Infecção generalizada Icone para edição

Sepse é uma síndrome clínica decorrente de complicações de infecções graves sendo caracterizada por uma resposta infamatória sistêmica e lesão tecidual difusa. Está associada a uma desregulação da resposta inflamatória normal, com liberação maciça e descontrolada de mediadores infamatórios, criando uma cadeia de eventos que levam à lesão tecidual.

Complicações:

Caso o paciente não responda ao tratamento, ele pode evoluir para um choque séptico, que é deinido pela presença de hipotensão refratária à ressuscitação volêmica combinada com sinais de hipoperfusão.

A morte associada à sepse advém de disfunção orgânica aguda ou falência de múltiplos órgãos devido a infecções secundárias ou complicações decorrentes da doença de base.

Diagnóstico:

Para avaliar a gravidade da sepse e estimar a probabilidade de algumas complicações e desfechos para grupos de pacientes, o questionário mais utilizado é o APACHE II (AAcute cute Physiology, Age and Chronic Health Evaluation), no qual, a partir da pontuação obtida, estima-se a probabilidade de morte do paciente.

Embora a prevalência de sepse venha aumentando nos últimos anos, a mortalidade a ela associada vem diminuindo. O prognóstico é também dependente da gravidade do quadro clínico, com mortalidades de 7% para síndrome in?amatória de resposta sistêmica, 16% para sepse, 20% para sepse grave e 46% para choque séptico.

Tratamento:

De maneira geral, não há tratamento especí?co para a sepse. Seu manejo envolve o tratamento da infecção subjacente com antimicrobianos e drenagem cirúrgica, além de edidas de suporte, de acordo com as manifestações apresentadas pelos pacientes.

A escolha apropriada do agente antimicrobiano é de fundamental importância, pois o uso não criterioso está associado a um aumento de mortalidade de 10 a 15% Inicialmente, utiliza-se um antibiótico de amplo espectro até a determinação do agente causador da infecção e do tecido atingido, o que possibilita a administração de um antibiótico mais especí?co.

O tratamento de suporte depende do estado e dos sintomas do paciente, e pode incluir reposição volêmica, uso de esteróides, vasopressores, suporte renal e respiratório, uma vez que a sepse gera sobrecarga nos pulmões, freqüentemente evoluindo para taquipnéia e hipóxia. Cerca de 85% dos pacientes necessitam de algum suporte ventilatório, como intubação e ventilação mecânica.

Ministério da Saúde/ Agência Nacional de Saúde Suplementar

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