Beribumin Icone para ediçãoIcone de Enomear Icone de Excluir

Para que serve

  • Aumento de pressão oncótica em caso de deficiência oncótica;
  • Reposição de volume isosmótico com efeito de longa duração, na forma de solução diluída a 4 - 5 %;
  • Terapia de deficiência de albumina.

Como o Beribumin funciona?


A albumina humana representa quantitativamente mais da metade de proteínas totais no plasma e cerca de 10% da atividade de síntese protéica no fígado.

A função fisiológica mais importante da albumina humana resulta da sua contribuição na manutenção da pressão osmótica do sangue e na função de transporte. A albumina humana estabiliza o volume sangüíneo circulante e é um transportador de hormônios, enzimas, medicamentos, toxinas.

Você não deve usar este medicamento se tiver hipersensibilidade (alergia) a preparações de albumina ou a qualquer excipiente do produto.

A albumina humana pode ser administrada via intravenosa, não diluída ou após diluição em uma solução isotônica (por exemplo, glicose 5% ou cloreto de sódio 0,9%).

Soluções de albumina não devem ser diluídas com água para injeção, pois isso pode causar hemólise nos pacientes.

A taxa de infusão deve ser ajustada de acordo com a indicação e as circunstâncias individuais do paciente.

Na troca de plasma a taxa de infusão deve ser ajustada à taxa de remoção.

Se grandes volumes forem administrados, o produto deverá ser aquecido para temperatura ambiente ou para temperatura corporal antes do uso.

Durante a administração de Beribumin, seu médico deverá medir com freqüência os seguintes parâmetros:

  • Pressão arterial e pulsação;
  • Pressão venosa central;
  • Pressão em cunha da artéria pulmonar;
  • Produção de urina;
  • Eletrólito;
  • Hematócrito / hemoglobina. 

Beribumin não deve ser misturado com outros medicamentos, incluindo o sangue e concentrados de hemácias, com exceção dos excipientes recomendados este item.

Posologia do Beribumin


A concentração da preparação de albumina, dose e taxa de infusão deve ser ajustada de acordo com a indicação e as circunstâncias individuais do paciente.

A dose necessária depende do tamanho do paciente, da gravidade do trauma ou doença e do fluido contínuo e perdas protéicas. As medidas de adequação do volume circulante devem ser usadas, ao invez dos níveis de albumina, para determinar a dose necessária.

A decisão da sua dose é responsabilidade do seu médico.

Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento. Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico.

O que devo fazer quando eu me esquecer de usar o Beribumin?


Em caso de dúvidas, procure orientação do farmacêutico ou de seu médico, ou cirurgião-dentista.

Se você tiver reações do tipo alérgicas ou anafiláticas, seu médico irá interromper imediatamente a infusão e lhe administrará tratamento apropriado. Se você apresentar choque, seu médico fará o tratamento médico padrão.

Beribumin deve ser usado com cautela em condições nas quais a hipervolemia (volume excessivo de sangue) e suas consequências ou hemodiluição (diminuição da concentração do sangue) possam representar um risco especial para o paciente.

Exemplos de tais condições:

  • Insuficiência cardíaca descompensada;
  • Hipertensão (pressão alta);
  • Varizes no esôfago;
  • Edema pulmonar (acúmulo excessivo de fluido extravascular no pulmão);
  • Diátese hemorrágica (tendência anormal sangramentos espontaneos);
  • Anemia grave;
  • Anúria (diminuição ou ausência de urina) renal e pós-renal.

O seu médico deverá assegurar que você está hidratado antes de começar a infusão, e irá cuidadosamente monitorar se você apresenta sobrecarga circulatória e hiperhidratação (excesso de água no corpo).

O seu médico deverá monitorar seu nível de eletrólitos e utilizar medidas adequadas para restaurar ou manter seu balanço eletrolítico.

Soluções de albumina não devem ser diluídas com água para injetáveis, pois pode causar hemólise nos pacientes.

