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Para que serve

Arovit Vita está indicado nos casso de hipovitaminosa A (deficiência de vitamina A).

A hipovitaminosa A é caracterizada por lesões oculares próprias da deficiência desta vitamina, que se caracterizam como:

  • Cegueira noturna;
  • Xeroftalmia (ressecamento dos olhos);
  • Ceratomalácia (amolecimento da córnea, que se torna seca e opaca);
  • Manchas de Bitot (manchas oculares branco-acinzentadas), além de ressecamento da pele e deficiência de crescimento.

Como o Arovit Vita funciona?


A vitamina A é uma importante vitamina lipossolúvel (solúvel em óleo) e sua deficiência, ainda hoje, é considerada um problema de saúde pública. A vitamina A é essencial para a visão, pois atua na manutenção do processo visual. A adaptação à escuridão é um fenômeno f´sico-química ligado à presença de pgimentos derivados da vitamina A dentro da retina.

A vitamina A també é essencial no amadurecimento das células e no adequado funcionamento da pele, mucosa e vasos. Quando ocorre excesso de vitamina A (hipervitaminosa) observa-se diminuição da umidade das mucosas e da formação das camadas protetores mais superficiais da pele. Os derivados da vitamina A atuam de maneira importante em numerosos processos fisioógicos como crescimento e diferenciação dos tecidos epiteliais e dos ossos, reprodução e desenvolviemtno embrionário, além de atuar no sistema imunológico.

A vitamina A, além de atuar como enzima e diversso processos, também possui atividades antioxidantes.

Arovit Vita é contrainicado nas seguintes situações:

  • Hipervitaminosa A (excesso dessa vitamina);
  • Hipersensibilidade (alergia) conhecida a vitamina A ou a qualquer um dos componentes no medicamento;
  • Em mulheres grávidas ou que possam vir a engravidar.

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas ou que possam ficar grávidas durante o tratamento.

Gotas

As gotas podem ser tomadas com água, suco ou ainda de acordo com orientação médica.

  1. Posicione o frasco na vertical com o gotejador voltado para baixo.
  2. Bata levemente no fundo para iniciar o gotejamento.

Injetável

As ampolas devem ser administradas por via intramuscular profunda.

Para facilitar a abertura da ampola, segure no corpo da mesma e pressione no ponto indicado.

Posologia do Arovit Vita


Gotas

 Tratamento dos sintomas de carênciaTratamento da cegueira noturna
Crianças menores de 1 ano ou com peso inferior a 8 kg5.000 — 10.000UI (1 a 2 gotas por dia)100.000UI (20 gotas) no 1o dia, repetir após 24h e após 4 semanas
Criançãs maiores de 1 ano5.000 — 10.000UI (1 a 3 gotas por dia)200.000UI (40 gotas) no 1o dia, repetir após 24h e após 4 semanas
Crianças maiores de 8 anos50.000 — 10.000UI (10 a 20 gotas por dia)200.oooUI (40 gotas) no 1o dia, repetir após 24h e após 4 semanas
Adulto30.000 — 50.000UI (6 a 10 gotas por dia)200.000UI (40 gotas) no 1o dia, repetir após 24h e após 4 semanas

Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento.

Não interrompe o tratamento sem o conhecimento do seu médico.

Injetável

Nos casso de distúrbios acentuados de absorção intestinal ou durante alimentação parenteral exclusiva, 1 a 2 ampolas por semana ou a critério médico.

Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento.

Não interrompe o tratamento sem o conhecimento do seu médico.

