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O Calcitriol (substância ativa) promove a absorção intestinal do cálcio e regula a formação óssea. O efeito de uma dose única de Calcitriol (substância ativa) dura de três a cinco dias.

Para que serve

Calcitriol é indicado para:

  • Osteoporose.
  • Osteodistrofia renal em pacientes com insuficiência renal crônica, em especial aqueles submetidos à hemodiálise.
  • Hipoparatireoidismo pós-operatório.
  • Hipoparatireoidismo idiopático.
  • Pseudo-hipoparatireoidismo.
  • Raquitismo dependente de vitamina D.
  • Raquitismo hipofosfatêmico resistente à vitamina D.

Calcitriol (substância ativa) está contraindicado em todas as doenças associadas com hipercalcemia.

O uso de Calcitriol (substância ativa) também está contraindicado em pacientes com conhecida hipersensibilidade ao Calcitriol (substância ativa), aos componentes da fórmula ou a medicamentos da mesma classe terapêutica.

Calcitriol (substância ativa) é contraindicado se houver evidência de toxicidade por vitamina D.

Isento de Prescrição Médica

Este medicamento deve ser administrado por via oral, com um pouco de líquido, de preferência pela manhã.

Este medicamento não deve ser partido, aberto ou mastigado.

Posologia do Calcitriol


Esquema posológico geral

A dose diária recomendada de Calcitriol (substância ativa) deve ser cuidadosamente determinada em função da concentração sérica de cálcio de cada paciente. O tratamento com Calcitriol (substância ativa) deve ser iniciado sempre com as doses mais baixas possíveis, aumentando-as somente com rigoroso controle do cálcio sérico.

Durante a fase de normalização do tratamento com Calcitriol (substância ativa), as concentrações séricas de cálcio devem ser verificadas ao menos duas vezes por semana.

Uma vez determinada a dosagem ideal de Calcitriol (substância ativa), deverão ser controladas mensalmente as concentrações séricas de cálcio (ou como abaixo especificado para as indicações individuais). Amostras para análise sérica de cálcio deverão ser coletadas sem auxílio de torniquete. Logo que essas concentrações se situem em 1 mg/100 mL (250 μmol/L) acima do normal (9 - 11 mg/100 mL ou 2250 - 2750 μmol/L), ou a creatinina sérica aumente para > 120 μmol/L, o tratamento deve ser imediatamente interrompido até que seja alcançada a normocalcemia.

Durante os períodos de hipercalcemia, deve-se medir diariamente as concentrações séricas de cálcio e fosfatos. Após a normalização dos valores, poder-se-á continuar com a administração de Calcitriol (substância ativa), porém numa dose diária inferior em 0,25 mcg à dose precedente.

Deve-se calcular a ingestão diária aproximada de cálcio com a dieta e, se necessário, ajustar o aporte.

O aporte adequado de cálcio - mas não excessivo - no início do tratamento é um requisito indispensável para uma melhor eficácia de Calcitriol (substância ativa). Caso haja necessidade, deve-se prescrever cálcio suplementar.

Graças à melhor absorção gastrintestinal de cálcio com o uso de Calcitriol (substância ativa), pode-se reduzir o aporte de cálcio em alguns pacientes. Naqueles com propensão a hipercalcemia, doses baixas de cálcio ou a interrupção da suplementação são suficientes.

Esquemas posológicos especiais

Osteoporose

A dose recomendada de Calcitriol (substância ativa) é de 0,25 mcg duas vezes ao dia. As concentrações séricas de cálcio e de creatinina devem ser determinadas a cada quatro semanas, três meses, seis meses e posteriormente em intervalos de seis meses.

Osteodistrofia renal (pacientes em diálise)

A dose inicial é de 0,25 mcg. Para os pacientes normocálcicos ou com hipocalcemia leve, são suficientes 0,25 mcg a cada dois dias. Caso não seja observada uma resposta satisfatória dos parâmetros bioquímicos e manifestações clínicas da doença, no prazo de duas a quatro semanas, poder-se-á elevar a posologia em 0,25 mcg diários a intervalos de duas a quatro semanas. Durante este período, devem ser determinadas as concentrações séricas de cálcio pelo menos duas vezes por semana. A maioria dos pacientes responde a uma dose de 0,5 a 1,0 mcg diários.

