Cloridrato de Tirofibana Icone para ediçãoIcone de Enomear Icone de Excluir

Cloridrato de Tirofibana (substância ativa) age prevenindo a agregação das plaquetas no sangue. Quando as plaquetas aderem umas às outras elas podem formar coágulos sanguíneos, capazes de causar obstrução dos vasos sanguíneos que nutrem o coração, levando a um ataque cardíaco.

É uma medicação exclusiva para uso por via intravenosa. A administração da Cloridrato de Tirofibana (substância ativa) é feita sempre por infusão intravenosa (IV) lenta, por um profissional de saúde, sob supervisão direta de um médico, e em ambiente adequado para tratamento de emergências.

O medicamento promove uma inibição plaquetária maior que 90%, trinta minutos após sua infusão. As doses utilizadas, assim como os horários e intervalos de administração devem ser estabelecidos unicamente pelo médico.

Para que serve

Cloridrato de Tirofibana (substância ativa), em combinação com heparina, é indicado para pacientes com angina instável ou infarto do miocárdio sem elevação do segmento ST (IMSEST) para prevenir a ocorrência de eventos cardíacos isquêmicos.

É também indicado para pacientes com síndromes coronárias isquêmicas, submetidos à angioplastia coronária ou aterectomia, para prevenir a ocorrência de complicações coronarianas isquêmicas relacionadas ao fechamento abrupto da artéria coronária tratada.

Cloridrato de Tirofibana (substância ativa) é contraindicado em pacientes com hipersensibilidade a qualquer componente do produto.

Como a inibição da agregação plaquetária aumenta o risco de hemorragias, Cloridrato de Tirofibana (substância ativa) é contraindicado em pacientes com hemorragia interna ativa, histórico de hemorragia intracraniana, neoplasia intracraniana, malformação arteriovenosa ou aneurisma e para pacientes que desenvolveram trombocitopenia após exposição ao Cloridrato de Tirofibana (substância ativa).

Branca Comum (Venda Sob Prescrição Médica)

Medicações para uso parenteral devem ser inspecionadas visualmente quanto à presença de micropartículas e alteração de cor antes do uso, sempre que a solução e o frasco permitirem.

Cloridrato de Tirofibana (substância ativa) pode ser administrado na mesma linha venosa utilizada para administração de sulfato de atropina, dobutamina, dopamina, cloridrato de epinefrina, furosemida, lidocaína, cloridrato de midazolam, sulfato de morfina, nitroglicerina, cloreto de potássio, cloridrato de propanolol e famotidina injetável.

Cloridrato de Tirofibana (substância ativa) e diazepam não devem ser administrados na mesma linha intravenosa.

Cloridrato de Tirofibana solução concentrada

O conteúdo do frasco de Cloridrato de Tirofibana solução concentrada deve ser diluído antes da administração do seguinte modo:

  1. Retire 50 mL de um frasco estéril de 250 mL de solução salina estéril a 0,9% ou de glicose a 5% em água e substitua por 50 mL de Cloridrato de Tirofibana (substância ativa) solução concentrada (frasco de 50 mL) para obter a concentração de 50 microgramas/mL. Misture bem antes da administração.
  2. Administre a posologia apropriada, calculada com base na tabela descrita anteriormente.
  3. Toda a solução intravenosa não utilizada deve ser descartada.

Posologia do Cloridrato de Tirofibana


O frasco de Cloridrato de Tirofibana (substância ativa) solução concentrada deve ser diluído antes da administração, veja modo de usar.

Cloridrato de Tirofibana (substância ativa) somente deve ser utilizado por via intravenosa usando-se equipamento estéril.

Cloridrato de Tirofibana (substância ativa) pode ser administrado com heparina, na mesma linha venosa. Recomenda-se usar Cloridrato de Tirofibana (substância ativa) utilizando-se bomba de infusão calibrada. Deve-se evitar infusão de ataque prolongada e ter cautela para calcular a dose em bolus e a velocidade de infusão com base no peso do paciente.

Em estudos clínicos, os pacientes receberam aspirina, exceto quando contraindicado.

