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Para que serve

O produto é indicado para o tratamento de depressão e prevenção de recaída ou recorrência; de transtornos do pânico com ou sem agorafobia e em transtorno obsessivo-compulsivo. Os primeiros efeitos terapêuticos começam a ser observados de duas a quatro semanas após o início da terapia com citalopram, embora os efeitos terapêuticos máximos sejam observados, por vezes, após cinco a seis semanas de uso.

O citalopram é contraindicado em pacientes que apresentam hipersensibilidade a qualquer um de seus componentes. O tratamento concomitante com IMAOs (inibidores da monoaminoxidase), incluindo selegilina (inibidor seletivo da MAO-B) em doses acima de 10 mg é contraindicado.

Os comprimidos de citalopram são administrados na forma de uma dose única. Podem ser tomados em qualquer momento do dia, independentemente da ingestão de alimentos. Visto que a resposta terapêutica em geral pode ser avaliada somente depois de 2 a 3 semanas de tratamento, um possível aumento da dose (em elevações de 10 mg) deve ser realizado em intervalos de 2 a 3 semanas.

Adultos

Tratando depressão:

O citalopram deve ser administrado na forma de dose oral única de 20 mg ao dia.

Dependendo da resposta individual do paciente e da gravidade da depressão, pode ser aumentada até um máximo de 40 mg por dia.

Tratando transtorno do pânico:

Uma dose oral única de 10 mg é recomendada na primeira semana, antes de se aumentar a dose para 20 mg por dia. A dose pode ser aumentada adicionalmente, até um máximo de 40 mg por dia, dependendo da resposta individual do paciente.

Tratando transtorno obsessivo-compulsivo:

É recomendada a dose inicial de 20 mg. Se necessário, a dose pode ser aumentada até 40 mg, conforme critério médico.

Pacientes idosos (> 60 anos de idade)

Tratando depressão:

O citalopram deve ser administrado na forma de uma dose oral única de 20 mg por dia.

Tratando transtorno do pânico:

Uma dose oral única de 10 mg é recomendada na primeira semana, antes de se aumentar a dose para 20 mg por dia.

Crianças

Não se recomenda o uso de citalopram em crianças, uma vez que a segurança deste fármaco não está estabelecida para crianças.

Função renal reduzida

Não é necessário ajuste da posologia em pacientes com comprometimento renal leve ou moderado. Não está disponível nenhuma informação sobre o tratamento de pacientes com função renal gravemente reduzida (depuração de creatinina < 20 ml/min).

Função hepática reduzida

Pacientes com função hepática reduzida devem receber doses não superiores a 30 mg/dia.

Duração do tratamento

Uma melhora significativa do humor deprimido pode ser notada já na primeira semana de tratamento e uma resposta antidepressiva total em 2 a 4 semanas. O tratamento com antidepressivos é sintomático e deve, portanto, ser continuado por um período de tempo apropriado, geralmente 6 meses ou mais, após melhora clínica a fim de se prevenir recidiva.

No caso de pacientes com depressão recorrente (unipolar), a continuação da terapia durante alguns anos pode ser necessária para se evitar a ocorrência de novos episódios.

A eficácia máxima do citalopram no tratamento do transtorno do pânico é alcançada depois de cerca de 3 meses e a resposta é mantida durante tratamento continuado.

O início do efeito no tratamento do transtorno obsessivo-compulsivo é de 2 a 4 semanas, havendo melhora adicional com a continuação do tratamento. Na interrupção do tratamento, a medicação deve ser gradualmente retirada, ao longo de algumas semanas.

A dose máxima diária não deve exceder 40 mg/dia pois doses superiores a 40 mg/dia podem causar alterações na atividade elétrica do coração e não mostram nenhum benefício no tratamento da depressão.

Os pacientes com prolongamento do intervalo QT congênito apresentam maior risco de desenvolverem Torsades de Pointes, taquicardia ventricular e morte súbita se utilizarem medicamentos que prolongam o intervalo QT.

A dose máxima recomendada para pacientes maiores de 60 anos é de 20 mg diários.

O citalopram deve ser descontinuado em pacientes que apresentem medidas do intervalo QT superiores a 500ms.

