Gripe H3N2 Icone para edição

O H3N2 trata-se de um subtipo do vírus influenza A, que pode ser classificado de acordo com suas características em diferentes hemaglutininas (H) e neuraminidases (N) – H1N1, H3N2, H7N1 e outros. (1)

O influenza A é um vírus causador da gripe influenza. Os vírus da gripe, basicamente, possuem os tipos A, B e C. Esses vírus são altamente transmissíveis e podem sofrer mutações, sendo que o tipo A é mais mutável que o B e este mais mutável que o tipo C. Os tipos A e B causam maior mortalidade que o tipo C. (5)

No entanto, as epidemias e pandemias estão mais associadas ao vírus do tipo A. O tipo C não possui nenhuma importância clínica e epidemiológica. Atualmente circulam no Brasil são os vírus do influenza A/H1N1pdm09, A/H3N2 e influenza B. (4)

Não há grandes diferenças no que diz respeito a que doenças causam, como se prevenir e como tratar. A diferença entre os três subtipos de vírus está nas proteínas específicas que cada um tem em sua superfície.

Eles são cepas diferentes do mesmo vírus, com características semelhantes. Recentemente, o Ministério da Saúde revelou que vírus H2N3 não existe no Brasil.

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Em 2018, até 07 de abril, foram registrados 286 casos de influenza em todo o país, com 41 óbitos. Do total, 71 casos e 12 óbitos foram por A/H3N2. Em relação ao vírus A/H1N1pdm09, foram registrados 116 casos e 16 óbitos. Ainda foram registrados 52 casos e 6 óbitos por influenza B e os outros 46 casos e 7 óbitos por influenza A não subtipado. (2,4)

Sintomas:

Os sintomas são bem parecidos com os da gripe comum: (2)

  • Febre alta, em geral acima de 38ºC
  • Tosse seca
  • Dor de garganta
  • Falta de ar
  • Dores musculares
  • Fraqueza
  • Dor de cabeça
  • Náuseas e vômitos
  • Diarreia
  • Congestão nasal e espirros.

Diagnóstico:

O diagnóstico é feito por um médico, baseado nos sinais clínicos do paciente e com uma amostra da secreção da nasofaringe, que deve ser colhida preferencialmente nas primeiras 72 horas após o início dos sintomas. (2)

Tratamento:

O principal tratamento para qualquer cepa do vírus influenza é feito com o uso do antiviral à base de fosfato de Oseltamivir (Tamiflu), que somente deve ser usado com prescrição médica.

Como em toda gripe, os tratamentos são sintomáticos, com antitérmicos, analgésicos, expectorantes, que controlam os sintomas da doença, como febre e dores. Os antivirais só devem ser utilizados sob prescrição médica, para caso específicos.

Além disso, é indicado que o paciente permaneça em repouso, consuma bastante líquido e tenha uma dieta equilibrada. (1,2,3)

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Gripe H3N2 tem cura?

Geralmente o prognóstico é bom, mas em alguns casos dependendo da gravidade, a gripe H3N2 pode levar a óbito. Contudo, quando o paciente segue o tratamento indicado pelo médico tem uma completa resolução do quadro.

Complicações:

A principal complicação decorrente de gripe H3N2 consiste em crises de insuficiência respiratória, que podem levar o paciente a óbito se não forem tratadas imediatamente e em caráter de urgência. (1,2,3)

Além disso, existem outras complicações como:

  • Pneumonia
  • Desidratação
  • Outras infecções já que as defesas do organismo estão baixas pela infecção viral.

Prognóstico:

O paciente deve repousar e ficar em casa, isso ajuda na recuperação e evita transmitir o vírus aos amigos e familiares. Beber bastante água e uma boa alimentação também são necessários para uma melhor recuperação. É importante que o paciente não passe muito tempo deitado, para que possa haver uma melhor ventilação pelos pulmões. (2,3)

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Prevenção:

A vacina da gripe é a melhor maneira de evitar a gripe e suas complicações. Todos os anos, é necessário receber uma nova dose, já que a sua composição é alterada de acordo com o tipo de vírus mais provável de se disseminar. A vacina da gripe previne aproximadamente 70-90% dos casos de gripe, mas não protege contra outras infecções respiratórias, como o resfriado. (2)

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Além disso, algumas medidas simples ajudam a manter a gripe longe, como:

  • Seguir hábitos de vida saudáveis: ter uma boa alimentação ajuda a manter o sistema imune em pleno funcionamento. Para os bebês a amamentação é prioridade
  • Beber bastante água: quando o tempo esfria um pouco tendemos a diminuir a quantidade de água ingerida, isso prejudica nosso organismo
  • Lavar sempre as mãos: higienizar as mãos com água e sabão, várias vezes ao dia, é uma medida simples e muito eficaz, o uso do álcool gel também é bem vindo
  • Cobrir a boca e o nariz ao tossir e espirrar: Esses simples hábito de cobrir com as mãos ou o braço ao tossir ou espirrar contribui para que o vírus não se espalhe com facilidade. É usar sempre que possível um lenço de papel descartável e lavar as mãos em seguida
  • Evitar circular em locais com muitas pessoas: Em locais cheios a proliferação dos vírus acaba sendo maior, já que pode haver alguém infectado
  • Abra as janelas: Quando o frio chega é comum fecharmos as janelas de casa e do trabalho. Contudo, é preciso manter os ambientes bem arejados, para que o vírus não permaneça em um único ambiente facilitando a transmissão.

A vacina da gripe está disponível na rede pública para gestantes, pessoas com 60 anos ou mais, profissionais de saúde, mulheres que tiveram filhos a menos de 45 dias, crianças de 6 meses a 4 anos de idade, pessoas com doenças crônicas e indígenas. (4)

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As vacinas são trivalentes, ou seja, imuniza contra três tipos de vírus diferentes. A composição da vacina é recomendada anualmente pela OMS, com base nas informações recebidas de todo o mundo sobre a prevalência das cepas circulantes. Dessa forma, a cada ano a vacina da gripe muda, para proteger contra os tipos mais comuns de vírus da gripe naquela época.

A campanha nacional de vacinação contra a gripe de 2018 começou no dia 23 de abril. A meta do governo é imunizar 54 milhões de pessoas, que fazem parte do grupo prioritário, até o dia 1º de julho.

(1) Renato Kfouri, infectologista do Hospital e Maternidade Santa Joana

(2) Andréa Kasmim, clínica geral e pediatra

(3) Marcelo Mendonça, infectologista do Hospital Santa Paula

(4) Ministério da Saúde. Disponível em: http://portalms.saude.gov.br/saude-de-a-z/influenza

(5) Sociedade Brasileira de Infectologia. Disponível em: https://www.infectologia.org.br/pg/971/influenza

*As informações e sugestões contidas neste site têm caráter meramente informativo.
*Elas não substituem o aconselhamento e acompanhamentos do profissional da saúde.