Albendazol - Biosintética Icone para ediçãoIcone de Enomear Icone de Excluir

Para que serve

Albendazol é um carbamato benzimidazólico com atividade anti-helmíntica e antiprotozoária indicado para o tratamento contra os seguintes parasitas intestinais e dos tecidos:

Ascaris lumbricoides, Enterobius vermicularis, Necator americanus, Ancylostoma duodenale, Trichuris trichiura, Strongyloides stercoralis, Taenia spp. e Hymenolepis nana (somente nos casos de parasitismo a eles associado). É indicado ainda para a opistorquíase (Opisthorchis viverrini) e a larva migrans cutânea, bem como a giardíase (Giardia lamblia, G. duodenalis, G. intestinalis) em crianças.

Albendazol (substância ativa) não deve ser administrado durante a gravidez nem em mulheres que planejam engravidar. Albendazol (substância ativa) é contraindicado para pacientes com conhecida hipersensibilidade a qualquer um dos componentes da fórmula.

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.

Categoria C de risco na gravidez.

Os comprimidos podem ser partidos ou tomados com água. Algumas pessoas, particularmente crianças, podem ter dificuldade de engolir os comprimidos inteiros. Nesse caso, devem ser incentivadas a mastigar os comprimidos com um pouco de água. Alternativamente os comprimidos podem ser triturados.

Nenhum procedimento especial, como jejum ou uso de agente purgante, é necessário.

Posologia do Albendazol


*Em casos comprovados de contaminação por Hymenolepis nana, recomenda-se um segundo ciclo de tratamento em 10 a 21 dias. Se o paciente não apresentar melhora após três semanas, um segundo ciclo de tratamento pode ser necessário.
**Com o objetivo de obter cura completa no caso de infestação pelo Enterobius vermicularis, deve-se prescrever medidas de higiene tanto para os pacientes quanto para os indivíduos que utilizam a moradia dos pacientes.

Paciente idosos

A experiência com pacientes de 65 anos ou mais é limitada. Os dados indicam que nenhum ajuste de dosagem é necessário, entretanto o Albendazol (substância ativa) deve ser usado com precaução em pacientes idosos com evidência de insuficiência hepática.

Insuficiência renal

Como a eliminação renal do Albendazol (substância ativa) e de seu metabólito primário, sulfóxido de Albendazol (substância ativa), se mostra insignificante, é improvável que o clearance desses componentes seja alterado nesses pacientes.

Nenhum ajuste de dose é necessário, entretanto os pacientes com evidência de insuficiência renal devem ser monitorados cuidadosamente.

Insuficiência hepática

Como o Albendazol (substância ativa) é rapidamente metabolizado pelo fígado em seu metabólito primário farmacologicamente ativo, o sulfóxido de Albendazol (substância ativa), espera-se que, nos casos de insuficiência hepática, haja efeito significativo na farmacocinética do sulfóxido de Albendazol (substância ativa). Pacientes que apresentam resultados anormais dos testes de função hepática (transaminases) devem ser cuidadosamente monitorados antes de iniciar terapia com Albendazol (substância ativa).

Crianças

Devem ser observadas as mesmas precauções aplicadas aos adultos.

Deve-se assegurar, antes de utilizar o produto, que não há possibilidade de gravidez para mulheres em idade fértil. Recomenda-se a administração de Albendazol (substância ativa) na primeira semana da menstruação ou após o resultado negativo de um teste de gravidez.

O tratamento com Albendazol (substância ativa) pode revelar casos de neurocisticercose preexistente, principalmente em áreas com alta incidência de teníase. Os pacientes podem apresentar sintomas neurológicos, como convulsões, aumento da pressão intracraniana e sinais focais resultantes de uma reação inflamatória causada por morte do parasita no interior da massa encefálica. Os sintomas podem ocorrer logo após o tratamento; a terapia com esteróides e anticonvulsivantes deve ser iniciada imediatamente.

Efeitos sobre a capacidade de dirigir veículos e de operar máquinas

Não se observou interferência do produto sobre a capacidade de dirigir veículos ou de operar máquinas.

Gravidez e lactação

O Albendazol (substância ativa) não deve ser administrado durante a gravidez nem a mulheres que podem estar grávidas ou pensam em engravidar.

Não se sabe se o Albendazol (substância ativa) ou seus metabólitos são excretados no leite materno.

Dessa forma, Albendazol (substância ativa) não deve ser usado durante a amamentação, a não ser que os benefícios potenciais para a mãe justifiquem os possíveis riscos para o filho.

Este medicamento contém lactose.​

Dados de diversos estudos clínicos foram usados para determinar a frequência das reações adversas muito comuns às raras.