Angina instável ou Infarto do Miocárdio sem elevação do segmento ST

Cloridrato de Tirofibana (substância ativa) deve ser administrado por via intravenosa, em combinação com heparina, na velocidade de infusão inicial de 0,4 microgramas/kg/min durante 30 minutos. Ao término da infusão inicial de Cloridrato de Tirofibana (substância ativa), deve-se continuar a infusão de manutenção na velocidade de 0,1 microgramas/kg/min.

A tabela a seguir é fornecida como guia para ajuste posológico com base no peso do paciente.

Cloridrato de Tirofibana (substância ativa) solução concentrada para infusão intravenosa deve ser diluído antes da administração para a concentração de 50 microgramas/mL, veja modo de usar:

No estudo que demonstrou a eficácia, Cloridrato de Tirofibana (substância ativa), em combinação com heparina, em geral foi mantido durante no mínimo 48 horas, até 108 horas; em média, os pacientes receberam Cloridrato de Tirofibana (substância ativa) durante 71,3 horas. Essa infusão pode ser continuada durante angiografia e deveria prosseguir por até 12 a 24 horas após angioplastia/aterectomia. Os introdutores arteriais devem ser removidos quando o tempo de coagulação ativada do paciente for inferior a 180 segundos ou 2 a 6 horas após suspensão da heparina.

Angioplastia / Aterectomia

Nessas situações, Cloridrato de Tirofibana (substância ativa) deve ser administrado por via intravenosa, em combinação com heparina, em bolus inicial de 10 microgramas/kg administrados durante 3 minutos e, a seguir, na velocidade de infusão de manutenção de 0,15 microgramas/kg/min. A tabela a seguir é fornecida como guia para ajuste posológico com base no peso do paciente.

Cloridrato de Tirofibana (substância ativa) solução concentrada para infusão deve ser diluído antes da administração para a concentração de 50 microgramas/mL, veja modo de usar:

A infusão de manutenção de Cloridrato de Tirofibana (substância ativa) deve ser administrada durante 36 horas. No fim do procedimento, a heparina deve ser descontinuada, e os introdutores arteriais devem ser removidos quando o tempo de coagulação ativada do paciente for inferior a 180 segundos.

Pacientes com Insuficiência Renal Grave

Conforme especificado nas tabelas, a posologia de Cloridrato de Tirofibana (substância ativa) deve ser reduzida em 50% em pacientes com insuficiência renal grave (clearance de creatinina <30 mL/min).

Pacientes submetidos a hemodiálise

Considerar as mesmas orientações de posologia feitas para pacientes com Insuficiência renal grave.

Outros Grupos de Pacientes

Não é recomendado ajuste posológico para pacientes idosos ou para pacientes do sexo feminino.

Reações muito comuns (>1/10)

Quando usado concomitantemente com heparina e aspirina, o efeito colateral desfavorável mais comum é a ocorrência de sangramentos, geralmente de gravidade leve, de local conhecido, podendo também ocorrer hematúria, hematêmese e hemoptise.

Reações comuns (> 1/100 e ≤ 1/10)

Contagem de plaquetas no sangue inferior a 90.000 células/mm3 e sangramentos de maior gravidade, requerendo transfusão sanguínea, cefaleia, náusea e febre.

Reações incomuns (> 1/1.000 e ≤ 1/100)

Contagem de plaquetas no sangue inferior a 50.000 células/mm3, com consequente aumento de sangramentos, incluindo os de maior gravidade.

Reações raras (> 1/10.000 e ≤ 1/1.000)

Hemorragias graves e fatais; e grave trombocitopenia (contagem inferior a 10.000/mm3).

Reações muito raras (≤ 1/10.000)

Reações alérgicas graves, incluindo reações anafiláticas, geralmente no primeiro dia de infusão, durante o tratamento inicial e durante a readministração do medicamento.

Em casos de eventos adversos, notifique ao Sistema de Notificações em Vigilância Sanitária – NOTIVISA ou para a Vigilância Sanitária Estadual ou Municipal.

