resultados de eficácia adicionais do estudo MMY3004 são apresentados na Tabela 1, a seguir:

Tabela 1: Resultados de eficácia adicionais do Estudo MMY3004

Número de pacientes com resposta avaliável

DVd (n=240)

Vd (n=234)

Resposta global (sRC+RC+RPMB+RP) n(%) Valor de pa
Resposta completa rigorosa (sRC)
Resposta completa (RC)

Resposta parcial muito boa (RPMB) Resposta parcial (RP)

199 (82,9) < 0,0001 11 (4,6) 35 (14,6) 96 (40,0) 57 (23,8)

148 (63,2)

5 (2,1) 16 (6,8) 47 (20,1) 80 (34,2)

Mediana de tempo para resposta [meses (variação)]

0,9 (0,8; 1,4)

1.6 (1,5; 2,1)

Mediana de duração de resposta [meses (IC de 95%)]

NE (11,5; NE)

7,9 (6,7; 11,3)

Taxa de MRD negativa (IC de 95%)b (%)

13,5 (9,6; 18,4)

2,8 (1,1; 5,8)

Razão de probabilidade com IC de 95%c

5,37 (2,33; 12,37)

 

Valor de pd

0,000006

 

DVd = daratumumabe- bortezomibe-dexametasona; Vd = bortezomibe-dexametasona; MRD= doença residual mínima; IC = intervalo de confiança; NE = inestimável.
Valor de p a partir do teste Qui-quadrado de Cochran Mantel-Haenszel.
Baseado na população com Intenção de Tratar e limite de 10-4.
Foi usada uma estimativa Qui-quadrado das razões de probabilidade comuns. Uma razão de probabilidade > 1 indica uma vantagem favorável ao DVd.
Valor de p é a partir de teste Qui-quadrado de razão de semelhança.

A mediana de Sobrevida Global (SG) não foi atingida para ambos os grupos de tratamento. Com uma mediana global de acompanhamento de 7,4 meses (IC de 95%: 0,0; 14,9), a razão de risco para OS foi de 0,77 (IC de 95%: 0,47; 1,26; p = 0,2975).

Monoterapia

A eficácia e a segurança deste medicamento em monoterapia para o tratamento de pacientes com mieloma múltiplo refratário ou recidivado, para os quais a terapia prévia incluiu um inibidor de proteassoma e agente imunomodulador, foram demonstradas em dois estudos abertos.
No estudo MMY2002, 106 pacientes com mieloma múltiplo refratário ou recidivado receberam 16 mg/kg deste medicamento até a progressão da doença. A idade mediana dos pacientes era 63,5 anos (variação de 31 a 84 anos), 49% eram do sexo masculino e 79% eram caucasianos. Os pacientes haviam recebido uma mediana de 5 linhas anteriores de tratamento. Oitenta por cento dos pacientes haviam recebido previamente um transplante autólogo de células tronco (TACT). Os tratamentos anteriores incluíram bortezomibe (99%), lenalidomida (99%), pomalidomida (63%) e carfilzomibe (50%). No momento basal, 97% dos pacientes eram refratários à última linha de tratamento, 95% eram refratários a ambos, um inibidor de proteassoma e um agente imunomodulador, 77% aos agentes alquilantes, 63% à pomalidomida e 48% ao carfilzomibe. Os resultados de eficácia baseados na avaliação do Comitê de Revisão Independente (CRI) são apresentados na Tabela 2.

Tabela 2: Resultados de Eficácia Avaliados pelo CRI no estudo MMY2002

Desfecho de Eficácia

este mediamento 16 mg/kg N=106

Taxa de resposta global1 (TRG: sRC+RC+RPMB+RP) [n(%)] IC de 95% (%)

31 (29,2) (20,8, 38,9)

Resposta completa rigorosa (sRC) [n (%)]

3 (2,8)

Resposta completa (RC) [n]

0

Resposta parcial muito boa (RPMB) [n (%)]

10 (9,4)

Resposta parcial (RP) [n (%)]

18 (17,0)

Taxa de Benefício Clínico (TRG+RM) [n(%)]

36 (34,0)

Mediana da duração da resposta [meses (IC 95%)]

7,4 (5,5, NE)

Mediana do tempo para resposta [meses (intervalo)]