O citalopram não deve ser administrado junto com IMAOs, incluindo selegilina (inibidor seletivo da MAO-B) em doses acima de 10 mg por dia.

Pesquisas in vivo mostraram que a metabolização não exibe nenhum polimorfismo clinicamente importante na oxidação da esparteína/debrisoquina (CYP2D6) e na hidroxilação da mefenitoína (CYP2C19). Consequentemente, não há necessidade de dose individualizada baseada nesses fenótipos.

Para o tratamento de pacientes idosos e pacientes com função renal ou hepática reduzida.

Alguns pacientes com transtorno do pânico podem apresentar sintomas de ansiedade intensificados no início do tratamento com antidepressivos. Essa reação paradoxal geralmente desaparece dentro de duas semanas durante o tratamento continuado. Aconselha-se uma dose inicial baixa para reduzir a possibilidade de um efeito ansiogênico paradoxal.

Como no caso de outros ISRSs, citalopram não deve ser administrado a pacientes que estejam recebendo inibidores na monoaminoxidase (IMAOs), com exceção de selegilina em doses de até 10 mg por dia. O tratamento com citalopram pode ser instituído 14 dias depois da suspensão de IMAOs não-seletivos e no mínimo um dia depois da suspensão de moclobemida. O tratamento com IMAOs pode ser introduzido 7 dias depois da suspensão de citalopram.

Hiponatremia, provavelmente devido a secreção inapropriada de hormônio antidiurético (SIADH), tem sido relatada com uma reação adversa rara com o uso de ISRSs. Pacientes idosos, especialmente, parecem ser um grupo de risco.

Após administração prolongada, a cessação abrupta de ISRSs pode produzir, em alguns pacientes, sintomas de descontinuação, como tontura, parestesia, tremor, ansiedade, náuseas e palpitação. Recomenda-se que descontinuação do tratamento seja realizada através da redução gradual da posologia ao longo de uma a duas semanas, a fim de evitar a ocorrência daqueles sintomas. Estes não são indicativos de vício.

A possibilidade de tentativa de suicídio é inerente à depressão e pode persistir até que ocorra remissão significativa. Pacientes potencialmente suicidas não devem ter acesso a grandes quantidades de drogas.

Em pacientes maníaco-depressivos pode ocorrer uma mudança para a fase maníaca. Caso o paciente entre na fase maníaca, o uso de citalopram deverá ser interrompido.

Embora experimentos com animais tenham mostrado que o citalopram não tem potencial epileptogênico, ele deve ser utilizado com cuidado em pacientes com antecedente de convulsões, assim como outros antidepressivos.

Conforme descrito para outros psicotrópicos, o citalopram pode modificar as respostas de insulina e glicose, exigindo ajuste da terapia antidiabética em pacientes com diabetes; além disso, a doença depressiva pode por si só afetar o balanço de glicose dos pacientes.

Raramente a ocorrência de “síndrome serotoninérgica” tem sido relatada em pacientes que estejam recebendo ISRSs. Uma combinação de sintomas, incluindo possivelmente agitação, confusão, tremor, mioclonia e hipertermia pode indicar o desenvolvimento dessa condição.

As reações adversas observadas com citalopram são em geral leves e transitórias. Elas são mais frequentes durante a primeira ou segunda semana de tratamento e geralmente se atenuam em seguida.

Os efeitos adversos mais comumente observados com o uso de citalopram (N=1083) em estudos duplo-cegos, controlados por placebo e não observados com uma incidência igual entre pacientes tratados com placebo (N=486) foram: náuseas, boca seca, sonolência, sudorese aumentada, tremor, diarreia e distúrbio de ejaculação. A incidência excedente de cada um desses efeitos adversos em relação ao placebo é baixa.

Os eventos adversos mais comumente relatados em estudos clínicos com o citalopram (N=3107) foram: sudorese aumentada, cefaleia, tremor, sonolência, insônia, boca seca, constipação e astenia.

Uso durante a gravidez e a lactação

A experiência clínica de uso em mulheres grávidas é limitada.

