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Para que serve

- AmBisome é também indicado no tratamento de infecções fúngicas sistêmicas em pacientes imunocomprometidos (como no caso de pacientes com AIDS ou câncer).
- AmBisome é indicado na terapia primária da leishmaniose visceral em pacientes imunocompetentes tanto em adultos como em crianças. Em pacientes imunocomprometidos (ex. pacientes HIV positivos), AmBisome é também indicado como terapia primária de leishmaniose visceral.
- As infecções tratadas com sucesso com AmBisome incluem: candidíase disseminada, aspergilose, mucormicose, micetoma crônico, leishmaniose e meningite criptococócica. Esta droga não deve ser usada no tratamento das formas clinicamente inaparentes de doenças fúngicas, as quais apresentem somente testes sorológico ou de pele positivos.

AmBisome é contra-indicado em pacientes que apresentaram hipersensibilidade a qualquer constituinte da formulação, a não ser que, na opinião do médico, a situação a ser tratada ofereça perigo de vida e possa ser tratada apenas por AmBisome.

Infecções fúngicas invasivas: na profilaxia contra infecções fúngicas invasivas em pacientes recipientes de transplante de fígado, AmBisome® pode ser administrado em doses diárias de 1 mg/Kg/dia durante cinco dias consecutivos após o transplante;
Criptococose disseminada associada ao HIV: a dose de 3 mg/Kg/dia por até 42 dias pode ser usada, porém devido ao alto risco de reincidência, uma terapia de manutenção de longa duração pode ser necessária após a finalização do tratamento com AmBisome;
Leishmaniose visceral: poderá ser usada a dose de 1,0 a 1,5 mg/Kg/dia durante 21 dias, ou como alternativa a dose de 3,0 mg/Kg/dia durante 10 dias. Em pacientes imunocomprometidos, a dose de 1,0 a 1,5 mg/Kg/dia durante 21 dias pode ser usada.
Pacientes pediátricos: Leishmaniose visceral e infecções sistêmicas têm sido tratadas com sucesso com AmBisome® em pacientes pediátricos sem nenhum relato de efeitos adversos incomuns. Os pacientes pediátricos têm recebido AmBisome a doses comparáveis àquelas usadas em adultos baseando-se no peso corpóreo em quilos.
Idosos: Não há recomendações específicas quanto à dosagem ou precauções.

O QUE DEVO SABER ANTES DE USAR ESTE MEDICAMENTO Seu médico terá cuidado especial ao usar AmBisome - Se você tiver uma reação anafilática grave Neste caso, seu médico interromperá a infusão - Se você tiver outras reações que possam estar relacionadas com a infusão Se isso acontecer, seu médico poderá reduzir a velocidade da infusão para que você receba AmBisome durante um período mais longo (aproximadamente 2 horas) ou receitar medicamentos como difenidramina (um anti-histamínico), paracetamol, petidina (para aliviar a dor) ou hidrocortisona (um anti-inflamatório que reduz a resposta imunológica) para prevenir ou tratar reações infusionais - Se você estiver tomando outros medicamentos que possam causar lesões nos rins AmBisome pode causar lesões nos rins Seu médico ou enfermeiro colherá seu sangue regularmente para fazer dosagens de creatinina (uma substância química do sangue que reflete a função renal) e eletrólitos (principalmente potássio e magnésio) Esse exames podem apresentar resultados anormais quando a função renal diminui Isso é importante principalmente se você estiver tomando outros medicamentos que possam lesionar os rins As colheitas de sangue também servirão para exames de alterações da função do fígado e da capacidade do corpo produzir novas células sanguíneas e plaquetas - Se os resultados dos exames de sangue mostrarem níveis baixos de potássio Se isso ocorrer, seu médico poderá prescrever um suplemento de potássio para você tomar enquanto se trata com o AmBisome - Se os resultados dos exames de sangue mostrarem uma alteração da função dos rins ou outras alterações importantes Se isso acontecer, seu médico poderá administrar uma dose mais baixa de AmBisome ou interromper o tratamento - Se você estiver recebendo ou tiver acabado de receber uma transfusão de leucócitos (células sanguíneas brancas) AmBisome pode causar problemas pulmonares repentinos e graves se infundido durante ou logo após uma transfusão de leucócitos; portanto, seu médico recomendará que essas infusões sejam feitas com intervalos os mais longos possíveis e cuidará que a sua função pulmonar seja monitorada - - Se você estiver fazendo hemodiálise ou hemofiltração para insuficiência renal Seu médico poderá iniciar o tratamento com AmBisome depois que o procedimento tenha sido encerrado - - Se você for diabético Cada frasco-ampola de AmBisome contém aproximadamente 900 miligramas de sacarose (açúcar)