Todas as outras reações adversas (ou seja, as que ocorreram na proporção de <1/1.000) tiveram sua frequência determinada com o uso de dados pós-comercialização e mais relacionada com o número de relatos do que com a frequência real.

Têm-se utilizado os seguintes parâmetros para classificação das reações adversas:

Muito comuns

˃ 1/10

Comuns

˃ 1/100 e < 1/10

Incomuns

˃ 1/1.000 e < 1/100

Raros

˃ 1/10.000 e < 1/1.000

Muito raros

< 1/10.000

Reações incomuns (>1/1.000 e <1/100)

Sintomas relacionados ao trato gastrintestinal superior (como dor epigástrica ou abdominal, náusea e vômito), diarreia, dor de cabeça e vertigens.

Reações raras (˃ 1/10.000 e <1/1.000)

Reações de hipersensibilidade, que incluem rash, prurido e urticária; elevações das enzimas hepáticas.

Reações muito raras (<1/10.000)

Eritema multiforme, síndrome de Stevens-Johnson.

Em casos de eventos adversos, notifique ao Sistema de Notificações em Vigilância Sanitária - NOTIVISA ou para a Vigilância Sanitária Estadual ou Municipal.​

Houve relatos de aumento dos níveis plasmáticos do metabólito ativo do Albendazol (substância ativa) com o uso de cimetidina, praziquantel e dexametasona.

O ritonavir, a fenitoína, a carbamazepina e o fenobarbital podem reduzir as concentrações plasmáticas do metabólito ativo do Albendazol (substância ativa); Albendazol sulfóxido.

A relevância clínica é desconhecida, mas pode resultar em diminuição da eficácia, especialmente no tratamento de infecções por helmintos. Para eficácia do tratamento, os pacientes devem ser monitorados e pode-se exigir regimes de doses alternativas ou terapias alternativas.

Resultados de Eficácia


Albendazol (substância ativa) em dose única diária demonstrou eficácia de 100% no tratamento de ascaridíase e enterobíase, 92% no de ancilostomíase, 90% no de tricuríase e 97% no de giardíase em crianças. No tratamento contra Necator americanus a erradicação foi de 75%. A dose única diária utilizada por três dias consecutivos teve eficácia de 86% no tratamento da teníase e de 62% na estrongiloidíase.

Características Farmacológicas


Propriedades farmacodinâmicas

Mecanismo de ação

O Albendazol (substância ativa) possui atividade larvicida, ovicida e vermicida. Sua atividade anti-helmíntica ocorre por inibição da polimerização tubulínica, ocasionando alteração no nível de energia do helminto, incluindo o esgotamento da mesma, o que imobiliza os helmintos e posteriormente os mata.

Propriedades farmacocinéticas

Absorção

No homem, após uma dose oral, o Albendazol (substância ativa) tem pequena absorção (menos de 5%).

O efeito de Albendazol (substância ativa) no sistema farmacológico é aumentado se a dose for administrada com uma refeição rica em gorduras, pois aumenta a absorção em cerca de 5 vezes.

Distribuição

Após administração oral de dose única de 400mg do Albendazol (substância ativa) durante café da manhã, o metabólito ativo, sulfóxido de Albendazol (substância ativa) e, atinge concentrações plasmáticas de 1,6 a 6,0micromol/L.

Metabolismo

O Albendazol (substância ativa) sofre rapidamente um extenso metabolismo de primeira passagem no fígado, e geralmente não é detectado no plasma. O sulfóxido de Albendazol (substância ativa) é o metabólito primário, sendo a parte ativa na eficácia contra infecções dos tecidos sistêmicos.

Eliminação

A meia-vida do Albendazol (substância ativa) no plasma é de 8,5 horas.

O sulfóxido de Albendazol (substância ativa) e os seus metabolitos são eliminados principalmente na bile, com apenas pequena proporção eliminada pela urina.

Paciente idosos

Apesar de não ter sido estudada a farmacocinética do sulfóxido de Albendazol (substância ativa) em relação à idade, dados obtidos de 26 pacientes com cisto hidático (pacientes de até 79 anos) sugerem uma farmacocinética similar à de pacientes adultos saudáveis. O número de pacientes idosos tratados de doença hidática ou neurocisticercose é limitado, mas não se observaram problemas associados a populações mais idosas.

Insuficiência renal / insuficiência hepática

A farmacocinética do Albendazol (substância ativa) em pacientes com insuficiência renal e/ou hepática não foi estudada.

*Não use medicamentos sem o conhecimento do seu médico, pode ser perigoso para a sua saúde.
*As informações aqui divulgadas não deverão ser utilizadas como substituto de prescrição médica para o tratamento de qualquer doença.