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Tétano é uma grave doença bacteriana que afeta o sistema neurológico e que, entre outras complicações, pode levar inclusive à morte.

Sintomas:

O tempo entre a infecção e os primeiros sinais dos sintomas é geralmente de uma a três semanas. O período de incubação da bactéria é de, em média, sete a oito dias. Os principais sintomas do tétano são:

Diagnóstico:

O médico poderá confirmar o diagnóstico por meio de um exame físico, no qual procurará por sinais de espasmos e rigidez pelos músculos do corpo, e por meio também de um questionário a respeito do histórico médico do paciente e de sua família.

Testes laboratoriais geralmente não são necessários para realizar o diagnóstico de tétano. A não ser que sejam feitos para descartar possibilidades de meningite, raiva, envenenamento por estriquinina e outras doenças com sintomas similares.

Tratamento:

Não há cura para tétano, por isso o tratamento será focado na cicatrização da ferida por onde entraram os esporos da bactéria e no uso de medicamentos para tratar os sintomas.

Além de limpar corretamente a região machucada, para evitar complicações mais graves, o médico poderá prescrever alguns medicamentos que podem levar alívio e conforto ao paciente, como antitoxinas, antibióticos, sedativos e outros remédios para tirar a dor.

Suporte respiratório com oxigênio, um tubo respiratório e uma máquina de respiração podem ser necessários.

Prognóstico:

Cuidar bem da ferida, evitando o contato de agentes externos e de outras bactérias, é uma medida essencial para garantir a recuperação. Cubra-a com um curativo e procure mantê-la sempre limpa.

Siga à risca as orientações médicas e tome os remédios corretamente, principalmente o antibiótico.

Complicações:

Entre as possíveis complicações decorrentes do tétano estão:

Tétano tem cura?

Sem tratamento, uma em cada quatro pessoas infectadas com tétano morrem. A taxa de mortalidade de recém-nascidos com tétano não tratado é ainda maior. Com o tratamento adequado, menos de 10% dos pacientes infectados morrem.

As feridas na cabeça ou no rosto parecem ser mais perigosas do que as feridas em outras partes do corpo, pois estão mais expostas. Se o indivíduo sobreviver à fase aguda da doença, a recuperação é geralmente concluída. Episódios não corrigidos de hipoxia (falta de oxigênio) causados por espasmos musculares na garganta podem causar danos cerebrais irreversíveis.

É importante estar ciente que tomar a vacina não torna o indivíduo eternamente imune à doença. Alguns anos após a primeira dose, é preciso tomar a segunda.

Prevenção:

A melhor maneira de se prevenir o tétano é por meio da vacinação. Após a primeira dose, deve-se esperar dez anos para tomar a segunda. Tomar as duas doses da vacina contra tétano é essencial para garantir a imunização.

Limpar bem todas as feridas e ferimentos e remover tecidos mortos ou muito danificados (com detritos), quando apropriado, pode reduzir o risco de desenvolver tétano. Se tiver se ferido em uma área externa ou de uma forma em que o contato com o solo tenha sido provável, entre em contato com seu médico sobre o possível risco de tétano.

Muitas pessoas acreditam que os ferimentos causados por agulhas enferrujadas são os mais graves. Isso só é verdade se a agulha estiver suja e enferrujada, como costuma ser o caso. É a sujeira na agulha, não a ferrugem, que carrega o risco de tétano.

Sociedade Brasileira de Infectologia

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