Eclâmpsia Icone para edição

Eclâmpsia é uma condição rara, mas grave, que provoca convulsões durante a gravidez. A eclâmpsia afeta cerca de uma em cada 2 mil a 3 mil gestações, e pode afetar qualquer gestante, mesmo quem não tem um histórico de convulsões.

Sintomas:

Os sintomas comuns de eclâmpsia são:

  • Convulsões
  • Perda de consciência
  • Agitação
  • Dores de cabeça ou dores musculares.

A pré-eclâmpsia e eclâmpsia afetam a placenta, órgão que fornece oxigênio, sangue e nutrientes para o feto. Quando a pressão arterial elevada reduz o fluxo de sangue, a placenta pode ser incapaz de funcionar corretamente. Isso pode levar o bebê a nascer com baixo peso ou outros problemas de saúde. Problemas com a placenta muitas vezes podem antecipar parto. Em casos raros, estas condições pode levar a um bebê natimorto.

Você pode não notar um aumento da pressão arterial durante a gravidez até que ela esteja perigosamente alta. Assim, é fundamental para todas as pessoas grávidas agendarem visitas regulares com obstetra e para acompanhar e identificar os sintomas de pré-eclâmpsia precocemente. Entre os primeiros sintomas estão:

  • Rápido ganho de peso, de 2 a 5 quilos em uma única semana
  • Inchaço da face ou extremidades, especialmente as mãos.

Se a pré-eclâmpsia progride, é possível observar outros sintomas, tais como:

  • Dores de cabeça
  • Alterações da visão (visão turva, visão dupla, vendo pontos de luz)
  • Dor abdominal, especialmente no canto superior direito ou no meio abdômen
  • Urinar com menos frequência
  • Falta de ar
  • Náuseas ou vômitos
  • Confusão
  • Convulsões.

Diagnóstico:

Se você já recebeu o diagnóstico de pré-eclâmpsia ou têm histórico da doença, o médico irá pedir exames para determinar se a pré-eclâmpsia piorou ou tem chances de acontecer novamente. Se você não recebeu esse diagnóstico, mas está preocupada com o risco, o médico irá pedir exames relacionados com a pré-eclâmpsia:

  • Pressão arterial
  • Exames de sangue para determinar contagem de plaquetas e funcionamento do fígado e rins
  • Exames de urina, para identificar altos níveis de proteína
  • Ultrassom fetal com Doppler, para saber como está o bebê
  • Verificar a frequência cardíaca do bebê.

Tratamento:

O parto é a única forma de curar a eclâmpsia. Se você desenvolver eclâmpsia, o médico pode antecipar o parto, dependendo de quão longe você está em sua gravidez. Parto prematuro pode ocorrer entre 32 e 36 semanas de gravidez, se surgirem sintomas de risco de vida ou se a medicação não funcionar.

Medicamentos para prevenir convulsões (anticonvulsivantes) podem ser usados. Se você tem pressão arterial elevada, a medicação para abaixá-la também pode ser administrada.

Toda gestante hipertensa ou com alto risco de hipertensão deve inicialmente fazer mudanças em seu estilo de vida, como ingerir pouco sódio, manter o peso, dormir adequadamente e fazer caminhada regularmente. Se, mesmo com a adoção desses hábitos, a pressão persistir alta, deve-se fazer uso de medicamentos.

O repouso absoluto pode ser recomendado, com a gestante deitada sobre o lado esquerdo do corpo tempo todo ou a maior parte do tempo.

Eclâmpsia na maioria dos casos exige hospitalização. No hospital, seu bebê será monitorado, o volume de líquido amniótico e o estudo Doppler dos vasos maternos e fetais medido frequentemente. A falta de líquido amniótico e alteração do estudo Doppler é um sinal de que o fornecimento de sangue para o bebê está deficiente.

Se o diagnóstico da pré-eclâmpsia ocorre perto do fim da sua gravidez, pode ser recomendada uma indução do trabalho de parto. As condições do colo uterino - se está começando a abrir (dilatar), afinar e suavizar (amadurecer) - também podem ser um fator para determinar se ou quando o trabalho será induzido.

Em casos graves, pode não ser possível considerar a idade gestacional do seu bebê ou as condições do seu colo do útero. Se não for possível esperar, o médico pode induzir o parto ou agendar uma cesárea. Durante o parto, você pode receber sulfato de magnésio por via intravenosa para prevenir novas convulsões.

Após o parto, deve-se esperar a pressão arterial voltar ao normal dentro de 12 semanas, mas geralmente isso ocorre muito mais cedo. Se a paciente precisar de medicação para aliviar a dor após o parto, confira com o médico o que pode ser ou não ingerido. A eclâmpsia pode exigir que você fique mais tempo no hospital depois de dar à luz. A doença geralmente não aumenta o risco de pressão alta no futuro.

Complicações:

Quanto mais grave a eclâmpsia for e quanto mais cedo ela ocorre, maiores serão os riscos para a gestante e seu bebê. A eclâmpsia pode exigir trabalho de parto induzido ou parto cirúrgico (cesariana). Se você tiver eclâmpsia grave ou estiver com menos de 30 semanas de gestação, uma cesárea pode ser necessária.

As complicações da pré-eclâmpsia e eclâmpsia podem incluir:

  • Falta de fluxo sanguíneo para a placenta
  • Descolamento prematuro da placenta
  • Síndrome HELLP, caracterizada pela elevação das enzimas hepáticas e baixa contagem de plaquetas
  • Doença cardiovascular no futuro.

Eclâmpsia tem cura?

Descobrir que você tem uma complicação potencialmente grave da gravidez pode ser assustador. Se o diagnóstico de eclâmpsia acontece no final de sua gravidez pode ser preocupante, uma vez que o parto pode começar a ser induzido imediatamente. Se você é diagnosticado mais cedo em sua gravidez, você pode ter várias semanas para se preocupar com a saúde do seu bebê.

Grupos de suporte e materiais informativos podem ajudar a entender melhor essa condição. Além de conversar com o médico, faça alguma pesquisa. Certifique-se de entender quando é necessário buscar ajuda médica, como você deve monitorar o bebê e sua condição.

Prevenção:

A pré-eclâmpsia, que pode evoluir para eclampsia, pode interferir com a capacidade da placenta de fornecer oxigênio e nutrição para o feto. Como não se sabe exatamente qual a causa da pré-eclâmpsia, é muito difícil saber como evitá-la. Mas uma vez que a pré-eclâmpsia foi identificada, existem passos que você pode tomar para evitar a eclâmpsia. Estes incluem:

  • Repouso
  • Monitorização cuidadosa da mãe e do bebê
  • Parto quando necessário.

Uma vez que o bebê nasceu, a pressão arterial deve voltar ao normal.

Federação Brasileira das Associações de Ginecologista e Obstetrícia Associação de Ginecologista e Obstetrícia do Estado de São Paulo Dra. Viviane Lopes, ginecologista e obstetra do Femme Laboratório da Mulher e mestre em Obstetrícia pela UNIFESP - CRM SP 105166

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