Fibrilação Atrial Icone para edição

A fibrilação atrial é um tipo comum de arritmia cardíaca, no qual o ritmo dos batimentos cardíacos é, em geral, rápido e irregular.

Tipos:

Fibrilação atrial que dura de poucos segundos a alguns dias e, então, para por si só.

É o tipo de fibrilação atrial que não para espontaneamente, mas que poderá ser interrompida se for corretamente tratada.

Esse tipo de fibrilação atrial está presente em todos os momentos e nem sempre há necessidade médica de revertê-la.

Sintomas:

Um coração com fibrilação atrial não bate de forma eficiente e pode não ser capaz de bombear sangue suficiente para o corpo durante os batimentos cardíacos.

Algumas pessoas com fibrilação atrial não têm sintomas e não sabem de sua condição até que seja descoberto durante um exame físico ou realização de eletrocardiograma. Quando surgem, os sintomas mais prováveis são:

  • Palpitações no peito
  • Fraqueza
  • Capacidade reduzida de se exercitar
  • Fadiga
  • Vertigens
  • Tontura
  • Confusão
  • Falta de ar
  • Dor no peito
  • Desmaio.

Diagnóstico:

O profissional de saúde consegue perceber batimento cardíaco acelerado ao escutar o coração do paciente com um estetoscópio. Pode ser que seu pulso esteja acelerado, irregular ou ambos.

O ritmo cardíaco normal é de 60 a 100 batimentos por minuto (bpm), mas com a fibrilação atrial este ritmo pode subir para 100 até 175bpm. Em alguns casos, ele também pode apresentar frequência cardíaca demasiadamente baixa.

A pressão sanguínea pode ser normal ou baixa nesses casos.

Um eletrocardiograma é geralmente o exame mais utilizado para indicar a atividade elétrica do coração, capaz, portanto, de notar fibrilação atrial. Talvez seja necessário utilizar um monitor especial que marque seu ritmo cardíaco se o ritmo cardíaco anormal é intermitente, existindo o Holter (24h), o Holter de 7 dias e o Looep Recorder (que o paciente ativa para registrar o ritmo na hora do sintoma.

Exames para detectar uma doença cardíaca podem incluir:

  • Teste de esforço
  • Ecocardiograma. Exame que utiliza ondas sonoras para criar uma imagem em movimento do coração
  • Coronariografia. Teste para examinar melhor os vasos sanguíneos que fornecem sangue ao músculo cardíaco
  • Estudo eletrofisiológico. Teste para examinar o sistema elétrico cardíaco
  • Raio-X do tórax
  • Exames de sangue
  • Ecocardiograma.

Tratamento:

Em alguns casos, a fibrilação atrial pode necessitar de tratamento emergencial em um hospital para voltar ao ritmo cardíaco ao normal. Este tratamento pode envolver choques elétricos ou medicamentos especiais. As técnicas mais utilizadas e indicadas de tratamento incluem:

  • Medicamentos diários prescritos por médicos são usados com dois objetivos distintos: desacelerar o batimento irregular e impedir que a fibrilação atrial volte
  • Remédios anticoagulantes para impedir a formação de coágulos sanguíneos
  • Cardioversão elétrica quando um choque elétrico é dado no coração durante anestesia ou química: por meio de medicação para restabelecer um ritmo cardíaco anormal
  • Ablação por cateter para eliminar rotas elétricas anormais no tecido cardíaco (controle por mais tempo do que com as medicações)
  • Marca-passos e desfibriladores para se detectar e tratar a fibrilação atrial de forma precoce e impedir sua reincidência
  • Ablação cirúrgica minimamente invasiva ou de peito aberto (em conjunção com outra cirurgia cardíaca) para criar lesões que bloqueiem os circuitos elétricos anormais que causam a fibrilação atrial (menos utilizada, já que é uma cirurgia de maior porte).

Prognóstico:

Um paciente diagnosticado com fibrilação atrial pode precisar fazer mudanças no estilo de vida que melhoram a saúde geral do seu coração, especialmente para prevenir ou tratar doenças como a pressão arterial alta e doenças cardíacas. O médico pode sugerir várias mudanças de estilo de vida, incluindo:

  • Seguir uma dieta saudável para o coração, pobre em sal e gorduras e rica em frutas, vegetais e grãos integrais
  • Exercitar-se regularmente, de preferência todos os dias
  • Parar de fumar
  • Manter um peso saudável
  • Manter a pressão arterial e os níveis de colesterol sob controle. Fazer mudanças de estilo de vida e tomar medicamentos prescritos para corrigir a pressão arterial elevada (hipertensão) ou colesterol alto
  • Beber álcool com moderação ou evitar
  • Manter cuidados de acompanhamento. Tomar o medicamento receitado pelo médico e fazer visitas regulares ao consultório médico é essencial para o tratamento da fibrilação atrial.

Complicações:

A fibrilação atrial, se não tratada, pode levar a complicações graves de saúde, resultando inclusive na morte do indivíduo. Veja:

  • Desmaio (síncope), em caso de a fibrilação atrial mantiver o pulso muito rápido ou muito lento
  • Insuficiência cardíaca
  • Derrame (AVC), em caso de os coágulos sanguíneos se soltarem e viajarem para o cérebro.

Prevenção:

Para prevenir a fibrilação atrial, é importante adotar um estilo de vida saudável para o coração e, assim, reduzir o risco de doença cardíaca. Um estilo de vida saudável pode incluir:

  • Comer uma dieta saudável para o coração
  • Aumentar sua atividade física
  • Evitar fumar
  • Manter um peso saudável
  • Limitar ou evitar cafeína e álcool
  • Reduzir o estresse, como estresse e raiva intensa pode causar problemas de ritmo cardíaco.

Ministério da Saúde

Sociedade Brasileira de Cardiologia

Sociedade de Cardiologia do Estado do Rio de Janeiro – SOCERJ

Incor - Instituto do Coração

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