1 (0,9; 5,6)

1 Desfecho primário de eficácia (critérios do Grupo de Trabalho Internacional em Mieloma)
IC = intervalo de confiança; NE = não estimável; RM = resposta mínima

A taxa de resposta global (TRG) no estudo MMY2002 foi similar independentemente do tipo de tratamento antimieloma anterior. Com uma mediana de duração do seguimento de 9 meses, a sobrevida global (SG) não foi alcançada. A taxa de sobrevida global em 12 meses foi de 65% (IC de 95%: 51,2; 75,5).
No estudo GEN501, 42 pacientes com mieloma múltiplo refratário ou recidivado receberam 16 mg/kg deste medicamento até a progressão da doença. A mediana da idade dos pacientes era 64 anos (intervalo de 44 a 76 anos), 64% eram do sexo masculino e 76% eram caucasianos. Os pacientes no estudo haviam recebido uma mediana de 4 linhas anteriores de tratamento. Setenta e quatro por cento dos pacientes havia recebido TACT anteriormente. Os tratamentos anteriores incluíram bortezomibe (100%), lenalidomida (95%), pomalidomida (36%) e carfilzomibe (19%). No momento basal 76% dos pacientes eram refratários a última linha de tratamento, 64% eram refratários a um inibidor de proteassoma e um agente imunomodulador, 60% eram refratários aos agentes alquilantes, 36% à pomalidomida e 17% ao carfilzomibe.

O tratamento com 16 mg/kg de daratumumabe resultou em taxa de resposta global de 36%, com 5% de resposta completa e 5% de resposta parcial muito boa. A mediana do tempo para resposta foi de 1 mês (variação: 0,5 a 3,2 meses). A mediana da duração da resposta não foi alcançada (IC de 95%: 5,6 meses, não estimável). Com uma mediana de duração do seguimento de 10 meses, a mediana da sobrevida global não foi atingida. A taxa de sobrevida global de 12 meses foi de 77% (IC de 95%: 58,0, 88,2).

Referências:

  1. Palumbo A, Chanan-Khan A, Weisel K, et al. Daratumumab, Bortezomib, and Dexamethasone for Multiple Myeloma. N Engl J Med. 2016 Aug 25;375(8):754-66.
  2. Lokhorst HM, Plesner T, Laubach JP, et al. Targeting CD38 with daratumumab monotherapy in multiple myeloma. N Engl J Med. 2015;373(13):1207-1219.
  3. Lonial S, Weiss BM, Usmani SZ, et al. Daratumumab monotherapy in patients with treatment-refractory multiple myeloma (SIRIUS): an open-label, randomised, phase 2 trial. Lancet. 2016;387(10027):1551-1560.

Características Farmacológicas

Propriedades farmacodinâmicas

- Mecanismo de ação

O daratumumabe é um anticorpo monoclonal (mAb) humano IgG1 que se liga à proteína CD38 expressa em nível alto na superfície de células em diversas doenças hematológicas malignas, incluindo células tumorais de mieloma múltiplo, assim como outros tipos de células e tecidos em vários níveis. A proteína CD38 tem várias funções tais como adesão mediada ao receptor, sinalização e atividade enzimática.

O daratumumabe mostrou ser um inibidor potente do crescimento in vitro de células tumorais que expressam CD38. Com base nos estudos in vitro, o daratumumabe pode utilizar várias funções efetoras, resultando em morte de células tumorais mediada imunologicamente. Estes estudos sugerem que o daratumumabe pode induzir a lise de células tumorais através de citotoxicidade dependente do complemento (CDC), citotoxicidade mediada por células dependente de anticorpo (ADCC) e fagocitose celular dependente de anticorpo (ADCP) em neoplasias que expressam CD38. Um conjunto de células supressoras derivadas da linhagem mieloide (CD38+MDSCs), células T reguladoras (CD38+Tregs) e célula B (CD38+Bregs) são diminuídas por daratumumabe. As células T (CD3+, CD4+ e CD8+) são também conhecidas por expressar CD38 dependendo do estágio de desenvolvimento e do nível de ativação. Aumentos significativos na contagem absoluta de células T CD4+ e CD8+ e as porcentagens de linfócitos também foram observadas no tratamento com este medicamento no sangue periférico total e medula óssea. O sequenciamento de DNA da célula T-receptora verificou que a clonalidade de células T estava aumentada no tratamento com este medicamento, indicando um efeito imunomodulador, o que pode contribuir com a resposta clínica.

