Beriplex P/N Icone para ediçãoIcone de Enomear Icone de Excluir

Para que serve

Este medicamento é indicado ao:

  • Tratamento de hemorragias (sangramento) e profilaxia perioperatória de hemorragias (prevenção de sangramento do período antes, durante e depois de uma cirurgia) em pacientes apresentando deficiência adquirida de fatores de coagulação do complexo protrombínico, como a deficiência causada pelo tratamento com medicamentos antagonistas da vitamina K, ou em caso de superdose de antagonistas da vitamina K, quando for necessária uma correção rápida da deficiência;
  • Tratamento de hemorragias (sangramento) e profilaxia perioperatória de hemorragias (prevenção de sangramento do período antes, durante e depois de uma cirurgia) em pacientes com deficiência congênita (ou seja, desde o nascimento) de qualquer um dos fatores de coagulação dependentes de vitamina K, quando produtos de fator de coagulação purificados específicos não estão disponíveis.

Como o Beriplex P/N funciona?


Beriplex P/N contém os fatores de coagulação do sangue II, VII, IX e X (complexo protrombínico) e as proteínas C e S.

Em condições normais, os fatores de coagulação II, VII, IX e X são sintetizados no fígado com a ajuda da vitamina K, e participam do processo de coagulação do sangue. As proteínas C e S são inibidoras da coagulação dependentes da vitamina K.

Beriplex P/N irá repor os fatores de coagulação II, VII, IX e X (complexo protrombínico) em pacientes com deficiência destes fatores, elevando seus níveis no sangue. Dessa forma, Beriplex P/N pode corrigir temporariamente o defeito de coagulação dos pacientes com deficiência de um ou vários desses fatores.

Você não deve utilizar Beriplex P/N se tiver história de hipersensibilidade (alergia) a qualquer um dos componentes do produto.

Você não deve utilizar Beriplex P/N se tiver risco de trombose, angina peitoral, se teve infarto do miocárdio recente (exceto em hemorragias com risco à vida, após superdose de anticoagulantes orais e antes da indução de uma terapia fibrinolítica).

No caso de coagulação intravascular disseminada, as preparações de complexo protrombínico somente podem ser aplicadas após o término do estado de consumo.

Você não deve utilizar Beriplex P/N se tiver história conhecida de trombocitopenia (diminuição no número de plaquetas) induzida por heparina.

A solução deve ser clara ou levemente opalescente. Após a filtração / aspiração e antes da aplicação, o produto reconstituído deve ser inspecionado visualmente para verificar se há partículas ou se a cor está alterada.

Não use soluções turvas ou que apresentem depósito.

A reconstituição e aspiração do produto para a seringa devem ser realizadas sob condições assépticas.

Reconstituição:

Deixar o diluente atingir a temperatura ambiente. Assegurar que as tampas flip-off dos frascos do produto e do diluente foram retiradas, as tampas de borracha foram tratadas com solução antisséptica e secas antes da abertura da embalagem do dispositivo de transferência (Mix2Vial).

  1. Abra a embalagem do Mix2Vial retirando a tampa selo.

  1. Coloque o frasco do diluente sobre uma superfície plana e limpa e segure o frasco firmemente. Pegue o Mix2Vial junto com a embalagem externa (blister) e empurre a ponta azul diretamente através da tampa de borracha do frasco do diluente.

  1. Remova cuidadosamente a embalagem blister do conjunto Mix2Vial. Assegurar que somente a embalagem blister seja retirada e não o conjunto Mix2Vial.

  1. Coloque o frasco do produto sobre uma superfície plana e firme. Inverta o frasco de diluente com o conjunto Mix2Vial conectado e empurre o adaptador transparente através da tampa de borracha do frasco do produto. O diluente irá fluir automaticamente para o frasco do produto.

  1. Com uma mão segure o lado do produto do conjunto Mix2Vial e com a outra mão segure o lado do diluente e desconecte o conjunto em duas partes. Descartar o frasco de diluente com o adaptador azul conectado.

  1. Gire suavemente o frasco do produto até que a substância seja completamente dissolvida. Não agite.

  1. Puxe o ar em uma seringa vazia e estéril. Enquanto o frasco do produto estiver na posição vertical, junte a seringa ao conector Luer Lock do Mix2Vial. Injete o ar no frasco do produto.

Aspiração e aplicação:

  1. Mantendo o êmbolo da seringa pressionado, inverta o sistema de cabeça para baixo e aspire o concentrado para dentro da seringa puxando o êmbolo lentamente para trás.