Cloridrato de Tirofibana (substância ativa) foi estudado em associação com aspirina e heparina. O uso de Cloridrato de Tirofibana (substância ativa) em combinação com heparina e aspirina foi associado ao aumento de sangramentos quando comparado à aspirina e à heparina administradas isoladamente. Deve-se ter cautela quando Cloridrato de Tirofibana (substância ativa) for usado com outros medicamentos que afetam a hemostasia (por exemplo, varfarina).

Em estudos clínicos, Cloridrato de Tirofibana (substância ativa) foi utilizado concomitantemente com betabloqueadores, bloqueadores dos canais de cálcio, anti-inflamatórios não esteróides (AINEs) e preparações contendo nitratos sem evidência de interações adversas clinicamente significativas.

Em um subgrupo de pacientes (n= 762) no estudo PRISM (Inibição dos Receptores Plaquetários no Controle da Síndrome Isquêmica), a depuração plasmática de tirofibana de pacientes que receberam uma das medicações mencionadas a seguir foi comparada à de pacientes que não a receberam. Não houve interações clinicamente significativas na depuração plasmática da tirofibana com: acebutolol, paracetamol, alprazolam, amlodipina, preparações contendo aspirina, atenolol, bromazepam, captopril, diazepam, digoxina, diltiazem, docusato sódico, enalapril, furosemida, gliburida, heparina, insulina, isossorbida, lorazepam, lovastatina, metoclopramida, metoprolol, morfina, nifedipina, preparações contendo nitratos, oxazepam, cloreto de potássio, propranolol, ranitidina, sinvastatina, sucralfato e temazepam.

Os pacientes que receberam levotiroxina ou omeprazol com Cloridrato de Tirofibana (substância ativa) tiveram um aumento na depuração da tirofibana, no entanto não se conhece o significado clínico deste achado.

Cloridrato de Tirofibana deve ser usado com cautela nas seguintes situações:

  • Hemorragias recentes (<1 ano), incluindo histórico de hemorragia gastrintestinal ou hemorragia geniturinária de significância clínica;
  • Coagulopatia conhecida, distúrbios plaquetários ou histórico de trombocitopenia;
  • Contagem de plaquetas < 150.000 células/mm3;
  • Histórico de doença cerebrovascular no ano precedente;
  • Procedimentos cirúrgicos de porte ou trauma físico grave no mês precedente;
  • Procedimento epidural recente;
  • Histórico, sintomas ou achados sugestivos de dissecação da aorta;
  • Hipertensão grave, não controlada (pressão arterial sistólica > 180 mm Hg e/ou pressão arterial diastólica > 110 mm Hg);
  • Pericardite aguda;
  • Retinopatia hemorrágica;
  • Hemodiálise crônica.

Precauções relativas a hemorragias

Sabendo-se que Cloridrato de Tirofibana (substância ativa) inibe a agregação plaquetária, deve-se ter cautela quando esse medicamento for usado com outras medicações que afetem a hemostasia. A segurança de Cloridrato de Tirofibana (substância ativa), utilizado em combinação com agentes trombolíticos, não foi estabelecida até o momento.

Durante o tratamento com Cloridrato de Tirofibana (substância ativa), os pacientes devem ser monitorizados quanto a possíveis sangramentos. Caso necessário, deve-se considerar a descontinuação do medicamento e a possibilidade de realizar transfusão.

Foram relatados sangramentos fatais.

Local de punção da artéria femoral

Cloridrato de Tirofibana (substância ativa) está associado a pequenos aumentos das taxas de sangramento, particularmente no local de acesso arterial para colocação do introdutor femoral.

Deve-se ter cautela para, na tentativa de obter acesso femoral, somente puncionar a parede anterior desta artéria, evitando-se a técnica de cateterização de Seldinger.

Deve-se tomar cuidado para se obter hemostasia apropriada após a remoção dos introdutores e manter o paciente sob atenta observação.

Monitorização laboratorial

A contagem de plaquetas, a hemoglobina e o hematócrito devem ser monitorizados antes do tratamento, em até 6 horas após a infusão em bolus ou de ataque e, a seguir, pelo menos diariamente durante o tratamento com Cloridrato de Tirofibana (substância ativa) (ou mais frequentemente se houver evidência de queda significativa).