O daratumumabe induziu apoptose in vitro após ligação cruzada mediada por Fc. Além disso, daratumumabe modulou a atividade enzimática por CD38, inibindo a atividade da enzima ciclase e simulando a atividade da hidrolase. A significância desses efeitos in vitro no cenário clínico e as implicações para o crescimento tumoral não são bem compreendidas.

- Efeitos farmacodinâmicos

Célula natural killer (NK) e contagem de células T

As células NK são conhecidas por expressarem níveis altos de CD38 e são sensíveis à lise celular mediada pelo daratumumabe. Reduções nas contagens absolutas e nas porcentagens do total de células NK (CD16+CD56+) e células NK ativadas (CD16+CD56dim) no sangue total periférico e na medula óssea foram observadas com o tratamento com este medicamento. No entanto, níveis basais de células NK não mostraram uma associação com a resposta clínica.

- Eletrofisiologia cardíaca

Este medicamento, como toda proteína grande, possui baixa probabilidade de interações diretas em canais de íons. Não há evidências nos estudos pré-clínicos ou estudos clínicos sugerindo que este medicamento possui potencial para atrasar a repolarização ventricular.

Propriedades farmacocinéticas

A farmacocinética do daratumumabe após a administração intravenosa deste medicamento em monoterapia foi avaliada em pacientes com mieloma múltiplo refratário ou recidivado em doses de 0,1 mg/kg a 24 mg/kg. Um modelo de farmacocinética da população do daratumumabe foi desenvolvido para descrever as características farmacocinéticas do daratumumabe e avaliar a influência de covariáveis na disposição do daratumumabe em pacientes com mieloma múltiplo. A análise da farmacocinética populacional incluiu 223 pacientes recebendo este medicamento em monoterapia em dois estudos clínicos (150 pacientes receberam 16 mg/kg).
Nos coortes de 1 mg/kg a 24 mg/kg, as concentrações séricas de pico (Cmáx) após a primeira dose aumentaram aproximadamente em proporção à dose e o volume de distribuição foi consistente com a distribuição inicial no compartimento plasmático. Os aumentos da ASC foram mais que proporcionais à dose e a depuração diminuiu com o aumento da dose. Estas observações sugerem que o CD38 pode sofrer saturação com doses mais altas, depois do que o impacto na depuração da ligação alvo é minimizado e a depuração do daratumumabe se aproxima da depuração linear da IgG1 endógena. A depuração também diminuiu com doses múltiplas, o que pode estar relacionado a redução da carga do tumor.
A meia-vida terminal aumenta com o aumento da dose e com a administração repetida. A meia-vida terminal média [desvio padrão (DP)] estimada do daratumumabe após a primeira dose de 16 mg/kg foi de 9 (4,3) dias. Com base na análise da farmacocinética populacional, a meia-vida média (DP) associada com a eliminação linear não específica foi aproximadamente 18 (9) dias; esta é a meia-vida terminal que pode ser esperada com depuração mediada pela saturação completa do alvo e a administração repetida do daratumumabe.
Ao final da administração semanal para o esquema de monoterapia e a dose de 16 mg/kg recomendados, a Cmáx plasmática média (DP) foi de 915 (410,3) mcg/mL, aproximadamente 2,9 vezes maior que após a primeira infusão. A concentração sérica média (DP) pré-dose (mínima) ao final da administração semanal foi de 573 (331,5) mcg/mL. Com base na análise da farmacocinética populacional deste medicamento em monoterapia, o daratumumabe atinge o estado de equilíbrio em aproximadamente 5 meses em cada período de 4 semanas de tratamento (por volta da 21a infusão) e a razão média (DP) da Cmáx no estado de equilíbrio para a Cmáx após a primeira dose foi 1,6 (0,5). O volume central médio (DP) de distribuição é 56,98 (18,07) mL/kg.
Uma análise farmacocinética populacional adicional foi conduzida em pacientes com mieloma múltiplo que receberam daratumumabe em vários esquemas de combinação, a partir de quatro estudos clínicos (694 pacientes dos quais 684 receberam 16 mg/kg de daratumumabe). Os perfis de concentração versus tempo de daratumumabe foram semelhantes seguindo a monoterapia e a terapia de combinação. A meia-vida terminal média (Desvio Padrão) estimada associada a uma depuração linear na terapia de combinação foi de aproximadamente 23 (12) dias.