Estudos de toxicidade reprodutiva não forneceram evidências de uma incidência aumentada de dano fetal ou outros efeitos deletérios sobre o processo reprodutivo.

Existem informações sobre a excreção de citalopram no leite, mas tais informações são insuficientes para a avaliação de risco para a criança. Recomenda-se cuidado.

Efeitos na capacidade de dirigir ou operar máquinas

O citalopram não compromete a função intelectual ou o desempenho psicomotor.

Entretanto, pode-se esperar que pacientes, para os quais tenha sido prescrito medicamento psicotrópico, apresentem algum comprometimento da atenção e concentração, devido à própria doença, ao medicamento ou a ambos. Os pacientes devem ser advertidos quanto à sua capacidade de dirigir carro e operar máquinas.

Cada comprimido revestido contém:

Bromidrato de citalopram*: 24,98 mg (*Equivalente a 20 mg de citalopram).

Excipientes: amido, celulose microcristalina, estearato de magnésio, lactose monoidratada, povidona, crospovidona, dióxido de titânio, hipromelose, macrogol.

Como citalopram é administrado em pacientes que apresentam risco potencial de suicídio, houve alguns relatos de tentativa de suicídio. Não existem detalhes quanto às doses utilizadas ou quanto a combinações com outras drogas e/ou álcool.

A experiência proveniente de casos considerados como sendo provocados pelo citalopram em monoterapia mostrou o seguinte padrão: em doses abaixo de 600 mg, sintomas leves de náuseas, tontura, taquicardia, tremor e sonolência foram evidentes; em doses acima de 600 mg, podem ocorrer convulsões nas primeiras horas após ingestão. As convulsões podem aparecer repentinamente, apesar de uma diminuição apenas discreta do nível de consciência. Alterações de ECG, principalmente na forma de complexos QRS alargados, podem ocorrer algumas horas depois. Não foram relatadas arritmias graves ou hipotensão clinicamente significativa.

Conduta na superdose

Não existe antídoto específico. O tratamento é sintomático e de suporte. Deve-se realizar lavagem gástrica assim que possível após a ingestão oral. Deverá ser instituída monitorização através do ECG, quando forem ingeridos mais de 600 mg. Convulsões podem ser tratadas com diazepam. Complexos QRS largos podem ser normalizados através da infusão de solução hipertônica de cloreto de sódio. Um paciente adulto sobreviveu à intoxicação com 5.200 mg de citalopram.

Interações farmacodinâmicas

Em um nível farmacodinâmico, casos de síndrome serotoninérgica de Citalopram (substância ativa) com moclobemida e buspirona já foram relatados.

Combinações medicamentosas contraindicadas

Inibidores da MAO

Não administrar o Citalopram (substância ativa) em combinação com IMAOs.

O uso concomitante do Citalopram (substância ativa) e IMAOs pode causar graves efeitos adversos, incluindo síndrome serotoninérgica. Casos de reações graves e algumas vezes fatais foram relatados em pacientes recebendo um ISRS em combinação com um inibidor da monoaminoxidase (IMAO), incluindo o IMAO irreversível selegilina, os IMAOs reversíveis moclobemida e linezolida e em pacientes que tenham descontinuado recentemente ISRS e iniciaram com um IMAO.

Em alguns casos os pacientes apresentaram sintomas semelhantes à síndrome serotoninérgica. Sintomas de uma interação medicamentosa com um IMAO incluem: hipertermia, rigidez, mioclonia, instabilidade autonômica com possíveis flutuações rápidas dos sinais vitais, alterações do estado mental que incluem confusão, irritabilidade e agitação extrema progredindo para delírio e coma.

Pimozida

A coadministração de uma dose única de pimozida 2mg em indivíduos tratados com o Citalopram (substância ativa) racêmico 40mg/dia durante 11 dias causou um aumento da ASC e da Cmáx da pimozida, embora não consistentemente em todo o estudo. A coadministração de pimozida e Citalopram (substância ativa) resultou num aumento médio do intervalo QTc de aproximadamente 10ms. Devido a interação observada com uma baixa dose de pimozida, a administração concomitante de Citalopram (substância ativa) e pimozida é contraindicada.