No caso de pacientes que receberam anteriormente antagonistas do receptor de GP IIb/IIIa deve-se considerar a monitorização precoce das plaquetas. Se o paciente apresentar redução do número de plaquetas para menos de 90.000 células/mm3, contagens adicionais devem ser realizadas para excluir pseudotrombocitopenia. Se for confirmada trombocitopenia, Cloridrato de Tirofibana (substância ativa) e heparina devem ser descontinuados e essa alteração monitorizada e tratada apropriadamente.

Além disso, o tempo parcial de tromboplastina ativada (TPTa) deve ser determinado antes do tratamento e os efeitos anticoagulantes da heparina devem ser cuidadosamente monitorizados por meio de avaliações repetidas do TPTa e sua dose, ajustada de maneira adequada.

Pode ocorrer sangramento que acarreta risco de vida, especialmente quando heparina for administrada com outros produtos que afetam a homeostase, tais como antagonistas do receptor GP IIb/IIIa.

Insuficiência renal grave

Em estudos clínicos, pacientes com insuficiência renal grave (clearance de creatinina < 30 mL/min) demonstrou-se redução da depuração plasmática de Cloridrato de Tirofibana (substância ativa). A posologia de Cloridrato de Tirofibana (substância ativa) deve ser reduzida nesses pacientes.

Uso Pediátrico

A segurança e a eficácia em crianças não foram estabelecidas.

Uso em Idosos

Em estudos clínicos, a eficácia de Cloridrato de Tirofibana (substância ativa) em idosos (> 65 anos de idade) foi comparável à observada em pacientes mais jovens (< 65 anos de idade).

Pacientes idosos que receberam Cloridrato de Tirofibana (substância ativa) com heparina ou heparina isoladamente tiveram incidência maior de complicações hemorrágicas do que pacientes mais jovens. O incremento do risco de hemorragia em pacientes tratados com Cloridrato de Tirofibana (substância ativa) em combinação com heparina sobre o risco em pacientes tratados somente com heparina foi comparável, independentemente da idade. A incidência global de eventos adversos não hemorrágicos foi maior em pacientes mais velhos (em comparação à observada em pacientes mais jovens). Entretanto, a incidência de eventos adversos não hemorrágicos nesses pacientes foi comparável entre os grupos que receberam Cloridrato de Tirofibana (substância ativa) associado à heparina e aqueles que receberam heparina isoladamente.

Não é recomendado ajuste posológico para esse grupo de pacientes.

Gravidez

Não há estudos adequados e bem controlados em grávidas. Cloridrato de Tirofibana (substância ativa) deve ser utilizado durante a gravidez somente se o benefício potencial justificar o risco potencial para o feto.

Categoria de risco na gravidez: B. Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.

Lactação

Não se sabe se Cloridrato de Tirofibana (substância ativa) é excretado no leite humano. Como muitos medicamentos são excretados no leite humano e em razão dos potenciais efeitos adversos para o lactente, deve-se optar por descontinuar a amamentação ou o tratamento com Cloridrato de Tirofibana (substância ativa), levando-se em consideração a importância do medicamento para a mãe.

Efeitos na habilidade de dirigir ou usar máquinas

Não há informações disponíveis de como ou se o Cloridrato de Tirofibana (substância ativa) pode interferir com a habilidade de dirigir ou operar máquinas.

Resultados da Eficácia


Estudo Prism – Plus

Foi um estudo duplo-cego, multicêntrico, controlado, que comparou a eficácia do uso do Cloridrato de Tirofibana (substância ativa), associado à heparina não fracionada (n=773), com a heparina não fracionada isoladamente (n=797), em pacientes com angina instável ou com infarto agudo do miocárdio sem onda Q (NQWMI).

Os pacientes precisavam apresentar episódios de angina frequentes ou prolongados, ou angina pós-infarto durante as 12 horas anteriores à randomização, acompanhada de novas alterações transitórias ou persistentes nas ondas ST-T (depressão ou elevação ST > 0,1 mV; inversões da onda T > 0,3 mV ou elevação das enzimas cardíacas (CPK total > 2 x o limite superior de normalidade, ou elevação da fração CPK MB no momento da inscrição (>5% do que o limite superior de normalidade).

