Polimastia Icone para edição

A polimastia é caracterizada pela presença da glândula mamaria fora das mamas. Quando o bebê está embrião, as mamas são várias e distribuídas em uma linha que vai da axila até a região genital, mas elas atrofiam-se e restam apenas os dois seios habituais. Em algumas pessoas essa regressão não é perfeita e ainda podem restar outras mamas nessa linha inicial - isso gera a polimastia ou mama acessória.

A polimastia é classificada de acordo com a localização, sendo a mais comum em região axilar, mas também podem ser abdominais e pélvicas.

Como a localização mais comum é em região axilar, os sintomas são:

  • Presença de massa nas axilas unilateral ou bilateral
  • Dores e sensação de inchaço no local, principalmente no período pré-menstrual
  • Saída de leite quando há amamentação pelas mamas habituais.

Como raramente a polimastia localiza-se fora das axilas, o menos comum é a presença dessa mama rudimentar no abdome e região pélvica.

Diagnóstico:

O diagnóstico de polimastia é feito basicamente com um exame físico realizado pelo médico especialista – que pode ser um mastologista ou ginecologista. Podem ser feitos outros exames para avaliar a estrutura dessa mama e, em alguns casos, triagem para câncer de mama. Veja os exames:

  • Ultrassonografia: mostra a presença de tecido mamário fora do seu sítio normal
  • Ressonância nuclear magnética e mamografia: podem auxiliar na melhor definição das mamas axilares.

Tratamento:

Não existem medicamentos com resposta eficaz para polimastia. O tratamento cirúrgico vai depender do tamanho e localização da polimastia. Quando mamas acessórias axilares possuem tamanho médio a grande, o ideal é a retirada da glândula com pele. Se é uma polimastia de pequeno volume, pode-se obter sucesso com a lipoaspiração.

Atividade física e redução do peso podem reduzir o tamanho da polimastia e poupar a necessidade de cirurgia.

Prognóstico:

Mudança de hábitos, como prática de atividade física e dieta equilibrada, podem regredir a polimastia e evitar a necessidade de correção cirúrgica.

Complicações:

  • O risco de câncer de mama exista e é igual ao das mamas normais
  • Baixa autoestima associada à presença dessa má formação
  • Cicatrizes decorrentes da cirurgia
  • Dor no local
  • Aumento da mama ou das cicatrizes por conta do desenvolvimento da mama após gravidez e amamentação.

Polimastia tem cura?

Em geral, o tratamento cirúrgico da polimastia tem bom resultado e as cicatrizes tendem a reduzir com o tempo. Mas deve-se evitar o ganho de peso para que não ocorra a recidiva.

Prevenção:

Se há histórico familiar importante e a pessoa sente que há um excesso de glândulas nas axilas, o ideal é praticar atividade física aeróbica e dieta equilibrada, para evitar o seu desenvolvimento e necessidade de cirurgia.

Gustavo Ventura, mastologista da Sociedade Brasileira de Mastologia e especialista Minha Vida - CRM 136671/SP

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*Elas não substituem o aconselhamento e acompanhamentos do profissional da saúde.