Combinações medicamentosas que requerem precaução

Selegilina (inibidor seletivo MAO B)

Um estudo de interação farmacocinética/farmacodinâmica com a administração concomitante de Citalopram (substância ativa) (20mg/dia) e selegilina (10mg/dia) não demonstrou interações clinicamente relevantes. O uso concomitante de Citalopram (substância ativa) e selegilina (em doses acima de 10mg/dia) é contraindicado. 

Medicamentos serotoninérgicos

Lítio e triptofano

Nenhuma interação farmacodinâmica foi encontrada em estudos clínicos nos quais o Citalopram (substância ativa) tenha sido administrado concomitantemente ao lítio.

Entretanto, houve relatos de aumento de reações quando foram administrados ISRSs concomitantemente com lítio ou triptofano; como tal, o uso concomitante de ISRSs com essas drogas deve ser feito com cautela. Monitoramento de rotina dos níveis de lítio deve ser continuado como usual. 

Coadministração com produtos serotoninérgicos (ex.: tramadol, sumatriptano) pode levar ao aumento de eventos adversos associados ao 5-HT. Até mais informação ser disponibilizada, o uso simultâneo de Citalopram (substância ativa) e agonistas da 5-HT, tais como sumatriptano e outros triptanos não é recomendado.

Erva de são joão

Interações dinâmicas entre ISRSs e produtos fitoterápicos que contenham a Erva de São João (Hypericum perforatum) podem ocorrer, resultando num aumento da incidência de reações adversas. Interações farmacocinéticas não foram investigadas.

Hemorragia

Recomenda-se precaução em pacientes que estejam em tratamento simultâneo com anticoagulantes ou medicamentos que afetam a função plaquetária, como anti-inflamatórios não esteroidais (AINEs), ácido acetilsalicílico, dipiramol e ticlopidina e outros medicamentos (por ex.: antipsicóticos atípicos, fenotiazina, antidepressivos tricíclicos) que podem aumentar o risco de hemorragia.

Eletroconvulsoterapia (ECT)

Não existem estudos clínicos estabelecendo os riscos ou benefícios do uso combinado de eletroconvulsivoterapia (ECT) e Citalopram (substância ativa).

Medicamentos que diminuem o limiar convulsivo

Os ISRSs podem diminuir o limiar convulsivo. Aconselha-se precaução ao utilizar concomitantemente outros medicamentos capazes de diminuir o limiar de convulsão (por exemplo, os antidepressivos [tricíclicos, ISRSs], neurolépticos [fenotiazida, tioxanteno e butirofenonas], mefloquina, bupropiona e tramadol).

Neurolépticos

Experiência com Citalopram (substância ativa) não revelou quaisquer interações clinicamente relevantes com neurolépticos. No entanto, assim como com outros ISRS, a possibilidade de uma interação farmacodinâmica não pode ser excluída.

Prolongamento do intervalo QT

Não foram realizados estudos farmacodinâmicos e farmacocinéticos entre Citalopram (substância ativa) e outros medicamentos que prolongam o intervalo QT. Entretanto, não se pode descartar um efeito aditivo entre esses medicamentos e Citalopram (substância ativa).

Dessa forma, a coadministração de Citalopram (substância ativa) e medicamentos que prolongam o intervalo QT, como antiarrítmicos Classes IA e III, antipsicóticos (ex.: derivados de fentiazina, pimozida e haloperidol), antidepressivos tricíclicos, alguns agentes antimicrobianos (ex.: esparfloxacina, moxifloxacina, eritromicina IV, pentamidina e anti-maláricos particularmente halofantrina), alguns antihistamínicos (astemozol e mizolastina) e etc., somente devem ser prescritos após uma avaliação criteriosa.

Interações farmacocinéticas

Biotransformação do Citalopram (substância ativa) para desmetilCitalopram (substância ativa) é mediada pelas isoenzimas do sistema do citocromo P450: CYP2C19 (aproximadamente 38%), CYP3A4 (aproximadamente 31%) e CYP2D6 (aproximadamente 31%). O fato de que o Citalopram (substância ativa) é metabolizado por mais de um CYP significa que a inibição de sua biotransformação é menos provável como a inibição de uma enzima pode ser compensada por outra. Portanto, a coadministração de Citalopram (substância ativa) com outros medicamentos na prática clínica tem probabilidade muito baixa de produzir interações farmacocinéticas.