  1. Uma vez transferido o concentrado para a seringa, segure firmemente o corpo da seringa (mantendo o êmbolo da seringa para baixo) e desconecte o adaptador do Mix2Vial da seringa.

A solução reconstituída deve ser administrada por via intravenosa (não mais que 3 UI/kg/min., máx. 210 UI/min, aproximadamente 8 mL/min.).

Deve-se ter cuidado para que não entre sangue na seringa com o produto. Se isso ocorrer, há um risco de que o sangue possa coagular na seringa e coágulos de fibrina sejam administrados ao paciente.

A solução reconstituída deve ser administrada por uma linha de infusão separada.

Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento. Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico.

Posologia do Beriplex P/N


São dadas abaixo apenas orientações gerais sobre a dosagem do medicamento. O tratamento deve ser iniciado sob a supervisão de um médico experiente no tratamento de distúrbios de coagulação. A dose e a duração da terapia de substituição dependem da gravidade da doença, da localização e extensão da hemorragia e do estado clínico do paciente.

A quantidade e a frequência de administração devem ser calculadas de modo individual para cada paciente. Para isso, seu médico determinará os níveis dos fatores de coagulação em seu sangue e monitorar seu estado clínico.

Em caso de grandes cirurgias, é essencial o acompanhamento preciso do tratamento por meio de testes de coagulação.

A posologia e o modo de administração em pacientes idosos (> 65 anos) são iguais às recomendações gerais.

Tratamento e profilaxia perioperatória de hemorragias durante a terapia com antagonista da vitamina K.

A dose vai depender do índice internacional normalizado (INR) antes do tratamento e da INR pretendida. Na tabela a seguir são apresentadas as doses aproximadas, necessárias para a normalização da INR em diferentes níveis da INR inicial. As doses são dadas em ml por kg de peso corporal do produto reconstituído e UI de fator IX de coagulação / kg de peso corporal.

Recomenda-se que a dose única máxima não exceda 5.000 UI de fator IX de coagulação.

A correção do distúrbio da hemostasia, induzido por antagonista da vitamina K, é alcançada em até 30 minutos após a injeção e permanecerá por cerca de 6 - 8 horas. No entanto, o efeito da vitamina K, se administrada simultaneamente, é geralmente obtido dentro de 4 - 6 horas. Desse modo, o tratamento repetido com o complexo protrombínico humano normalmente não é necessário quando a vitamina K tiver sido administrada.

Estas recomendações são baseadas em dados de estudos clínicos com um número limitado de indivíduos. A recuperação e a duração do efeito podem variar, portanto a monitorização da INR durante o tratamento é obrigatória.

Hemorragias e profilaxia perioperatória na deficiência congênita de qualquer um dos fatores de coagulação dependentes da vitamina K, quando produtos contendo fatores de coagulação específicos não estão disponíveis.

O cálculo da dose necessária de concentrado de complexo protrombínico é baseado em dados de estudos clínicos:

  • Para a dose de 1 UI de fator IX de coagulação por kg de peso corporal está prevista uma elevação da atividade do fator IX de coagulação plasmático de 1,3% do valor normal (0,013 UI/mL);
  • A dose de 1 UI de fator VII de coagulação por kg de peso corporal eleva a atividade do fator VII de coagulação plasmático em 1,7% do valor normal (0,017 UI/mL);
  • A dose de 1 UI de fator II de coagulação por kg de peso corporal eleva a atividade do fator II de coagulação plasmático em 1,9% do valor normal (0,019 UI/mL);
  • A dose de 1 UI de fator X de coagulação por kg de peso corporal eleva a atividade do fator X de coagulação plasmático em 1,8% do valor normal (0,018 UI/mL).

A dose de um fator específico administrado é expressa em unidades internacionais (UI), relacionadas om o atual padrão da OMS, para cada fator. A atividade no plasma de um fator de coagulação específico é expressa em percentagem (em relação ao plasma normal) ou em Unidades Internacionais (em relação ao padrão internacional para o fator de coagulação específico).

Uma Unidade Internacional (UI) de uma atividade do fator de coagulação é equivalente à quantidade em um mL de plasma humano normal.

Por exemplo, o cálculo da dose necessária de fator X de coagulação é baseado na constatação de que 1 Unidade Internacional (UI) de fator X de coagulação por kg de peso corporal aumenta a atividade do fator X de coagulação plasmático em 0,018 UI / ml.