Se volumes comparativamente grandes devem ser repostos, são necessários controles de coagulação e hematócrito. Deve-se tomar cuidado para garantir a substituição adequada de outros componentes do sangue (fatores de coagulação, eletrólitos, plaquetas e eritrócitos).

Se a dose e a taxa de infusão não forem ajustadas à situação circulatória do paciente, pode ocorrer hipervolemia. Aos primeiros sinais de sobrecarga cardiovascular (dor de cabeça, falta de ar, congestão da veia jugular), ou aumento da pressão sanguínea, aumento da pressão venosa ou edema pulmonar, a infusão deve ser interrompida imediatamente.

Beribumin contém 125 mmol de sódio por litro. Isto deve ser levado em consideração por pacientes em dieta controlada de sódio.

Segurança viral:

Algumas medidas são tomadas para prevenir infecções resultantes do uso de medicamentos preparados a partir de sangue humano: a seleção de doadores; o teste das doações quanto a marcadores de infecção; e a inclusão de etapas de produção para inativar e remover os vírus. Apesar disso, quando são administrados medicamentos preparados a partir de sangue humano, a possibilidade de transmissão de agentes infecciosos não pode ser totalmente excluída. Isto também se aplica a vírus desconhecidos ou emergentes e outros patógenos.

Não há relatos de transmissão viral com albumina fabricada de acordo com as especificações da Farmacopeia Europeia por processos estabelecidos.

É altamente recomendável que toda vez que Beribumin for administrado a um paciente, o nome e o número do lote do produto sejam registrados, para manter uma rastreabilidade entre o paciente e o lote do produto.

Uso durante a gravidez e a amamentação:

A segurança de Beribumin para uso em mulheres grávidas ainda não foi estabelecida em estudos clínicos controlados. Entretanto, a experiência clínica com albumina não sugere nenhum efeito prejudicial ao feto, recém nascido ou no curso da gravidez, uma vez que a albumina é um componente normal do sangue humano. Não foram conduzidos estudos de reprodução em animais com Beribumin. Estudos experimentais em animais são insuficientes para avaliar a segurança com relação à reprodução, desenvolvimento do embrião ou feto, o curso da gestação e o desenvolvimento peri e pós-natal.

Categoria C: Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.

Efeito na habilidade de dirigir veículos e operar máquinas:

Não foram observados efeitos na habilidade de dirigir veículos e operar máquinas.

Doping:

Atenção atletas: este medicamento contém albumina humana, que é considerada um agente mascarante do doping conforme lista de referência do Comitê Olímpico Internacional.

As reações adversas a seguir são baseadas na experiência pós-comercialização e foram observados muito raramente (<1/10.000 incluindo casos únicos relatados):

Perturbações gerais e alterações no local de administração:

Calafrio, febre, náusea, vômito, dor de cabeça, mal-estar e rubor (vermelhidão).

Doenças do sistema imunitário:

Reações de hipersensibilidade ou reações alérgica-anafilática como erupções cutâneas, coceira, urticária, falta de ar, taquicardia (aumento dos batimentos do coração), bradicardia (diminuição dos batimentos do coração), pressão baixa. Estas reações podem, em casos isolados, levar ao choque com risco de morte.

Reações amenas normalmente desaparecem rapidamente após a diminuição da velocidade de infusão ou interrupção da infusão. Em casos de reações severas (por exemplo, choque anafilático) a infusão deve ser imediatamente interrompida e um tratamento apropriado deve ser instituído.

Informe ao seu médico, cirurgião-dentista ou farmacêutico o aparecimento de reações indesejáveis pelo uso do medicamento. Informe também a empresa através do seu serviço de atendimento.

Apresentação:

Embalagem com 1 frasco-ampola com 50 ml de solução injetável contendo:

200 mg/ml de proteínas totais, das quais pelo menos 96% é albumina humana.

Via intravenoso.

Uso adulto e pediátrico.

Composição:

Cada frasco-ampola de Beribumin contém:

Albumina Humana 200mg/mL.

