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Para que serve

Alvesco é um medicamento para o controle da asma e de prevenção de futuras crises. Deve ser utilizado regularmente, mesmo se você não estiver apresentando sintomas, de acordo com as orientações do seu médico.

Como Alvesco funciona?

Alvesco contém uma substância chamada ciclesonida, pertencente à família dos corticoesteroides.  

Alvesco é uma solução para ser inalada através da boca. Quando inalada, a ciclesonida está em sua forma inativa e torna-se ativa, pronta para o tratamento da asma, quando atinge os pulmões.

A asma é uma doença em que várias estruturas do que chamamos de árvore respiratória tornam-se inflamadas, tornando a respiração difícil. 

Em cada inalação de Alvesco é liberada uma quantidade suficiente de ciclesonida para agir diretamente nas passagens de ar (vias aéreas respiratórias), reduzindo a inflamação e ajudando a manter as passagens de ar abertas. Agindo assim, esta medicação ajuda a melhorar suas condições respiratórias e previne futuras crises (ataques) de asma. Por isso é chamada de medicação de controle da asma e prevenção de suas crises. 

Alvesco não proporcionará um alívio imediato da falta de ar, da sensação ofegante e da chiadeira durante um ataque de asma. Nesta situação você deve usar seu medicamento de alívio rápido indicado pelo médico. 

A melhora dos sintomas tem início após 24 horas de tratamento com Alvesco. Entretanto, como este medicamento é indicado para a prevenção das crises de asma, você deve utilizar Alvesco regularmente, mesmo quando não estiver apresentando nenhum sintoma.

Alvesco não deve ser usado em pacientes com alergia conhecida a quaisquer dos componentes da fórmula. Os sintomas de reação alérgica podem incluir dificuldade para respirar, respiração curta, chiadeira, inchaço nos lábios, na face, na língua ou em outras partes do corpo, vermelhidão ou coceira na pele. 

Alvesco não é recomendado para crianças com idade abaixo de 4 anos.

Alvesco é indicado apenas para inalação pela boca. 

Seu médico deverá informá-lo qual a dose e o número de inalações de Alvesco mais adequados para seu tratamento, pois a dose depende da necessidade de cada paciente. 

A dose recomendada para crianças de 4 a 11 anos é de 80 a 160 mcg ao dia. 

A dose recomendada para adultos e adolescentes acima de 12 anos é de 80 a 640 mcg ao dia. 

A dose de 80 mcg uma vez ao dia como dose de manutenção é eficaz para o tratamento de crianças e alguns adultos e adolescentes. 

As inalações de Alvesco devem ser administradas apenas uma vez ao dia, pela manhã ou à noite, ou a críterio médico.

Informe seu médico se durante o tratamento com Alvesco apresentar piora dos sintomas da asma ou necessitar uso de doses extras de Alvesco ou dos medicamentos de alívio. 

Seu médico ajustará a dose de Alvesco para mantê-lo sem os sintomas de asma, indicando o controle da doença. 

Instruções de uso/manuseio 

Seu médico deve orientar o uso correto de Alvesco. 

Você deve inalar Alvesco no mesmo horário todos os dias, pois isto o ajudará a lembrar de usar o medicamento. 

Se o inalador for novo ou não tiver sido usado durante uma semana ou mais, elimine 3 jatos para o ar antes de usá-lo. Não é necessário agitar o frasco de Alvesco®, pois é uma solução para aerossol. 

Antes de utilizar Alvesco, siga as instruções de uso ilustradas pelas figuras: É importante que você não pule os passos 3 a 7. 

  1. Remova a tampa do bocal e examine-o por fora e por dentro, certificando-se que está limpo e de que não há objetos estranhos. 

Durante a inalação você deve ficar de preferência sentado ou em pé.

  1. Segure o inalador na vertical com o dedo indicador no topo do frasco e o polegar na base, abaixo do bocal.
  1. Solte o ar dos pulmões normalmente.

  1. Coloque o bocal na boca e feche os lábios firmemente ao redor dele (a boca deve envolver completamente o bocal).

  1. Aperte o topo do inalador para baixo para liberar uma dose, e ao mesmo tempo inspire devagar e profundamente.

  1. Prenda a respiração, tire o inalador da boca e o dedo do topo do inalador. Continue prendendo a respiração durante aproximadamente 10 segundos ou o quanto suportar, para que o medicamento atinja seus pulmões. Não solte o ar no inalador.