Os efeitos colaterais imediatos da anfotericina B tais como febre, calafrios e tremores são raramente relatados. Os pacientes que apresentaram toxicidade aguda com a anfotericina B convencional, geralmente não apresentaram toxicidade aguda quando a terapia foi substituída por AmBisome. Os efeitos colaterais mais comuns são náusea, vômitos e cefaléia leve, os quais foram relatados em menos que 3% dos casos. Flebites e tromboflebites no local de infusão não foram observadas. Alguns casos de dor lombar acompanhados ou não de dores e sensação de aperto no peito foram relatados na ocasião da administração de AmBisome; em raras ocasiões isto foi severo. No geral, o paciente desenvolve dor na região lombar inferior alguns minutos após o início da infusão. Os sintomas desaparecem rapidamente quando a infusão é interrompida. A dor lombar não ocorre em todas as aplicações e geralmente não retorna quando a velocidade de infusão é diminuída. Diminuições transientes da função renal (creatinina sérica aumentada, hipocalemia, azotemia, acidose renal tubular) têm sido relatadas, porém normalmente não requerem interrupção da terapia com AmBisome. Pacientes que desenvolveram disfunção renal durante tratamento com anfotericina B convencional podem apresentar melhora ou estabilização quando esta é substituída por AmBisome.
Foram observados aumentos em enzimas hepáticas durante o tratamento com AmBisome. Normalmente, anormalidades em testes de função hepática não progridem com aumento da dose cumulativa de AmBisome. Pacientes recipientes de transplante de fígado podem apresentar aumento dos níveis de fosfatase alcalina após a cirurgia quando AmBisome é administrado profilaticamente. Embora não tenham sido observadas mudanças nos parâmetos hepáticos e hematológicos, a possibilidade de hemólise deve ser considerada já que a mesma é associada ao uso da anfotericina B convencional. Geralmente o médico deve monitorar o paciente para qualquer tipo de evento adverso associado ao uso da anfotericina B.

Uso durante Gravidez e Lactação
Ainda não foi estabelecido se AmBisome é seguro quando usado durante a gravidez e lactação. Nenhum estudo de toxicidade reprodutiva foi conduzido com o uso de AmBisome. Infecções fúngicas sistêmicas foram tratadas com sucesso em mulheres grávidas usando-se anfotericina B convencional sem nenhum efeito óbvio no feto, porém o número de casos relatados foi pequeno. Desta forma, AmBisome deverá somente ser utilizado durante a gravidez se os possíveis benefícios se sobrepuserem aos potenciais riscos envolvidos. A amamentação deverá ser interrompida durante o tratamento.

COMPOSIÇÃO Ingredientes ativos: AmBisome® para injeção é um produto liofilizado estéril para infusão endovenosa Cada frasco ampola contém 50 mg de anfotericina B, encapsulada em liposomos Ingredientes inativos: Os liposomos são constituídos por: fosfatidilcolina de soja hidrogenada, colesterol e succinato dissódico hexahidratado como tampão Os liposomos são vesículas esféricas, fechadas formadas por uma variedade de substâncias anfofílicas tais como os fosfolipídios Os fosfolipídios se arranjam entre si em uma membrana de dupla camada quando expostos a soluções aquosas A parte solúvel em gordura da molécula de anfotericina B permite que a droga se arranje entre camadas dos liposomos INFORMAÇÕES AO PACIENTE Leia atentamente este texto antes de começar a tomar o medicamento, ele informa sobre as propriedades deste medicamento Se persistirem dúvidas ou estiver inseguro fale com seu médico Antes de utilizar o medicamento, confira o nome no rótulo e não administre caso haja sinais de violação e/ou danos na embalagem 1

No entanto, devido a sua composição especial, AmBisome causa

Caso ocorra excesso de dosagem, cessar a administração e monitorar a função renal.