Com base na análise da farmacocinética populacional, o peso corpóreo foi identificado como uma covariável estatisticamente significante para a depuração do daratumumabe. Portanto, o tratamento de acordo com o peso corpóreo é uma estratégia posológica apropriada para os pacientes com mieloma múltiplo.

Populações especiais

- Idade e gênero

Com base na análise da farmacocinética populacional em pacientes recebendo monoterapia, a idade (variação: 31 a 84 anos) não teve efeito clinicamente importante na farmacocinética do daratumumabe e a exposição do daratumumabe foi similar entre os pacientes mais novos (idade < 65 anos, n=127) e mais velhos (idade ≥65 anos, n=96). De maneira semelhante a monoterapia, nos pacientes recebendo os tratamentos de combinação, nenhuma influência clinicamente significativa da idade na exposição ao daratumumabe foi observada nas análises da farmacocinética populacional. A diferença na exposição foi dentro de 6% entre jovens (idade < 65 anos, n=352; ou idade < 75 anos, n=630) e pacientes mais velhos (idade ≥ 65 anos, n=342; ou idade ≥ 75 anos, n=64).
Em ambas análises da farmacocinética populacional, o gênero não afetou a exposição ao daratumumabe em um grau de relevância clínica.

- Compromentimento renal

Não foram conduzidos estudos formais deste medicamento em pacientes com comprometimento renal. Uma análise da farmacocinética populacional foi realizada com base em dados preexistentes da função renal em pacientes recebendo daratumumabe em monoterapia, incluindo 71 com função renal normal [depuração da creatinina (DC) ≥ 90 mL/min], 78 com comprometimento renal leve (DC <90 mL/min e ≥ 60 mL/min), 68 com comprometimento renal moderado (DC <60 mL/min e ≥ 30 mL/min) e 6 com comprometimento renal grave ou no estágio final da doença renal (DC <30 mL/min). Não foram observadas diferenças clinicamente importantes na exposição ao daratumumabe entre os pacientes com comprometimento renal e aqueles com função renal normal. Uma análise da farmacocinética populacional adicional nos pacientes recebendo tratamentos de combinação também demonstraram nenhuma relevância clínicamente significativa na exposição ao daratumumabe entre os pacientes com insuficiência renal (leve, n=264; moderada, n=166; grave, n=12) e aqueles com função renal normal (n=251).

- Comprometimento hepático

Não foram conduzidos estudos formais deste medicamento em pacientes com comprometimento hepático. Uma análise da farmacocinética populacional dos pacientes tratados com daratumumabe em monoterapia incluiu 189 pacientes com função hepática normal [bilirrubina total (TB) e aspartato aminotransferase (AST) ≤ o limite superior do normal (LSN)] e 34 pacientes com insuficiência hepática leve (TB 1,0x a 1,5x LSN ou AST > LSN). Nenhuma diferença clinicamente significativa na exposição ao daratumumabe foi observada entre os pacientes com insuficiência hepática leve e aqueles com função hepática normal. Uma análise da farmacocinética populacional adicional dos pacientes com mieloma múltiplo que receberam daratumumabe em tratamentos de combinação incluíram 598 pacientes com função hepática normal, 83 pacientes com insuficiência hepática leve e 5 pacientes com moderada (TB > 1,5x a 3,0x LSN), ou insuficiência hepática grave (TB > 3,0x LSN). Nenhuma diferença clinicamente significativa foi observada entre os pacientes com insuficiência hepática e aqueles com função hepática normal.

- Raça

Com base na análise da farmacocinética populacional de daratumumabe em monoterapia, a exposição ao daratumumabe foi semelhante entre os pacientes brancos (n=197) e não-brancos (n=26). Em uma análise da farmacocinética populacional adicional em pacientes com mieloma múltiplo que receberam daratumumabe em várias terapias de combinação, a exposição ao daratumumabe foi também semelhante entre pacientes brancos (n=558) e não-brancos (n=136).

