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Para que serve

Hipertensão

Besilato de Anlodipino (substância ativa) é indicado como fármaco de primeira linha no tratamento da hipertensão, podendo ser utilizado na maioria dos pacientes como agente único de controle da pressão sanguínea.

Pacientes que não são adequadamente controlados com um único agente anti-hipertensivo podem ser beneficiados com a adição de Besilato de Anlodipino (substância ativa), que tem sido utilizado em combinação com diuréticos tiazídicos, alfabloqueadores, agentes betabloqueadores adrenérgicos ou inibidores da enzima conversora da angiotensina (ECA).

Angina estável crônica

Besilato de Anlodipino (substância ativa) é indicado no tratamento da isquemia miocárdica como fármaco de primeira linha, devido tanto à obstrução fixa (angina estável) como ao vasoespasmo/vasoconstrição (angina de Prinzmetal ou angina variante) da vasculatura coronária.

O Besilato de Anlodipino (substância ativa) pode ser utilizado em situações clínicas sugestivas, mas não confirmadas, de possível componente vasoespástico/vasoconstritor.

Pode ser utilizado isoladamente, como monoterapia, ou em combinação com outros fármacos antianginosos em pacientes com angina refratária a nitratos e/ou doses adequadas de beta-bloqueadores.

Besilato de Anlodipino (substância ativa) é contraindicado a pacientes com conhecida hipersensibilidade às diidropiridinas* ou a qualquer componente da fórmula.

*O Besilato de Anlodipino (substância ativa) é um bloqueador do canal de cálcio diidropiridino.

Este medicamento deve ser ingerido com quantidade de líquido suficiente para deglutição, com ou sem alimentos.

Este medicamento não deve ser partido, aberto ou mastigado.

Posologia do Besilato de Anlodipino


No tratamento da hipertensão e da angina, a dose inicial usual de Besilato de Anlodipino (substância ativa) é de 5mg 1 vez ao dia, podendo ser aumentada para uma dose máxima de 10mg, dependendo da resposta individual do paciente.

Não é necessário ajuste de dose de Besilato de Anlodipino (substância ativa) na administração concomitante com diuréticos tiazídicos, betabloqueadores e inibidores da enzima conversora da angiotensina (ECA).

Uso em Pacientes Idosos

Os regimes posológicos habituais são recomendados. Besilato de Anlodipino (substância ativa), usado em doses semelhantes nos pacientes idosos ou jovens, é igualmente bem tolerado.

Uso em Crianças

A eficácia e segurança de Besilato de Anlodipino (substância ativa) em crianças não foram estabelecidas.

Uso em Pacientes com Insuficiência Renal

Besilato de Anlodipino (substância ativa) pode ser empregado nas doses habituais em pacientes com insuficiência renal. Alterações nas concentrações plasmáticas do Besilato de Anlodipino (substância ativa) não estão relacionadas ao grau de insuficiência renal. O Besilato de Anlodipino (substância ativa) não é dialisável.

Dose Omitida

Caso o paciente esqueça de administrar este medicamento no horário estabelecido, deve fazê-lo assim que lembrar. Entretanto, se já estiver perto do horário de administrar a próxima dose, deve desconsiderar a dose esquecida e utilizar a próxima. Neste caso, o paciente não deve tomar a dose duplicada para compensar doses esquecidas.

O esquecimento da dose pode comprometer a eficácia do tratamento.

Uso em Pacientes com Insuficiência Cardíaca

Em um estudo placebo-controlado de longo prazo com Besilato de Anlodipino (substância ativa) (PRAISE-2) em pacientes com insuficiência cardíaca de etiologia não isquêmica classes III e IV da New York Heart Association (NYHA), o Besilato de Anlodipino (substância ativa) foi associado a um aumento de relatos de edema pulmonar, apesar de não existir nenhuma diferença significante na incidência de piora da insuficiência cardíaca quando comparado com o placebo.

Uso em Pacientes na Insuficiência Hepática

Assim como com todos os antagonistas de cálcio, a meia-vida do Besilato de Anlodipino (substância ativa) é prolongada em pacientes com insuficiência hepática e as recomendações posológicas neste caso não estão estabelecidas. Portanto, o fármaco deve ser administrado com cautela nestes pacientes.