  1. Solte o ar devagar.
  2. Se você foi orientado a usar uma segunda dose, aguarde aproximadamente meio minuto para repetir os passos 3 a 7. 
  3. Após o uso, coloque sempre a tampa do bocal para proteger o inalador de poeira, pêlos ou outros contaminantes.Recoloque a tampa firmemente e pressione-a na posição para assegurar o fechamento.

Convém praticar em frente ao espelho nas primeiras vezes, até sentir confiança de que esteja manuseando o inalador corretamente. Certifique-se de que o medicamento não esteja escapando pelo topo do inalador ou pelos cantos da boca. Se você achar difícil manejar o inalador com apenas uma das mãos, tente fazê-lo com as duas. Coloque os dois dedos indicadores no topo do inalador e ambos os polegares na base, abaixo do bocal. Comente com seu médico se tiver dificuldades. 

Quando o frasco estiver completamente vazio, você não sentirá nem ouvirá nenhum ruído do produto saindo do bocal.

Se logo após usar o inalador você começar a sentir a respiração ofegante ou o tórax contraído, não use mais nenhuma dose. Tome o seu medicamento de alívio para ajudar a respiração e entre em contato com seu médico imediatamente. 

Instruções de limpeza do bocal 

O bocal do seu inalador deve ser limpo semanalmente com um lenço ou pano seco. O inalador não deve ser lavado nem colocado na água. 

Uso do espaçador 

Normalmente não se recomenda a inalação de Alvesco com espaçador. O espaçador pode ser indicado caso você tenha dificuldades em usar o inalador. Nestes casos, recomenda-se um espaçador tipo AeroChamber Plus, que é compatível com Alvesco. É importante inalar firme e profundamente logo após cada disparo da medicação no espaçador.

O disparo da medicação no espaçador e sua inalação devem ser rápidos. 

Se necessário, peça informações ao seu médico sobre o manejo do espaçador. 

Instruções de limpeza do espaçador 

O espaçador deve ser lavado com água morna e detergente  e deixado para secar sem enxaguar ou secá-lo com uma toalha. Isto deve ser feito antes do uso inicial do espaçador e, após isso, pelo menos mensalmente. 

Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento. 

Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico. 

O que devo fazer quando eu me esquecer de usar Alvesco? 

Faça a inalação da dose esquecida tão logo se lembre. Caso esteja muito perto da próxima aplicação, não inale esta dose e retorne ao esquema posológico regular. Não inale o dobro da dose recomendada para compensar a inalação esquecida anteriormente. 

Em caso de dúvidas, procure orientação do farmacêutico ou de seu médico ou cirurgião-dentista.

Alvesco deve ser usado somente com indicação médica. 

O uso de altas doses de corticosteroides inalatórios por tempo prolongado pode afetar a produção normal de hormônio esteroide em seu corpo. A redução na produção de esteroides pode diminuir a velocidade de crescimento de crianças e adolescentes, reduzir a densidade do osso e causar catarata ou glaucoma (aumento da pressão dentro dos olhos). Porém, Alvesco raramente afeta a produção normal de esteroide no corpo. 

Da mesma forma que outros corticosteroides inalatórios, Alvesco não deve ser usado isoladamente no tratamento de crises de asma que requeiram medidas intensivas. 

Informe seu médico se você tem ou teve tuberculose ou infecções do sistema respiratório provocadas por fungos, bactérias ou vírus. Como todos os corticosteroides inalatórios, Alvesco deve ser usado com cautela nestas situações. 

Seu médico poderá orientá-lo quanto aos riscos e benefícios de uso da medicação nestas condições. 

Alvesco não causa nenhum prejuízo à habilidade de dirigir ou operar máquinas. 

Não existem evidências de que Alvesco cause dependência. 

Gravidez e amamentação:

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.

Também, não deve ser utilizado durante a amamentação, exceto sob orientação médica.

Pacientes idosos:

Não é necessário o ajuste da dose em pacientes idosos. 

