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A bilasina é um anti-histamínico de segunda geração, altamente seletivo, que apresenta também atividade anti-inflamatória. Inibe os receptores periféricos H1 da histamina, sem efeitos sedativos ou cardiotóxicos.

Para que serve

Este medicamento é indicado para o tratamento sintomático de rinoconjuntivite alérgica (intermitente ou persistente) e urticária.

Bilastina (substancia ativa) não deve ser usado em casos de hipersensibilidade conhecida à bilastina (substancia ativa) ou aos demais componentes da fórmula.

Este medicamento é contraindicado para menores de 0 a 12 anos.

Branca Comum (Venda Sob Prescrição Médica)

Bilastina (substância ativa) destina-se a administração exclusiva por via oral.

Os comprimidos de bilastina (substância ativa) devem ser ingeridos em jejum, uma hora antes ou duas horas após a ingestão de alimentos ou bebidas.

Os comprimidos de bilastina (substância ativa) devem ser tomados com água em quantidade suficiente para facilitar a deglutição.

A linha de sulco (divisão) pode ser usada para dividir o comprimido em duas partes caso haja dificuldade de deglutição.

A posologia habitualmente recomendada é de 1 comprimido de bilastina (substância ativa) 20 mg ao dia, em dose única, uma hora antes ou duas horas depois da ingestão de alimentos ou bebidas, inclusive de sucos de frutas.

A duração do tratamento nos casos de rinoconjuntivite alérgica e urticária crônica dependerá das características clínicas (tipo, duração e curso dos sintomas), devendo-se seguir as orientações médicas.

O número de eventos adversos apresentados pelos pacientes com rinoconjuntivite alérgica ou urticária idiopática crônica tratados com 20 mg de bilastina (substância ativa) nos estudos clínicos foi comparável ao dos pacientes tratados com placebo (12,7% versus 12,8%).

Os eventos adversos mais frequentemente relatados por pacientes tratados com 20 mg de bilastina (substância ativa) durante estudos clínicos de fase II e III foram cefaleia, sonolência, tontura e fadiga. Estes eventos adversos ocorreram com frequência comparável nos pacientes tratados com placebo. A maioria dos eventos adversos observados foi leve e transitória.

Os eventos adversos pelo menos possivelmente relacionadas à bilastina (substância ativa) e relatados em mais de 0,1% dos pacientes tratados com 20 mg de bilastina (substância ativa) durante o desenvolvimento clínico foram:

  • Reações comuns: >1/100 e <1/10;
  • Reações incomuns: >1/1.100 e <1/100;
  • Reações raras: >1/10.000 e <1/1.000;
  • Reações muito raras: <1/10.000.

Reações comuns (ocorrem em 1% a 10% dos pacientes que utilizam este medicamento):

Sonolência, cefaleia.

Reações incomuns (ocorrem em 0,1% a 1% dos pacientes que utilizam este medicamento):

Herpes oral, aumento do apetite, ansiedade, insônia, tinido, vertigem, tontura, dispnéia, desconforto nasal, ressecamento nasal, prurido cutâneo, fadiga, sede, pirexia, astenia, dor/desconforto abdominal, epigastralgia, náusea, desconforto estomacal, diarreia, boca seca, dispepsia, gastrite, aumento de peso, distúrbios cardíacos (bloqueio de ramo direito, arritmia sinusal, extrassístoles ventriculares, QT prolongado, elevação do segmento ST, segmento ST-T anormal e onda T anormal no ECG), elevação de γ-GT, de transaminases, creatinina e triglicerídios.

Reações com frequência desconhecida (não podem ser determinadas a partir dos dados disponíveis):

Palpitações e taquicardia foram observadas durante o período pós-marketing.

Atenção: este produto é um medicamento novo e, embora as pesquisas tenham indicado eficácia e segurança aceitáveis, mesmo que indicado e utilizado corretamente, podem ocorrer eventos adversos imprevisíveis ou desconhecidos. Nesse caso, notifique os eventos adversos pelo Sistema de Notificações em Vigilância Sanitária - NOTIVISA, disponível em http://www8.anvisa.gov.br/notivisa/frmCadastro.asp, ou para a Vigilância Sanitária Estadual ou Municipal. Notifique também a empresa através do serviço de atendimento.

Interação com cetoconazol ou eritromicina:

A ingestão concomitante de bilastina (substância ativa) e cetoconazol ou eritromicina aumentou a AUC da bilastina (substância ativa) em duas vezes e a sua Cmáx de duas a três vezes. Estas alterações podem ser explicadas pela interação com os transportadores intestinais, pois a bilastina (substância ativa) é substrato para a glicoproteína P e não é metabolizada.