Fertilidade, Gravidez e Lactação

A segurança do Besilato de Anlodipino (substância ativa) na gravidez humana ou lactação não foi estabelecida. O Besilato de Anlodipino (substância ativa) não demonstrou toxicidade em estudos reprodutivos em animais, a não ser atraso do parto e prolongamento do trabalho de parto em ratos, em níveis de dose 50 vezes superiores à dose máxima recomendada em humanos. Consequentemente, o uso na gravidez é recomendado apenas quando não existir alternativa mais segura e quando a doença por si só acarreta risco maior para a mãe e para o feto. Não houve efeito sobre a fertilidade de ratos tratados com Besilato de Anlodipino (substância ativa).

A experiência em seres humanos indica que o Besilato de Anlodipino (substância ativa) é transferido para o leite materno humano. A proporção da concentração média de Besilato de Anlodipino (substância ativa) de leite/plasma em 31 mulheres lactantes com hipertensão induzida pela gravidez foi de 0,85 após a administração de Besilato de Anlodipino (substância ativa) numa dose inicial de 5 mg uma vez por dia, que foi ajustada conforme necessário (dose diária média e dose diária ajustada por peso corporal: 6 mg e 98,7 mcg/kg, respectivamente). A dose diária estimada de Besilato de Anlodipino (substância ativa) no lactente através do leite materno foi de 4,17 mcg/kg.

O Besilato de Anlodipino (substância ativa) é um medicamento classificado na categoria C de risco de gravidez. Portanto, este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.

Efeitos na Habilidade de Dirigir e/ou Operar Máquinas

A experiência clínica com Besilato de Anlodipino (substância ativa) indica que é improvável o comprometimento da habilidade de dirigir ou operar máquinas.

A eficácia deste medicamento depende da capacidade funcional do paciente.

O Besilato de Anlodipino (substância ativa) é bem tolerado.

Estudos clínicos placebo-controlados envolvendo pacientes com hipertensão ou angina, os efeitos colaterais mais comumente observados:

Classificação por Sistema Orgânico (MedDRA)

Efeitos Indesejáveis

Distúrbios do Sistema Nervoso

Dores de cabeça, tontura, sonolência

Distúrbios Cardíacos

Palpitações

Distúrbios Vasculares

Rubor

Distúrbios Gastrintestinais

Dor abdominal, náusea

Distúrbios gerais e condições do local de administração

Edema, fadiga

Nestes estudos clínicos não foram observados quaisquer tipos de anormalidades clinicamente significantes nos exames laboratoriais relacionados ao Besilato de Anlodipino (substância ativa).

Efeitos colaterais menos comumente observados com a difusão do uso no mercado:

Classificação por Sistema Orgânico (MedDRA)

Efeitos indesejáveis

Distúrbios Sanguíneos e Sistema Linfático

Leucopenia, trombocitopenia

Distúrbios do Metabolismo e Nutrição

Hiperglicemia

Distúrbios Psiquiátricos

Insônia e humor alterado

Distúrbios do Sistema Nervoso

Hipertonia, hipoestesia/parestesia, neuropatia periférica, síncope, disgeusia, tremor, transtorno extrapiramidal

Distúrbios Visuais

Deficiência visual

Distúrbios do Ouvido e Labirinto

Tinido

Distúrbios Vasculares

Hipotensão, vasculite

Distúrbios Respiratórios, Torácicos e Mediastinal

Tosse, dispneia, rinite

Distúrbios Gastrintestinais

Mudança da função intestinal, boca seca, dispepsia (incluindo gastrite), hiperplasia gengival, pancreatite, vômito

Distúrbios da Pele e Tecido Subcutâneo

Alopecia, hiperidrose, púrpura, alteração da cor da pele, urticária

Distúrbios Musculoesqueléticos e do Tecido Conjuntivo

Artralgia, dor nas costas, espasmos musculares, mialgia

Distúrbios Renais e Urinários

Polaciúria, distúrbios miccionais, noctúria

Distúrbios do Sistema Reprodutivo e Mamas

Ginecomastia, disfunção erétil

Distúrbios gerais e condições do local de administração

Astenia, mal estar, dor

Investigações

Aumento/redução de peso

Os eventos raramente relatados foram as reações alérgicas, incluindo prurido, rash, angioedema e eritema multiforme.

Foram raramente relatados casos de hepatite, icterícia e elevações da enzima hepática (a maioria compatível com colestase). Alguns casos graves requerendo hospitalização foram relatados em associação ao uso do Besilato de Anlodipino (substância ativa). Em muitos casos, a relação de causalidade é incerta.