Efeito de outros medicamentos na farmacocinética do Citalopram (substância ativa)

Coadministração de cetoconazol (potente inibidor da CYP3A4) não alterou a farmacocinética do Citalopram (substância ativa).

Um estudo de interação farmacocinética de lítio e Citalopram (substância ativa) não revelou qualquer interação farmacocinética.

Cimetidina (potente inibidor de CYP2D6, 3A4 e 1A2) causou um aumento moderado nos níveis de Citalopram (substância ativa).

Recomenda-se cautela na administração de Citalopram (substância ativa) combinado à cimetidina. Pode ser necessário um ajuste de dose.

Efeitos do Citalopram (substância ativa) sobre outros medicamentos

Um estudo de interação farmacocinética/farmacodinâmica com a administração concomitante de Citalopram (substância ativa) e metoprolol (um substrato da CYP2D6) mostrou um duplo aumento das concentrações de metoprolol, mas não teve aumento estatisticamente significante no efeito do metoprolol sobre a pressão sanguínea e a frequência cardíaca de voluntários saudáveis.

Recomenda-se precaução quando metoprolol e Citalopram (substância ativa) são administrados concomitantemente. Um ajuste de dose pode ser necessário.

Citalopram (substância ativa) e desmetilCitalopram (substância ativa) são insignificantes inibidores da CYP2C9, CYP2E1 E CYP3A4, e inibidores fracos da CYP1A2, CYP2C19 e CYP2D6 quando em comparação com outros ISRS estabelecidos como significantes inibidores.

Levomepromazina, digoxina, carbamazepina

Nenhuma mudança ou apenas mudanças muito pequenas de pouca importância clínica foram observadas quando o Citalopram (substância ativa) foi dado com substratos CYP1A2 (clozapina e teofilina), CYP2C9 (varfarina), CYP2C19 (imipramina e mefenitoína), CYP2D6 (esparteína, imipramina, amitriptilina e risperidona) e CYP3A4 (varfarina, carbamazepina (e seu metabólito carbamazepina epóxido) e triazolam). Nenhuma interação farmacocinética foi observada entre Citalopram (substância ativa) e levomepromazina, ou digoxina (indicando que o Citalopram (substância ativa) nem induz nem inibe a glicoproteína-P).

Imipramina, desipramina

Em um estudo farmacocinético, nenhum efeito foi demonstrado nos níveis de Citalopram (substância ativa) ou imipramina, embora o nível de desipramina, o metabólito primário da imipramina, foi aumentado.

Quando desipramina é combinada com Citalopram (substância ativa), um aumento da concentração plasmática de desipramina tem sido observado. A redução da dose de desipramina pode ser necessária

A absorção e outras propriedades farmacocinéticas do Citalopram (substância ativa) não é afetada pelos alimentos.

Álcool

Nenhuma interação farmacodinâmica ou farmacocinética é esperada entre o Citalopram (substância ativa) e o álcool. Entretanto, a combinação com álcool não é recomendada.

Resultados de eficácia

Dados de segurança pré-clínica

Toxicidade aguda

O Citalopram (substância ativa) tem baixa toxicidade aguda.

Toxicidade crônica

Em estudos de toxicidade crônica não foram observadas restrições para o uso terapêutico do Citalopram (substância ativa).

Estudos reprodutivos

Baseado nos dados dos estudos de toxicidade reprodutiva (segmentos I, II e III) não há razão para preocupações especiais com o uso do Citalopram (substância ativa) em mulheres com potencial para engravidar.

Estudos embriotóxicos em ratos com doses de 56 mg/kg/dia, que causam toxicidade materna, mostraram anomalias ósseas na região da coluna vertebral e costelas. Os níveis plasmáticos maternos foram de 2 a 3 vezes maiores do que a concentração terapêutica em humanos. Em ratos o Citalopram (substância ativa) não teve nenhum efeito na fertilidade, gravidez e desenvolvimento pós-natal, mas diminui o peso dos filhotes nascidos. O Citalopram (substância ativa) e seus metabólitos atingem concentrações fetais, que são 10 a 15 vezes maiores que os níveis plasmáticos maternos.