Uso com outras substâncias:

O uso de Alvesco com outros medicamentos não deve trazer problemas importantes para sua saúde.

Entretanto, a administração do produto junto com medicamentos que inibem a ação das enzimas do fígado pode alterar a ação da ciclesonida.

É especialmente importante informar seu médico sobre o uso de medicamentos para tratar infecções por fungos, como por exemplo o cetoconazol. 

Informe seu médico ou cirurgião-dentista se você está fazendo uso de algum outro medicamento. 

Não use medicamento sem o conhecimento do seu médico. Pode ser perigoso para a sua saúde.

Todo medicamento pode provocar reações indesejáveis. Informe ao seu médico o aparecimento de qualquer reação desagradável. 

Aproximadamente 5% dos pacientes tiveram reações indesejáveis em testes clínicos com Alvesco. Na maioria dos casos, tais reações foram leves e não exigiram a descontinuação do tratamento com Alvesco. 

As reações consideradas incomuns (ocorrem em 0,1% a 1% dos pacientes que utilizam este medicamento) foram:

Enfraquecimento da voz (rouquidão); tosse após a inalação; náusea; vômitos; gosto ruim; dor de cabeça; reações locais como secura na boca e infecções orais por fungos; irritação da pele com coceira e vermelhidão (eczema).

Outra reação incomum é a dificuldade para respirar ou aperto no peito que pode acontecer imediatamente após a inalação de corticosteroides inalatórios. Esta é uma reação aguda que pode acontecer com todos os medicamentos inalatórios administrados na forma de sprays. Caso perceba esses sintomas, entre em contato com seu médico imediatamente. Na maioria dos casos, esta reação é leve e não requer a suspensão do uso de Alvesco. 

As reações consideradas raras (ocorrem em 0,01% a 0,1% dos pacientes que utilizam este medicamento) foram:

Palpitação; dor ou mal-estar abdominal, hipertensão (pressão alta) e reações alérgicas, podendo neste caso ocorrer inchaço dos lábios, da língua e da garganta. 

Podem ocorrer efeitos em outros lugares do organismo (efeito sistêmico) devido ao uso de corticosteroides inalatórios, particularmente em doses acima das recomendadas e usadas por períodos prolongados.

Possíveis efeitos sistêmicos incluem a redução da produção do hormônio da glândula adrenal, o cortisol, diminuição no ritmo de crescimento de crianças e adolescentes, osteoporose (enfraquecimento dos ossos), catarata e glaucoma (aumento da pressão dentro dos olhos). 

Informe ao seu médico, cirurgião-dentista ou farmacêutico o aparecimento de reações indesejáveis pelo uso do medicamento.

Informe também a empresa através de seu serviço de atendimento.

Alvesco 80:

Cada dose libera no bocal do inalador 80 mcg de ciclesonida.

Alvesco 160:

Cada dose libera no bocal do inalador 160 mcg de ciclesonida. 

Excipientes: Propelente HFA-134a (norflurano) e etanol.

Não é necessário tratamento específico caso sejam inaladas doses muito maiores do que as recomendadas por seu médico, mas você deve informá-lo caso use uma dose excessiva do medicamento. 

Em caso de uso de grande quantidade deste medicamento, procure rapidamente socorro médico e leve a embalagem ou bula do medicamento, se possível.

Ligue para 0800 722 6001 se você precisar de mais orientações.

Com base em estudos in vitro em microssomos de fígado humano, a des-ciclesonida parece não ter potencial inibitório ou de indução sobre o metabolismo de outros medicamentos metabolizados pelas enzimas CYP450. O potencial inibidor da ciclesonida nas isoenzimas CYP450 não foi estudado.

Estudos in vitro demonstraram que a ligação da desciclesonida com a proteína plasmática não foi afetada por varfarina ou ácido salicílico, não indicando potencial para interações medicamentosas baseadas em ligação proteica.

Em um estudo de interação medicamentosa, a coadministração de ciclesonida inalada por via oral e eritromicina oral, um inibidor do citocromo P450 3A4, não teve efeito sobre a farmacocinética da des-ciclesonida ou da eritromicina.