Informação não clínica

Os dados de toxicologia são derivados de estudos com o daratumumabe em chimpanzés e com um anticorpo anti- CD38 substituto em macacos cynomolgus. As toxicidades primárias identificadas em chimpanzés foram reações relacionadas à infusão durante a primeira infusão de daratumumabe, mas não nas subsequentes, e trombocitopenia. Anemia foi observada em macacos cynomolgus. A afinidade de ligação do daratumumabe às plaquetas humanas é pelo menos 15 vezes menor do que às plaquetas de chimpanzés. Similarmente, o anti-CD38 do macaco cynomolgus se liga fortemente às hemácias de macacos cynomolgus, enquanto que o daratumumabe mostra apenas um nível baixo de ligação às hemácias humanas. Isto sugere que a trombocitopenia e a anemia podem ter relevância limitada para os humanos. O efeito nas plaquetas e nas hemácias foi reversível. Não foi conduzido nenhum teste de toxicidade crônica.

- Carcinogenicidade e mutagenicidade

Não foram realizados estudos em animais para estabelecer o potencial carcinogênico do daratumumabe. Em geral, estudos rotineiros de genotoxicidade e carcinogenicidade não são aplicáveis a medicamentos biológicos, pois proteínas grandes não se difundem para o interior das células e não podem interagir com o DNA ou o material cromossômico.

- Toxicologia reprodutiva

Não foram realizados estudos em animais para avaliar os potenciais efeitos do daratumumabe sobre a reprodução ou o desenvolvimento.

- Fertilidade

Não foram realizados estudos em animais para determinar os potenciais efeitos sobre a fertilidade em machos ou fêmeas.

Conservar sob refrigeração em temperatura entre 2°C e 8°C. Não congelar. Proteger da luz.

Após diluição

Uma vez que as soluções de daratumumabe não contêm conservantes, a menos que o método de abertura/diluição exclua o risco de contaminação microbiológica, o produto deve ser utilizado imediatamente.

Se não usado imediatamente, a solução pode ser armazenada em um refrigerador (entre 2°C e 8°C), protegido da luz, por até 24 horas antes do uso, seguidos por 15 horas (incluindo o tempo da infusão) a temperatura entre 15°C a 25°C e luz ambiente.

Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.

Não use medicamento com o prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original.

Após preparo, a solução diluída pode ser mantida sob refrigeração (2°C a 8°C), protegida da luz, por até 24 horas antes de usar.

Atenção especial à temperatura de 15 a 25°C e luz ambiente para utilização da medicação diluída dentro de no máximo 15 horas (incluindo o tempo da infusão).

Aspecto físico

Dalinvi é uma solução concentrada incolor a amarela, sem conservantes.

Antes de usar, observe o aspecto do medicamento. Caso ele esteja no prazo de validade e você observe alguma mudança no aspecto, consulte o farmacêutico para saber se poderá utilizá-lo.

Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.

MS - 1.1236.3414

Farm. Resp.:
Marcos R. Pereira – CRF/SP nº 12.304

Registrado por:
Janssen-Cilag Farmacêutica Ltda.
Av. Presidente Juscelino Kubitschek, 2.041
São Paulo – SP
CNPJ 51.780.468/0001-87

Dalinvi 100mg

Fabricado por:
Cilag A.G. Schaffhausen – Suíça

OU

Fabricado por:
Vetter Pharma-Fertigung GmbH & Co. KG Ravensburg – Alemanha

Embalado (emb. secundária) por:
Cilag A.G.
Schaffhausen – Suíça

Dalinvi 400 mg

Fabricado por:
Vetter Pharma-Fertigung GmbH & Co. KG Ravensburg – Alemanha

Embalado (emb. secundária) por:
Cilag A.G.
Schaffhausen – Suíça

Importado por:
Janssen-Cilag Farmacêutica Ltda.
Rodovia Presidente Dutra, km 154
São José dos Campos - SP
CNPJ 51.780.468/0002-68

Uso restrito a hospitais.

Venda sob prescrição médica.

*Não use medicamentos sem o conhecimento do seu médico, pode ser perigoso para a sua saúde.
*As informações aqui divulgadas não deverão ser utilizadas como substituto de prescrição médica para o tratamento de qualquer doença.