A dose necessária é determinada usando a seguinte fórmula:

Unidades necessárias = peso corporal [kg] x aumento desejado do fator X [UI / ml] x 56, onde 56 (ml / kg) é a recíproca da recuperação estimada.

Se a recuperação individual for conhecida, esse valor deve ser utilizado para o cálculo.

O que devo fazer quando eu me esquecer de usar o Beriplex P/N?


Em caso de dúvidas, procure orientação do farmacêutico ou de seu médico, ou cirurgião-dentista.

A terapia deve ser acompanhada por um especialista com experiência no tratamento de distúrbios de coagulação.

Em pacientes com deficiência adquirida de fatores da coagulação dependentes de vitamina K (por exemplo, deficiência induzida pelo tratamento com antagonistas da vitamina K), Beriplex P/N deve ser utilizado somente quando for necessária uma rápida correção dos níveis do complexo protrombínico como em hemorragias maiores ou cirurgia de emergência. Nos outros casos, a redução da dose do medicamento antagonista da vitamina K e / ou a administração de vitamina K é geralmente suficiente.

Os pacientes que estão em tratamento com um antagonista da vitamina K podem apresentar um estado oculto de coagulação excessiva, o qual pode ser agravado pelo uso do complexo protrombínico.

Na deficiência congênita de qualquer um dos fatores dependentes da vitamina K, deve-se utilizar, quando disponível, produtos contendo fatores de coagulação específicos.

Se você apresentar reações do tipo alérgica ou anafilática, seu médico interromperá imediatamente a administração de Beriplex P/N e iniciará um tratamento adequado. As medidas terapêuticas dependem do tipo e da gravidade dos efeitos indesejáveis. Os padrões médicos atuais para o tratamento de choque devem ser observados.

Quando os pacientes com deficiência congênita ou adquirida são tratados com complexo protrombínico humano, particularmente com doses repetidas, há um risco de trombose ou coagulação intravascular disseminada. O risco pode ser maior no tratamento da deficiência isolada do fator VII de coagulação, uma vez que os outros fatores de coagulação dependentes de vitamina K podem acumularse a níveis consideravelmente mais elevados do que o normal. Os pacientes em tratamento com complexo protrombínico humano serão observados cuidadosamente quanto aos sinais ou sintomas de coagulação intravascular disseminada ou trombose.

Devido ao risco de complicações tromboembólicas, um acompanhamento minucioso será realizado quando se administra Beriplex P/N em pacientes:

  • Com histórico de doença cardíaca coronária ou infarto do miocárdio;
  • Com doença hepática (no fígado);
  • No pós-operatório;
  • Recém-nascidos;
  • Sob risco de eventos tromboembólicos, coagulação intravascular disseminada ou deficiência de inibidor simultânea.

Em cada uma destas situações, o benefício do tratamento com Beriplex P/N deve ser ponderado contra o risco de tais complicações. Em pacientes com coagulação intravascular disseminada e sepse, a substituição de antitrombina III deve ser considerada antes do tratamento com Beriplex P/N.

A substituição dos fatores de coagulação do complexo protrombínico pode ser necessária em pacientes com coagulação intravascular disseminada. Entretanto, esta substituição só pode ser realizada após o término do estado de consumo (por exemplo, tratamento da causa subjacente, normalização persistente do nível de antitrombina III).

Quando Beriplex P/N é utilizado para normalizar a deficiência da coagulação, a administração profilática de heparina deve ser considerada. Não existem dados disponíveis sobre o uso de Beriplex P/N em caso de hemorragia perinatal devido à deficiência de vitamina K em recém-nascidos.

Beriplex P/N contém até 343 mg de sódio (aproximadamente 15 mmol) por 100 mL. Isto deve ser levado em consideração no caso de pacientes com uma dieta controlada de sódio.

Gravidez e lactação:

A segurança de Beriplex P/N para uso durante a gravidez e durante a lactação não foi estabelecida.

Os estudos em animais não são adequados para avaliar a segurança em relação à gravidez, desenvolvimento do embrião ou feto, parto ou desenvolvimento após o nascimento.

Portanto, Beriplex P/N deve ser usado durante a gravidez e lactação somente se claramente indicado.

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.

Efeitos sobre a habilidade de dirigir e operar máquinas:

Não foram realizados estudos sobre os efeitos na habilidade de dirigir e utilizar máquinas.