Dados de estudos em animais demonstraram que o Citalopram (substância ativa) induz a redução dos índices de fertilidade e de gravidez, a redução no número de implantações e a anormalidades no esperma em níveis de exposição bem acima dos níveis de exposição humana.

Potencial mutagênico e carcinogênico

O Citalopram (substância ativa) não tem potencial mutagênico ou carcinogênico.

Estudos em humanos

Depressão

Estudos placebo-controlados de curto-prazo

Um estudo de dose fixa em depressão maior (moderada a grave) (critérios do DSM-III-R) incluiu pacientes (n=650) que receberam diariamente placebo ou Citalopram (substância ativa) nas doses de 10mg, 20mg, 40mg ou 60mg. Todos os grupos que receberam o Citalopram (substância ativa) demonstraram melhora significativa das pontuações do item humor deprimido da Escala de Depressão de Hamilton (HAM-D) (p < 0,01), na Subescala de Melancolia da HAM-D, na Escala de Impressão Clínica Global (CGI) e na Escala de Depressão de Montgomery-Asberg (MADRS) (resposta; p < 0,05).

Ao final do estudo (semana 6), os grupos de 10 e 20 mg/dia apresentaram vantagem estatística em comparação ao placebo na CGI, no item humor deprimido da HAM-D e na MADRS, e os grupos que receberam doses de 40 e 60 mg/dia apresentaram superioridade estatística na CGI, na MADRS, no item humor depressivo da HAM-D e na pontuação total da HAM-D.

Em outro estudo de dose flexível (Citalopram (substância ativa) de 20 a 80 mg/dia), multicêntrico, placebo-controlado, de curto prazo (4 semanas), em pacientes com depressão maior leve a moderada (critérios do DSM-III-R), os pacientes do grupo Citalopram (substância ativa) apresentaram melhora significativa em relação ao início na HAM-D (p < 0,05), na CGI (p < 0,05) e na Escala de Auto avaliação da Depressão de ZUNG (ZUNG) (p < 0,05).

Depressão - prevenção de recaída e recorrência

Estudos de longo prazo, placebo-controlados.

Em dois estudos placebo-controlados (n=207 e n=226) os pacientes que preencheram os critérios para resposta clínica (pontuação total na Escala de Depressão de Montgomery-Asberg - MADRS < 12) após 6- 8 semanas de tratamento, oriundos de um estudo placebo-controlado (20 ou 40mg/dia de Citalopram (substância ativa)) e de um estudo aberto com Citalopram (substância ativa) (20-60mg/dia), foram randomizados para uma nova fase de 24 semanas de tratamento sem alteração das doses do Citalopram (substância ativa) ou do placebo1,2. Nos dois estudos demonstrou-se uma vantagem significativa do Citalopram (substância ativa) sobre o placebo (p<0,05).

O percentual de recaída para os pacientes em tratamento com Citalopram (substância ativa) foi de 10,5% e 13,8% respectivamente, nos dois estudos, comparados com 31% e 24,3% para os pacientes que receberam placebo.

Citalopram (substância ativa) nas doses de 20, 40 ou 60mg/dia é efetivo na prevenção da recaída da depressão em pacientes que inicialmente responderam a terapia antidepressiva.

Transtorno do pânico

Um estudo multicêntrico, randomizado, duplo-cego, placebo-controlado, de 8 semanas, incluiu 475 pacientes com transtorno do pânico (com ou sem agorafobia), e comparou o Citalopram (substância ativa) ao placebo e à clomipramina. A resposta foi definida como pontuação de 0 ou 1 para o item ataque de pânico na Escala de Ansiedade Clínica (CAS). Os melhores resultados foram obtidos com o Citalopram (substância ativa), em doses entre 20 e 30mg/dia.

