Accolate Icone para ediçãoIcone de Enomear Icone de Excluir

Para que serve

Accolate está indicado na profilaxia e no tratamento de manutenção da asma em adultos.

Nos pacientes asmáticos que não estão controlados adequadamente com um beta-agonista (administrado quando necessário), Accolate está indicado como tratamento de manutenção de primeira linha. Nos pacientes sintomáticos, Accolate melhora os sintomas (reduzindo os sintomas asmáticos noturnos e diurnos), a função pulmonar, reduz a necessidade de beta-agonistas concomitantes e reduz a incidência de exacerbações.

Como o Accolate funciona?


Accolate é um medicamento que auxilia na pervenção de crises de asma e pertence a um grupo de medicamentos chamadosantagonistas dos leucotrienos, mediadores da inflamação presente nos pulmões de samáticos. Isso significa que ele bloqueia os efeitos dos leucotrienos, substâncias presentes no pulmão que causam asma. Accolate é usado para controlar os sintomas e evitar que sua asma piore.

O produto não deve ser utilizado por pacientes alérgicos ao zafirlucaste ou a qualquer um dos componentes da fórmula. Informe seu médico se você alguma vez já foi comunicado que tem problemas no fígado.

Informe seu médico sobre qualquer medicamento que esteja usando, antes do início ou durante o tratamento.

Os comprimidos de Accolate devem ser tomados regularmente, mesmo que a asma não esteja lhe causando problemas. Procure tomar seus comprimidos no mesmo horário todos os dias. Caso você esqueça de tomar uma dose, tome-a o mais rápido possível ou tome a próxima dose normalmente. Nunca tome duas doses ao mesmo tempo.

Não tome seus comprimidos durante as refeições.

Interrupção do tratamento

Não interromper o tratamento sem o conhecimento de seu médico.

Accolate é usado para prevenir as crises de asma e, conseqüentemente, deve ser tomado continuamente.

Como os alimentos podem reduzir a biodisponibilidade de zafirlucaste, Accolate não deve ser ingerido com as refeições.

Posologia do Accolate


Adultos e crianças com 12 anos ou mais

O tratamento deve ser iniciado com a dose de 20 mg duas vezes ao dia. A dose de manutenção habitual é de 20 mg duas vezes ao dia. O aumento da dose para um máximo de 40 mg duas vezes ao dia pode produzir benefícios adicionais. A dose máxima recomendada não deve ser excedida.

Pacientes idosos

A depuração de zafirlucaste é reduzida em pacientes idosos (mais de 65 anos de idade), de modo que os valores da Cmáx e da AUC são aproximadamente o dobro dos encontrados em adultos mais jovens. Entretanto, o acúmulo de zafirlucaste não é evidente em pacientes idosos. Em estudos clínicos, os pacientes idosos tratados com uma dose de 20 mg, duas vezes ao dia, não apresentaram um aumento na incidência global de reações adversas, nem foram retirados do estudo devido a eventos adversos. O tratamento pode ser iniciado com a dose de 20 mg duas vezes ao dia e ajustada de acordo com a resposta clínica.

Crianças

A segurança e a eficácia de Accolate em crianças com menos de 5 anos ainda não foram estabelecidas.

Insuficiência renal

Não é necessário ajuste de dose em pacientes com insuficiência renal.

Insuficiência hepática

Accolate não é recomendado para pacientes com insuficência hepática, incluindo cirrose hepática.

Siga a orientação do seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento. Não tome seus comprimidos durante as refeições.

Gravidez e lactação

Informe seu médico da ocorrência de gravidez na vigência do tratamento ou após o término. Informar ao médico se está amamentando.

Efeitos sobre a capacidade de dirigir autos e operar máquinas

Não existem evidências de que Accolate afete a capacidade de dirigir veículos e operar máquinas.

A administração de Accolate pode estar associada a cefaléias (comum) e distúrbios gastrointestinais (comum). Esses sintomas geralmente são leves.

As seguintes reações foram relatadas em associação com a administração de Accolate:

Comum:

Insônia, mal-estar.

Incomum:

Erupções cutâneas, incluindo formação de bolhas, prurido e edema.

Raro:

Reações de hipersensibilidade, incluindo urticária e angioedema, manchas roxas, distúrbios de sangramento e edema dos membros inferiores.

Muito raro:

Agranulocitose.

