Peito de sapateiro Icone para edição

Peito de sapateiro é um dos nomes pelo qual é conhecido o pectus excavatum, ou tórax escavado, que é uma deformidade em que o esterno (osso da região do tórax) é afundado. Em casos mais graves pode parecer realmente que o peito foi escavado, deixando um buraco profundo no local.

Essa deformidade envolve o esterno, as cartilagens costais inferiores e, eventualmente, a extremidade anterior das costelas na sua articulação com as cartilagens costais.

Apesar da deformidade normalmente ser notada pouco tempo depois do nascimento, a severidade do problema normalmente piora durante o crescimento mais acentuado que acontece na adolescência.

Em casos mais graves de pectus excavatum, ou peito de sapateiro, a condição pode interferir no funcionamento dos pulmões e do coração.

O peito de sapateiro também é mais comum em meninos do que em meninas e pode ser corrigido com cirurgia.

Diagnóstico:

Normalmente o diagnóstico de peito de sapateiro, ou peito escavado, é feito simplesmente ao examinar a região torácica, contudo, o médico pode pedir os seguintes exames para verificar a existência de problemas associados nos pulmões ou coração:

  • Raio-x do tórax
  • Tomografia computadorizada
  • Ecocardiograma
  • Eletrocardiograma
  • Testes de funcionamento dos pulmões, que envolvem verificar a quantidade de ar que eles conseguem suportar e quão rápido conseguem se esvaziar
  • Testes de exercícios, para monitorar como os pulmões e coração trabalham enquanto o paciente se exercita, como o teste ergométrico

Tratamento:

O tratamento para peito de sapateiro é cirúrgico e é recomendado para casos moderados a severos do sintoma, de acordo com a orientação médica. A maior parte dos procedimentos são realizados durante a puberdade, mas adultos também podem se beneficiar do tratamento.

São vários os tipos de cirurgia que podem ser recomendados de acordo com o caso de cada paciente. Mais comumente a cartilagem com a deformidade é removida, o osso é colocado em uma posição mais comum e um suporte é inserido no peito do paciente. Esse suporte é removido de seis meses até dois anos após o procedimento.

Prevenção:

Não há formas conhecidas de se prevenir o peito de sapateiro.

Sociedade Brasileira de Cirurgia Torácica

Clínica Mayo

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