Assim como com outros bloqueadores do canal de cálcio, os seguintes eventos adversos foram raramente relatados e não podem ser distinguidos da história natural da doença de base:

  • Infarto do miocárdio;
  • Arritmia (incluindo bradicardia, taquicardia ventricular e fibrilação atrial);
  • Dor torácica.

Em casos de eventos adversos, notifique ao Sistema de Notificações em Vigilância Sanitária (NOTIVISA) ou para a Vigilância Sanitária Estadual ou Municipal.​

O Besilato de Anlodipino (substância ativa) tem sido administrado com segurança com diuréticos tiazídicos, alfa-bloqueadores, betabloqueadores, inibidores da enzima conversora de angiotensina (ECA), nitratos de longa ação, nitroglicerina sublingual, anti-inflamatórios não esteroides, antibióticos e hipoglicemiantes orais.

Dados in vitro de estudos com plasma humano indicam que o Besilato de Anlodipino (substância ativa) não afeta a ligação às proteínas dos fármacos testados (digoxina, fenitoína, varfarina ou indometacina).

Sinvastatina

A coadministração de múltiplas doses de 10 mg de Besilato de Anlodipino (substância ativa) com 80 mg de sinvastatina resultou em um aumento de 77% na exposição à sinvastatina em comparação com a sinvastatina isolada.

Limitar a dose de sinvastatina em pacientes utilizando Besilato de Anlodipino (substância ativa) a 20 mg diariamente.

Inibidores de CYP3A4

A coadministração de uma dose diária de 180 mg de diltiazem com 5 mg de Besilato de Anlodipino (substância ativa) em pacientes idosos hipertensos (69 a 87 anos de idade) resultou em um aumento de 57% na exposição sistêmica do Besilato de Anlodipino (substância ativa). A coadministração de eritromicina em voluntários sadios (18 a 43 anos de idade) não mudou significativamente a exposição sistêmica do Besilato de Anlodipino (substância ativa) (22% de aumento na área sob a curva de concentração versus tempo [AUC]). Embora a relevância clínica desses achados seja incerta, as variações farmacocinéticas podem ser mais pronunciadas em pacientes idosos.

Inibidores fortes de CYP3A4 (por ex. cetoconazol, itraconazol, ritonavir) podem aumentar as concentrações plasmáticas do Besilato de Anlodipino (substância ativa) por uma extensão superior ao diltiazem. O Besilato de Anlodipino (substância ativa) deve ser usado com cautela quando administrado com inibidores da CYP3A4.

Claritromicina

A claritromicina é um inibidor de CYP3A4. Existe um risco aumentado de hipotensão em pacientes recebendo claritromicina com Besilato de Anlodipino (substância ativa). Recomenda-se observação atenta de pacientes quando o Besilato de Anlodipino (substância ativa) for coadministrado com claritromicina.

Indutores de CYP3A4

Não há dados disponíveis relacionados ao efeito dos indutores de CYP3A4 sobre o Besilato de Anlodipino (substância ativa).

O uso concomitante de indutores de CYP3A4 (por ex. rifampicina, Hypericum perforatum) pode diminuir as concentrações plasmáticas de Besilato de Anlodipino (substância ativa). O Besilato de Anlodipino (substância ativa) deve ser usado com cautela quando administrado com indutores de CYP3A4.

Nos estudos listados a seguir, não há alterações significativas na farmacocinética tanto do Besilato de Anlodipino (substância ativa) quanto da outra droga do estudo, quando os mesmos são coadministrados.

Efeito de outros agentes sobre o Besilato de Anlodipino

Cimetidina:

A coadministração de Besilato de Anlodipino (substância ativa) com cimetidina não alterou a farmacocinética do Besilato de Anlodipino (substância ativa).

Alumínio / magnésio (antiácido):

A coadministração de alumínio/magnésio (antiácido) com uma dose única de Besilato de Anlodipino (substância ativa) não teve efeito significante na farmacocinética do Besilato de Anlodipino (substância ativa).

Sildenafila:

Uma dose única de 100 mg de sildenafila em indivíduos com hipertensão essencial não teve efeito nos parâmetros farmacocinéticos do Besilato de Anlodipino (substância ativa).

Quando o Besilato de Anlodipino (substância ativa) e a sildenafila foram usados em combinação, cada agente, independentemente, exerceu seu efeito próprio na diminuição da pressão sanguínea.