As alterações não parecem afetar o perfil de segurança da bilastina (substância ativa) e do cetoconazol ou da eritromicina, respectivamente. Outros medicamentos que são substratos ou inibidores da glicoproteína P, tal como a ciclosporina, podem da mesma forma apresentar um potencial de aumentar as concentrações plasmáticas da bilastina (substância ativa).

Interação com diltiazem:

A ingestão concomitante de bilastina (substância ativa) 20 mg e diltiazem 60 mg aumentou a Cmáx da bilastina (substância ativa) em 50%. Este efeito pode ser explicado pela interação com os transportadores intestinais e não parece afetar o perfil de segurança da bilastina (substância ativa).

Interação com lorazepam:

A ingestão concomitante de bilastina (substância ativa) 20 mg e lorazepam 3 mg por oito dias não potencializou os efeitos depressores do lorazepam sobre o SNC.

Gravidez e lactação:

Categoria B: Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgiãodentista.

Bilastina (substancia ativa) não deve ser administrado a gestantes e lactantes, a menos que seja absolutamente necessário, uma vez que a experiência clínica sobre seu uso em mulheres nestas condições é limitada.

Estudos de reprodução em animais não indicaram efeitos tóxicos na reprodução, no parto e no desenvolvimento pós-natal.

Não existem informações sobre a excreção da bilastina (substancia ativa) no leite humano nem de animais. O seu uso durante o período de amamentação deve considerar a relação benefício/risco para a mãe e para a criança

Pacientes idosos:

Não há necessidade de nenhuma adaptação posológica para pacientes idosos.

Pacientes pediátricos:

A eficácia e a segurança do uso do produto em crianças abaixo de 12 anos de idade ainda não foram estabelecidas. O seu uso não é indicado para menores de 12 anos.

Pacientes com insuficiência renal:

Não há necessidade de ajuste posológico para pacientes com disfunção renal (problemas nos rins); a dose diária não deve ultrapassar a posologia indicada.

Em pacientes com insuficiência renal moderada a severa, a coadministração de bilastina (substancia ativa) com inibidores da glicoproteína P, tais como cetoconazol, eritromicina, ciclosporina, ritonavir ou diltiazem, pode aumentar os níveis plasmáticos da bilastina (substancia ativa) e, portanto, aumentar o risco de reações adversas relacionadas à bilastina (substancia ativa). Portanto, a coadministração de bilastina (substancia ativa) com inibidores da glicoproteína P deve ser evitada em pacientes com insuficiência renal moderada a severa.

Pacientes com insuficiência hepática:

Não há necessidade de ajuste posológico para pacientes com disfunção hepática (problemas no fígado); a dose diária não deve ultrapassar a posologia indicada.

Interferência em testes de laboratório:

De um modo geral, os anti-histamínicos interferem com os testes cutâneos de alergia. Recomenda-se suspender a administração do produto por um período adequado antes dos testes.

Efeitos na capacidade de dirigir e operar máquinas:

A influência da administração de bilastina (substancia ativa) sobre a capacidade de dirigir e operar máquinas é nula ou desprezível. Entretanto, os pacientes devem ser informados que muito raramente algumas pessoas apresentaram sonolência, que pode afetar a habilidade de dirigir ou operar máquinas.

Resultados de eficácia

Em estudos clínicos realizados em pacientes adultos e adolescentes com rinoconjuntivite alérgica (sazonal e perene), a bilastina (substancia ativa) 20 mg administrada uma vez ao dia por 14-28 dias foi eficaz no alívio de sintomas como espirros, secreção nasal, prurido nasal, congestão nasal, prurido ocular, lacrimejamento e vermelhidão ocular.

A bilastina (substancia ativa) controlou eficazmente os sintomas por 24 horas.

Em um estudo duplo-cego, randomizado, multicêntrico, de grupos paralelos, controlado com placebo, em pacientes adultos (12-70 anos) com rinite alérgica intermitente (RAI), o tratamento de duas semanas com bilastina (substancia ativa) 20 mg reduziu significantemente o escore total de sintomas em relação a placebo (98,4 com bilastina (substancia ativa) vs 118,4 com placebo; P<0,001). Foi ainda mais eficaz que placebo na melhora dos escores de sintomas nasais (ESN), dos escores de sintomas não-nasais (ESNN) e dos escores de desconforto associado à rinite (P<0,05), bem como no questionário global de qualidade de vida em rinoconjuntivite (P<0,005).

Em outro estudo com metodologia similar, a média do escore total de sintomas (escore x dia) foi reduzida de forma estatisticamente significativa nos pacientes tratados com bilastina (substancia ativa) em comparação com o tratamento com placebo (76,5, 100,6; P<0,001) e em todos os desfechos secundários.