Excipientes: cloreto de sódio, acetilracetriptofano, caprilato de sódio, hidóxido de sódio ou ácido clorídrico (em pequenas quantidades para ajuste de pH) e água para injetáveis.

A solução é hiperoncótica.

Se doses e taxas de infusão forem altas demais, pode ocorrer hipervolemia (volume excessivo de sangue).

Ao primeiro sinal clínico de falência cardiovascular (dor de cabeça, falta de ar, congestão da veia jugular) ou aumento da pressão sangüínea, aumento da pressão venosa central ou edema pulmonar, a infusão deve ser descontinuada imediatamente e os parâmetros hemodinâmicos do paciente devem ser cuidadosamente monitorados.

Em caso de uso de grande quantidade deste medicamento, procure rapidamente socorro médico e leve a embalagem ou bula do medicamento, se possível. Ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações.

Não são conhecidos quaisquer tipos de interação medicamentosa.

Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista se você está fazendo uso de algum outro medicamento.

Não use medicamento sem o conhecimento do seu médico. Pode ser perigoso para a sua saúde.

Resultados de Eficácia

O uso da Albumina humana (substância ativa) é amplamente bem difundido nos compêndios médicos. Como a Albumina humana (substância ativa) consiste de uma fração proteíca do plasma humano a sua segurança e eficácia são bem conhecidas.

Características Farmacológicas

Albumina humana (substância ativa) consiste de uma fração protéica de plasma humano. A preparação é uma solução estéril, livre de pirogênio e tem uma concentração protéica de 200 g/L, da qual pelo menos, 95% é Albumina humana (substância ativa).

Albumina humana (substância ativa) é obtido a partir do plasma sanguíneo mediante seu fracionamento com etanol. O plasma é coletado de doadores, segundo as recomendações da Organização Mundial de Saúde. Isto significa, entre outras coisas, que cada doação individual é testada econsiderada negativa quanto ao antígeno de superfície B (HBsAg), quanto a anticorpos contra vírus da síndrome da imunodeficiência humana 1 e 2 (HIV-1 e HIV-2, causadores da AIDS) e quanto a anticorpos contra o vírus da hepatite C e RNA HCV por PCR.

A fabricação através do fracionamento do etanol e a pasteurização da Albumina humana (substância ativa) 20% (aquecimento da solução de infusão a 60ºC durante 10 horas) garantem que o risco de transmissão de doenças virais, em particular a AIDS, hepatite B e hepatite C, seja extremamente baixo.

Farmacologia

A Albumina humana (substância ativa) é a fração de proteína mais abundante na circulação; aproximadamente 60% de toda a proteína plasmática é albumina. A concentração média no plasma é 42 g/L. A albumina tem a capacidade de ligar-se a água: 1 grama de albumina liga-se a 18 gramas de água. Tal fato ajuda explicar uma das funções fisiológicas mais importantes da albumina, a manutenção da pressão osmótica coloidal. Desta forma o volume de sangue é mantido.

A albumina sérica é um importante fator na regulação do volume plasmático e do balanço do fluído tecidual, embora contribua para a pressão coloido-oncótica do plasma. A albumina constitui normalmente de 50 a 60% das proteínas plasmáticas e, devido ao seu relativamente baixo peso molecular (66.300 D – 69.000 D), exerce de 80 a 85% da pressão coloido-oncótica do sangue.

A administração intravenosa das soluções concentradas de Albumina humana (substância ativa) causa o deslocamento do fluído intersticial para a circulação e um leve aumento na concentração de proteínas plasmáticas. Em pacientes com reduzido volume de sangue circulante (devido a hemorragias ou perda de fluídos através de exudatos ou dentro dos espaços extravasculares), a hemodiluição persiste por muitas horas, mas, em pacientes com volume normal de sangue, o excesso de fluído e proteínas é eliminado da circulação em algumas horas. Em pacientes desidratados, alguns aminoácidos promovem um efeito nutritivo modesto. As ligações da albumina e as funções de carreadeira de metabólitos intermediários (incluindo a bilirrubina, metais, algumas drogas, pigmentos, ácidos graxos, hormônios e enzimas), afetam o transporte, inativação e/ou troca de produtos teciduais.