Uma pulsoterapia com dose inicial de 0,1 mcg/kg/semana, dividida em duas ou três doses iguais administradas a noite, foi efetiva em pacientes refratários a terapia contínua. A dosagem máxima total acumulativa de 12 mcg por semana não deve ser excedida.

Hipoparatireoidismo e raquitismo

A dose inicial recomendada de Calcitriol (substância ativa) é de 0,25 mcg/dia, administrada pela manhã. Caso não se observe uma resposta satisfatória nos parâmetros bioquímicos e manifestações clínicas da doença, a dose pode ser aumentada em intervalos de duas a quatro semanas. Durante este período as concentrações séricas de cálcio devem ser determinadas pelo menos duas vezes por semana.

Se ocorrer hipercalcemia, Calcitriol (substância ativa) deve ser imediatamente descontinuado até resultados normocalcêmicos. Deve-se ter cuidado também em diminuir a ingestão de cálcio através da dieta.

Má absorção foi ocasionalmente notada em pacientes com hipoparatireoidismo, com isso, doses maiores de Calcitriol (substância ativa) podem ser necessárias.

Se o profissional de saúde decidir administrar Calcitriol (substância ativa) a mulheres grávidas com hipoparatireoidismo, um aumento na dose pode ser necessário durante a segunda metade da gestação, com redução de dose pós-parto ou durante lactação.

Idosos

Não é necessário ajuste posológico para pacientes idosos. Deve-se, no entanto, observar as recomendações quanto ao controle das concentrações séricas de cálcio e de creatinina.

Pacientes pediátricos

A segurança e eficácia de Calcitriol (substância ativa) em crianças não foram suficientemente investigadas para permitir recomendações de dosagem.

As reações adversas listadas abaixo refletem a experiência dos estudos investigacionais e de pós-comercialização de Calcitriol:

A reação adversa mais comumente reportada foi hipercalcemia.

Uma vez que Calcitriol (substância ativa) exerce atividade de vitamina D, as reações adversas que podem ocorrer são semelhantes as que ocorrem quando há uma administração excessiva de vitamina D, tais como, síndrome de hipercalcemia ou intoxicação por cálcio, dependendo da gravidade e duração da hipercalcemia. Sintomas agudos ocasionais incluem diminuição de apetite, dor de cabeça, náusea, vômito, dor abdominal, dor abdominal superior eobstipação.

As investigações farmacocinéticas têm demonstrado que, em virtude da curta meia-vida biológica do Calcitriol (substância ativa), elevadas concentrações séricas de cálcio são normalizadas poucos dias após a suspensão da medicação, isto é, mais rapidamente do que após tratamento com preparados contendo vitamina D3.

Efeitos crônicos podem incluir fraqueza muscular, perda de peso, alteração sensorial, febre, sede, polidipsia, poliúria, desidratação, apatia, retardo do crescimento e infecções do trato urinário.

A concomitância de hipercalcemia e hiperfosfatemia (> 6 mg/100 mL ou > 1,9 mmol/L) pode acarretar calcinose, visível radiograficamente.

Reações de hipersensibilidade como rash, eritema, prurido, e urticária podem ocorrer em indivíduos suscetíveis.

Pós-comercialização

A incidência de efeitos adversos relatados com o uso clínico de Calcitriol (substância ativa) durante um período de 15 anos, em todas as indicações terapêuticas, é muito baixa, incluindo a hipercalcemia, que ocorreu a uma razão de 0,001% ou menos.

Anormalidades laboratoriais

Nos pacientes com função renal normal, a hipercalcemia crônica pode estar associada a um aumento da creatinina sérica.

Em caso de eventos adversos, notifique ao Sistema de Notificações em Vigilância Sanitária – NOTIVISA, disponível em www.anvisa.gov.br/hotsite/notivisa/index.htm, ou para Vigilância Sanitária Estadual ou Municipal.

Devem-se observar estritamente as recomendações médicas sobre a dieta, principalmente no que diz respeito à ingestão suplementar de cálcio, e que o paciente se abstenha de ingerir por sua própria conta preparados contendo cálcio.

O tratamento concomitante com um diurético tiazídico aumenta o risco de hipercalcemia.

