Fimose Icone para edição

Fimose é a impossibilidade de expor a glande do pênis durante a retração prepucial, portanto, prepúcio exuberante não é fimose. Quando há estreitamento prepucial que impede a exposição completa da glande, ocorre dor e fissura prepucial para se realizar sua exposição durante o banho. Estas sucessivas fissuras pioram o anel prepucial, tornando-o progressivamente mais fechado. Estes casos devem ser operados.

Diagnóstico:

O diagnóstico é feito apenas pelo exame físico, evidenciado pela não exposição da glande pela retração do prepúcio.

Tratamento:

O tratamento inicial pode ser realizado durante o banho para expor e higienizar a glande. Desde que o anel não esteja estreitado, é possível que ocorra liberação. Mas quando ocorrer fissuras dolorosas durante este processo de exposição digital é preferível indicar cirurgia para remoção do anel precocemente, independente da idade da criança. Muitas crianças poderão ter sucesso neste processo para expor a glande, que poderá demorar meses para sua completa liberação.

A cirurgia é realizada pela remoção da pele e mucosa onde se localiza o anel prepucial. A boa cirurgia deve preservar parcialmente o prepúcio, propiciando a exposição livre da glande pela retração do prepúcio. A remoção completa, com exposição permanente da glande deve ser evitada, pois é necessário proteger a região. Quando isso ocorre há uma mudança na glande, transformando a mucosa em pele e por vezes vai ocorrendo ao longo dos anos uma pigmentação escurecida da glande. O aspecto cosmético ficará para sempre modificado, determinando, inclusive, perda da sensibilidade táctil da glande e a umidade natural destas mucosas na porção interna do prepúcio que recobre a glande.

Atualmente a segurança da anestesia e da cirurgia é muito alta, mas como qualquer ato médico, eventos indesejados podem ocorrer, mas podem ser contornados com sucesso - desde que se realize o procedimento em ambiente cirúrgico adequado e com segurança para que seja atingido o sucesso pretendido para o procedimento.

Complicações:

A complicação mais comum da fimose é a infecção local do prepúcio e glande, que propicia aderência entre estas estruturas (balanopostite). Os neonatos são mais suscetíveis a apresentarem infeção do trato urinário superior (pielonefrite) proveniente de colonização bacteriana no prepúcio obstruído.

Podem ocorrer aderências prévias a exposição da glande do prepúcio, e em decorrência destas aderências, o procedimento pode exigir cuidado médico mais próximo no pós-operatório da cirurgia durante os curativos iniciais. As aderências podem ser frouxas; mais densas, com pontes aderenciais entre o prepúcio e a glande; e formação de cicatrizes firmes.

Outras complicações mais raras podem ocorrer como estreitamento do meato uretral, deformidades severas da glande causadas pelas infeções locais repetidas e dor durante a ereção.

Prognóstico:

Uma cirurgia bem feita e sem complicações proporciona, normalmente, que a pessoa não apresente mais problemas locais. A postectomia evita ou pelo menos reduz algumas lesões virais e bacterianas, como o HPV, o próprio HIV e outras doenças sexualmente transmissíveis (DST).

Este conhecimento é milenar para proteção das DST. A recente epidemia de HIV foi reduzida nas populações endêmicas africanas por programas de saúde da ONU, indicando a realização de postectomia indiscriminada aos homens.

Prevenção:

Não é possível prevenir a fimose pois a formação prepucial ocorre durante a vida fetal. Contudo, é importante saber que a aderência prepucial a glande é inerente e ocorre na maioria dos meninos recém-natos. Progressivamente e naturalmente vai ocorrendo o rompimento destas aderências frouxas.

Escrito por: Francisco Fonseca, uro-oncologista membro da Sociedade Brasileira de Oncologia e especialista Minha Vida - CRM: 44006/SP.

*As informações e sugestões contidas neste site têm caráter meramente informativo.
*Elas não substituem o aconselhamento e acompanhamentos do profissional da saúde.