Em um estudo clínico realizado em pacientes com urticária idiopática crônica, bilastina (substancia ativa) 20 mg administrada uma vez ao dia por 28 dias foi eficaz no alívio da intensidade do prurido, do número e do tamanho de eritemas, bem como do desconforto dos pacientes em razão da urticária.

A média de redução do escore total de sintomas refletivo e instantâneo a partir do segundo dia em relação ao basal foi significantemente melhor que aquela com placebo (P<0,001). Os pacientes melhoraram suas condições de desconforto geral e de sono e a qualidade de vida (P<0,001 em todos os parâmetros).

Não se observou prolongamento clinicamente relevante do intervalo QTc ou qualquer outro efeito cardiovascular nos estudos clínicos realizados com a bilastina (substancia ativa), mesmo com doses de 200 mg ao dia (10 vezes a dose clínica) por 7 dias em 9 indivíduos pesquisados ou quando coadministrada com inibidores da P-gp, tais como cetoconazol (24 indivíduos) e eritromicina (24 indivíduos). Além disso foi efetuado um estudo completo sobre o QT em 30 voluntários, sem relato de alterações relevantes.

Em estudos clínicos controlados com a dose recomendada de 20 mg uma vez ao dia, a incidência de sonolência não foi estatisticamente diferente daquela com placebo.

A bilastina (substancia ativa) em doses de até 40 mg uma vez ao dia não afetou o desempenho psicomotor nos estudos clínicos e não afetou o desempenho ao dirigir em teste padrão de direção. Os pacientes idosos (≥ 65 anos de idade) incluídos nos estudos de fase II e III não apresentaram diferença na eficácia ou na segurança em relação aos pacientes mais jovens.

De um modo global, o perfil de segurança da bilastina (substancia ativa) 20 mg foi comparável ao do placebo e significantemente melhor que o da cetirizina.


Características farmacológicas

Grupo farmacoterapêutico: anti-histamínicos para uso sistêmico.

Código ATC: RO6AX29.

A bilastina (substancia ativa) (ácido p-[2-[4-[1-(2-etoxietil)-2-benzimidazolil]piperidino]etil]-metil-hidratrópico) é um novo antagonista da histamina de uma classe anti-histamínica diferente das existentes, de longa ação, com afinidade altamente seletiva e potente para os receptores H1 periféricos e sem afinidade para os receptores muscarínicos. Não exerce efeitos sedativos e cardiotóxicos e não apresenta metabolismo hepático.

Estudos in vitro e in vivo comprovaram sua atividade antihistamínica e antialérgica dos tipos I, II e III, além de propriedades anti-inflamatórias. A bilastina (substancia ativa) inibiu as reações cutâneas de edema e eritema por 24 horas após doses únicas.

A potência da bilastina (substancia ativa) in vitro foi 5,5 vezes maior do que a da cetirizina, e in vivo variou de equivalente a 11 vezes mais potente que a cetirizina; é mais potente que a fexofenadina in vitro e in vivo.

Estudos em animais e em humanos confirmaram que a bilastina (substancia ativa) não se acumula no SNC.

O início de sua ação ocorre dentro de uma hora após a administração da primeira dose, embora em um modelo farmacodinâmico se tenha observado que já aos 30 minutos ocorre inibição significativa da pápula e do eritema.

A duração da ação é de pelo menos 26 horas sem que haja relato de acúmulo.

Propriedades farmacocinéticas

Absorção:

Os resultados dos estudos farmacocinéticos mostram que, após administração oral, a bilastina (substancia ativa) é absorvida rapidamente, de forma linear e proporcional à dose, atingindo concentrações plasmáticas máximas dentro de uma a 1,5 horas (Tmáx=1,3 h) após doses tanto únicas como repetidas.

Os valores de Cmáx e AUC são também semelhantes após doses únicas e múltiplas, sendo respectivamente de cerca de 220 ng/mL e 1105 ng.h/m com doses de 20 mg.

No estudo de equilíbrio de massa após administração oral única de bilastina (substancia ativa) radiomarcada na dose de 20 mg, o principal componente detectado em amostras de plasma em 1,5 e 4 horas pós-dose foi identificado como bilastina (substancia ativa), correspondendo respectivamente a 0,061 e 0,042 µg equiv/g.

Os resultados dos estudos de permeabilidade (modelo Caco-2 e de permeabilidade aparente) demonstraram que a bilastina (substancia ativa) é um fármaco altamente permeável e um substrato da glicoproteína-P.

Biodisponibilidade:

A biodisponibilidade oral da bilastina (substancia ativa) foi determinada em animais, mas a fração absorvida (Fa) bem como a biodisponibilidade são desconhecidas no homem porque até o momento o fármaco não foi administrado por via intravenosa.