A dose de Calcitriol (substância ativa) deve ser cuidadosamente determinada em pacientes sob tratamento com digitálicos uma vez que, em tais pacientes, a hipercalcemia pode precipitar arritmias cardíacas.

Existe uma relação de antagonismo funcional entre os análogos da vitamina D, que promovem absorção de cálcio e os corticosteroides, que a inibem.

Os medicamentos que contém magnésio (por exemplo, os antiácidos) não devem ser administrados junto com o Calcitriol (substância ativa) aos pacientes submetidos à diálise crônica, já que poderão causar hipermagnesemia.

Uma vez que Calcitriol (substância ativa) interfere no transporte de fosfatos no intestino, rins e ossos, as doses dos produtos quelantes de fosfatos devem ser ajustadas de acordo com a concentração sérica de fosfatos (níveis normais: 2 - 5 mg/100 mL ou 0,65 - 1,62 mmol/L).

Pacientes com raquitismo resistente à vitamina D (hipofosfatemia familiar) devem continuar sua terapia com fosfato oral. No entanto, , a necessidade de modificação na suplementação de fosfato deve ser considerada devido a um possível estimulo na absorção intestinal de fosfato pelo Calcitriol (substância ativa).

Sequestradores de ácidos biliares, incluindo colestiramina e sevelamer podem reduzir a absorção intestinal das vitaminas lipossolúveis e, portanto, alterar a absorção intestinal de Calcitriol (substância ativa).

Existe uma acentuada correlação entre o tratamento com Calcitriol (substância ativa) e o desenvolvimento de hipercalcemia. Em estudos realizados em pacientes com osteodistrofia urêmica, observou-se hipercalcemia em até 40% dos pacientes tratados com Calcitriol (substância ativa). Um súbito aumento na ingestão de cálcio como resultado de alterações na dieta (por exemplo, consumo elevado de laticínios) ou ingestão não controlada de preparações à base de cálcio, pode levar à hipercalcemia. É absolutamente necessário, portanto, que os pacientes sigam rigorosamente as recomendações do médico sobre a dieta, fato que os familiares também devem ter conhecimento e que sejam instruídos sobre como reconhecer os sintomas de hipercalcemia.

Pacientes imobilizados, por exemplo, aqueles submetidos à cirurgia, estão particularmente expostos ao risco de hipercalcemia.

O Calcitriol (substância ativa) aumenta as concentrações séricas de fosfatos inorgânicos. Embora isso seja desejável em pacientes com hipofosfatemia, recomenda-se cautela em pacientes com insuficiência renal devido ao risco de calcificação ectópica.

Em tais casos, a concentração sérica de fosfato deve ser mantida dentro dos níveis normais (2 - 5 mg/100 mL ou 0,65 - 1,62 mmol/L) pela administração oral de agentes quelantes de fosfato e dieta pobre em fosfatos.

É recomendado que o produto das concentrações séricas de cálcio versus fosfato (Ca x P) não exceda 70 mg2/dL2.

Os pacientes com raquitismo resistente à vitamina D (hipofosfatemia familiar) que estejam sendo tratados com Calcitriol (substância ativa) devem manter o tratamento com fosfatos por via oral. No entanto, deve-se levar em consideração que o Calcitriol (substância ativa) pode estimular a absorção intestinal de fosfatos, alterando a suplementação necessária de fosfato.

Sendo o Calcitriol (substância ativa) o principal metabólito de vitamina D, outras medicações a base dessa vitamina não devem ser administradas concomitantemente a Calcitriol (substância ativa), com o objetivo de se prevenir hipervitaminose D.

Caso o paciente esteja recebendo ergocalciferol (vitamina D2) e mude para Calcitriol (substância ativa), podem transcorrer vários meses para que a concentração de ergocalciferol na corrente sanguínea retorne aos valores normais.

Os pacientes com função renal normal tratados com Calcitriol (substância ativa) devem ingerir quantidades adequadas de líquido para evitar a desidratação.