Em um outro estudo de interação medicamentosa, a coadministração de ciclesonida inalada por via oral e de cetoconazol oral, um potente inibidor do citocromo P450 3A4, aumentou a exposição (AUC) da des-ciclesonida em aproximadamente 3,6 vezes no equilíbrio dinâmico (steady state), enquanto os níveis de ciclesonida permaneceram inalterados. Portanto, cetoconazol deve ser administrado com cuidado com ciclesonida intranasal.

Não existem relatos de interferência do uso de Ciclesonida (substância ativa) em exames de laboratório.

Não se estabeleceram interações com produtos fitoterápicos.

Não se verificaram interações de Ciclesonida (substância ativa) com a alimentação.

Resultados de eficácia

Rinite alérgica intermitente e persistente

Pacientes adultos acima de 12 anos

A eficácia e a segurança do Ciclesonida (substância ativa) foram avaliadas em quatro estudos clínicos multicêntricos duplo-cegos randomizados, de grupos paralelos controlados por placebo, com duração de duas semanas a um ano, com adolescentes e adultos com rinite alérgica. Três desses estudos tiveram duração de duas a seis semanas e foram primariamente destinados a avaliar a eficácia. Um destes estudos teve duração de um ano e destinou-se primariamente a avaliar a segurança. Os três estudos com duração de duas a seis semanas incluíram um total de 1.524 pacientes (495 homens e 1.029 mulheres), com idades entre 12 e 86 anos, dos quais 79 eram adolescentes (com idades entre 12 e 17 anos), com histórico de rinite alérgica intermitente ou persistente, teste cutâneo positivo para no mínimo um alérgeno relevante e sintomas de rinite alérgica ativa na admissão ao estudo.

Destes, 546 pacientes receberam Ciclesonida (substância ativa) 200 mcg uma vez ao dia administrado na forma de duas doses em cada narina. A avaliação da eficácia nestes estudos foi baseada no registro pelos pacientes de quatro sintomas nasais (coriza nasal, prurido nasal, espirros e congestão nasal) em uma escala categórica de gravidade de 0-3 (0 = ausente; 3 = grave) na forma de pontuações reflexivas (que registravam a gravidade dos sintomas nas últimas 12 horas) ou instantâneas (que registravam a gravidade dos sintomas no momento do registro). Segundo os resultados desses estudos, os pacientes tratados com Ciclesonida (substância ativa) 200 mcg uma vez ao dia apresentaram reduções maiores nas pontuações de sintomas nasais totais estatisticamente significativas do que os pacientes tratados com placebo. Em geral, as medidas secundárias de eficácia também foram favoráveis.

No estudo clínico de duas semanas para determinação de dose de, a diferença entre Ciclesonida (substância ativa) 200 mcg uma vez ao dia e placebo foi estatisticamente significativa.

Tabela 1. Variação média das pontuações dos sintomas nasais totais reflexivos no período de duas semanas em pacientes com rinite alérgica intermitente:

*Soma das pontuações matutinas e vespertinas; pontuação máxima = 24.

Nos estudos de quatro a seis semanas em pacientes com rinite alérgica intermitente e persistente, respectivamente, ao diferença entre Ciclesonida (substância ativa) 200 mcg uma vez ao dia e placebo foi estatisticamente significativa. Diferenças estatisticamente significativas na pontuação total instantânea de sintoma nasal pré-dose matinal indicam que o efeito se manteve por todo o intervalo posológico de 24 horas.

Tabela 2. Variação média das pontuações dos sintomas nasais totais reflexivos e instantâneos nos estudos de rinite alérgica:

*Soma das pontuações reflexivas e instantâneas matutinas e vespertinas; máximo = 12.

Um estudo duplo-cego randomizado e controlado por placebo realizado em 502 adultos com rinite alérgica com pelo menos dois anos de duração, observou que Ciclesonida (substância ativa) (na dose de 200 mcg/dia) iniciava sua ação após a primeira hora de administração (p=0,001 em relação a placebo). A duração de sua ação também foi avaliada em outros dois estudos nos quais também se observaram os efeitos de Ciclesonida (substância ativa) durante 24 horas, com melhora sintomática adicional observada em uma a duas semanas em rinite alérgica intermitente e em cinco semanas em rinite alérgica persistente.