Arovit Vita deve ser utilziado com cautela nas seguintes situações:

  • Mulhers que podam engravidar durante o tratamento com Arovit Vita, devem ser assegurar que não estejam grávidas quando o tratamento for iniciado (teste negativo de gravidez); sejam utilizadas medidas contracptivas efetivas sem nenhuma interrupção durante e, até pelo menos 1 mês após o tratamento;
  • Doenças e problemas no fígado (cirrose, alterações no fluxo de sangue no fígado, fibrose hepática e hepatotoxicidade) têm sido associados com o tratamento por período prolongado com vitamina A. Há um risco maior de desenvolvimento ou piora das condições do fígado em pacientes que já tenham doenças neste órgão, devido à capacidade reduzida de produzir proteínas de ligação ao retinol (vitamina A);
  • Pacientes em uso contínuo de altes doses de vitamina A (mais de 2.500 UI/kg de peso corópero ao dia) por período prolongado, devem ser monitorados para sinais e sintomas de hipervitaminose A;
  • Osteoporse e osteosclerose (doenças ósseas) têm sido associadas a altas doses de vitamina A;
  • A dose máxima diária de 5.00 UI/kg nao deve ser excedida.

Capacidade de dirigir e operar máquinas

Não foram realizados estudos relacionados com a capacidade de dirigir veículos e oparar máquinas. Portanto, pacientes devem estar atentos quanto aos seus reflexos antes de dirigir veículos ou operar máquinas.

Gravidez e amamentação

Os potenciais riscos e benefícios do medicamento devem ser cuidadosamente avaliados antes do início do tratamento em mulheres que estejam amamentando, uma vez que as evidência disponíveis não são conclusivas ou adequadas para determinar o risco ao lactente (criança) quando utilizado neste período.

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas ou que possam ficar grávidas durante o tratamento.

Exclusivo Gotas

Crianças

Não há restrições relativas a faixas etárias.

Distúrbios visuais

Alterações da visão.

Distúrbios gastrointestinais

Dor na barriga e no estômgado (dor abdominal e gastrintestinal), náusea, vômito e diarréia.

Distúrbios hepato-biliares

Icterícia, aumento do tamanho do fígado (hepatomegalia), acúmulo de gordura no fígado (esteatose hepática). Cirrose, fibrose hepática e toxicidade para o fígado (hepatotoxicidade) têm sido associadas ao tratamento per período prolongado com vitamina A.

Distúrbios do sistema imunológico

Reações alérgicas, reação anafilática e choque anafilático. Alergia (reações de hipersensibilidade) com suas respectivas manifestações clínicas e laboratoriais como reações leves a moderadas afetando potencialmente a pele, o trato respiratório, o trato gastrintestinal e o sistema cardiovasculas, incluindo sintomas como erupção cutânea, urticária, edema alérgico, coceira (prurido), dificuldade para respirar (insuficiência respiratória) e, muito raramente, reações graves incluindo choque anafilático foram descritas.

Alterações laboratoriais

Prova de função hepática alterada, elevação de aspartato a minotransferase e alanina aminotransferase, aumento de triglicérides no sangue.

Distúrbios nutricionais e do metabolismo

Hipercalcemia (aumento de cálcio no sangue) e alterações no metabolismo de lipídios (gorduras).

Distúrbios músculo-esquelético e do tecido conjuntivo

Osteoporse e dor nos ossos. O aumento da ingestão de vitamina A seja na dieta ou na suplementação tem sido associado ao aumento de osteoporose e do risco de fraturas de quadril.

Distúrbios do sistema nervoso

Dor de cabeça. Dor de cabeça de início súbito pode ser sintoma de pseudotumo cerebral.

Distúrbios da pele e do tecido subcutâneo

Coceira, urticária, erupção na pele, pele seca, dermatite esfoliativa, queda de cabelos (alopecia), dermatite, eczema, vermelhidão (eritema), alteração da cor da pele (descoloração da pele), alteração da textura do cabelo e dos pelos, diminuição dos pelos (hipotricose), mucosas secas fragilidade da pele e inflamção dos lábios (queilite) têm sido associadas ao uso crônico de vitamina A. Alterações da pele estão frequentemente entre os primeiros sinaisi de hipervitaminose A.

Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista o aparecimento de reações indesejáveis.

Exclusivo Injetável

Distúrbios gerais e relacionados ao local de aplicação

Reações no local da injeção ou infusão.