Segurança viral:

Quando medicamentos são feitos a partir de plasma ou sangue humano, algumas medidas são tomadas para prevenir a transmissão de infecções aos pacientes.

Estas incluem:

  • Seleção cuidadosa de doadores de plasma e sangue para se ter certeza que aqueles em risco de portar infecções sejam excluídos;
  • Teste de cada doador e pools de plasma para sinais de vírus/infecções.

Fabricantes destes produtos também incluem etapas no processamento de sangue ou plasma que podem inativar ou remover vírus.

Apesar disto, quando medicamentos preparados a partir de sangue ou plasma humano são administrados, a possibilidade de transmissão de infecção não pode ser totalmente excluída. Isto também se aplica a vírus desconhecidos ou emergentes e outros agentes patogênicos.

As medidas tomadas são consideradas eficazes para vírus envelopados como o vírus da imunodeficiência humana (HIV, o vírus da AIDS), vírus da hepatite B, vírus da hepatite C e para os vírus não envelopados da hepatite A e parvovírus B19.

Seu médico pode recomendar a vacinação contra hepatite A e B se você recebe produtos derivados de plasma regularmente/repetidamente.

É altamente recomendável que toda vez que Beriplex P/N for administrado, seu médico registre o número do lote, o volume injetado e a data de administração.

As reações adversas a seguir estão baseadas na experiência pós-comercialização, bem como na literatura científica.

Informe seu médico ou farmacêutico se você apresentar alguma das reações abaixo, ou outras reações não listadas nessa bula.

Doenças renais e urinárias:

Em casos isolados, foi relatada síndrome nefrótica após a tentativa de indução de tolerância imunológica em pacientes com hemofilia B com inibidores do fator IX de coagulação e história de reação alérgica.

Vasculopatias (desordens dos vasos sanguíneos):

Existe o risco de episódios tromboembólicos após a administração do complexo protrombínico humano.

Perturbações gerais e alterações no local de administração:

Em casos muito raros, é observado aumento da temperatura corporal.

Doenças do sistema imunológico (sistema de defesa do corpo):

Hipersensibilidade ou reações alérgicas (que podem incluir inchaço, ardor e dor no local da injeção, calafrios, rubor, urticária generalizada, dor de cabeça, urticária, hipotensão, letargia, náuseas, agitação, taquicardia, angina peitoral, zumbidos, vômitos ou chiado) foram muito raramente observadas em pacientes tratados com produtos contendo fator IX de coagulação. Em alguns casos, estas reações progrediram para anafilaxia grave e estas ocorreram em estreita associação temporal com o desenvolvimento de inibidores do fator IX de coagulação.

Em casos muito raros, pode ocorrer o desenvolvimento de anticorpos contra um ou vários fatores do complexo protrombínico. Se esses inibidores aparecerem, esta condição se manifestará como uma má resposta clínica. Nesses casos, seu médico entrará em contato com um centro de hemofilia especializado.

Reações indesejáveis podem incluir o desenvolvimento de trombocitopenia induzida por heparina, tipo II (TIH, tipo II). Os sinais característicos da TIH são uma queda na contagem de plaquetas > 50 % e/ou a ocorrência de novas ou inexplicáveis complicações tromboembólicas durante o tratamento com heparina. O início é tipicamente de 4 a 14 dias após o começo da terapia com heparina, mas pode ocorrer dentro de 10 horas em pacientes recentemente expostos à heparina (nos últimos 100 dias).

Informe ao seu médico, cirurgião-dentista ou farmacêutico o aparecimento de reações indesejáveis pelo uso do medicamento. Informe também à empresa através do seu serviço de atendimento.

Apresentação:

Beriplex P/N 500 UI:

Embalagem contendo 1 frasco-ampola com pó liofilizado para solução injetável, 1 frasco-ampola de diluente com 20 mL de água para injetáveis e 1 dispositivo de transferência com filtro.

Via intravenosa.

Uso adulto e pediátrico.

Composição:

Princípios ativos

Conteúdo após
reconstituição (UI / mL)

Beriplex P/N 500 UI
Conteúdo por frasco (UI)

Fator II de coagulação

20 – 48

400 – 960

Fator VII de coagulação

10 – 25

200 – 500

Fator IX de coagulação

20 – 31

400 – 620

Fator X de coagulação

22 – 60

440 – 1.200

Proteína C

15 – 45

300 – 900

Proteína S

12 – 38

240 – 760

O teor de proteína total é de 6 - 14 mg/mL de solução reconstituída.

