Hipocondria Icone para edição

Hipocondria é o quadro em que se tem um medo excessivo e não realista de ter algum sintoma ou condição de saúde que pode ameaçar sua vida e ainda não foi diagnosticado. Nesses quadros, o hipocondríaco tende a ficar ansioso com a doença, mesmo se nenhuma evidência médica justifique a preocupação ou acreditar que qualquer sintoma simples pode evidenciar um problema terrível. Por exemplo: uma dor de cabeça certamente significará um tumor cerebral.

Sintomas:

Uma pessoa com hipocondria costuma apresentar os seguintes comportamentos:

  • Ter um medo intenso ou ansiedade prolongados de ter uma doença grave
  • Preocupar-se que os menores sintomas e sensações físicas podem significar uma doença grave
  • Procurar médicos repetidamente ou fazer exames complexos com frequência, como ressonâncias magnéticas e ecocardiogramas
  • Trocar de médico constantemente, sempre buscando uma segunda opinião que indique uma condição grave
  • Falar diversas vezes sobre seus sintomas ou das doenças de que suspeita ter
  • Checar frequentemente o corpo em busca de problemas
  • Checar frequentemente os sinais vitais, como pulsação ou pressão arterial
  • Pensar ter uma doença só de ler ou ouvir sobre ela.

Pessoas com hipocondria também tendem a aumentar sintomas quando realmente estão doentes. Mas a principal característica está no pensamento obsessivo de que isso de fato se tratada de uma doença muitíssimo grave e de que sua vida pode estar em risco.

Diagnóstico:

O diagnóstico da hipocondria em geral envolve primeiramente um exame físico, em que o médico irá verificar se o paciente realmente tem alguma condição física. Além disso, o médico fará uma avaliação psicológica, conversando sobre os sentimentos e comportamentos do paciente. Testes de laboratórios podem ser feitos, para verificar a função da tireoide e também se há uso abusivo de álcool e drogas.

Os critérios de diagnóstico da hipocondria, de acordo com o Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-V), são:

  • Preocupação por cerca de seis meses ou mais em ter uma doença série, baseada em sintomas corporais
  • Ansiedade com essa preocupação
  • Dificuldades na vida social, trabalho e na rotina diária, por conta dessa preocupação ou sintomas.

Tratamento:

O tratamento para hipocondria tem diversas abordagens. A primeira é a psicoterapia, e a metodologia mais usada é a psicologia cognitiva-comportamental. Essa abordagem permite o paciente reconhecer as causas de seu comportamento ansioso e ensina formas de parar com ele. Além disso, é importante que o paciente aprenda mais sobre a hipocondria, até para saber melhor como lidar. Essa educação sobre o quadro também é importante para a família do paciente.

Em alguns casos, medicamentos também podem ajudar. Principalmente os antidepressivos da classe dos inibidores seletivo de recaptação de serotonina ou antidepressivos tricíclicos. Muitas vezes, tratar comorbidades, como ansiedade e depressão, também ajudam no quadro.

Complicações:

As principais complicações da hipocondria são:

  • Riscos a saúde decorrentes de procedimentos médicos desnecessárias
  • Depressão
  • Transtornos de ansiedade
  • Raiva e frustração excessivas
  • Abuso de substâncias
  • Problemas em relacionamentos, no trabalho ou escola e até mesmo altos gastos com procedimentos e consultas médicas.

Prevenção:

Não há formas conhecidas de se prevenir a hipocondria. Mas tratar o problema desde cedo faz com que a recuperação seja melhor e os impactos na vida cotidiana sejam menores.

Mayo Clinic

Manual Merck

*As informações e sugestões contidas neste site têm caráter meramente informativo.
*Elas não substituem o aconselhamento e acompanhamentos do profissional da saúde.