A Anfotericina B (substância ativa) pode apresentar interações quanto utilizada concomitantemente com:

  • Fármacos depressores da medula óssea;
  • Radioterapia;
  • Fármacos eliminadores de potássio.

Agentes antineoplásicos:

Podem aumentar o potencial de toxicidade renal, broncoespasmo e hipotensão.

Imidazólicos (ex: cetoconazol, miconazol, clotrimazol, fluconazol, etc.):

Estudos in vitro e em animais com a associação de Anfotericina B (substância ativa) e imidazóis sugerem que os imidazóis podem induzir resistência fúngica à Anfotericina B (substância ativa). A terapêutica combinada deve ser administrada com precaução, especialmente em pacientes imunocomprometidos.

Medicações nefrotóxicas:

Cisplatina, pentamidina, aminoglicosídeos e ciclosporina podem potencializar a toxicidade renal e portanto o uso concomitante com Anfotericina B (substância ativa) deve ser feito com grande cautela. É recomendado um monitoramento intensivo da função renal em pacientes que necessitam de uma combinação de medicações nefrotóxicas.

Corticosteroides e A.C.T.H. (corticotrofina):

Podem potencializar a hipocalemia induzida pela Anfotericina B (substância ativa). Evitar o uso concomitante, a menos que seja necessário para controlar os efeitos adversos da Anfotericina B (substância ativa). Se usado concomitantemente, monitorar os eletrólitos séricos e a função cardíaca.

Agentes cujos efeitos ou toxicidades possam ser aumentados pela hipocalemia:

Glicosídeos digitálicos, relaxantes da musculatura esquelética e agentes anti-arrítmicos. A função cardíaca e os níveis séricos de potássio devem ser monitorados.

Flucitosina:

O uso concomitante pode aumentar a toxicidade da flucitosina, possivelmente pelo aumento da sua captação celular e/ou prejudicando sua excreção renal.

Transfusão de leucócitos:

Embora não observada em todos os estudos, reações pulmonares agudas foram observadas em pacientes que receberam Anfotericina B (substância ativa) durante ou logo após transfusões de leucócitos; portanto, recomenda-se distanciar estas infusões o maior tempo possível e monitorizar as funções pulmonares.

Resultados de Eficácia

A Anfotericina B (substância ativa) apresenta in vitro uma atividade elevada contra numerosas espécies de fungos. Concentrações de Anfotericina B (substância ativa) variando de 0,03 a 1,0 mcg/mL inibem, in vitro, espécies tais como: Histoplasma capsulatum, Coccidioides immitis, espécies de Candida spp, Blastomyces dermatitidis, Rhodotorula, Cryptococcus neoformans, Sporothrix schenckii, Mucor mucedo e Aspergillus fumigatus. Foram relatados outros organismos sensíveis a Anfotericina B (substância ativa) tais como Prototheca ssp, Leishmania e Naegleria. Algumas cepas resistentes de Cândida foram isoladas em pacientes imunocomprometidos recebendo tratamentos longos com Anfotericina B (substância ativa). Técnicas padrões para a determinação da concentração mínima inibitória (CMI) não foram estabelecidas para os agentes antifúngicos, e valores são variáveis dependendo dos métodos empregados. A Anfotericina B (substância ativa) não é eficaz sobre bactérias, inclusive do gênero Rickettsia e vírus.

A Anfotericina B (substância ativa) é considerado o fármaco de escolha para o tratamento da maioria das infecções fúngicas invasivas, incluindo candidíase hematogênica. Trata-se de antifúngico de amplo espectro, fungicida e com bons resultados no tratamento de fungemias.