As reações acima descritas foram geralmente resolvidas após a interrupção do tratamento.

Pouco freqüentemente, têm sido observados níveis elevados de transaminases séricas nos estudos clínicos realizados com Accolate. As alterações foram resolvidas durante o tratamento contínuo ou após o seu término. Raramente, o perfil de transaminase foi consistente com hepatite induzida por medicamento a qual se resolveu após interrupção do tratamento com Accolate.

Durante experiência pós-comercialização, ocorreram raros relatos de hepatite sintomática, com e sem hiperbilirrubinemia, associada ao uso de Accolate. Esses casos geralmente se resolveram após a interrupção da terapia com Accolate. A maioria predominante destes casos foi relatada em mulheres. Muito raramente, foram relatadas hepatite fulminante e insuficiência hepática, algumas vezes com consequência fatal.

Raramente, hiperbilirrubinemia sem outros testes de função hepática elevados também foi associada ao uso de Accolate.

Em estudos clínicos placebo-controlados, foi observada uma elevada incidência de infecções (comum) em pacientes idosos tratados com Accolate. As infecções geralmente foram leves, afetando predominantemente o trato respiratório e não foi necessária a suspensão do tratamento com Accolate.

Artralgia não-específica e mialgia não-específica foram relatadas raramente em associação com Accolate.

Apresentação

Comprimidos revestidos de 20 mg. Embalagem com 28.

Uso adulto.

Composição

Cada comprimido contém:

Zafirlucaste

20 mg

Excipientes 

1 comprimido

Excipientes: celulose microcristalina, croscarmelose sódica, dióxido de titânio, estearato de magnésio, lactose, hipromelose e povidona.

Foram recebidos relatos de superdosagem com Accolate. Em relatos com doses excessivas de Accolate, não foram observados sintomas significativos. A remoção do excesso de medicação por lavagem gástrica pode ser útil. O tratamento deve ser de suporte.

Accolate pode ser administrado com outros tratamentos usados rotineiramente na manutenção da asma e alergia. Esteróides administrados por inalação, broncodilatadores administrados por via oral e inalatória, antibióticos e anti-histamínicos são exemplos de agentes que foram usados concomitantemente com Accolate sem interações adversas.

Accolate pode ser administrado com contraceptivos orais sem interações adversas.

A administração concomitante com ácido acetilsalicílico (Aspirina) pode resultar em elevação de aproximadamente 45% dos níveis plasmáticos de zafirlucaste. É improvável que esse aumento esteja associado a efeitos clinicamente relevantes.

A administração concomitante com eritromicina resultará em redução nos níveis plasmáticos de zafirlucaste em aproximadamente 40%.

Em estudos clínicos, a administração concomitante com teofilina resultou em diminuição dos níveis plasmáticos de zafirlucaste em aproximadamente 30%, mas não houve efeito nos níveis plasmáticos de teofilina.

Entretanto, durante monitoração pós-comercialização, houve raros casos de pacientes que apresentaram elevados níveis de teofilina quando administrada com Accolate.

A coadministração com terfenadina resultou em uma diminuição de 54% na AUC para zafirlucaste, mas não houve efeito nos níveis plasmáticos de terfenadina.

A coadministração com varfarina resulta em um aumento de aproximadamente 35% no tempo máximo de protrombina. Assim sendo, recomenda-se a monitoração cuidadosa do tempo de protrombina quando Accolate é coadministrado com varfarina. A interação provavelmente se deve a uma inibição do sistema da isoenzima citocromo P450 2C9 por zafirlucaste.

Enquanto estiver em tratamento com Accolate, não tome outro medicamento sem o consentimento de seu médico.

Não tome remédio sem o conhecimento de seu médico. Pode ser perigoso para sua saúde. 

Características farmacológicas

Propriedades Farmacodinâmicas

A produção de leucotrienos e sua ligação aos receptores celulares têm sido consideradas na fisiopatologia da asma. Os efeitos incluem contração do músculo liso, edema das vias aéreas e atividade celular alterada, associados a um processo inflamatório que inclui a migração de eosinófilos para o pulmão. Esses efeitos contribuem para os sinais e sintomas da asma. Zafirlucaste (substância ativa deste medicamento) age como um antiinflamatório, reduzindo o efeito desses mediadores pró-inflamatórios.