Em uma extensão cega deste estudo, de longa duração (12 meses), os grupos que receberam Citalopram (substância ativa) 20- 30 ou 40-60mg/dia apresentaram resposta significativamente superior ao grupo placebo (p=0,001 e p=0,003, respectivamente). O grupo clomipramina (60 ou 90mg/dia) não apresentou diferenças em relação ao grupo placebo. Os percentuais de resposta em todo o período de tratamento indicaram que Citalopram (substância ativa) 20-60mg/dia é efetivo no tratamento do transtorno de pânico.

Transtorno obsessivo compulsivo (toc)

Um estudo multicêntrico, duplo-cego, randomizado, placebo-controlado, de 12 semanas, com 400 pacientes com TOC, incluiu, além do grupo placebo, grupos com Citalopram (substância ativa) nas doses de 20, 40 e 60mg/dia. Neste estudo, os três grupos de droga ativa apresentaram superioridade estatística comparados ao placebo na Escala de Obsessão-Compulsão de Yale-Brown –(Y-BOCS;p<0,01 para 20mg/dia e p<0,001 para 40 e 60mg/dia).

Características farmacológicas

Farmacodinâmica

Mecanismo de ação

Estudos bioquímicos e comportamentais mostraram que o Citalopram (substância ativa) é um potente inibidor da recaptação da serotonina (5-HT). A tolerância para a inibição da recaptação de 5-HT não é induzida pelo tratamento prolongado com o Citalopram (substância ativa). O Citalopram (substância ativa) é um dos inibidores seletivos da recaptação de serotonina (ISRS) de maior seletividade descritos até o momento, com nenhum ou mínimo efeito sobre a recaptação da noradrenalina (NA), dopamina (DA) e ácido gamaminobutírico (GABA).

Ao contrário dos antidepressivos tricíclicos e de alguns dos mais novos inibidores da recaptação da serotonina, o Citalopram (substância ativa) não apresenta afinidade, ou esta é muito baixa, aos receptores 5-HT1A, 5-HT2, DA, D1 e D2, aos adrenoreceptores α1-, α2-, ß, aos receptores histamínicos H1 aos receptores colinérgicos, benzodiazepínicos e opióides.

Uma série de testes funcionais- in vitro em órgãos isolados, bem como testes funcionais in vivo, confirmaram a falta de afinidade por esses receptores. Essa ausência de efeitos sobre receptores poderia explicar porque o Citalopram (substância ativa) produz uma quantidade menor de efeitos colaterais tradicionalmente relacionados aos antidepressivos como boca seca, distúrbios vesicais e intestinais, visão turva, sonolência, cardiotoxicidade e hipotensão ortostática.

Os principais metabólitos do Citalopram (substância ativa) são também ISRSs, embora as relações de potência e seletividade deles sejam menores que as do Citalopram (substância ativa). No entanto, as relações de seletividade dos metabólitos são maiores que as de vários dos ISRSs mais novos. Os metabólitos não contribuem para o efeito antidepressivo total.

Propriedades farmacodinâmicas

A supressão do sono durante o estágio REM (rapid eyes moviment - movimento rápido dos olhos) é considerada um fator preditivo da atividade antidepressiva. Como os ADT, outros ISRSs e os inibidores da monoaminoxidase (IMAO), o Citalopram (substância ativa) suprime o sono REM e aumenta o sono profundo de ondas lentas.

Embora não se ligue a receptores opióides, o Citalopram (substância ativa) potencializa o efeito antinociceptivo de analgésicos opióides comumente utilizados.

Em humanos o Citalopram (substância ativa) não compromete os desempenhos cognitivo e psicomotor e apresenta pouca ou nenhuma propriedade sedativa, seja sozinho ou em associação com álcool.

O Citalopram (substância ativa) não reduziu o fluxo de saliva em um estudo de dose única em voluntários humanos e não teve nenhuma influência significativa sobre parâmetros cardiovasculares em nenhum dos estudos com voluntários sadios. Citalopram (substância ativa) não altera níveis séricos de hormônio do crescimento. Citalopram (substância ativa) como outros ISRSs pode aumentar a prolactina no plasma, um efeito secundário sobre a prolactina estimulando a serotonina e sem importância clínica.