Como não há nenhum metabolismo envolvido, considera-se a biodisponibilidade teórica como ≥40% (CLR/CLoral).

Distribuição:

A farmacocinética da bilastina (substancia ativa) segue um modelo de dois compartimentos com absorção e eliminação de primeira ordem. O grau de ligação da bilastina (substancia ativa) às proteínas plasmáticas é de 84-90%.

O volume de distribuição central aparente (Vc/F) foi de 59,2 L e o volume de distribuição periférico aparente (Vp/F) foi de 30,2 L

A contribuição da modulação de várias proteínas de transporte (Pgp e OATP tanto in vitro como in vivo) na farmacocinética da bilastina (substancia ativa) e a sua relevância clínica nos perfis de eficácia e segurança dos fármacos foram estabelecidas mostrando que a modulação dos outros transportadores poderia ser desprezada.

Metabolismo:

A bilastina (substancia ativa) não é significativamente metabolizada no homem. Após administração oral única de 20 mg de bilastina (substancia ativa) radiomarcada, o principal metabólito detectado foi bilastina (substancia ativa) inalterada na urina (28,31% da dose) e nas fezes (66,53% da dose).

Os resultados do estudo com modelo Caco-2 indicaram ausência de metabolismo intestinal. Um estudo de interação provou que a bilastina (substancia ativa) não é nem indutora nem inibidora do CYP450 e que tem apenas uma via de eliminação metabólica menor.

Eliminação:

A bilastina (substancia ativa) tem meia-vida de eliminação média estimada de 14,5 h, clearance renal (CLR) de 8 L/h e clearance oral total (CLoral) de 18,1 L/h.

O clearance corporal aparente total não foi afetado pelo aumento da dose. Após uma dose de 20 mg, a excreção da bilastina (substancia ativa) ocorreu principalmente pelas fezes (média de 67,0% da dose administrada), com média de 64,8% da dose administrada eliminada em 72 horas pós-dose.

A excreção pela urina representou em média 33,1% da dose administrada.

A dose foi praticamente recuperada totalmente até o final do período de coleta (168 h), com recuperação média total de 100,1%.

Idade e gênero:

Não foi demonstrado nenhum efeito em relação à idade e ao gênero na cinética da bilastina (substancia ativa).

Interação:

bilastina (substancia ativa) não induz atividade enzimática da família das isoenzimas do CYP450 (CYP2B6, CYP2A6, CYP2C8, CYP2C19, CYP3A4, CYP1A2, CYP2C9 e CYP2E1).

A administração de alimentos e de suco de frutas interfere na eficácia da bilastina (substancia ativa), Por isso, o produto deve ser administrado uma hora antes ou duas horas depois da ingestão de alimentos.

Insuficiência renal e hepática:

Os estudos mostraram não ser necessário ajuste posológico em pacientes com insuficiência renal ou hepática.

Dados de segurança pré-clinica:

Os dados dos estudos pré-clínicos não revelaram riscos especiais para o ser humano segundo estudos convencionais de farmacologia de segurança, mutagenicidade, genotoxicidade, toxicidade reprodutiva e reprodução animal.

Nos estudos de toxicidade aguda com roedores não se observaram efeitos tóxicos com doses de até 2.000 mg/kg em ratos e 5.000 mg/kg em camundongos. Os valores da dose letal média (DL50) para a administração oral foram de 45-75 mg/kg.

Com base nos estudos de mutagenicidade/genotoxicidade (teste de Ames, de aberração cromossômica, do micronúcleo) e de carcinogenicidade pôde-se concluir que a bilastina (substancia ativa) não tem potencial mutagênico ou genotóxico.

As investigações com animais não revelaram qualquer evidência de efeitos teratogênicos ou na fertilidade e no desempenho reprodutivo com doses de até 1.000 mg/kg/dia em ratos e 400 mg/kg/dia em coelhos.

Interação com álcool:

O desempenho psicomotor após a ingestão concomitante de álcool e 20 mg de bilastina (substância ativa) foi semelhante ao observado após a ingestão de álcool e placebo.

Ingestão com alimentos:

A alimentação reduz significativamente a biodisponibilidade oral da bilastina (substância ativa).

A ingestão concomitante de bilastina (substância ativa) 20 mg e suco de toranja reduziu a biodisponibilidade da bilastina (substância ativa) em 30%. Este efeito também pode ser válido com outros sucos de frutas. O grau de diminuição de biodisponibilidade pode variar de acordo com as frutas.

O produto não deve ser ingerido com alimentos ou bebidas.

Alektos

*Não use medicamentos sem o conhecimento do seu médico, pode ser perigoso para a sua saúde.
*As informações aqui divulgadas não deverão ser utilizadas como substituto de prescrição médica para o tratamento de qualquer doença.