Síndrome das pernas inquietas Icone para edição

Síndrome das pernas inquietas é uma condição em que a pessoa tem uma vontade incontrolável de mexer as pernas e as move involuntariamente. Normalmente esse movimento ocorre principalmente quando a pessoa está dormindo, atrapalhando a qualidade do seu sono.

Sintomas:

O principal sintoma da síndrome das pernas inquietas é a vontade de manter esses membros em movimento. Os sintomas em geral incluem:

  • Começar a sentir a urgência em movimentar as pernas quando se está deitado ou sentado com as pernas endireitadas
  • Perder essa vontade quando se faz algum movimento intencional com as pernas, como alongá-las, sacudi-las, cruzá-las ou começar a andar
  • Sentir piora dos sintomas a noite
  • Ter crises de movimentos periódicos das pernas durante o sono, um outro quadro que faz com que a pessoa chute e movimente as pernas a noite toda, enquanto dorme

Além dessas características, pessoas com síndrome das pernas inquietas também costumam ter sensações estranhas nas pernas, pés ou mesmo nas laterais do corpo e até nos braços, em alguns casos. As sensações costumam ser diferentes de uma câimbra ou dormência e costumam se caracterizar como:

  • Formigamento
  • Arrepios
  • Fisgadas
  • Latejar
  • Dores
  • Queimações
  • Comichões

Diagnóstico:

O Grupo Internacional de Estudos da Síndrome das Pernas Inquietas estabeleceu os seguintes critérios de diagnóstico para o problema:

  • Ter desejo forte e por vezes irresistível de mover as pernas, normalmente acompanhado de uma sensação desconfortável nesses membros
  • Sintomas que começam ou pioram quando se está em descanso, como sentado ou deitado
  • Sintomas aliviados parcialmente ou temporariamente por atividades como alongamento ou caminhadas
  • Sintomas que pioram a noite
  • Sintomas que não podem ser explicados por nenhuma outra condição física ou mental

O medico irá conduzir exames físicos e deve pedir por exames neurológicos, para confirmação do diagnóstico de síndrome das pernas inquietas. Entre eles há a eletromiografia, em que agulhas são colocadas no músculo problemático e ela funcionará como um eletrodo, verificando a atividade elétrica durante as contrações musculares.

Outro exame comum é de velocidade de condução do nervosa, em que uma corrente elétrica fraca é usada para estimular os nervos, e é medido quanto tempo eles levam para responderem a esse impulso.

Testes devem ser pedidos para verificar se há outras possíveis causas para o problema, como exames de sangue, principalmente para verificar os índices de ferro no sangue (que podem denunciar uma anemia).

Algumas doenças podem ter sintomas que se assemelham à síndrome das pernas inquietas, entre elas:

  • Doença de Parkinson
  • Fibromialgia
  • Doenças musculares
  • Neuropatia diabética
  • Problemas ciruculatórios

Caso o paciente também apresente sintomas de movimentos periódicos das pernas durante o sono, poderá ser encaminhado a um especialista em medicina do sono, que poderá conduzir um exame de polisonografia. Nele, o paciente é monitorado durante a noite toda de sono por um aparelho que mede atividade cerebral, batimentos cardíacos, respiração, atividade muscular e movimentos dos olhos.

Tratamento:

Muitas vezes a síndrome das pernas inquietas é resolvida com o tratamento da doença subjacente que está causando o problema, como a anemia ou a neuropatia.

Caso não haja nenhuma condição associada ao quadro de síndrome das pernas inquietas, existem tratamentos focados em mudanças de hábitos ou medicamentos.

Entre as mudanças de hábitos que podem amenizar ou mesmo solucionar os sintomas da síndrome das pernas inquietas, encontramos:

  • Banhos mornos e massagens, que relaxam os músculos
  • Tratamento com quente e frio, para reduzir as sensações nas pernas
  • Técnicas relaxantes, como ioga ou meditação, para redução do estresse, que pode agravar os sintomas do problema
  • Higiene do sono, pois a fatiga pode piorar os sintomas da síndrome. Veja dicas para dormir melhor aqui
  • Exercícios regulares e moderados que envolvam também alongamentos, feitos sob orientação de um educador físico, podem melhorar os sintomas também
  • Redução no consumo de cafeína, como reduzindo o café, chás, refrigerantes e chocolates

Não existem medicamentos feitos diretamente para o tratamento da síndrome das pernas inquietas. No entanto, alguns medicamentos desenvolvidos para o tratamento de outras doenças tem se mostrado eficazes para o problema. Entre eles:

  • Medicamentos que aumentam dopamina no cérebro
  • Drogas que mexem nos canais de cálcio
  • Opiódes, que no entanto podem causar vício se usados em grandes quantidades
  • Benzodiazepinas, categoria que engloba alguns relaxantes musculares e remédios para dormir

Porém, alguns medicamentos que fazem efeito no começo do tratamento podem se tornar ineficazes com o tempo.

Algumas drogas usadas para a síndrome das pernas inquietas também são contraindicadas na gravidez, nessa fase as mudanças de hábitos ajudam a controlar melhor o problema.

O uso de antidepressivos e antipsicóticos pode piorar os sintomas da síndrome das pernas inquietas, por isso, se você usa essas medicações, converse com seu médico.

Complicações:

Apesar de a síndrome das pernas inquietas ser um quadro simples e que muitas vezes não causa problemas, casos mais severos podem resultar em depressão e atrapalhar o cotidiano do paciente. Além disso, pessoas que desenvolvem o problema durante a noite ou tem movimentos periódicos das pernas durante o sono podem ter problemas como insônia ou noites mal dormidas.

Prevenção:

Não há formas conhecidas de se prevenir a síndrome das pernas inquietas.

International Restless Legs Syndrome Study Group

Clínica Mayo

Manual Merck

*As informações e sugestões contidas neste site têm caráter meramente informativo.
*Elas não substituem o aconselhamento e acompanhamentos do profissional da saúde.