Propriedades farmacocinéticas

Absorção

A absorção do Citalopram (substância ativa) é quase completa e independe da ingestão de alimentos (Tmáx. médio de 3 horas).

A biodisponibilidade absoluta é aproximadamente 80%.

Distribuição

O volume de distribuição aparente (Vd)β é cerca de 12 a 17 l/kg, após administração oral. A ligação às proteínas plasmáticas é menor que 80% para o Citalopram (substância ativa) e seus principais metabólitos.

Biotransformação

O Citalopram (substância ativa) é metabolizado nos derivados ativos desmetilcitalopram, didesmetilcitalopram e Citalopram (substância ativa)N-óxido, e em um derivado inativo, o ácido propiônico deaminado. Todos os metabólitos ativos também são inibidores seletivos da recaptação da serotonina (ISRSs), porém mais fracos que o composto original. O Citalopram (substância ativa) inalterado é o composto predominante no plasma. As concentrações de desmetilcitalopram e didesmetilcitalopram geralmente correspondem a 30% - 50% e 5% – 10% da concentração de Citalopram (substância ativa), respectivamente.

A biotransformação do Citalopram (substância ativa) em desmetilCitalopram (substância ativa) é mediada pela isoenzima CYP2C19 (aproximadamente 38%), CYP3A4 (aproximadamente 31%) e CYP2D6 (aproximadamente 31%).

Eliminação

A meia-vida de eliminação (T1/2β) é de cerca de um dia e meio, o clearance plasmático do Citalopram (substância ativa) sistêmico (Cls) é de aproximadamente 0,3 a 0,4 l/min e a o clearance plasmático do Citalopram (substância ativa) oral é de aproximadamente 0,4 l/min. O Citalopram (substância ativa) é excretado principalmente através do fígado (85%) e o restante (15%) através dos rins; 12% a 23% da dose diária são excretados através da urina na forma de Citalopram (substância ativa) inalterado. A depuração hepática (residual) é de aproximadamente 0,3 l/min e a depuração renal é de aproximadamente 0,05 a 0,08 l/min.

Linearidade

A cinética é linear. Os níveis plasmáticos são alcançados em uma a duas semanas. Concentrações médias de 300 nmol/l (165 a 405 nmol/l) são alcançadas com uma dose diária de 40 mg.

Pacientes idosos (> 65 anos)

As meias-vidas mais longas (1,5 a 3,75 dias) e os valores de depuração diminuídos (0,08 a 0,3 l/min), decorrentes de uma redução da velocidade de metabolização, foram demonstrados em pacientes idosos. O tempo da concentração de estado de equilíbrio em idosos foi cerca de duas vezes maior que em pacientes mais jovens tratados com a mesma dose.

Função hepática reduzida

O Citalopram (substância ativa) é eliminado mais lentamente em pacientes com função hepática reduzida. A meia-vida do Citalopram (substância ativa), nesses casos, foi aproximadamente duas vezes mais longa e as concentrações de Citalopram (substância ativa) em equilíbrio, em uma determinada dose, serão duas vezes maiores que em pacientes com função hepática normal.

Função renal reduzida

O Citalopram (substância ativa) é eliminado mais lentamente em pacientes com redução leve a moderada da função renal, sem nenhum impacto maior em sua farmacocinética. No momento, não há nenhuma informação disponível para o tratamento de pacientes com função renal gravemente reduzida (clearance de creatinina < 30 ml/min).

Polimorfismo

Pesquisas in vivo mostraram que a metabolização do Citalopram (substância ativa) não exibe nenhum polimorfismo clinicamente importante na oxidação da esparteína/debrisoquina (CYP2D6). Como precaução, no caso de metabolizadores pobres da enzima CYP2C19, deve ser considerada uma dose inicial de 10 mg/dia.

Relação farmacocinética/farmacodinâmica

Não há relação clara entre níveis plasmáticos de Citalopram (substância ativa) e resposta terapêutica ou eventos adversos. Os metabólitos não contribuem para o efeito antidepressivo geral.

Conservar em temperatura ambiente (entre 15°C e 30°C). Proteger da umidade.

Venda sob prscrição médica.

Só pode ser vendido com a retenção da receita.

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