Hiperparatireoidismo Icone para edição

Hiperparatireoidismo é a condição em que há excesso do hormônio paratormônio, responsável pelo equilíbrio do cálcio, vitamina D e fósforo presente no sangue e nos tecidos que precisam desses nutrientes, como os ossos, por exemplo.

Esse hormônio é produzido pelas quatro glândulas paratireoides, que são do tamanho de um grão de arroz e se localizam em cada um dos quadrantes da glândula tireoide, presente no pescoço.

Tipos:

O hiperparatireoidismo pode ser classificado como primário ou secundário. No primário, a causa do excesso de hormônio da paratireoide é sempre diretamente na glândula, enquanto o secundário tem alguma doença subjacente que faz com que as glândulas paratireoides trabalhem a mais.

Sintomas:

O hiperparatireoidismo normalmente é diagnosticado antes de os sintomas se tornarem aparentes. No entanto, quando eles se manifestam antes do diagnóstico, normalmente são:

  • Fadiga ou fraqueza
  • Dor nos ossos e dor nas articulações
  • Depressão.

Outros sintomas mais graves podem aparecer, como:

  • Ossos frágeis, que se fraturam facilmente (osteoporose)
  • Cálculo renal
  • Urina em excesso
  • Dor abdominal
  • Esquecimento
  • Náuseas e vômito
  • Sede em excesso
  • Perda de apetite.

Diagnóstico:

O principal teste para o diagnóstico do problema é o exame de sangue que mostrará se há excesso de cálcio e do hormônio da paratireoide no seu organismo. Nesses casos, o médico certamente pedirá outros exames, para confirmar a causa do problema, como:

  • Densitometria óssea, para medir a densidade de minerais nos ossos
  • Testes de urina, para verificar o funcionamento dos rins e quanto de cálcio está sendo excretado pela urina
  • Testes de imagem dos rins, como raio-X, para verificar se há alguma anormalidade nesse órgão.

Tratamento:

A escolha de tratamento dependerá da classificação do hiperparatireoidismo, intensidade dos sintomas, entre outros fatores. As opções terapêuticas são:

A cirurgia consiste na retirada da glândula afetada e que está produzindo mais hormônio do que o normal, por isso este é o tratamento mais comum para o hiperparatireoidismo primário e traz a cura em 95% dos casos, de acordo com a Mayo Clinic.

Em geral a alta é dada no mesmo dia, pois a cirurgia é feita por pequenas incisões e anestesia local. As complicações são raras e incluem danos às cordas vocais e uso de suplementos de cálcio e vitamina D.

Alguns casos podem ser resolvidos com medicação. Os principais remédios usados para tratar o hiperparatireoidismo são:

  • Calcimiméticos: uma droga que imita o cálcio que circula no sangue, o que pode ajudar a paratireoide a liberar menos paratormônio
  • Terapia de reposição hormonal: em mulheres pós-menopausa e que tem sinais de osteoporose, fazer reposição hormonal pode ajudar os ossos a reter mais cálcio. No entanto, ela só pode ser feita em mulheres com indicação médica
  • Bisfosfonatos: também previnem a perda de cálcio nos ossos, podendo amenizar a osteoporose causada pelo hiperparateroidismo.

É importante lembrar que todos os medicamentos possuem efeitos colaterais e devem ser usados de acordo com a orientação do seu médico.

Muitas vezes o médico recomendará um aumento no consumo de cálcio e na obtenção de vitamina D. Com isso, mudanças na dieta e no dia a dia serão necessárias.

Para obtenção maior de cálcio é importante consumir alimentos ricos no nutriente, como laticíneos, tofu, brócolis, sardinha, espinafre, semente de gergelim, soja, linhaça, grão de bico, aveia e chia.

No caso da vitamina D, para evitar a carência do nutriente é interessante incluir na dieta alimentos ricos nesta substância e também tomar entre 15 e 20 minutos de sol sem proteção solar e com braços e pernas expostos todos os dias. Apesar de alimentação e exposição solar serem complementares, este último garante entre 80 e 90% da síntese de vitamina D.

Prognóstico:

Alguns hábitos colaboram com o tratamento do hiperparatireoidismo, entre eles:

  • Beber bastantes líquidos, principalmente água, para a limpeza dos rins e evitar chances de cálculos
  • Exercícios regulares, para ajudar no fortalecimento dos ossos
  • Para de fumar, já que o tabagismo pode aumentar o risco de perda de massa óssea, entre outros problemas
  • Evitar medicações que aumentam o cálcio, como alguns diuréticos e medicamentos com lítio. Caso você use esse tipo de medicamento, converse com o especialista que está tratando sei hiperparatireoidismo e com médico que receitou o remédio.

Complicações:

Entre as complicações do quadro de hiperparatireoidismo não tratado podemos encontrar:

  • Osteoporose
  • Cálculo renal
  • Doenças cardiovasculares
  • Hipoparatireoidismo neonatal.

Prevenção:

Não há forma conhecida para prevenção do hiperparatireodismo primário. Quanto o secundário, o ideal é consumir quantidades adequadas de cálcio, investigar se há deficiência de vitamina D e consumir bastante líquidos.

Clínica Mayo – organização sem fins lucrativos dos Estados Unidos que reúne conteúdos sobre doenças, sintomas, exames médicos, medicamentos, entre outros.

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