Apresentações

Gotas

Embalagem com 1 frasco com 20mL.

Uso oral.

Uso adulto e pediátrico.

Injetável

Embalagem com 25 ampolas de 1mL.

Uso instramuscular profundo.

Uso adulto.

Composição

Gotas

Cada 1mL (30 gotas) contém:

Palmitato de retinol (vitamina A) 150.000UI (correspondente a 82mg de palmitato de retinol em solução coloidal hidromiscível).

Excipientes: ácido acético glacial, benzoato de sódio, polioxil óleo castor, essência de laranja tetraroma, glicerol, isofitol, sacarina sódica e água purificada.

Tabela demonstrativa de % da IDR em relação à posologia máximo para as faixas etárias de 0 à 10 anos:

Tabela demonstrativa de % da IDR em relação à posologia máxima para adultos:

Dose10 gotas (50.000UI)
IdadeAdultos
IDR2.000
(*)%IDR7.500

*Teor percentual do componente na posologia máxima indicada na bula relativo à Ingestão Diária Recomendada.

Injetável

Cada ampola de 1mL contém:

Palmitato de retinol (vitamina A) 300.000UI (correspondente à cerca de 165mg de palmitato de retinol).

Excipientes: racealfatocoferol e óleo de amendoim.

Hipervitaminose A aguda

A toxicidade aguda por vitamina A pode ocorrer por ingestão considerável de altas doses de retinol. Entre os fatores que influenciam as reações de toxicodade aguda estão à idade, o estado nutricional, a forma farmacêtica e a via de adminsitração do retinol. Entretanto, doenças (hiperlipoproteínemia), consume de álcool ou deficiência de vitamina C podem aumentar o risco.

A toxicidade aguda é caracterizada por dor de cabeça intensa, tontura, aumento do tamanho do fígado (hepatomegalia), vômitos, irritabilidade, sonolência e alterações visuais (papiloedema). Descamação generalizada da pele pode ocorrer após 24 horas.

As reaões na pele associadas à toxicdade do retinol incluem inflamção dos lábios (queilites), erupção cutânea na face (dermatite facial), dermatite esfoliativa, mucosas secas, alteração da textura dos cabelos e pelos, pelos finos, queda dos cabelos e pelos (alopecia areata, alopecia universal), erupção cutânea, coceira e fragilidade da pele.

Outros sintomas de uma única dose incluem sintomas gastrintestinais (dor abdominal, náusea e vômitos) e pseudotumor cerebral (aumento da pressão intracraniana com sintomas como dor de cabeça, tontura, apatia (letargia), paniledema), e em crianças, pode ocorrer também abaulamento transitório da fontanela (moleira) seguido por uma descamação genralizada da pele.

Geralmente os sinais e sintomas de toxidade de vitamina A se resolvem rapidamente após a interrupção do tratamento.

Hipervitaminosa A crônica

A ingestão crônica de vitamina A em níveis até 10 a 20 vezes maiores que a dose diária recomendada pode levar a hipervitaminosa A. A dose tóxica efetiva depende da idade, dose e duração do tratamento. Em adultos a inestão crônica de mais de 30 mg por dia de retinol frequenteente leva a hipervitaminosa A, entretanto, sintomas leves podem aparecer com a ingestão crônica, em níveis baixos como 10 mg por dia. A intoxicação pode ocorrer em crianças com doses ainda mais baixas de retinol.

Os sintomas de intoxicação crônica por vitamina A são diversos e variáveis e incluem dor de cabeça, náuseas e vômitos (devido ao aumento da pressão intracraniada), dor nos ossos, sinais e sintomas da mucosa e na pele (mucocutâneos), aumento do tamanho do fígado (hepatomealia), aumento dos níveis de cálcio no sangue (hipercalcemia) e alterações no sangue (hematológicas).

Pode também ocorrer ressecamento da pele com prurido, vermelhidão (dermatite eritematosa), fissuros nos lábios, falta de apetite (anorexia), edema, hemorragia, irritabilidade e fadiga.