Neste estudo os pacientes foram randomizados para receberem:

  • Ou Cloridrato de Tirofibana (substância ativa) por infusão IV em duas fases (infusão de 0,4 microgramas/kg/min, durante 30 minutos, seguida de uma infusão de manutenção de 0,1 microgramas /kg/min) e heparina [5000 U em bolo, seguida de 1.000 U/h, titulada para manter um tempo de tromboplastina parcial ativada (APTT) de aproximadamente duas vezes o controle];
  • Ou heparina isoladamente (5.000 U em bolo, seguida de 1.000 U/h titulados para manter o APTT em 2 vezes o controle).

Todos os pacientes receberam ácido acetilsalicílico, a menos que contraindicado; 300 - 325 mg /dia, por via oral, nas primeiras 48 horas e depois 80 - 325 mg/dia, via oral (de acordo com a orientação do médico assistente). O estudo da droga iniciou-se nas 12 horas seguintes ao último episódio de angina. Os pacientes foram tratados por 48 horas, após as quais foram submetidos à angiografia e, possivelmente, angioplastia/aterectomia, se indicado, enquanto o Cloridrato de Tirofibana (substância ativa) era infundido. O Cloridrato de Tirofibana (substância ativa) foi infundido por um período médio de 71,3 horas.

O desfecho primário do estudo foi ocorrência de isquemia refratária, infarto do miocárdio ou morte nos sete dias que se seguiram ao início do Cloridrato de Tirofibana (substância ativa).

A idade média dos pacientes foi de 63 anos, sendo 32% deles mulheres. No início, aproximadamente 58% dos pacientes tinham depressão do segmento ST, 53% tinham inversão de onda T e 46% tinham elevação de enzimas cardíacas.

Durante o estudo aproximadamente 90% dos pacientes foram submetidos à angiografia, 30% à angioplastia precoce e 23% à cirurgia precoce de bypass de artéria coronária.

No desfecho primário do estudo, houve uma redução de 32% no risco (RR) (12,9% vs.17,9%) no grupo do Cloridrato de Tirofibana (substância ativa) para o desfecho combinado (p=0,004). Isto representa, aproximadamente, 50 eventos prevenidos por 1000 pacientes tratados. Os resultados do desfecho primário foram principalmente atribuídos à ocorrência de infarto do miocárdio e a condições de isquemia refratária.

Aos 30 dias, a RR para o desfecho combinado (morte/infarto do miocárdio/condições de isquemia refratária/readmissões por angina refratária) foi reduzido para 22% (18,5% vs. 22,3%; p=0,029).

Aos 6 meses, a RR do desfecho combinado (morte/infarto do miocárdio/condições de isquemia refratária/readmissões por angina refratária) foi reduzido para 19% (27,7% vs. 32,1%; p=0,024).

Considerando o desfecho combinado mais comum, morte ou infarto do miocárdio, o resultado após 7 dias, 30 dias e 6 meses foram os seguintes: em 7dias para o grupo de Cloridrato de Tirofibana (substância ativa) foi uma RR de 43% (4,9% vs. 8,3%; p=0,006); em 30 dias a RR foi de 30% (8,7% vs. 11,9%; p=0,027) e em 6 meses a RR foi de 23% (12,3% vs. 15,3%; p=0,063).

A redução na incidência de infarto do miocárdio em pacientes que estavam recebendo Cloridrato de Tirofibana (substância ativa) apareceu precocemente durante o tratamento (durante as primeiras 48 horas) e se manteve ao longo dos 6 meses seguintes, sem efeito significativo sobre a mortalidade.

Nos 30% de pacientes que foram submetidos à angioplastia/aterectomia durante a hospitalização inicial, houve 46% de RR (8,8% vs. 15,2%) para o desfecho primário nos primeiros 30 dias, assim como 43% de RR (5,9% vs. 10,2%) para “infarto do miocárdio ou morte”.

