Tireoidite de Hashimoto Icone para edição

A tireoidite de Hashimoto (ou Doença de Hashimoto) é a principal causa do Hipotireoidismo primário, ou seja, aquele hipotireoidismo que se origina na tireoide.

O hipotireoidismo resulta da incapacidade da tireoide em produzir os hormônios T4 e T3 na quantidade em que o corpo precisa para manter seu funcionamento em ritmo normal. A tireoidite de Hashimoto é causada porque o organismo passa a fabricar anticorpos (um de nossos agentes de defesa) que acabam atacando a tireoide.

Para simplificar, é como se o nosso corpo não reconhecesse a tireoide e assim ocorre a produção de anticorpos que podem gerar um quadro inflamatório - indolor - na tireoide. Isso faz com que a tireoide tenha dificuldade de funcionamento, dai o hipotireoidismo.

Sintomas:

Como a tireoidite de Hashimoto causa hipotireoidismo, os sintomas são aqueles comuns aos quadros de hipotireoidismo. Como:

  • Fadiga e lentidão
  • Maior sensibilidade ao frio
  • Prisão de ventre
  • Palidez de pele e pele seca
  • Rosto inchado
  • Unhas quebradiças
  • Queda de cabelo
  • Aumento da língua
  • Dores musculares, nas articulações
  • Fraqueza muscular
  • Hemorragia menstrual excessiva ou prolongada
  • Depressão
  • Lapsos de memória.

É importante comentar que a tireoidite de Hashimoto é indolor, ou seja, você não irá perceber sintomas de dor no pescoço por causa dessa alteração, mas as vezes é possível sentir apenas uma sensibilidade maior na região.

Além disso, é possível que a tireoidite de Hashimoto se combine com outras causas de autoimunidade no organismo, como vitiligo, que acontece quando o sistema imunológico ataca as células de pigmentação da pele - os melanócitos. Pode ser também que o organismo produza anticorpos que ataquem as células da supra-renal que produzem o hormônio cortisol - resultando em uma alteração chamada doença de Addison.

É possível que o sistema imune passe a produzir anticorpos que acelerem o funcionamento da tireoide, ou que os anticorpos que estavam causando a inflamação do Hashimoto passem a acelerar a tireoide, em vez de destruírem ela. E assim o paciente terá um quadro de hipertireoidismo.

Diagnóstico:

O diagnóstico é feito através da dosagem nos exames de sangue para: o funcionamento da tireoide (TSH e T4 livre) e para a identificação de anticorpos: dosagem de Anti-TPO ( anticorpo anti-peroxidase ou anticorpo antimicrossomal) e anti-tireoglobulina.

O diagnóstico é feito através da dosagem nos exames de sangue para: o funcionamento da tireoide (TSH e T4 livre) e para a identificação de anticorpos: dosagem de Anti-TPO (anticorpo anti-peroxidase ou anticorpo antimicrossomal) e anti-tireoglobulina.

Tratamento:

O tratamento da tireoidite de Hashimoto, quando indicado, é feito com a medicação Levotiroxina, usada para substituir a quantidade que está faltando da produção diária do hormônio. É como se fosse uma ajuda externa para que seu corpo fique equilibrado. E é por isso que ela tem que ser tomada de forma muito certa, pois vai ajudar a reequilibrar os níveis hormonais.

O tratamento da tireoidite de Hashimoto, quando indicado, é feito com a medicação Levotiroxina, usada para substituir a quantidade que está faltando da produção diária do hormônio. É como se fosse uma ajuda externa para que seu corpo fique equilibrado. E é por isso que ela tem que ser tomada de forma muito certa, pois vai ajudar a reequilibrar os níveis hormonais.

A recomendação é que seja tomada meia hora antes do café da manhã, em jejum, e todos os dias se possível no mesmo horário, mesmo sábado e domingo (nem que você durma depois de tomar de novo). É importante que você coloque um aviso no celular para lembrar de tomar todos os dias. Assim, o organismo irá receber o medicamento no horário certo e irá trabalhar em ordem!

A recomendação é que seja tomada meia hora antes do café da manhã, em jejum, e todos os dias se possível no mesmo horário, mesmo sábado e domingo (nem que você durma depois de tomar de novo). É importante que você coloque um aviso no celular para lembrar de tomar todos os dias. Assim, o organismo irá receber o medicamento no horário certo e irá trabalhar em ordem!

Caso você esteja em tratamento, seja para hipotireoidismo ou hipertireoidismo, é importante manter o acompanhamento médico para que seus exames sejam vistos e controlados.

Caso você esteja em tratamento, seja para hipotireoidismo ou hipertireoidismo, é importante manter o acompanhamento médico para que seus exames sejam vistos e controlados.

Prognóstico:

A única mudança necessária é a adaptação ao uso do medicamento todos os dias, meia hora antes do café da manhã e se possível no mesmo horário, mesmo sábado e domingo (nem que você durma depois de tomar de novo).

Tireoidite de Hashimoto tem cura?

Como a tomada regular do medicamento e o controle dos hormônios no sangue, a vida do paciente é normal.

É muito importante que gestantes ou mulheres que desejam gestação e tem tireoidite de Hashimoto comuniquem seus obstetras para que os ajustes de dose necessários sejam feitos antes e durante a gestação.

Complicações:

A principal complicação é o crescimento da tireoide, fazendo o que chamamos de bócio.

Problemas cardíacos, devido ao aumento do colesterol LDL - o colesterol ruim - podem ocorrer. Além disso o Hashimoto não tratado pode levar ao aumento do coração e risco maior para insuficiência cardíaca.

Depressão pode ocorrer, além de perda da libido e redução da capacidade de funcionamento cerebral, o que chamamos de déficit cognitivo.

Mais raramente, pode ocorrer o desenvolvimento de Mixedema, que é uma condição de profunda letargia, lentificação importante do pensamento e edema em face e em várias partes do corpo. O mixedema é uma condição grave e exige tratamento de emergência.

Em gestantes não tratadas ou que não aderem ao tratamento é possível que ocorram defeitos no feto, como alterações em face, microcefalia e retardo mental.

Prevenção:

Infelizmente não há como se prevenir a tireoidite de Hashimoto, pois ela depende do sistema imunológico produzir ou não anticorpos. E, é possível, que mesmo uma pessoa com anticorpos positivos no exame de sangue não desenvolva alterações de funcionamento da tireoide, pois tanto o hipotireoidismo como o hipertireoidismo dependem de uma intrincada relação molecular entre o anticorpo e a célula da tireoide para acontecerem. Igualmente não há evidências científicas suficientes para indicar algum tipo especial de dieta ou consumo de alimento, ou ainda retirada de alimento da dieta, que possam alterar o curso da doença. A única forma de se tratar é a tomada correta do medicamento levotiroxina.

Escrito pela endocrinologista Andressa Heimbecher, endocrinologista e metabologista - CRM 123579

*As informações e sugestões contidas neste site têm caráter meramente informativo.
*Elas não substituem o aconselhamento e acompanhamentos do profissional da saúde.