Laringotraqueobronquite Icone para edição

Laringotraqueobronquite é a inflamação da via aérea que leva o ar para os pulmões. Acontece uma produção aumentada de muco e os cílios, que são encarregados da limpeza, não conseguem eliminá-lo. Indivíduos com laringotraqueobronquite costumam apresentar tosse com muita secreção.

A laringotraqueobronquite pode ser aguda ou crônica. Casos agudos são comuns. Em geral ocorrem depois de um resfriado e melhoram em alguns dias. Já os casos crônicos podem estar relacionados a doenças pulmonares, em geral associadas ao cigarro.

Sintomas:

A tosse é, sem dúvida, o sintoma mais comum da laringotraqueobronquite. Pode ser seca ou produtiva. É importante mencionar que a cor da secreção não prediz se a infecção é por vírus ou bactérias. O que dá a coloração amarelada à secreção é a produção aumentada de células de defesa, e não pelo agente causador.

Outros sintomas são:

  • Roncos
  • Dor no peito
  • Febre baixa
  • Fadiga
  • Falta de ar.

Diagnóstico:

A avaliação médica da laringotraqueobronquite é feita baseando-se nos sintomas do paciente e no exame físico. Em caso de alterações, ou se o paciente possuir alguma doença pulmonar, podem ser necessários exames. Os exames mais utilizados são o raio-X de tórax e exames laboratoriais, como hemograma. O objetivo da investigação é descartar uma pneumonia, que não terá melhora se não for tratada de maneira correta.

Em geral, exames de acompanhamento somente são solicitados se o paciente não evoluir bem com o tratamento. Se o paciente apresenta com frequência episódios de bronquite aguda, deve-se suspeitar de uma doença crônica. Neste caso, exames mais aprofundados, como a prova da função pulmonar, são úteis.

Tratamento:

Não existe um tratamento específico para a laringotraqueobronquite. As principais medidas são hidratação via oral, vaporização e evitar exposição a ambientes poluídos.

Utilizamos medicações para aliviar alguns sintomas, pois a doença é auto-limitada. Analgésicos e medicações broncodilatadoras para uso em inalação são opções. Antibióticos não devem ser usados de rotina, a não ser que haja uma complicação do quadro, sendo sua indicação dada por um médico.

Complicações:

A complicação mais importante da laringotraqueobronquite é infecção bacteriana, como a pneumonia. Portanto, se os sintomas não melhorarem, se a tosse persistir produtiva e tiver queixas de falta de ar e fadiga, procure ajuda médica.

Prognóstico:

Algumas medidas importantes que podem ser adotadas por todos, mesmo quem não está com laringotraqueobronquite são:

  • Evitar ambientes poluídos, muito secos e com ar-condicionado
  • Evitar contato com pessoas doentes, com resfriado e gripe
  • Parar de fumar.

Vacina da gripe e da pneumonia está indicada em todos os portadores de bronquite crônica.

Laringotraqueobronquite tem cura?

As chances de cura são extremamente altas. A minoria dos casos, especialmente as pessoas que já possuem uma doença pulmonar, pode ter complicações, que são passíveis de tratamento com um diagnóstico correto e precoce.

Buscando ajuda médica

Cansaço, falta de ar e febre persistente são sintomas de alerta para a laringotraqueobronquite, assim como para todas doenças respiratórias. Nos fumantes, qualquer mudança do aspecto de tosse e dificuldade respiratória indicam a necessidade de avaliação médica.

*As informações e sugestões contidas neste site têm caráter meramente informativo.
*Elas não substituem o aconselhamento e acompanhamentos do profissional da saúde.