Outros sintomas incluem aumento do suor à noite (sudorese noturna), desconforto abdominal, retardo do crescimento, fechamento prematuro das extremidades dos ossos longos onde ocorre o crescimento (epífise), vertigem, perda de pelos e cabelos (alopecia), descamação da pele, aumento da pigmentação, inflamção da língua, lábios e gengiva.

Reações hepatotóxicas (tóxicas para o fígado) estão presentes em cerca de metade dos casos de hipervitaminosa A crônica. Além dos sinais clínicos como aumento de tamanho do fígado e baço (hepatoesplenomegalia), sinais na pele em forma de aranha (nevus telangectásicos), manchas brancas nas unhas (leuconíquia), coloração vermelho-viva das palmas das mãos eritrose palmar) e icterícia, hà aumento das transaminases hepáticas (as enzimas aspartato e alanina aminotransferases).

Elevação da fosfatase alcalina e dos níveis de bilirrubina no sangue, co colestase podem estar presentes. Pode ocorrer uma síndrome reversível com hipertensão portal (aumento da pressão na veia porta) e acúmulo de líquido no abdome (ascite).

Entre outros achados microscópicos pode ocorrer diminuição do tamanho das células do ígado (atrofia dos hepatócitos) e cirrose. Outros achados podem incluir hepatite e esteatose. O risco pode aumentar com doenças hepáticas ou renais, baixo peso corpóreo, desnutrição protéica, hiperlipoproteínemia, consumo de álcool e deficiência de vitamina C.

O único diagnóstico laboratorial encontrado é a elevação dos níveis de retinol (vitamina A) no sangue. Geralmente os sinais e sintomas de intoxicação por vitamina A se resolvem rapidamente após a interrupção do tratamento. O prognóstico é geralmente favorável em pacientes com comprometimento da função e com aumento do tamanho do fígado (hepatomegalia). Entretando, a síndrome pode persistir se houver acúmulo de líquido no abdome (ascite) e hipertensão portal (aumento da pressão da veia porta).

Alimentos, suplementos vitamínicos ou medicamentos que contenham vitamina simultaneamente devem ser informados ao médico antes do início do tratamente.

Os anticoncepcionais orais podem elevar os níveis de vitamina A no sangue.

Outros medicamentos, como antiácidos contendo alumínio, colestiramina, colestipol e neomicina, assim como óleo de parafina, podem diminuir a absorção de vitamina A. Portanto, deve se manter um intervalo de 1 a 2 horas entre a ingestão de Arovit Vita e qualquer um destes medicamentos.

A minociclina pode aumentar o risco de pseudotumor cerebral (aumento da pressão intracraniada, com vômitos, irritabilidade e que pode estar associada a intoxicação por vitamina A).

Os anticoagulantes, trombolíticos e outros inibidores da agregação plaquetária podem aumentar o risco de sangramento.

A administração concomitante de altes doses de vitamina A e medicamentos como, por exemplo, varfarina ou clopidrogel pode provocar um aumento do efeito anticoagulante.

Os análogos da vitamina A podem aumentar o risco de toxicidade por vitamina A.

Informa ao seu médico ou cirurgião-dentista se você está fazendo uso de algum outro medicamento.

Não use medicamento sem o conhecimento do seu médico. Pode ser perigoso para a sua saúde.

Não há relatos até o momento.

Resultados da eficácia

O apelo gerado por produtos com formulações contendo ingredientes orgânicos, como vitaminas, minerais e substâncias naturais, tem despertado o interesse da população, e consequentemente da indústria, que procura seguir esta tendência de consumo. As preparações tópicas para combater o envelhecimento e doenças de pele são abundantes no mercado. Alguns dos ingredientes mais populares usados nesses produtos são as vitaminas, em especial a vitamina A, D, e E, bem como a alantoína. A literatura mostra a aplicação destes componentes em diversas situações, que vão desde o efeito hidratante ao tratamento de alterações cutâneas diversas.