Baseado em um estudo de segurança, a administração concomitante de Cloridrato de Tirofibana (substância ativa) mais enoxaparina (n=315) foi comparada com a administração de Cloridrato de Tirofibana (substância ativa) mais heparina não fracionada (n=210) em pacientes que apresentavam angina instável e infarto do miocárdio sem onda Q. Uma dose de ataque de Cloridrato de Tirofibana (substância ativa) (0,4 microgramas/kg/min), em infusão intravenosa, foi administrada durante 30 minutos, seguida de uma dose de manutenção de 0,1 micrograma/kg/min por 108 horas. Os pacientes randomizados para o grupo da enoxaparina receberam 1,0 mg/kg/subcutânea de injeção de enoxaparina a cada 12 horas, por um período de pelo menos 24 horas e de no máximo 96 horas. Os pacientes randomizados para o grupo da heparina não fracionada receberam 5.000 UI IV em bolo de heparina não fracionada, seguidas de uma infusão de 1.000 UI por hora por pelo menos 24 horas e no máximo 108 horas. A taxa total de sangramento por trombólise em infarto do miocárdio (TIMI) foi de 3,5% para o grupo Cloridrato de Tirofibana (substância ativa)/enoxaparina e 4,8% para o grupo de Cloridrato de Tirofibana (substância ativa)/heparina não fracionada. Sangramentos cutâneos e orais foram mais frequentes nos pacientes randomizados para o grupo da enoxaparina/Cloridrato de Tirofibana (substância ativa), que também apresentaram mais sangramentos no sítio do cateter. Pacientes randomizados para o grupo da enoxaparina, que subsequentemente requereram intervenção coronariana percutânea (PCI) foram trocados para heparina não fracionada peri-procedimento, com a dose titulada para manter o tempo de coagulação ativada (ACT) em 250 segundos ou mais.

Embora tenha havido diferenças significativas nas taxas de sangramento cutâneo entre os dois grupos (29,2% no grupo da enoxaparina (que foram convertidos para a heparina não fracionada) e 15,2% no grupo da heparina não fracionada), não se observaram sangramentos maiores por TIMI em ambos os grupos. A eficácia de Cloridrato de Tirofibana (substância ativa) em combinação com a enoxaparina ainda não foi estabelecida.

Os pacientes que mais se beneficiam do tratamento com Cloridrato de Tirofibana (substância ativa) são aqueles que apresentam risco elevado de desenvolver um infarto do miocárdio nos 3 a 4 dias seguintes ao início dos sintomas de angina aguda. De acordo com dados epidemiológicos, uma incidência mais alta de eventos cardiovasculares foi associada a certos indicadores, como, por exemplo: idade, freqüência cardíaca ou pressão arterial alta, dor cardíaca isquêmica recorrente ou persistente, mudanças importantes no ECG (particularmente alterações no segmento ST), aumento das enzimas ou marcadores cardíacos (p.ex., CK MB, troponinas) e insuficiência cardíaca.

Características Farmacológicas


Farmacodinâmica

Mecanismo de ação

A ativação, adesão e agregação plaquetária representam as etapas iniciais, fundamentais para a formação dos trombos arteriais que se depositam sobre as placas ateroscleróticas rompidas. A formação do trombo é crucial na fisiopatologia das síndromes coronárias isquêmicas agudas, como a angina instável e infarto do miocárdio, bem como das complicações isquêmicas cardíacas após angioplastia coronária.

Cloridrato de Tirofibana (substância ativa) é um antagonista não peptídico do receptor de glicoproteína (GP) IIb/IIIa, o principal receptor plaquetário de superfície envolvido na agregação plaquetária. Cloridrato de Tirofibana (substância ativa) impede a ligação do fibrinogênio ao receptor de (GP) IIb/IIIa, bloqueando, desse modo, a ligação cruzada das plaquetas e a agregação plaquetária.

Cloridrato de Tirofibana (substância ativa) causa potente inibição da função plaquetária, conforme demonstrado por sua capacidade de inibir a agregação plaquetária induzida pelo difosfato de adenosina (ADP) ex vivo e de prolongar o tempo de sangramento em indivíduos saudáveis e pacientes com doença arterial coronária. O tempo decorrente até a inibição corresponde ao perfil de concentração plasmática do fármaco. Após a descontinuação de uma infusão de Cloridrato de Tirofibana (substância ativa), a função plaquetária rapidamente retorna aos valores basais (de 4 a 8 horas).