Comprometimento da fertilidade

Estudos de toxicidade reprodutiva em ratos indicaram que doses orais de até 300 ng/kg/dia (trinta vezes a dose humana usual) não afetam negativamente a reprodução. Em coelhos, foram observadas anomalias fetais múltiplas em duas ninhadas com dose oral tóxica materna de 300 ng/kg/dia e em uma ninhada com 80 ng/kg/dia, mas não com 20 ng/kg/dia (duas vezes a dose humana habitual). Embora não haja diferenças estatísticas significativas entre o grupo tratado e o controle em números de ninhadas ou fetos com anormalidades, a possibilidade desses achados estarem relacionados à administração de Calcitriol (substância ativa) não pode ser descartada.

Testes laboratoriais

Os exames laboratoriais regulares que são necessários incluem determinações séricas de cálcio, fósforo, magnésio e fosfatase alcalina e dosagem do teor de cálcio e fosfato na urina de 24 horas.

Efeitos sobre a capacidade de dirigir veículos ou operar máquinas

Com base no perfil farmacodinâmico dos eventos adversos relatados, Calcitriol (substância ativa) pode ser considerado seguro ou improvável em prejudicar tais atividades.

Gravidez e lactação

Estenose aórtica supravalvar foi produzida em fetos de coelhos por doses orais de vitamina D próximas da dose letal administradas em coelhas grávidas. Não há nenhuma evidência para sugerir que a vitamina D é teratogênica em seres humanos, mesmo em doses muito elevadas. Calcitriol (substância ativa) só deve ser administrado a mulheres grávidas se os benefícios potenciais superarem os riscos potenciais para o feto.

Deve-se assumir que Calcitriol (substância ativa) exógeno passe para o leite materno. Tendo em vista o potencial de hipercalcemia na mãe e a possibilidade de reações adversas no lactente, mães podem amamentar durante o tratamento com Calcitriol (substância ativa) desde que os níveis plasmáticos de cálcio na mãe e no lactente sejam monitorados.

Categoria de risco na gravidez: C.

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.

Segurança pré-clínica

Estudos de toxicidade subcrônica em ratos e cães indicam que Calcitriol (substância ativa) em uma dose oral de 20 ng/kg/dia (duas vezes a dose humana usual) por até seis meses causou nenhuma ou mínimas reações adversas.

Uma dose de 80 ng/kg/dia (oito vezes a dose humana usual) por até seis meses produziu reações adversas moderadas. As alterações observadas parecem ser resultantes principalmente de hipercalcemia prolongada. Até o momento, não há informações de que Calcitriol (substância ativa) possa causar doping.

Resultados de Eficácia


O Calcitriol (substância ativa) é um dos principais metabólitos ativos da vitamina D3 1,2,3,10,11,12,13,14. Normalmente é produzido pelos rins a partir de seu precursor, o 25-hidroxicolecalciferol (25-HCC). Sua produção fisiológica diária é, em geral, de 0,5 a 1,0 mcg e durante os períodos de maior atividade osteogênica (por exemplo: crescimento15 ou gravidez16) essa produção aumenta. O Calcitriol (substância ativa) promove a absorção intestinal do cálcio e regula a mineralização óssea17,18. O efeito farmacológico de uma dose única de Calcitriol (substância ativa) dura de três a cinco dias19.

O papel decisivo do Calcitriol (substância ativa) na regulação da homeostasia cálcica20, que inclui efeito estimulante sobre a atividade osteoblástica no esqueleto21,22, propicia uma sólida base farmacológica para seus efeitos terapêuticos na osteoporose3,4.

Nos pacientes que apresentam acentuada insuficiência renal, a síntese endógena do Calcitriol (substância ativa) está diminuída ou até mesmo completamente ausente. Esta deficiência exerce um papel decisivo na gênese da osteodistrofia renal23,24,25.

Nos pacientes com osteodistrofia renal, a administração oral de Calcitriol (substância ativa) normaliza a reduzida absorção intestinal do cálcio5,10,15,26,27,28, a hipocalcemia10,15,26,27,28 e os níveis séricos elevados de fosfatase alcalina e hormônio paratireoideano6,7,10,26. Da mesma forma, promove alívio da dor óssea e muscular29,30,31,32 e corrige as alterações histológicas da osteíte fibrosa e outros distúrbios da mineralização33.

O Calcitriol (substância ativa) reduz a hipocalcemia e seus sintomas clínicos34 nos pacientes com hipoparatireoidismo pós-operatório, idiopático8 ou pseudohipoparatireoidismo9.