A vitamina A, como retinol, apresenta papel importante na manutenção normal de diferenciação e crescimento epidérmico. Sua deficiência dietética resulta em xerose generalizada, hiperqueratose e metaplasia escamosa de membranas mucosas4. Possui indicação de aplicação tópica para melhorar a cicatrização de feridas, reduzir as rugas e proteger a pele contra a radiação ultravioleta, como também para o tratamento de doenças de pele, incluindo acne, eczema, psoríase, ferimentos diversos, queimaduras (incluindo as solares), queratose folicular (doença de Darier), ictiose (dimensionamento não inflamatórios da pele), líquen plano pigmentoso e pitiríase rubra pilar.

Em estudo randomizado, duplo-cego, de Kafi et al, de 2007, com intuito de avaliar a eficácia da vitamina A tópica na melhoria dos sinais clínicos de envelhecimento da pele, foram selecionados 36 pacientes idosos, com idade mínima de 80 anos, que não estivessem em uso de corticosteroide tópico nas 2 semanas prévias ao estudo, assim como, no caso das mulheres, em hormonioterapia 6 meses antes do estudo. Foi realizada aplicação tópica de loção de retinol a 0,4% ou seu veículo, em partes de ambos os braços protegidas da exposição solar, sendo aplicada a loção contendo vitamina A na face interna de um braço e seu veículo no contralateral, até 3 vezes por semana, durante 24 semanas. As avaliações clínicas cegadas foram realizadas por dois dermatologistas, sendo baseadas em parâmetros clínicos – rugosidade tátil, rugas finas, gravidade geral, graduados em escala semiquantitativa (0, nenhum; 1-3, leve; 4-6, moderado; 7-9, grave). Também foram avaliados sinais de irritação cutânea como eritema, prurido, queimação e/ou ardência e ressecamento em uma escala semelhante de 9 pontos. As áreas tratadas foram fotografadas nos tempos 0 (inicial), semanas 2, 4, 8, 16 e 24, em posição padrão.

Estas áreas foram submetidas à biópsia em ambos os membros na semana inicial e na semana 24.

Houve uma redução das rugas finas maior nas áreas tratadas em comparação com as áreas em que houve aplicação do veículo. Esta redução foi mais evidente a partir da semana 4, e continuou até a semana 24.

Quanto aos parâmetros clínicos, a avaliação fotográfica mostrou melhora do aspecto da pele tratada com retinol versus a pele tratada com o veículo.

Após 24 semanas, observaram-se alterações significativas entre a pele tratada com retinol e a pele tratada com veículo, na pontuação rugas finas. O tratamento de retinol aumentou significativamente a expressão deglicosaminoglicanos (P = 0,02 [n = 6]) e imunocoloração do procolágeno I (P =0,049 [n = 4]), em comparação com veículo.

Retinol tópico induz a expressão de glicosaminoglicano (GAG) na pele cronologicamente envelhecida (n = 6). Os valores são índices dos níveis de retinol ou veículo no início do estudo e na semana 24. *P ==.04 versus basal.

Os valores nas peles tratadas com retinol são expressos como o dobro dos valores relacionados a peles tratadas com o veículo no início do estudo e novamente na semana 24. Após 24 semanas, os níveis de GAG na pele tratada com retinol foram 40% maiores, em média, do que em pele tratada com veículo (P==.02).

A utilização tópica de retinol mostrou-se um tratamento promissor e seguro para a melhora de rugas finas associadas ao envelhecimento cutâneo natural.

A indução significativa de glicosaminoglicanos, que retém quantidade substancial de água, e o aumento da produção de colágeno, são os mais 33 prováveis responsáveis pelo apagamento das rugas. Com a maior síntese de matriz da pele, a pele envelhecida tratada com o retinol é mais resistente à lesão e à formação da úlcera juntamente com a melhora do aspecto30. O colecalciferol, a vitamina D3, está associada a diversas ações no organismo, que vão desde o metabolismo ósseo a prevenção do câncer. Sabe-se que modula a proliferação e diferenciação de queratinócitos, o que o torna indicação formal para tratamento tópico de várias doenças de pele, em especial a psoríase.