O zafirlucaste é um antagonista competitivo peptídico oral potente e altamente seletivo de LTC4, LTD4 e LTE4, componentes da substância de reação lenta da anafilaxia. Estudos in vitro demonstraram que o zafirlucaste antagoniza, no mesmo grau, a atividade contrátil de todos os três leucotrienos peptídicos (leucotrienos C4, D4 e E4) no músculo liso das vias aéreas humanas. Estudos em animais demonstraram que o zafirlucaste é eficaz na prevenção do aumento da permeabilidade vascular induzido pelos leucotrienos, o que leva ao edema das vias aéreas e inibe o influxo de eosinófilos nas vias aéreas induzido pelos leucotrienos.

A especificidade de Zafirlucaste (substância ativa deste medicamento) foi demonstrada nos estudos clínicos por sua ação nos receptores de leucotrienos e não nos receptores de prostaglandinas, tromboxanos, histamínicos e colinérgicos.

Em estudos clínicos, foi demonstrado que Zafirlucaste (substância ativa deste medicamento) possui propriedades antiinflamatórias. A administração de Zafirlucaste (substância ativa deste medicamento) durante 5 dias reduziu os componentes celulares e não-celulares da inflamação das vias aéreas induzida pelo estímulo com antígenos. Em um estudo placebo-controlado em que a broncoprovocação segmentar com alérgenos foi seguida pela lavagem broncoalveolar 48 horas mais tarde, o zafirlucaste reduziu a elevação de basófilos, linfócitos e histamina e diminuiu a produção de superóxidos estimulada por macrófagos alveolares. Zafirlucaste (substância ativa deste medicamento) atenuou a elevação na hiperreatividade brônquica que se segue ao estímulo com alérgenos inalados e a broncoconstrição induzida pelo fator ativador de plaquetas. Além disso, a sensibilidade à metacolina diminuiu com a administração a longo prazo de 20 mg de zafirlucaste, duas vezes ao dia. Adicionalmente, em estudos clínicos que avaliaram o tratamento crônico com Zafirlucaste (substância ativa deste medicamento), a função pulmonar medida no vale dos níveis plasmáticos, mostrou melhora em relação ao valor basal consistente com uma redução sustentada da obstrução causada pelo componente inflamatório.

Zafirlucaste (substância ativa deste medicamento) apresenta uma inibição, dose-dependente da broncoconstrição induzida pelo leucotrieno D4 inalado. Os pacientes asmáticos são aproximadamente 10 vezes mais sensíveis à atividade broncoconstritora do leucotrieno D4 inalado. Uma dose oral única de Zafirlucaste (substância ativa deste medicamento) pode permitir ao paciente asmático inalar 100 vezes mais leucotrieno D4 e produz uma proteção significativa em 12 e 24 horas. Zafirlucaste (substância ativa deste medicamento) inibe a broncoconstrição causada por vários tipos de estímulo, como a resposta ao dióxido de enxofre, exercícios físicos e ar frio. Zafirlucaste (substância ativa deste medicamento) atenua a fase precoce e tardia da reação inflamatória causada por vários antígenos, como grama, pêlos de gato, Ambrosia (planta que libera pólen) e antígenos mistos. Em alguns pacientes, Zafirlucaste (substância ativa deste medicamento) impede completamente o início das crises de asma induzidas por exercícios físicos e alérgenos.

Em pacientes asmáticos que não estão controlados adequadamente com um tratamento beta-agonista (administrado quando necessário), Zafirlucaste (substância ativa deste medicamento) é indicado como tratamento de manutenção de primeira linha. Em pacientes sintomáticos, Zafirlucaste (substância ativa deste medicamento) melhora os sintomas (reduzindo os sintomas asmáticos noturnos e diurnos), melhora a função pulmonar, reduz a necessidade de medicamentos beta-agonistas concomitantes e reduz a incidência de exacerbações.

Em estudos clínicos, houve um efeito de primeira dose significativo no tônus broncomotor basal, observado dentro de 2 horas após a administração, quando os picos de concentração plasmática ainda não tinham sido atingidos. Ocorreram melhoras iniciais nos sintomas de asma dentro da primeira semana e, com freqüência, nos primeiros dias do tratamento com Zafirlucaste (substância ativa deste medicamento).

Zafirlucaste (substância ativa deste medicamento) é administrado como tratamento por via oral em duas doses diárias e, conseqüentemente, isso pode ter importância particular em pacientes que podem apresentar dificuldades de adesão ou dificuldades de administração com tratamento de manutenção por via inalatória.