Pacientes pediátricos com idade de 6 a 11 anos

A eficácia de doses de até 200 mcg de Ciclesonida (substância ativa) uma vez ao dia foi avaliada em dois estudos clínicos multicêntricos duplo-cegos randomizados, de grupos paralelos controlados por placebo, de duas e 12 semanas de duração, em1.283 pacientes com rinite alérgica, de 6 a 11 anos de idade. No estudo de duas semanas com doses diárias de 200 mcg e de 100 mcg de Ciclesonida (substância ativa) em pacientes com rinite alérgica intermitente, apenas a dose de 200 mcg proporcionou diferenças estatisticamente significativas em comparação com placebo nas médias dos escores totais dos sintomas nasais reflexivos matinais e noturnos em relação aos valores basais.

Tabela 3. Variação média das pontuações dos sintomas nasais totais reflexivos em um estudo de rinite alérgica intermitente em crianças de 6 a 11 anos de idade:

*Soma das pontuações matutinas e vespertinas; pontuação máxima =12.

Pacientes pediátricos com idade de dois a cinco anos

A eficácia de Ciclesonida (substância ativa) em doses de até 200 mcg diários foi avaliada em dois estudos duplo-cegos randomizados, de grupos paralelos controlados por placebo, de 6 e 12 semanas de duração, em 258 pacientes de dois a cinco anos de idade com rinite alérgica persistente. Embora fossem primariamente de segurança, ambos os estudos mostraram evidências de eficácia. No estudo de 12 semanas, a dose diária de 200 mcg de Ciclesonida (substância ativa) spray nasal proporcionou uma redução maior e estatisticamente significativa no escore total dos sintomas nasais em relação ao placebo. No estudo de seis semanas, observou-se uma tendência numérica de redução do escore de sintomas nasais avaliado pelo médico em comparação com placebo em todos os grupos tratados com as diversas doses de ciclesonida (200 mcg, 100 mcg e 25 mcg). O uso de medicações de resgate foi semelhante nos quatro grupos avaliados.

De maneira geral, Ciclesonida (substância ativa) foi seguro e bem tolerado nesta faixa etária. A incidência global de eventos adversos foi similar em ambos os grupos de tratamento, sendo os eventos mais comuns irritação ocular, epistaxe e irritação nasal. Em ambos os grupos, 2,4% dos pacientes descontinuaram o tratamento devido a eventos adversos. Não se observaram alterações de significado clínico no exame físico geral, nos sinais vitais e na pressão intraocular.

Características farmacológicas

Propriedades farmacodinâmicas

O componente ativo do Ciclesonida (substância ativa) é a ciclesonida, um glicocorticoide não-halogenado, uma pró-droga que é enzimaticamente hidrolisada após aplicação intranasal em um metabólito farmacologicamente ativo, o C21-desisobutirilciclesonida (des-ciclesonida ou RM1). A des-ciclesonida tem atividade anti-inflamatória com afinidade pelo receptor glicocorticoide 120 vezes maior que o composto principal.

Assim como ocorre com os demais corticosteroides nasais, o exato mecanismo de ação da ciclesonida na rinite alérgica não é bem conhecido. Demonstrou-se que os corticosteroides exercem uma ampla gama de efeitos sobre diversos tipos de células (mastócitos, eosinófilos, neutrófilos, macrófagos e linfócitos) e mediadores (histamina, eicosanoides, leucotrienos e citocinas) envolvidos na inflamação alérgica.

Um estudo de 52 semanas de duração não registrou alterações significativas nos níveis de cortisol em urina de 24 horas, cortisol sérico matutino, pressão intraocular e opacificação dos cristalinos em adolescentes (maiores de 12 anos) e adultos, quando comparados aos usuários de placebo. Em crianças de 6 a 11 anos de idade, um estudo de 12 semanas de tratamento mostrou que o cortisol plasmático matinal médio não sofria nenhum efeito consistente diferente de placebo em relação aos valores basais.

Propriedades farmacocinéticas

Ciclesonida (substância ativa) começa a agir desde a primeira aplicação, com melhora inicial dos sintomas observada geralmente dentro da primeira hora após a primeira dose.

Em alguns casos podem ser necessárias 24 a 48 horas após a primeira dose para uma melhora mais intensa dos sintomas. Melhoras adicionais dos sintomas podem ocorrer em até uma ou duas semanas ou em até cinco semanas na rinite alérgica persistente.