Toxicologia

A Albumina humana (substância ativa) é um constituinte normal do plasma humano e age como a albumina natural.

Foi realizado um único teste de dose tóxica em animais, que teve pequena relevância e não permite avaliação da toxicidade, da dose letal e da relação dose/efeito. A repetição do teste da dose tóxica não pôde ser realizado, pois os modelos animais desenvolveram anticorpos para as proteínas heterólogas.

A Albumina humana (substância ativa) não está associada à toxicidade embriofetal, à oncogênese e que tenha potencial mutagênico, de acordo com os relatos disponíveis.

Não foram descritos sinais de toxicidade aguda em modelos animais.

Farmacocinética

Absorção

Pelo fato do Albumina humana (substância ativa) ser administrada por via intravenosa, não há fase de absorção. A biodisponibilidade da albumina administrada ao paciente é de 100%.

Distribuição

A albumina administrada ao paciente é distribuída da mesma forma que a albumina endógena. Sob circunstâncias normais, o organismo contém 4-5 g de albumina por kg, de modo que 40-45% estão presentes intravascularmente e 55-60% no compartimento extravascular. Sob circunstâncias normais, menos de 10% da albumina administrada sairão do compartimento intravascular durante as primeiras duas horas. Como resultado, o volume de circulação aumentará durante um período de 1 a 3 horas, após a administração. Uma distribuição anormal da albumina pode ocorrer sob certas circunstâncias, como por exemplo, durante as primeiras 24 horas após queimaduras graves e durante choque séptico.

Metabolismo/eliminação

A albumina é dissociada em aminoácidos livremente disponíveis. Não se sabe onde este processo de dissociação ocorre. Em indivíduos saudáveis, a meia-vida é de 18 dias. O catabolismo da albumina pode ser aumentado em certas circunstâncias, como por exemplo, durante infecções, malignidade e situações de estresse, como em cirurgia e doenças graves. A albumina não é excretada pelo rim saudável.

Beribumin deve ser conservado em sua embalagem original, em temperatura ambiente (temperatura entre 15°C e 30°C). Não congelar. Manter o frasco-ampola em sua embalagem secundária a fim de protege-lo da luz. O prazo de validade é de 36 meses a partir da data de fabricação, quando armazenado..

Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.

Não use medicamento com o prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original.

Após a abertura do frasco-ampola, use o conteúdo imediatamente.

Aspectos físicos:

Beribumin é um líquido levemente viscoso; quase incolor, amarelo, âmbar ou verde.

Não use se a solução estiver turva ou contiver partículas, uma vez que isto pode indicar que a proteína está instável ou que a solução foi contaminada.

Antes de usar, observe o aspecto do medicamento. Caso ele esteja no prazo de validade e você observe alguma mudança no aspecto, consulte o farmacêutico para saber se poderá utilizá-lo.

O produto não utilizado ou os resíduos devem ser eliminados de acordo com as exigências locais.

Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.

Registro MS nº 1.0151.0108.

Farm. Resp.:
Cristina J. Nakai.
CRF-SP 14.848.

Fabricado por:
CSL Behring GmbH.
Marburg – Alemanha.

Importado por:
CSL Behring Comércio de Produtos Farmacêuticos Ltda.
Rua Olimpíadas, 134 – 9º andar.
CEP: 04551-000 – São Paulo – SP.
C.N.P.J 62.969.589/0001-98.

Uso restrito a hospitais.

Venda sob prescrição médica.

*Não use medicamentos sem o conhecimento do seu médico, pode ser perigoso para a sua saúde.
*As informações aqui divulgadas não deverão ser utilizadas como substituto de prescrição médica para o tratamento de qualquer doença.