A atividade específica do fator IX de coagulação é de 2,5 UI/mg de proteína total.

As atividades de todos os fatores de coagulação, bem como das proteínas C e S (antígeno) foram testadas de acordo com os padrões internacionais atuais válidos da OMS.

Excipientes:

Pó:

Heparina, albumina humana, antitrombina III, cloreto de sódio, citrato de sódio e ácido clorídrico ou hidróxido de sódio (em pequenas quantidades para ajuste de pH).

Diluente:

Água para injeção.

Os componentes da embalagem primária (frasco-ampola, tampa de borracha, lacre), bem como os itens do kit de transferência, não contêm látex.

Para evitar uma superdose é aconselhável que seu médico monitore regularmente o estado da coagulação durante o tratamento, uma vez que o uso de doses altas de concentrado de complexo protrombínico tem sido associado com ocorrência de infarto do miocárdio, coagulação intravascular disseminada, trombose venosa e embolia pulmonar. No caso de superdose, o risco de complicações tromboembólicas ou coagulação intravascular disseminada é aumentado em pacientes sob risco de sofrer estas complicações.

Em caso de uso de grande quantidade deste medicamento, procure rapidamente socorro médico e leve a embalagem ou bula do medicamento, se possível. Ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações.

Os produtos contendo complexo protrombínico humano anulam o efeito do tratamento com antagonista da vitamina K, mas não são conhecidas interações com outros medicamentos.

Na realização de testes de coagulação que são sensíveis à heparina, em pacientes sob tratamento com altas doses de complexo protrombínico humano, deve-se levar em conta a heparina presente no medicamento administrado.

Beriplex P/N não deve ser misturado com outros medicamentos, diluentes ou solventes.

Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista se você está fazendo uso de algum outro medicamento.

Não use medicamento sem o conhecimento do seu médico. Pode ser perigoso para a sua saúde.

Resultados de Eficácia

Fator II, Fator VII, Fator IX, Fator X de Coagulação (substância ativa) é uma terapia de substituição. A eficácia do produto está baseada na adequada reposição dos fatores da coagulação ausentes, levando à normalização da coagulação.

Características Farmacológicas

Propriedades farmacodinâmicas

Os fatores de coagulação II, VII, IX e X, que são sintetizados no fígado com a ajuda da vitamina K, são comumente chamados de complexo protrombínico. Além dos fatores de coagulação, Fator II, Fator VII, Fator IX, Fator X de Coagulação (substância ativa) contém proteína C e proteína S, inibidores da coagulação dependentes da vitamina K.

O fator VII é o zimogênio do fator VIIa serino-protease ativo, pelo qual a via extrínseca da coagulação sanguínea é iniciada. O complexo fator de tromboplastina tecidual-fator VIIa ativa os fatores de coagulação IX e X, de modo que os fatores IXa e Xa são formados. Com a ativação posterior da cascata de coagulação, a protrombina (fator II) é ativada e transformada em trombina. Pela ação da trombina, o fibrinogênio é convertido em fibrina, que resulta na formação de coágulos. A geração normal de trombina também é de vital importância para a função plaquetária, como parte da hemostasia primária.

A deficiência grave isolada do fator VII leva à formação reduzida de trombina e a uma tendência ao sangramento devido à formação prejudicada de fibrina e comprometimento da hemostasia primária. A deficiência isolada do fator IX é uma das hemofilias clássicas (hemofilia B). A deficiência isolada do fator II ou fator X é muito rara, mas na forma grave causa uma tendência ao sangramento semelhante àquela observada na hemofilia clássica.

Os outros componentes, os inibidores da coagulação, proteína C e proteína S, também são sintetizados no fígado. A atividade biológica da proteína C é reforçada pelo cofator da proteína S.

A proteína C ativada inibe a coagulação pela inativação dos fatores de coagulação Va e VIIIa. A proteína S como cofator da proteína C auxilia a inativação da coagulação. A deficiência de proteína C está associada com um risco aumentado de trombose.

A deficiência adquirida de fatores da coagulação dependentes de vitamina K ocorre durante o tratamento com antagonistas da vitamina K. Se a deficiência torna-se grave, o resultado é uma tendência hemorrágica grave, caracterizada por hemorragia retroperitoneal ou cerebral, ao invés de hemorragia muscular e articular. A insuficiência hepática grave também resulta em níveis significativamente reduzidos de fatores da coagulação dependentes de vitamina K e em uma tendência ao sangramento clinicamente relevante. No entanto, isto é muitas vezes complexo devido à presença simultânea de baixa coagulação intravascular, baixos níveis de plaquetas, deficiência de inibidores da coagulação e distúrbios da fibrinólise.