A administração concomitante de uma infusão de 0,15 microgramas/kg/min de Cloridrato de Tirofibana (substância ativa) e aspirina durante 4 horas resulta previsivelmente em inibição quase máxima da agregação plaquetária e em modesto efeito aditivo no prolongamento do tempo de sangramento.

Em pacientes com angina instável, a administração de Cloridrato de Tirofibana (substância ativa) por infusão intravenosa em duas fases (infusão de 0,4 microgramas/kg/min durante 30 minutos seguida de 0,1 microgramas/kg/min durante até 48 horas na presença de heparina e aspirina) produz aproximadamente 90% de inibição da agregação plaquetária induzida pelo difosfato de adenosina (ADP) ex vivo, com prolongamento de 2,9 vezes do tempo de sangramento durante a infusão. A inibição foi alcançada rapidamente com a infusão durante 30 minutos e foi mantida no seu decorrer.

Em pacientes submetidos à angioplastia coronariana, a administração de Cloridrato de Tirofibana (substância ativa) por infusão intravenosa em duas fases (infusão em bolus de 10 microgramas/kg durante 5 minutos, seguida de infusão de manutenção de 0,15 microgramas/kg/min durante 16 a 24 horas), em combinação com heparina e aspirina, produziu aproximadamente mais de 90% de inibição da agregação plaquetária induzida pelo difosfato de adenosina (ADP) ex vivo, em quase todos os pacientes. A inibição quase máxima é atingida rapidamente com a infusão em bolus durante 5 minutos, a qual é mantida no seu decorrer. Após a descontinuação da infusão de Cloridrato de Tirofibana (substância ativa), a função plaquetária retorna rapidamente aos valores basais (de 4 a 8 horas).

Farmacocinética

Distribuição

A Cloridrato de Tirofibana (substância ativa) não se liga fortemente às proteínas plasmáticas e essa ligação é independente da concentração na faixa de 0,01 a 25 microgramas/mL. A fração não ligada no plasma humano é de 35%. No estado de equilíbrio, o volume de distribuição da Cloridrato de Tirofibana (substância ativa) varia de 22 a 42 litros. A Cloridrato de Tirofibana (substância ativa) atravessa a barreira placentária em ratas e coelhas.

Metabolismo

O perfil da Cloridrato de Tirofibana (substância ativa) marcada com 14C na urina e nas fezes indica que a radioatividade se deve principalmente a Cloridrato de Tirofibana (substância ativa) inalterada (até 10 horas após a última dose). Esse achado sugere a ocorrência de um metabolismo limitado do Cloridrato de Tirofibana (substância ativa).

Eliminação

Após uma dose intravenosa de Cloridrato de Tirofibana (substância ativa) marcada com 14C em indivíduos saudáveis, 66% da radioatividade foi recuperada na urina e 23%, nas fezes. A recuperação total da radioatividade foi de aproximadamente 91%. Tanto a excreção urinária quanto a biliar contribui significativamente para a eliminação de Cloridrato de Tirofibana (substância ativa).

Em indivíduos saudáveis, a depuração plasmática de Cloridrato de Tirofibana (substância ativa) varia de 213 a 314 mL/min. A depuração renal é responsável por 39% a 69% da depuração plasmática. A meia-vida é de 1,4 a 1,8 hora. Em pacientes com doença arterial coronária, a depuração plasmática de Cloridrato de Tirofibana (substância ativa) varia de 152 a 267 mL/min. A depuração renal é responsável por 39% da depuração plasmática. A meia-vida varia de 1,9 a 2,2 horas.

A Cloridrato de Tirofibana (substância ativa) é excretada no leite de ratas.

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Agrastat

*Não use medicamentos sem o conhecimento do seu médico, pode ser perigoso para a sua saúde.
*As informações aqui divulgadas não deverão ser utilizadas como substituto de prescrição médica para o tratamento de qualquer doença.