Efeito do Besilato de Anlodipino sobre outros agentes

Atorvastatina:

A coadministração de doses múltiplas de 10 mg de Besilato de Anlodipino (substância ativa) e 80 mg de atorvastatina não resultou em mudança significante nos parâmetros farmacocinéticos no estado de equilíbrio (steady state) da atorvastatina.

Digoxina:

Acoadministração de Besilato de Anlodipino (substância ativa) e digoxina não alterou os níveis séricos ou o clearance renal de digoxina nos voluntários sadios.

Etanol (Álcool):

Dose única e doses múltiplas de 10 mg de Besilato de Anlodipino (substância ativa) não tiveram efeito significante na farmacocinética do etanol.

Varfarina:

A coadministração de Besilato de Anlodipino (substância ativa) com varfarina não alterou o tempo de resposta de protombina da varfarina.

Ciclosporina:

Nenhum estudo de interação medicamentosa foi conduzido com a ciclosporina e o Besilato de Anlodipino (substância ativa) em voluntários saudáveis ou outras populações com exceção dos pacientes com transplante renal. Vários estudos com os pacientes com transplante renal relataram que a coadministração de Besilato de Anlodipino (substância ativa) com ciclosporina afeta as concentrações mínimas de ciclosporina desde nenhuma alteração até um aumento médio de 40%.

Deve-se considerar o monitoramento dos níveis de ciclosporina em pacientes com transplante renal que recebem Besilato de Anlodipino (substância ativa).

Tacrolimo:

Existe um risco de aumento nos níveis do tacrolimo no sangue quando coadministrado com Besilato de Anlodipino (substância ativa). A fim de evitar a toxicidade do tacrolimo, a administração do Besilato de Anlodipino (substância ativa) em um paciente tratado com tacrolimo exige monitoramento dos níveis do tacrolimo no sangue e ajuste da dose de tacrolimo, quando apropriado.

Alvo Mecânico dos Inibidores da rapamicina (mTOR):

Os inibidores de mTOR, tais como sirolimo, tensirolimo e everolimo, são substratos da CYP3A. O Besilato de Anlodipino (substância ativa) é um inibidor fraco da CYP3A. Com a utilização concomitante de inibidores de mTOR, o Besilato de Anlodipino (substância ativa) pode aumentar a exposição dos inibidores de mTOR.

Medicamento / interações em testes laboratoriais

Desconhecidas.

Suco de grapefruit

A coadministração de 240 mL de suco de grapefruit com uma dose oral única de 10 mg Besilato de Anlodipino (substância ativa) em 20 voluntários sadios não teve efeito significativo na farmacocinética do Besilato de Anlodipino (substância ativa).

O estudo não permitiu a avaliação do efeito do polimorfismo genético no CYP3A4, a enzima primária responsável pelo metabolismo do Besilato de Anlodipino (substância ativa); portanto a administração de Besilato de Anlodipino (substância ativa) com grapefruit ou suco de grapefruit não é recomendada uma vez que a biodisponibilidade pode ser aumentada em alguns pacientes resultando em maiores efeitos de redução da pressão sanguínea.

Resultados da Eficácia


Uso em Pacientes com Doença Arterial Coronária

Os efeitos do Besilato de Anlodipino (substância ativa) na morbidade e mortalidade cardiovascular, a progressão de aterosclerose coronária e aterosclerose carótida foram estudadas no estudo clínico Avaliação Prospectiva Randomizada dos Efeitos Vasculares de Besilato de Anlodipino (substância ativa) (PREVENT – Prospective Randomized Evaluation of the Vascular Effects of Norvasc Trial). Este estudo multicêntrico, randomizado, duplo-cego, placebo-controlado, acompanhou por 3 anos 825 pacientes com doença arterial coronária (DAC) definida angiograficamente.

A população incluiu pacientes com infarto prévio do miocárdio (IM) (45%), angioplastia coronária percutânea transluminal (ACPT) na linha de base (42%) e história de angina (69%). A gravidade da DAC variou de 1 vaso doente (45%) a 3 ou mais vasos doentes (21%). Os pacientes com hipertensão não controlada (pressão arterial diastólica [PAD] > 95mmHg) foram excluídos do estudo.

Um comitê de avaliação de desfecho avaliou, de modo cego, os principais eventos cardiovasculares. Embora não tenha existido nenhum efeito demonstrável da velocidade de progressão das lesões na artéria coronária, a Besilato de Anlodipino (substância ativa) impediu a progressão do espessamento da íntima-média da carótida.