A administração do complexo protrombínico humano determina um aumento dos níveis plasmáticos dos fatores de coagulação dependentes de vitamina K e pode corrigir temporariamente o defeito de coagulação dos pacientes com deficiência de um ou vários desses fatores.

Propriedades farmacocinéticas

A meia-vida plasmática está indicada a seguir (dados provenientes de um estudo clínico incluindo 15 voluntários sadios; valores medianos, intervalo):

Fator II

60

(25 - 135) horas

Fator VII

4

(2 - 9) horas

Fator IX

17

(10 - 127) horas *

Fator X

31

(17 - 44) horas

Proteína C

47

(9 - 122) horas *

Proteína S

49

(33 - 83) horas *

*Meia-vida terminal; modelo de dois compartimentos.

Fator II, Fator VII, Fator IX, Fator X de Coagulação (substância ativa) é distribuído e metabolizado no organismo da mesma forma que os fatores endógenos de coagulação II, VII, IX e X.

A administração intravenosa permite que a preparação fique disponível imediatamente. A biodisponibilidade é proporcional à dose administrada.

Propriedades toxicológicas

Fator II, Fator VII, Fator IX, Fator X de Coagulação (substância ativa) contém como componentes ativos os fatores do complexo protrombínico (fatores II, VII, IX e X). Estes são derivados do plasma humano e agem como constituintes endógenos do plasma.

Estes são derivados do plasma humano e agem como constituintes endógenos do plasma. Estudos de toxicidade de dose única, com o produto predecessor pasteurizado, mas não nanofiltrado, apresentaram toxicidade moderada em camundongos após administração de 200 UI/kg, a dose mais elevada testada. Estudos pré-clínicos com aplicações de dose repetida (toxicidade crônica, carcinogenicidade e toxicidade reprodutiva) não podem ser razoavelmente realizados em modelos animais convencionais, devido ao desenvolvimento de anticorpos após a aplicação de proteínas heterólogas humanas.

A tolerância local após administração intravenosa de Fator II, Fator VII, Fator IX, Fator X de Coagulação (substância ativa) foi demonstrada em coelhos. Um estudo de neoantigenicidade com coelhos não mostrou nenhuma indicação de geração de um neoepítopo devido ao processo de pasteurização.

Beriplex P/N deve ser conservado em temperatura ambiente não superior a 25 °C. Não congelar.

Mantenha o frasco dentro da embalagem original, a fim de protegê-lo da luz. O prazo de validade é de 36 meses a partir da data de fabricação, quando armazenado conforme recomendado.

Após a reconstituição, do ponto de vista microbiológico e como Beriplex P/N não contém conservantes, o produto reconstituído deve ser utilizado imediatamente. A estabilidade físicoquímica foi demonstrada durante 24 horas à temperatura ambiente (máx. 25 °C). No entanto, se não for administrado imediatamente, o armazenamento não deve exceder 8 horas em temperatura ambiente.

O produto não utilizado ou os resíduos devem ser eliminados de acordo com as exigências locais.

Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.

Não use medicamento com prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original.

Aspectos físicos:

A solução reconstituída de Beriplex P/N é clara ou levemente opalescente. O produto não deve ser utilizado se a solução estiver turva ou apresentar depósito de partículas.

Antes de usar, observe o aspecto do medicamento. Caso ele esteja no prazo de validade e você observe alguma mudança no aspecto, consulte o farmacêutico para saber se poderá utilizá-lo.

Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.

MS 1.0151.0117.

Farm. Resp.:
Cristina J. Nakai.
CRF-SP 14.848.

Fabricado por:
CSL Behring GmbH.
Marburg – Alemanha.

Importado por:
CSL Behring Comércio de Produtos Farmacêuticos Ltda.
Rua Olimpíadas, 134 – 9° andar.
CEP: 04551-000 – São Paulo – SP.
CNPJ 62.969.589/0001-98.

Uso restrito a hospitais.

Venda sob prescrição médica.

*Não use medicamentos sem o conhecimento do seu médico, pode ser perigoso para a sua saúde.
*As informações aqui divulgadas não deverão ser utilizadas como substituto de prescrição médica para o tratamento de qualquer doença.