Feocromocitoma Icone para edição

Feocromocitoma é um tipo de tumor raro que aparece no tecido de algumas glândulas, mais comumente nas adrenais, glândulas que ficam acima dos rins, na parte posterior do abdômen e causa hipertensão, entre outros sintomas.

As glândulas adrenais (ou supra-renais) produzem a adrenalina e a noradrenalina, responsáveis, respectivamente pelas respostas do nosso corpo em situações extremas e por seu relaxamento posterior. Quando o feocromocitoma ocorre, há uma mudança na produção desses hormônios.

Tipos:

Os feocromocitomas são classificados de acordo com o local onde aparecem. 90% dos feocromocitomas ocorrem nas glândulas adrenais. Quando sua localização muda, eles são chamados de feocromocitomas extra-adrenais ou de paragangliomas e podem ocorrer no coração, peito, crânio ou pescoço.

Sintomas:

Os sintomas mais comuns do feiocromocitoma são:

  • Hipertensão arterial
  • Batimento cardíaco acelerado ou forte
  • Suor intenso
  • Dor de cabeça forte
  • Tremores
  • Palidez
  • Respiração encurtada

Entre os sintomas menos comuns de feocromocitoma, temos:

  • Ansiedade
  • Dor abdominal
  • Constipação
  • Perda de peso

Os sintomas do feocromocitomapodem acontecer em pequenos ataques que duram de 15 a 20 minutos, mas podem se repetir várias vezes ao dia. Alguns fatores desencadeiam esses ataques, como:

  • Esforço físico
  • Ansiedade ou estresse
  • Mudanças na posição do corpo
  • Comidas ricas em tiramina, como alguns tipos de queijos, cerveja e vinho, carnes secas ou defumadas, bananas, abacate, entre outras
  • Medicamentos como descongestionantes e estimulantes

Diagnóstico:

Muitos médicos podem não desconfiar logo de cara que a pessoa está com feocromocitoma, pois a pessoa tende a não apresentar tantos sintomas persistentes, além da pressão arterial alta. No entanto, quando esse problema aparece em pessoas jovens, vai e volta ou é acompanhado de outros sintomas, o médico pode pedir exames para confirmar uma suspeita de feocromocitoma.

Entre os exames, o principal é a quantidade dos hormônios das glândulas adrenais, que pode ser medida em exames de urina 24 horas e exames de sangue.

Caso esses exames indiquem a presença de um feocromocitoma, o médico poderá pedir exames de imagem que confirme o diagnóstico, como tomografia computadorizada, ressonância magnética, entre outros, para verificar a existência do tumor.

Tratamento:

O melhor tratamento para o feocromocitoma é a cirurgia para retirada do tumor. No entanto, antes de fazer a operação é necessário preparar o paciente, controlando sua pressão arterial antes da cirurgia. Os medicamentos usados no pré-operatório normalmente são:

  • Alfa-bloqueadores, que previnem a noradrenalina de estimular os músculos nas paredes das veias e artérias menores, reduzindo a pressão arterial
  • Beta-bloqueadores, que inibem a adrenalina, fazendo com que o coração bata mais devagar e com menos força, além de deixar as veias relaxadas

Mas outras medicações podem ser utilizadas, caso essas duas não produzam melhora no quadro de hipertensão.

A cirurgia em si é feita através da laparoscopia, cirurgia feita com pequenas incisões e minimamente invasiva. Na maioria das vezes, a glândula toda é retirada, a não ser que a outra glândula já tenha sido retirada em outra ocasião.

Caso o tumor seja maligno, a cirurgia só terá sucesso se o tumor e os tecidos metastáticos estiverem isolados e o tratamento deverá ser complementado com quimioterapia, radioterapia ou terapia alvo, de acordo com a orientação de um oncologista.

Complicações:

Caso o feocromocitoma não seja diagnosticado e tratado, pode desenvolver uma série de complicações fatais, como:

  • Crises hipertensivas
  • Arritmia cardíaca
  • Infarto do miocárdio
  • Falência múltipla dos órgãos

Feocromocitoma tem cura?

Em geral os feocromocitomas são tumores benignos e quando eles são removidos com a cirurgia, o prognóstico é positivo. No entanto, estatísticas mostram que 10% das pessoas operadas têm chance de ter reincidência do tumor na outra glândula.

Prevenção:

Não há formas conhecidas de prevenir o feocromocitoma.

Manual Merck

Clínica Mayo

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