Crescimento lento (em crianças) Icone para edição

O crescimento lento ocorre quando a criança cresce menos do que o esperado. Existe um padrão de crescimento (peso/ altura / IMC) que é avaliado pelo seu pediatra em um gráfico e acompanhamento em todos as consultas. Existe um padrão de crescimento comum para as crianças que foi medido por algumas instituições internacionais e serve como parâmetro para os pediatras, que medem o peso, altura e IMC da criança a cada consulta. As crianças com alteração em seu crescimento, como o crescimento lento, devem ser investigadas do ponto de vista clínico, para que seja avaliada o quanto desta diferença é normal ou não.

Os sintomas que acompanham o crescimento lento variam muito dependendo da intensidade da alteração. Alterações evidentes encontradas, por exemplo, nas mal formações cromossômicas, endócrinas ou ósseas, são diagnosticadas logo no início.

Quando se fala em discreta diminuição de crescimento em relação à população em geral, só é possível fazer este diagnóstico nos acompanhamentos mensais, quando se formará um “desenho de curva de estatura” decrescendo.

Diagnóstico:

Para acompanhar não só o crescimento da criança, mas também do peso da criança, existem tabelas de peso e de estatura. Até 2006 a tabela utilizada era do CDC (Center for Disease Control), uma curva americana. Mas a criança americana tem maior peso que a brasileira até os dois anos, por diferentes fatores. Em 2006 uma organização com sede em Genebra, Who Child, elaborou uma tabela em que foram utilizados dados coletados de cinco cidades em cinco continentes (excetuando-se os orientais), inclusive no Brasil, elaborando uma tabela com valores mais amplos e mais adaptados a nossa realidade.

Esse acompanhamento é feito nas consultas de rotina com o pediatra: no primeiro ano de vida essas consultas são mensais, depois aos 15 e 18 meses. E entre dois e quatro anos, são duas consultas ao ano. Desta forma, coletam-se um número de medidas que geram uma curva de acompanhamento. Com o acompanhamento a cada mês, consegue-se detectar alterações do crescimento, para mais ou para menos.

Tratamento:

O tratamento para o crescimento lento em crianças será de acordo com a causa do problema. Por exemplo, alterações de origem genética ou hereditárias devem ser tratadas pelo especialista.

Prevenção:

Hábitos de vida saudáveis ajudam a prevenir problemas de crescimento. Veja alguns deles:

  • Amamentação exclusiva com leite materno até o sexto mês e alternada com alimentação regular até os dois anos
  • Alimentação complementar adequada com pouco ou nenhum artificial após o sexto mês
  • Exercícios ao ar livre por pelo menos uma hora ao dia
  • Restringir o tempo de TV, vídeo game e computador para 30 minutos ao dia
  • Adequado controle de doenças crônicas, como a bronquite, que pelo uso de muita medicação podem comprometer a estatura final.

Deve-se dar à criança a oportunidade de desenvolver todo o potencial que nasce com ela.

Dra Isis Dulce Pezzuol, pediatra e homeopata (CRM-SP 39.546)

*As informações e sugestões contidas neste site têm caráter meramente informativo.
*Elas não substituem o aconselhamento e acompanhamentos do profissional da saúde.