Sarampo Icone para edição

O sarampo é uma doença infecto-contagiosa causada por um vírus chamado Morbillivirus. A enfermidade é uma das principais responsáveis pela mortalidade infantil em países sub-desenvolvidos. Seus sintomas incluem febre e manchas no corpo, e o tratamento é feito para atenuar estes sintomas.

As vacinas para o sarampo são dadas na infância, e isso fez com que, em 2016, o Brasil tenha recebido da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) o certificado de eliminação da circulação do vírus do sarampo.

No entanto, em 2018 o país enfrenta dois surtos de sarampo, em Roraima e Amazonas, com 677 casos confirmados.

Tipos:

Não há tipos de sarampo, somente fases de apresentação e complicações relacionadas à doença.

Sintomas:

Altamente contagioso, o sarampo é propagado por meio das secreções mucosas (como a saliva, por exemplo) de indivíduos doentes para outros não-imunizados. O período de incubação dura em média 10 dias, mas pode variar de 7 a 18 dias. Isto significa que esta é a média de tempo desde a data da exposição ao vírus até o aparecimento dos sintomas.

Os sintomas iniciais apresentados pelo doente são:

  • Febre
  • Tosse persistente
  • conjuntivite
  • coriza
  • fotofobia

Do 2° ao 4° dia desse período, os sintomas iniciais se agravam, e ainda surgem outros sinais de sarampo:

  • Manchas vermelhas (que que não coçam e podem aparecer atrás das orelhas)
  • prostração

As manchas avermelhadas geralmente progridem em direção aos pés, com duração mínima de três dias. Além disso, pode causar infecção nos ouvidos, pneumonia, diarreia, convulsões e lesões no sistema nervoso.

Após a fase inicial, há sintomas de remissão:

  • Diminuição da febre
  • Manchas ficam escurecidas
  • Descamação fina, lembrando farinha

Diagnóstico:

O diagnóstico é basicamente clínico, ou seja, confirmado pelo próprio médico. Porém, o sarampo pode ser diagnosticado com exames laboratoriais específicos como IgM para Sarampo ou PCR (reação da cadeia de polimerase) para identificar o vírus.

Tratamento:

Não existe tratamento específico para o sarampo, apenas para os sintomas.

O tratamento dos sintomas consiste em:

  • hidratação
  • alimentação saudável
  • suplementação de vitamina A e medicamentos sintomáticos para febre, náuseas e vômitos.

Além de tudo, uma pessoa que está com sarampo deve ficar de repouso por todo o período de infecção, pelo menos até quatro dias após o aparecimento das manchas, que é quando a transmissão pode ocorrer de maneira mais fácil. Em caso de complicações, o médico pode aumentar esse período.

Prognóstico:

Pacientes com sarampo, em geral, apresentam um boa recuperação. Crianças menores de 5 anos, adultos, gestantes e pessoas imunodeprimidas tem maior risco de complicações como complicações respiratórias e cerebrais.

A doença torna-se mais grave quando atinge mães em período de amamentação, crianças desnutridas e adultos

Prevenção:

Vacinar é o meio mais eficaz de prevenção contra o sarampo. A primeira imunização contra o sarampo ocorre aos 12 meses, com a vacina tríplice viral (vacina para sarampo, rubéola e caxumba). Já aos 15 meses, o bebê deve tomar a vacina tetraviral (vacina para sarampo, rubéola, caxumba e varicela). Elas são oferecidas nos postos de saúde.

As duas doses da vacina são recomendadas para garantir a imunidade e evitar surtos, já que aproximadamente 15% das crianças vacinadas apenas com a primeira dose não desenvolvem imunidade.

Para crianças que ainda não foram vacinadas, uma prevenção é evitar o contato com pessoas que apresentam os sintomas de sarampo.

Além disso, adultos e adolescentes de até 29 anos que não foram vacinados ou não tiveram sarampo anteriormente podem se vacinar nos postos de saúde. Para esse público são oferecidas duas doses com intervalo de 30 dias. Pessoas que têm entre 30 e 49 anos podem ser imunizados com uma dose oferecida pelo sistema público.

Fatores de risco

Ministério da Saúde

Janete Kamikawa, assessora médica em imunização do Fleury Medicina e Saúde

*As informações e sugestões contidas neste site têm caráter meramente informativo.
*Elas não substituem o aconselhamento e acompanhamentos do profissional da saúde.