Absorção

A administração intranasal de ciclesonida nas doses recomendadas resulta em concentrações séricas insignificantes de ciclesonida.

A ciclesonida e a des-ciclesonida têm biodisponibilidade oral insignificante (ambas menores que 0,1%) devido à baixa absorção gastrintestinal e ao alto metabolismo de primeira passagem. Os imunoensaios aplicados nestes testes detectaram até 25 pg/ml de ciclesonida e 10 pg/ml de des-ciclesonida.

Distribuição

Após administração intravenosa de 800 mcg de ciclesonida, os volumes de distribuição de ciclesonida e des-ciclesonida foram de aproximadamente 2,0 l/kg e 12,1 l/kg, respectivamente. A porcentagem de ciclesonida e des-ciclesonida ligada às proteínas plasmáticas humanas foi em média >99%.

Portanto, menos de 1% do medicamento não ligado a proteínas plasmáticas foi detectado na circulação sistêmica. A des-ciclesonida não se liga significativamente à transcortina humana.

Metabolismo

A ciclesonida intranasal é hidrolisada por esterases na mucosa nasal em um metabólito biologicamente ativo, a des-ciclesonida.

A des-ciclesonida passa por metabolismo adicional no fígado para outros metabólitos principalmente pela isozima CYP 3A4 e, em menor extensão, pelo CYP 2D6. A gama total de metabólitos potencialmente ativos da ciclesonida não foi caracterizada.

Eliminação

Após administração intravenosa de 800 mcg de ciclesonida, os valores de depuração da ciclesonida e da des-ciclesonida foram altos (aproximadamente 152 l/h e 228 l/h, respectivamente). Ciclesonida marcada com 14C foi excretada predominantemente através das fezes após administração intravenosa (66%), indicando que a excreção através da bile é a principal via de eliminação. Cerca de 20% da radioatividade relativa ao medicamento foi excretada na urina.

Populações especiais

A farmacocinética da ciclesonida administrada por via intranasal não foi avaliada em subpopulações de pacientes porque os níveis sanguíneos de ciclesonida e des-ciclesonida resultantes são insuficientes para os cálculos farmacocinéticos.

As informações obtidas após a inalação oral de ciclesonida não foram significativamente influenciadas por características do indivíduo, como peso corporal, idade, raça e sexo, nem indicam necessidade de ajuste de dose em caso de insuficiência hepática. Não foram realizados estudos em pacientes com insuficiência renal.

Propriedades toxicológicas

Carcinogênese, mutagênese, prejuízo à fertilidade

Em estudos com animais, a ciclesonida não apresentou potencial carcinogênico nem mutagênico. A ação clastogênica foi similar à da dexametasona.

Não se observou em estudos com animais nenhuma evidência de prejuízo à fertilidade com doses de até 35 vezes a dose intranasal diária humana máxima em adultos expressa em mcg/m².

O frasco contém um líquido sob pressão.

Conservar em temperatura ambiente (15°C a 30°C) e proteger da luz solar. Não perfure, quebre ou queime o frasco, mesmo se estiver vazio. 

Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem. 

Não use medicamento com o prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original. 

Características físicas

Alvesco é uma solução inalatória pressurizada (spray) incolor, de odor característico. 

Antes de usar, observe o aspecto do medicamento. Caso ele esteja no prazo de validade e você observe alguma mudança no aspecto, consulte o farmacêutico para saber se poderá utilizá-lo. 

Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.

MS –1.0639.0230

Farmacêutico Responsável:
Rafael de Santis - CRF-SP nº 55.728

Fabricado por:
3M Health Care Ltd.
Leicestershire - Reino Unido

Importado por:
Takeda Pharma Ltda.
Rodovia SP 340 S/N, km 133,5
Jaguariúna/ SP
CNPJ 60.397.775/0008-40

Indústria Brasileira

Venda sob prescrição médica.

*Não use medicamentos sem o conhecimento do seu médico, pode ser perigoso para a sua saúde.
*As informações aqui divulgadas não deverão ser utilizadas como substituto de prescrição médica para o tratamento de qualquer doença.