A Anfotericina B (substância ativa) mostrou ser mais eficaz do que o voriconazol e atualmente é o fármaco de escolha para tratamento de aspergilose invasiva

A Anfotericina B (substância ativa) é o tratamento de escolha para os pacientes com infecções fúngicas progressivas potencialmente graves como: blastomicose, coccidiodomicose; criptococose; meningite criptocócica, endocardite fúngica; endoftalmite candidiásica; infecções intra-abdominais, incluindo peritonites relacionadas e não relacionadas com o processo de diálise; infecções fúngicas das vias urinárias; meningite fúngica de outras origens, paracoccidioidomicose e meningo encefalite amebiana primária.

Um estudo duplo-cego comparou a caspofungina com Anfotericina B (substância ativa) para o tratamento primário de candidíase invasiva. Ambos os fármacos apresentaram-se eficazes para o tratamento de candidíase invasiva, mais especificamente, candidemia.

Um estudo comparou a eficácia e segurança de Anfotericina B (substância ativa) versus fluconazol para a erradicação da candidúria em pacientes gravemente enfermos. Ambos os fármacos apresentaram-se eficazes e seguros para o tratamento e nenhum dos grupos apresentou efeitos colaterais.

Um estudo envolveu doze pacientes com leishmaniose mucocutânea que foram tratados com Anfotericina B (substância ativa). As lesões responderam rapidamente ao tratamento. A dose relativamente baixa total de Anfotericina B (substância ativa) induziu cicatrização das lesões ativas.

Características Farmacológicas

Anfotericina B (substância ativa) é um antibiótico antifúngico poliênico derivado do Streptomyces nodosus.

Mecanismo de ação

A Anfotericina B (substância ativa) é fungistática ou fungicida dependendo da concentração obtida nos fluidos corporais e da sensibilidade dos fungos. A Anfotericina B (substância ativa) age ligando-se aos esterois da membrana celular do fungo sensível, alterando a permeabilidade da membrana e provocando extravasamento dos componentes intracelulares. As membranas dos animais superiores também contém esterois e isto sugere que o dano às células humanas e às de fungos podem ter mecanismos comuns.

Farmacocinética

Uma infusão intravenosa inicial de 1 a 5 mg de anfotericin B por dia, aumentando de 0,4 para 0,6 mg/kg diariamente, produz picos médios de concentração plasmática variando de 0,5 a 2 mcg/mL que são encontrados em adultos recebendo doses repetidas de aproximadamente 0,5 mg/kg/dia. Após uma queda inicial rápida, o platô de concentração plasmática é de aproximadamente 0,5 mcg/mL. Uma meia-vida de eliminação de aproximadamente 15 dias segue-se após uma meia-vida plasmática de eliminação inicial de cerca de 24 horas. São poucos os dados farmacocinéticos da Anfotericina B (substância ativa) em crianças.

A Anfotericina B (substância ativa) circulante está altamente ligada (90%) às proteínas plasmáticas e é pouco dialisável. Aproximadamente dois terços da concentração plasmática obtida têm sido detectadas nos fluidos da pleura inflamada, peritôneo, sinóvia e do humor aquoso.

As concentrações no líquido cefalorraquidiano raramente excedem a 2,5% daquelas encontradas no plasma ou não são detectáveis. Pequena quantidade de Anfotericina B (substância ativa) penetra no humor vítreo ou no fluido amniótico normal. Detalhes completos sobre a distribuição tecidual não são conhecidos, entretanto, o fígado parece ser o maior local de armazenagem tecidual.

A Anfotericina B (substância ativa) é excretada de forma lenta pelos rins, sendo que 2 a 5% de uma dose administrada é eliminada sob a forma biologicamente ativa. Após a suspensão do tratamento o fármaco pode ser detectado na urina durante um período de 3 a 4 semanas, devido à sua eliminação lenta. A excreção biliar pode representar uma importante via de eliminação. Detalhes de outras vias metabólicas não são conhecidos. Os níveis sanguíneos não são afetados por problemas renais ou hepáticos.

Ademir Tesser - CRF-SP n.o 14.570

*Não use medicamentos sem o conhecimento do seu médico, pode ser perigoso para a sua saúde.
*As informações aqui divulgadas não deverão ser utilizadas como substituto de prescrição médica para o tratamento de qualquer doença.