Foi realizado estudo com o recrutamento de 83 pacientes do sexo feminino, com faixa de idade dos 18 a 45 anos, brancas e negras, que apresentavam baixos níveis de vitamina D3 e se beneficiariam da aplicação tópica desta.

Foi feita a aplicação de hidratante contendo 10 μg/g de vitamina D3 (colecalciferol) e um veículo, duas vezes ao dia nas pernas. O veículo utilizado em ambos os grupos consistiu de uma emulsão de óleo em água contendo glicerina, petrolato e dimeticona, que se diferenciou da fórmula apenas por não conter colecalciferol. A aplicação foi realizada desde o joelho até o tornozelo.

As avaliações visual de ressecamento e condutância da pele foram realizadas no momento inicial (tempo zero) e após 3 semanas. Os investigadores utilizaram escala de 0 - 4 para graduar as condições da pele. Os sujeitos também responderam inquérito, com gradação de 0-10.

Um subgrupo de indivíduos com vitamina D(OH) deficiente no sangue foi analisado. A adição de vitamina D em uma fórmula hidratante melhorou significativamente (Teste de Wilcoxon, p < 0.05) a classificação clínica de secura visual e a percepção de descamação e ressecamento pelo consumidor, mais do que a fórmula hidratante isolada.

O estudo mostrou a relação entre a concentração sérica de vitamina D3 e o estado de hidratação da pele. A adição de colecalciferol à mistura tópica melhorou de forma expressiva a aspereza da pele, tanto na percepção dos investigadores quanto para as pacientes. Houve ainda aumento da condutância da pele pela adição da vitamina à mistura, quando comparados o antes e depois nos dois grupos. Este fato mostra o benefício da utilização tópica desta vitamina na pele seca.

A vitamina E, ou sua forma mais comum, o α-tocoferol, é um antioxidante lipossolúvel que desempenha um papel-chave na proteção de membranas celulares contra a peroxidação lipídica por radicais livres. Estes radicais livres contribuem significativamente para o envelhecimento ambiental da pele, ou exógeno, em especial, os danos mediados por radiação ultravioleta. Apesar de a pele humana possuir vários sistemas de defesa intrínsecos que ajudam a mitigar estes tipos de dano oxidativo, tanto a exposição excessiva quanto crônica a radicais livres, pode esgotar a defesa do organismo. Os radicais livres causam a ruptura das biomoléculas normais, tais como lipídios, proteínas e ácidos nucleicos, assim como depletam os próprios antioxidantes endógenos.

Antioxidantes, tais como α-tocoferol, modulam esses danos por eliminação de radicais livres e radicais lipídicos peroxil. Alguns autores concluíram que o α-tocoferol é o principal antioxidante no humano na epiderme, e que seu esgotamento é um início e marcador sensível de lesão oxidativa ambiental.

A vitamina E tópica possui efeito emoliente e antioxidante, tendo, ainda propriedades na cicatrização das feridas, possivelmente por causa da inibição da síntese de colágeno e redução tanto da proliferação fibroblástica quanto da inflamação.

Para avaliar sua eficácia no resultado cosmético de incisões cirúrgicas em crianças submetidas a procedimentos eletivos com incisão inguinal (hérnia, hidrocele e criptorquidia), a vitamina E tópica (lipogel) foi aplicada antes e após a cirurgia por pelo menos 15 dias, três vezes ao dia no local da incisão, em um grupo de 228 pacientes (A), enquanto outro grupo de 200 pacientes recebeu tratamento tópico com emoliente padrão (petrolato) (B). Os resultados reportados foram recebidos por avaliação dos pais dos pacientes. Um questionário aplicado 10 dias após o procedimento mostrou que 96% dos pacientes que receberam a vitamina E tópica (grupo A), consideraram os resultados estáticos muito bons. Os 4% restantes, relataram o resultado como bom. Nenhum dos pacientes do grupo A desenvolveu queloides contra 6,5% do grupo controle, após 6 meses. Não houve infecção do sítio operatório.