Nos pacientes com raquitismo dependente da vitamina D, as concentrações séricas de Calcitriol (substância ativa) são baixas ou nulas.

Devido à insuficiente produção renal de Calcitriol (substância ativa), o tratamento com Calcitriol (substância ativa) tem caráter substitutivo10.

Nos pacientes que sofrem de raquitismo resistente à vitamina D e hipofosfatemia nos quais as concentrações plasmáticas de Calcitriol (substância ativa) estão reduzidas, o tratamento com Calcitriol (substância ativa) reduz a eliminação tubular de fosfatos e, em conjunto com tratamento concomitante com fosfato, normaliza o desenvolvimento ósseo35,36,37.

O tratamento com Calcitriol (substância ativa) tem demonstrado bons resultados nos pacientes com raquitismo de diferentes tipos, por exemplo, associado à hepatite neonatal, atresia biliar, cistinose ou uma carência alimentar de cálcio e vitamina D.

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Características Farmacológicas


Propriedades farmacodinâmicas

Mecanismo de ação

Calcitriol (substância ativa) é a mais ativa forma conhecida da vitamina D3 em estimular o transporte de cálcio no intestino. Os efeitos biológicos de Calcitriol (substância ativa) são mediados pelo receptor de vitamina D, um receptor hormonal nuclear expresso na maioria dos tipos de células e que funciona como um fator de transcrição ativado por ligante que se fixa em locais específicos do DNA modificando a expressão de genes alvos. Os dois locais de ação conhecidos de Calcitriol (substância ativa) são intestino e ossos.

Um receptor-proteico ligante de Calcitriol (substância ativa) parece existir na mucosa do intestino humano. Evidências adicionais sugerem que Calcitriol (substância ativa) também aja nos rins e nas glândulas paratireóides. Em ratos urêmicos agudos foi demonstrado que Calcitriol (substância ativa) estimula a absorção de cálcio no intestino. Os rins de pacientes urêmicos não sintetizam adequadamente Calcitriol (substância ativa), o hormônio ativo formado a partir do seu precursor de vitamina D.

Hipocalcemia resultante e hiperparatireoidismo secundário são as maiores causas da doença metabólica óssea associada à insuficiência renal. No entanto, outras substâncias tóxicas ósseas que se acumulam na
uremia (por exemplo, o alumínio) podem também contribuir. O efeito benéfico de Calcitriol (substância ativa) na osteodistrofia renal parece ser resultado da correção da hipocalcemia e do hiperparatireoidismo secundário. É incerto que Calcitriol (substância ativa) produza outros efeitos benéficos independentes.

Propriedades farmacocinéticas

Absorção

Após administração de uma dose oral única de 0,25 a 1,0 mcg, concentrações plasmáticas máximas são alcançadas dentro de duas a seis horas.

Distribuição

Durante a passagem pela corrente sanguínea, o Calcitriol (substância ativa) e outros metabólitos da vitamina D ligam-se a proteínas plasmáticas específicas.

Metabolismo

Calcitriol (substância ativa) é hidroxilado e oxidado nos rins e no fígado por uma isoenzima específica citocromo P450:CYP24A1. Diversos metabólitos com diferentes graus de atividade da vitamina D foram identificados.

Eliminação

A meia-vida de eliminação de Calcitriol (substância ativa) no plasma varia entre cinco a oito horas. A cinética de eliminação do Calcitriol (substância ativa) permanece linear até a dose de 96 mcg em um intervalo de dose amplo. O efeito farmacológico de uma dose única de Calcitriol (substância ativa) dura pelo menos quatro dias. O Calcitriol (substância ativa) é excretado pela bile e pode ser submetido à circulação enterohepática.

Farmacocinética em situações clínicas especiais

Em pacientes com síndrome nefrótica ou que fazem hemodiálise, as concentrações séricas de Calcitriol (substância ativa) estavam reduzidas e o tempo para o aparecimento de picos de concentração prolongados.

01652.
Calcijex, Rocaltrol, Sigmatriol, Ostriol

*Não use medicamentos sem o conhecimento do seu médico, pode ser perigoso para a sua saúde.
*As informações aqui divulgadas não deverão ser utilizadas como substituto de prescrição médica para o tratamento de qualquer doença.