Foi observada uma redução significante (-31%) em pacientes tratados com Besilato de Anlodipino (substância ativa) no desfecho combinado de morte cardiovascular, infarto do miocárdio, derrame, angioplastia coronária percutânea transluminal (ACPT), revascularização cirúrgica do miocárdio, hospitalização para angina instável e piora da insuficiência cardíaca congestiva.

Uma redução significante (-42%) nos procedimentos de revascularização (ACPT e revascularização cirúrgica do miocárdio) também foi observada em pacientes tratados com Besilato de Anlodipino (substância ativa). Foi observado um número de hospitalizações (-33%) menor para angina instável em pacientes tratados quando comparado ao grupo placebo.

A eficácia do Besilato de Anlodipino (substância ativa) na prevenção de eventos clínicos em pacientes com DAC foi avaliada de forma independente, multicêntrico, randomizado, duplo cego, controlado por placebo em 1997 pacientes, a comparação de Besilato de Anlodipino (substância ativa) versus enalapril para limitar a ocorrência de trombose (CAMELOT). Destes pacientes, 663 foram tratados com Besilato de Anlodipino (substância ativa) de 5 mg a 10 mg e 655 pacientes foram tratados com o placebo, em adição ao tratamento padrão das estatinas, betabloqueadores, diuréticos, e aspirina, por 2 anos. Os resultados da eficácia são apresentados na Tabela 1. Os resultados indicam que o tratamento com Besilato de Anlodipino (substância ativa) foi associado com menos hospitalizações por angina e procedimentos de revascularização em pacientes com DAC.

*Definido no estudo CAMELOT como a morte cardiovascular, enfarte do miocárdio não fatal, parada cardíaca com ressuscitação, revascularização coronária, hospitalização por angina de peito, hospitalização por CHF, acidente vascular cerebral fatal ou não fatal ou ataque isquêmico transitório (AIT), qualquer diagnóstico das doenças vasculares periféricas doença (DVP) em um sujeito não previamente diagnosticado como tendo DVP ou qualquer admissão para um processo para o tratamento de DVP.

O desfecho cardiovascular composta (CV) foi o objetivo primário de eficácia em CAMELOT.

Uso em Pacientes com Insuficiência Cardíaca

Estudos hemodinâmicos e estudos clínicos controlados baseados na resposta ao exercício em pacientes portadores de insuficiência cardíaca classes NYHA II a IV, demonstraram que o Besilato de Anlodipino (substância ativa) não levou a uma deterioração clínica quando avaliada em relação à tolerância ao exercício, fração de ejeção ventricular esquerda e sintomatologia clínica.

Um estudo placebo controlado (PRAISE) para avaliar pacientes portadores de insuficiência cardíaca classes NYHA III e IV recebendo digoxina, diuréticos e inibidores da enzima conversora de angiotensina (ECA) demonstrou que o Besilato de Anlodipino (substância ativa) não leva a um aumento no risco da mortalidade ou mortalidade e morbidade combinadas em pacientes com insuficiência cardíaca.

Em um estudo placebo-controlado com Besilato de Anlodipino (substância ativa), de acompanhamento de longo prazo (PRAISE-2), em pacientes com insuficiência cardíaca classes NYHA III e IV, sem sintomas clínicos ou sinais sugestivos de doença isquêmica preexistente, em doses estáveis de inibidores da ECA, digitálicos e diuréticos, o Besilato de Anlodipino (substância ativa) não teve qualquer efeito na mortalidade total ou cardiovascular. Nesta mesma população, o fármaco foi associado a um aumento de relatos de edema pulmonar, apesar de não existir qualquer diferença significante na incidência de piora da insuficiência cardíaca quando comparada ao placebo.

Características Farmacológicas


Propriedades Farmacodinâmicas

O Besilato de Anlodipino (substância ativa) é um inibidor do influxo do íon de cálcio (bloqueador do canal lento de cálcio ou antagonista do íon cálcio) e inibe o influxo transmembrana do íon cálcio para o interior da musculatura lisa cardíaca e vascular.

O mecanismo da ação anti-hipertensiva deve-se ao efeito relaxante direto na musculatura vascular lisa.