A mesma diferença entre os grupos se manteve após seis meses, quando o inquérito foi repetido.

Foi verificado um melhor resultado cosmético das cicatrizes com a utilização da vitamina E tópica, embasando seus efeitos na cicatrização das feridas 32. Quanto à alantoína, sabe-se que favorece a proliferação celular acelerando a regeneração da pele lesada, proporciona uma rápida epitelização em zonas lesadas da pele ou submetidas a um grande desgaste. Assim, desaparecem os estados irritativos da pele, asperezas, e outras manifestações antiestéticas, tornando-a lisa e flexível. É em geral indicada para a cicatrização, a queratólise branda tem efeito amaciante e proporciona maior capacidade de retenção de umidade e, com isso, o alisamento da superfície cutânea e melhor elasticidade da cicatriz. O efeito anti-irritante combate o prurido que frequentemente acompanha a formação de cicatrizes.

A evidência crescente de que espécies reativas ao oxigênio podem desempenhar papel importante no desenvolvimento da dermatite de contato irritativa e alérgica. Para avaliar o potencial de antioxidantes tópicos na prevenção do desenvolvimento da dermatite de contato irritativa induzida experimentalmente, foi avaliado o efeito de um creme que contém uma combinação de antioxidantes em dermatite de contato irritativa induzida por lauril sulfato de sódio no teste de lavagem repetitiva. Foi feita a comparação com um creme base correspondente sem princípios ativos e um creme de barreira. Como parâmetros de leitura para a função de barreira da pele e inflamação cutânea, a hidratação do estrato córneo, a perda de água transepidérmica e o fluxo sanguíneo cutâneo foram avaliados em 25 voluntários através de métodos de bioengenharia.

Em comparação com o creme base e o creme de barreira, utilizados com frequência, o creme antioxidante teve alta atividade de eliminação radical e efetivamente protegeu a pele da irritação induzida pelo produto químico. Ele mostrou-se superior, o que sugere que espécies reativas de oxigênio, pelo menos em parte, desempenham um papel no desenvolvimento de dermatite de contato irritativa33. As vitaminas com potencial antioxidante – A e E podem, eventualmente, ter papel benéfico no tratamento de dermatite atópica, visto que há relação entre o estresse oxidativo e os baixos níveis de antioxidantes com a patogênese da doença, como foi sugerido em estudo-piloto em 2013, onde foram analisadas amostras de sangue de 25 pacientes com o diagnóstico de dermatite atópica, com idades entre 10 e 60 anos, versus amostras de 25 pacientes saudáveis.

Características Farmacológicas

Farmacodinâmica e Farmacocinética

Palmitato de Retinol (vitamina A)

As diferentes vitaminas A são rapidamente absorvidas do trato gastrointestinal, mas a absorção pode ser reduzida na presença de má absorção de gorduras, baixo consumo proteico, ou difunção hepática ou pancreática. Os ésteres de vitamina A são hidrolisados pelas enzimas pancreáticas para retinol que então é absorvido e reesterificado. Um pouco do retinol é armazenado no fígado e é liberado na corrente sanguínea na presença de uma alfa1-globulina específica (proteína de ligação do retinol). O retinol que não é armazenado no fígado sofre conjugação glucurônica e subsequente oxidação para ácido retinóico e retinal; esse e outros metabólitos são excretados na urina e nas fezes. A vitamina A não se difunde rapidamente através da placenta, mas está presente no leite materno.

Colecalciferol (vitamina D) 3

A vitamina D (toda a sua variedade de compostos) é bem absorvida pelo trato gastrointestinal. A presença de bile é essencial para sua adequada absorção intestinal, a absorção pode ser reduzida em pacientes com diminuída absorção de gorduras.