Propriedades Farmacocinéticas

Os picos de concentração plasmática de zafirlucaste são atingidos em aproximadamente 3 horas após a administração oral de Zafirlucaste (substância ativa deste medicamento).

Depois da administração de duas doses diárias de Zafirlucaste (substância ativa deste medicamento) (30 –a 80 mg, duas vezes ao dia), o acúmulo de zafirlucaste no plasma foi baixo (não detectável: 2,9 vezes os valores iniciais das doses; média: 1,45; mediana: 1,27). A meia-vida terminal de zafirlucaste é de aproximadamente 10 horas. As concentrações plasmáticas de zafirlucaste no estado de equilíbrio foram proporcionais à dose e previsíveis a partir dos dados farmacocinéticos de dose única.

A farmacocinética de zafirlucaste em adolescentes e adultos com asma foi semelhante à encontrada em adultos sadios do sexo masculino. Quando ajustada para o peso corpóreo, a farmacocinética de zafirlucaste não é significativamente diferente entre homens e mulheres. A administração de Zafirlucaste (substância ativa deste medicamento) com alimentos aumentou a variabilidade na biodisponibilidade de zafirlucaste e reduziu a biodisponibilidade na maioria dos indivíduos (75%). A redução líquida foi de aproximadamente 40%.

O zafirlucaste é metabolizado extensivamente. Depois de uma dose marcada radioativamente, a excreção urinária responde por aproximadamente 10% da dose e a excreção fecal responde por 89%. O zafirlucaste não é detectado na urina. Em um teste padrão de atividade in vitro foi verificado que os metabólitos identificados no plasma humano são pelo menos 90 vezes menos potentes do que o zafirlucaste.

Indivíduos idosos e indivíduos com cirrose alcoólica estável apresentaram um aumento de aproximadamente duas vezes na Cmáx e AUC (área sob a curva) em comparação com indivíduos normais que receberam as mesmas doses de Zafirlucaste (substância ativa deste medicamento).

Não há diferenças significativas na farmacocinética de zafirlucaste entre pacientes com insuficiência renal e indivíduos normais.

O zafirlucaste apresenta uma ligação às proteínas plasmáticas humanas de aproximadamente 99%, predominantemente albumina, no intervalo de concentração de 0,25 a 4,0 μg/ml.

Dados de segurança pré-clínica

Depois da administração de doses múltiplas superiores a 40 mg/kg/dia por mais de 12 meses, foi observado um aumento no fígado associado a alterações degenerativas gordurosas ou depósito de glicogênio em ratos, camundongos e cães. Foram identificados agregados histiocíticos em vários tecidos de cães.

Camundongos machos que receberam 300 mg/kg de zafirlucaste por dia apresentaram uma incidência aumentada de adenomas hepatocelulares em comparação com os animais-controle. Os ratos que receberam 2.000 mg/kg de zafirlucaste por dia apresentaram uma incidência aumentada de papiloma de bexiga urinária em comparação com os animais-controle. O zafirlucaste não foi mutagênico em uma variedade de testes. Os dados referentes a ambos, camundongo e rato, demonstram grandes margens de segurança, um limiar claro acima do nível de dose sem efeito, a ausência de genotoxicidade e de restrição a qualquer espécie. Concluiu-se que a indução de tumor na bexiga em ratos e a indução de tumor no fígado em camundongos são provavelmente irrelevantes ao homem.

Não foram encontrados outros achados notáveis nos testes pré-clínicos.

Prazo de validade

Vide cartucho. Não use medicamento com prazo de validade vencido.

Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças. 

MS - 1.1618.0065

Farm. Resp.:
Dra. Daniela M. Castanho
CRF-SP nº 19.097

Fabricado por:
AstraZeneca UK Limited – Macclesfield – Cheshire – Reino Unido

Importado e embalado por:
AstraZeneca do Brasil Ltda.
Rod. Raposo Tavares, km 26,9 - Cotia - SP - CEP 06707-000
CNPJ 60.318.797/0001-00
Indústria Brasileira

Venda sob prescrição médica.

Nº do lote, data de fabricação e data de validade: vide cartucho.

*Não use medicamentos sem o conhecimento do seu médico, pode ser perigoso para a sua saúde.
*As informações aqui divulgadas não deverão ser utilizadas como substituto de prescrição médica para o tratamento de qualquer doença.