O mecanismo preciso pelo qual o Besilato de Anlodipino alivia a angina não está completamente definido, mas reduz o grau de isquemia total pelas duas seguintes ações:

  • O Besilato de Anlodipino (substância ativa) dilata as arteríolas periféricas e, desta maneira, reduz a resistência periférica total (pós-carga) contra o trabalho cardíaco. Uma vez que a frequência cardíaca permanece estável, esta redução de carga diminui o consumo de energia miocárdica e a necessidade de oxigênio;
  • O mecanismo de ação também envolve, provavelmente, a dilatação das artérias coronárias principais e arteríolas coronárias, em regiões normais e isquêmicas. Esta dilatação aumenta a liberação de oxigênio no miocárdio em pacientes com espasmo coronariano arterial (angina de Prinzmetal ou angina variante) e abranda a vasoconstrição coronariana induzida pelo fumo.

Em pacientes com hipertensão, a dose única diária proporciona reduções clinicamente significantes na pressão sanguínea durante o intervalo de 24 horas, tanto nas posições supina quanto do indivíduo em pé. Devido ao lento início de ação, a hipotensão aguda não constitui uma característica da administração de Besilato de Anlodipino (substância ativa).

Em pacientes com angina, a administração de dose única diária de Besilato de Anlodipino (substância ativa) aumenta o tempo total de exercício, tempo de início da angina e tempo para atingir 1mm de depressão no segmento ST, além de diminuir a frequência de crises anginosas e o consumo de comprimidos de nitroglicerina.

O Besilato de Anlodipino (substância ativa) não foi associado a qualquer efeito metabólico adverso ou alteração nos lípides plasmáticos, sendo adequada para uso em pacientes com asma, diabetes e gota.

Propriedades Farmacocinéticas

Absorção

Após administração oral de doses terapêuticas, o Besilato de Anlodipino (substância ativa) é bem absorvido com picos plasmáticos entre 6 e 12 horas após a dose. A biodisponibilidade absoluta foi estimada entre 64 e 80%. O volume de distribuição é de aproximadamente 21L/kg. A absorção não é alterada pela ingestão de alimentos.

Os estudos in vitro demonstraram que cerca de 97,5% do Besilato de Anlodipino (substância ativa) circulante está ligado às proteínas plasmáticas.

Metabolismo / Eliminação

A meia-vida de eliminação terminal plasmática é de cerca de 35 a 50 horas, o que é consistente com a dose única diária. Os níveis plasmáticos no estado de equilíbrio (steady state) são obtidos após 7-8 dias de doses consecutivas. O Besilato de Anlodipino (substância ativa) é amplamente metabolizado no fígado em metabólitos inativos, com 10% do fármaco inalterado e 60% dos metabólitos excretados na urina.

Uso em Pacientes Idosos

O tempo para alcançar o pico de concentração plasmática do Besilato de Anlodipino (substância ativa) é similar para indivíduos jovens e idosos. Em pacientes idosos, o clearance tende a estar diminuído, resultando em aumentos na área sob a curva (AUC) e na meia-vida de eliminação plasmática. Em pacientes com insuficiência cardíaca congestiva (ICC), aumentos na área sob a curva (AUC) e na meia-vida de eliminação ocorreram conforme o esperado para pacientes com a idade do grupo estudado.

Dados de segurança pré-clínicos

Carcinogênese, Mutagênese, Diminuição da fertilidade

Ratos e camundongos tratados com Besilato de Anlodipino (substância ativa) na dieta por 2 anos, em concentrações calculadas para fornecer níveis de dose diária de 0,5; 1,25 e 2,5mg/kg/dia, não demonstraram nenhuma evidência de carcinogenicidade.

A dose mais alta (similar no caso de camundongos, e o dobro* no caso ratos, à dose clínica máxima recomendada de 10mg na base de mg/m2) estava próxima à dose máxima tolerada por camundongos, mas não por ratos.

Estudos de mutagenicidade não revelaram efeitos relacionados ao fármaco, mesmo em níveis de genes ou cromossomos.

Não houve efeito na fertilidade de ratos tratados com Besilato de Anlodipino (substância ativa) (machos por 64 dias e fêmeas por 14 dias antes da reprodução) em doses até 10 mg/kg/dia (8 vezes* a dose máxima recomendada para humanos de 10 mg, na base de mg/m2).

*Com base no peso do paciente de 50 kg.

*Não use medicamentos sem o conhecimento do seu médico, pode ser perigoso para a sua saúde.
*As informações aqui divulgadas não deverão ser utilizadas como substituto de prescrição médica para o tratamento de qualquer doença.