Vitamina D e seus metabólitos circulam no sangue ligado a uma alfa-globulina específica e pode ser armazenada no tecido adiposo e muscular por longos períodos, sua liberação é lenta desses locais de armazenamento e a partir da pele, onde é formada na presença de luz solar ou da luz ultravioleta.

Ergocalciferol e colecalciferol possuem um lento início e uma longa duração de ação; calcitriol e seu análogo alfacalcidol, entretanto, possuem uma ação mais rápida e meias-vidas menores.

Colecalciferol e ergocalciferol são hidroxilados no fígado pela enzima vitamina D 25-hidroxilase para a forma 25-hidroxicolecalciferol (calcifediol) e 25- hidroxiergocalciferol respectivamente. Esses compostos sofrem hidroxilação nos rins pela enzima vitamina D 1-hidroxilase para formar os metabólitos ativos 1,25-dihidroxicolecalciferol (calcitriol) e 1,25-dihidroxiergocalciferol respectivamente. Além disso, metabolismo também ocorre nos rins, incluindo a formação dos 1,24,25-tri-hidroxi- derivados. Dos sintéticos análogos, alfacalcidol é convertido rapidamente no fígado para calcitriol, diidrotaquisterol é também hidroxilado no fígado para sua forma ativa, o 25-hidroxidiidrotaquisterol.

A vitamina D e seus metabólitos em geral são excretados principalmente na bile e fezes com apenas pequenas porções presentes na urina; existe alguma reciclagem entero-hepática, mas considera-se ter uma desprezível contribuição no status da vitamina D.

Acetato de Tocoferol (vitamina E)

A absorção da vitamina E do trato gastrointestinal é dependente da presença de bile sob uma condição normal de funcionamento pancreático. A quantidade de vitamina E absorvida varia amplamente entre 20% a 80% e parece diminuir à medida que a dose é aumentada. A vitamina E chega ao sangue através dos quilomícrons na linfa e se ligam as lipoproteínas betas. É amplamente distribuída por todos os tecidos do corpo e armazenada nos tecidos adiposos.

Uma parte da vitamina E é metabolizada no fígado para glicuronídeos de ácido tocoferônico e ɣ-lactona; uma parte é excretada através da urina, mas a maior parte da dose é lentamente excretada através da bile. A vitamina E aparece na composição do leite materno, porém é mal transferida através da placenta.

Alantoína

A alantoína é um agente adstringente e queratolítico presente em inúmeras preparações farmacêuticas para tratar várias desordens de pele. Ela também é utilizada em preparações para tratamento de hemorroidas e outras desordens no ânus/reto. Na literatura médica cientifica pesquisada não foram encontradas informações da alantoína quanto à farmacocinética, provavelmente por seu uso ser em sua maioria em preparações de uso tópico.

Não use o medicamento com o prazo de validade vencido.

Todas as apresentações devem ser mantidas em suas embalaens originais.

Gotas

Conservar em temperatura inferior a 25oC.

Injetável

Conservar em temeratura ambiente (15oC - 30oC).

Características físicas

Antes de usar, observe o aspecto do medicamento.

Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.

Gotas

Solução amarela a amarela-esverdeada com odor e sabor de laranja.

Injetável

Solução oleosa límpida de cor amarela, com odor fraco a inodoro.

Reg. MS 1.7056.0093

Farm. Resp.:
Dra. Dirce Eiko Mimura
CRF-SP 16532

Fabricado por:
Produtos Roche Químicos e Farmacêuticos S.A.
Rio de Janeiro - RJ

Registrado por:
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CEP: 04779-900 - Socorro
São Paulo - SP
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0800 7231010
sac@bayerhealthcare.com

Venda sob prescrição médica.

*Não use medicamentos sem o conhecimento do seu médico, pode ser perigoso para a sua saúde.
*As informações aqui divulgadas não deverão ser utilizadas como substituto de prescrição médica para o tratamento de qualquer doença.